Uma decisão que há muito ultrapassou as quatro linhas do campo!
Por: Max Pereira
Mais uma decisão e mais uma noite tipicamente atleticanas: a expectativa da vitória e da sonhada classificação para a fase de grupos da Libertadores, preferencialmente com uma atuação boa e muito convincente, é, como sempre, entrecortada por notícias e “notícias”, especulações tendenciosas e panfletárias, posições “oficiais” do clube, disse-me-disse e reações extremadas da Massa alvinegra.
O volante Allan, particularmente, tem dado o que falar dentro e fora do campo Dentro das quatro linhas, Allan, no limite do que é possível render em um início de temporada, tem desfilado o seu grande futebol e mostrado porque é hoje considerado o melhor volante do futebol brasileiro, não obstante ter sido “esquecido” pelo treinador interino da seleção brasileira, o ex-atleticano Ramon Menezes, lapso bastante fortuito para quem tem interesse na especulada ida do jogador para o Palmeiras. Uma convocação agora o valorizaria bastante e aí…
Fora dos gramados, Allan tem sido pivô de várias notícias e especulações que visam não só desestabilizar o time atleticano, mas, principalmente, tornar a sua saída do clube inevitável. É natural que, diante de qualquer proposta por qualquer jogador, existam, dentro e fora do clube, aqueles que são contra e aqueles que são favoráveis ao negócio.
E, nesse caso, não é diferente. O comunicado oficial do Glorioso informando a posição contrária a ceder o atleta neste momento para qualquer coirmão brasileiro, em especial para qualquer adversário direto nas principais competições em que o clube estiver envolvido, sinaliza para alguns, apenas e tão somente, que até o momento a ala contrária à venda de Allan agora e para o Palmeiras, está vencendo a queda de braço contra aqueles que são favoráveis à cessão do jogador. Para muitos outros, indica apenas que o Palmeiras ainda não teria chegado aos patamares que o Atlético deseja.
Como a história do clube mostra, foram incontáveis as vezes em que o Atlético disse uma coisa e fez exatamente o contrário e, assim não será novidade e nem surpresa se este posicionamento oficial mudar de uma hora para outra. Ou seja, tudo pode acontecer. Foi o próprio clube que, ao longo dos tempos, desacreditou a sua própria palavra e, não raras vezes, suas notas oficiais foram alvo de chacota e de piadas.
Para cada notícia a respeito do interesse ou de uma possível ida do volante Allan para o Palmeiras veiculada pela mídia de fora de Minas Gerais, mais de 100 perfis e muitos “influencers” atleticanos em suas redes sociais e um tanto de “formadores” de opinião da mídia tradicional mineira, exploram e divagam sobre esse assunto.
“O Atlético não admite vender Allan para um adversário direto, mas admite conversar, ouvir uma proposta e aceita ceder o jogador por 15 milhões de euros, talvez menos”. O Palmeiras, claro, jamais aceitará tal valor e acredita que levará o jogador por muito, muito menos.
Além da surrada informação de que o Palmeiras não desistiu e vai fazer mais investidas, três novidades surgiram no noticiário sobre esse assunto:
- Além do Flamengo, teria surgido mais um terceiro clube interessado.
- Se o Atlético for eliminado da Libertadores pelo Millonarios e, portanto, não chegar à fase de grupos da competição o clube irá liberar Allan.
- Allan, segundo fontes do próprio Galo, teria irritado o comando atleticano com uma possível negociação com o Palmeiras à revelia do clube.
Será que tem alguém do lado alvinegro torcendo para o time cair e, assim, ver o negócio concretizado? Parece absurdo, mas no futebol e no Atlético, em particular, tudo é possível. Note-se que, pela “notícia”, a expectativa de um fracasso do time atleticano na próxima fase da Libertadores estaria alimentando a sanha pela concretização do negócio por parte de muitos que o desejam ver realizado. O triste é que esta “notícia” não teria vindo de fora. Segundo os perfis atleticanos que a estão divulgando veio de fontes de dentro do próprio clube.
E, não bastasse isso, outros perfis estão divulgando que, segundo alguém de dentro do Atlético, ao contrário da nota divulgada pelo próprio clube, NÃO HÁ NADA FECHADO, O CLUBE ESTÁ ABERTO A CONVERSAR E O NEGÓCIO PODE SIM ACONTECER.
Não raras vezes ficou clara a intenção de insinuar para a torcida que o jogador quer sair do clube e, por isso, teria colocado a sua casa em Belo Horizonte à venda. Muitos torcedores atleticanos passaram a entender que o atleta estaria, de fato, forçando a sua saída. Quem ganha com tudo isso? Seguramente não é o Atlético. Antes da decisão contra o Millonarios tem se falado mais disso do que do próprio jogo.
Por sua vez, Allan tem se manifestado protocolarmente e com muito acerto, dizendo que não quer se envolver, deixando esta questão nas mãos de seus representantes e do clube que, segundo ele, é quem deverão decidir o que é melhor para si e para o Atlético.
O Palmeiras que, segundo o próprio jogador, procurou o seu procurador e feito a ele uma proposta, assiste a tudo de camarote, esperando, segundo consta que o Atlético sucumba diante da pressão de seus credores e lhe entregue o volante em uma bandeja.
O clube precisa de paz, equilíbrio e tranquilidade. E ainda bem que muitos atleticanos têm se manifestado com muita parcimônia, tato e tirocínio, se colocando contra a venda do jogador, por entender que seria uma rematada tolice reforçar um adversário direto e sem peça de reposição à altura e, talvez por um valor que não seja, afinal, tão bom para o clube como muitos acreditam.
Afinal, os resultados esportivos não podem ser jogados no lixo. Tudo isso, deixa claro que o Atlético não precisa de mais inimigos. Já os tem em profusão fora de seus muros.
Cabeça na decisão. Cabeça dentro de campo. Infelizmente esta decisão contra o Millonarios ultrapassou e muito as quatro linhas do campo. O que vale e muito fora dos gramados é o jogo bem jogado dos bastidores, campo em que o atlético sempre fica devendo. Mais uma vez É HORA DE AMARRAR AS CHUTEIRAS COM AS VEIAS.
*Este texto é de inteira responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, o pensamento do portal FalaGalo.