Ministério Público arquiva processo por supostas irregularidades na última eleição de conselheiros
Por: Hugo Fralodeo
Na última terça-feira (24), a 12ª Promotoria de Justiça Criminal de Belo Horizonte, do Ministério Público de Minas Gerais arquivou o processo ajuizado pelo ex-presidente do Atlético, Alexandre Kalil, no qual solicitava investigação acerca da suposta irregularidade na última eleição de conselheiros do Atlético, em assembleia realizada no último mês de agosto, rejeitando a instauração de um inquérito policial. A informação foi divulgada inicialmente pelo jornalista Thiago Madureira, do Superesportes.
O MPMG solicitou a Sérgio Coelho, atual presidente do Clube, e a Ricardo Guimarães, atual presidente do Conselho Deliberativo, esclarecimentos na apuração da possibilidade de falsidade ideológica de alguns fatores do Clube. Para a homologação do arquivamento, o processo já foi encaminhado à 10ª Vara Criminal da Comarca de Belo Horizonte.
Confira a nota emitida pelo Ministério Público de Minas Gerais:
“A notícia crime protocolada pelo sr. Alexandre Kalil foi registrada como Notícia de Fato MPMG-0024.22.020791-4. Na data de ontem, foi juntada promoção de arquivamento, indeferindo-se o pedido de instauração de inquérito policial. O pedido de homologação do arquivamento foi ajuizado, via PJE (Nº 5013268-24.2023.8.13.0024), para apreciação judicial”.
Relembre o caso
No último mês de novembro, um grupo de conselheiros do Atlético levantaram a possibilidade de fraude na eleição do Conselho Deliberativo, realizada em agosto. Uma carta foi enviada ao Conselho de Ética do Clube e a Ricardo Guimarães e Sérgio Coelho, solicitando a comprovação de que os 150 conselheiros eleitos cumpriam o requisito de ser associados a um dos clubes de lazer – Labareda ou Vila Olímpica – como demanda o Estatuto do Atlético.
Pouco depois, o Conselho Deliberativo do Atlético emitiu nota oficial esclarecendo alguns dos fatos que foram questionados pelo grupo de conselheiros. Então, Kalil notificou o MPMG com a ‘notícia-crime’ (fato criminais que chega ao conhecimento da autoridade competente para investigação), que agora foi considerada como ‘notícia de fato’ (demanda dirigida aos órgãos de atividade-fim do MP).
O advogado de Kalil, Tarcísio Mendonça lamentou a decisão:
“Discordamos, respeitosamente, da posição do Ministério Público. Estamos, no entanto, com a certeza do dever cumprido: comunicamos ao órgão ministerial fato que entendemos que deveria ser investigado. Registramos que essas divergências de opiniões são naturais e não abalam em nada a confiança que temos no Ministério Público de Minas Gerais”.
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Foto: Reprodução/Atlético