Como o professor Milito insiste em deixar claro, ainda que exista quem jogue mais e quem jogue um pouco menos, o Atlético não tem apenas 11 titulares. Um dos que, silenciosamente, está se colocando no bolo de peças importantes é o atacante Alisson, que passou a ser uma das primeiras opções do treinador argentino quando ele precisa mudar os jogos.
Nesta terça-feira (7), no Gigante de Arroyito, diante do Rosario Central, não foi diferente. O garoto entrou, não se intimidou e construiu a jogada do gol de Paulinho que colocou o Galo nas oitavas de final da Copa Libertadores.
Após o apito final, ainda no gramado, ao microfone do Paramount+, o prata da casa celebrou a contribuição decisiva e não escondeu sua felicidade por ajudar o time:
“Muito feliz por poder ter aproveitado a oportunidade e ajudado a equipe, conseguir dar dinâmica ao jogo e elevar o nível. Graças a Deus, a gente pôde aproveitar bem as oportunidades. Estou muito feliz com isso”.
Foto: Pedro Souza / Atlético
Sendo utilizado pelo Mariscal em oito das 12 partidas que o comandante tem à frente do Alvinegro, Alisson, que começou duas vezes entre os titulares, já soma 263 minutos em campo com o argentino e não deve demorar a superar o tempo de jogo que teve em toda a passagem de Luiz Felipe Scolari pelo Clube: 368 minutos.
Apesar de ter um novo papel no grupo, o jovem, de apenas 18 anos, diz não ter pressa para que as coisas aconteçam, destaca a ajuda de Milito, além de se mostrar grato pelo que tem vivido:
“Ele (Milito) está me ajudando muito bem no processo. Estou tranquilo quanto ao tempo. Sei que aos poucos vou tendo as oportunidades que mereço. Estando preparado, vou conseguir aproveitar o máximo possível. Eu estou tranquilo, não estou com pressa nenhuma das coisas acontecerem, até porque está tudo acontecendo de uma maneira muito legal e muito rápida na minha vida. Então, só tenho a agradecer a Deus e ao Galo por isso”.
Foto: Pedro Souza / Atlético
Com a quarta vitória em quatro jogos na fase de grupos da principal competição sul-americana de clubes, o Galo chegou aos 12 pontos e não pode mais ser ultrapassado por Central (4) e Caracas (1). Na próxima terça-feira (14), diante do Peñarol – que tem seis -, em Montevidéu, basta um empate para que a liderança da chave seja assegurada.
Olhando para a melhor campanha geral da competição, a disputa do Atlético no momento é com o Bolívar – que ainda joga na rodada -, o outro clube com 100% de aproveitamento até aqui.
O Arqueiro gosta mesmo é de competição grande. Com o gol no finalzinho que colocou o Galo nas oitavas de final na Libertadores, na suada vitória sobre o Rosário Central, no Gigante de Arroyito, Paulinho se isolou na segunda posição na lista dos maiores artilheiros do Clube na Libertadores.
Com sete gols na edição passada da Copa e cinco neste ano, o Arqueiro chegou aos 12 tentos, deixando para trás o centroavante Jô, artilheiro e campeão em 2013. Agora, a “briga” e com seu parceiro Hulk, que soma 15 bolas na rede.
Um dos vice-artilheiros do certame na temporada passada, Paulinho ostenta números expressivos na principal competição sul-americana de clubes com o Manto. Além dos 12 tentos, o artilheiro tem cinco assistências, somando 17 participações em gol em 15 jogos disputados.
🌎 10 maiores artilheiros do Atlético na Libertadores:
1º – Hulk (15 gols) 2º – Paulinho (12 gols) 3º – Jô (11 gols) 4º – Guilherme (9 gols) 5º – Cazares (8 gols) 6º – Lucas Pratto (7 gols) 7º – Fred e Diego Tardelli (6 gols) 9º – Ronaldinho e Ricardo Oliveira (5 gols)
Se você ainda não conhece, esse é o Galo de Milito! Em um jogo que dominou o Rosario em um Gigante de Arroyito com portões fechados, o gol ficou para o final. Mas, como diz o velho ditado do futebol, só acaba quando termina! Decidindo no finalzinho, Paulinho garantiu a vitória do primeiro clube classificado às oitavas de final da Libertadores.
Agora, a briga é pela liderança do Grupo G. Na próxima terça-feira (14), contra o Peñarol, às 19h, no Campeón del Siglo, em Montevidéu, basta um empate ao Alvinegro para garantir a ponta.
Troca na zaga
Mexendo na zaga, Gabriel Milito promoveu a entrada de Bruno Fuchs na vaga que foi de Jemerson no empate com o Fluminense, no último sábado (4), quando o camisa 3 cumpriu suspensão.
Sem aproveitar o domínio
O jogo começou corrido no Gigante de Arroyito, mas o Galo não demorou muito a impor seu ritmo. Envolvendo os centralistas, foram quatro boas chegadas na primeira metade da etapa inicial. Mas foi aos 25 que o gol esteve mais perto. Em cobrança de falta do meio da rua, Hulk foi parado pelo travessão.
À vontade, o Alvinegro foi fazendo seu jogo. Porém, mesmo com o completo domínio das ações cada vez mais claro, ao contrário dos primeiros 25 minutos, quando teve oportunidades, na reta final da primeira etapa, o Atlético não conseguiu ameaçar o gol dos Canallas, que conseguiram levar o empate para o vestiário.
Central volta querendo
Na volta do intervalo, mais animados, os Canallas partiram para incomodar a saída do Galo, que passou a ter mais dificuldade nos passes. Com o jogo acelerado, os donos da casa se arriscaram um pouco mais, dando espaço ao Atlético. Sem aproveitar o campo mais aberto, o Alvinegro seguiu pecando em algumas associações, mas não corria tantos riscos, uma vez que o Central não conseguia criar quando tinha a bola.
Só acaba quando ele diz!
Quando parecia que o 0 não sairia do placar, ele apareceu. Já aos 42, depois de boa jogada de Alisson pela ponta destra, a bola sobrou na área do jeito que Paulinho queria. De primeira, cruzado, no cantinho, o Arqueiro fez seu quinto gol na atual edição da Copa, colocando o Galo nas oitavas.
FICHA TÉCNICA: Rosario Central 0x1 Atlético Motivo: 4ª rodada do Grupo G da Copa Libertadores da América Data e Horário: Terça-feira, 7 maio de 2024 – 19h Estádio: Gigante de Arroyito (Rosario, Argentina)
ATLÉTICO: Everson; Saravia, Battaglia, Bruno Fuchs e Guilherme Arana; Otávio, Alan Franco, Zaracho (Igor Gomes – 15’ 2º) e Gustavo Scarpa (Alisson – 15’ 2º); Paulinho (Pedrinho – 43’ 2º) e Hulk (Vargas – 27’ 2º). Técnico: Gabriel Milito
ARBITRAGEM: Árbitro: Piero Maza (CHI) Auxiliares: Claudio Urrutia (CHI) e Juan Serrano (CHI) VAR: Juan Lara (CHI)
O Atlético de Gabriel Milito está escalado para enfrentar o Central, logo mais, às 19h desta terça-feira (7), no Gigante de Arroyito, em Rosario, na Argentina, em jogo válido pela quarta rodada do Grupo G da Copa Libertadores da América.
Mexendo na zaga, o Mariscal promoveu a entrada de Bruno Fuchs na vaga que foi de Jemerson no empate com o Fluminense, no último sábado (4), quando o camisa 3 cumpriu suspensão.
Everson; Saravia, Battaglia, bruno Fuchs e Guilherme Arana; Otávio, Alan Franco, Zaracho e Gustavo Scarpa; Paulinho e Hulk.
Matheus Mendes, Igor Rabello, Jemerson, Rômulo, Mariano, Igor Gomes, Pedrinho, Vargas, Alan Kardec, Palacios, Cadu e Alisson são as opções para o decorrer da partida.
Devido aos impactos das fortes chuvas que atingem o Rio Grande do Sul, na tarde desta terça-feira (7), o Atlético colocou a estrutura da Cidade do Galo à disposição de Grêmio, Internacional e Juventude, clubes gaúchos que disputam o Campeonato Brasileiro da primeira divisão.
Desde a última semana, a dupla Gre-Nal está com as atividades paralisadas, uma vez que seus centros de treinamento e estádios estão inundados pelas enchentes em Porto Alegre.
Em solidariedade aos clubes gaúchos, pela tragédia que assola o Rio Grande do Sul e entristece todo o Brasil, o Galo oferece a estrutura do seu Centro de Treinamento, a Cidade do Galo, para que, caso queiram, Grêmio, Juventude ou Internacional realizem seus treinos durante esse…
Nessa segunda-feira (6), o Instituto Galo anunciou dois leilões, com valores arrecadados destinados às vítimas da tragédia, além do lançamento da campanha #FutebolpeloSul, com criação de uma conta bancária exclusiva para receber doações com todo o valor arrecadado destinado ao SOS RIO GRANDE DO SUL.
Com recursos próprios do IG, já houve um primeiro depósito no valor de R$ 100 mil. A partir de agora, a Massa e todas as torcidas estão convocadas a ajudar! Nesta terça-feira (7), o zagueiro Bruno Fuchs, revelado pelo Internacional, também deu seu recado.
Dados para as doações:
Banco Inter – 077 Ag: 0001 C/C: 31834485-8 Instituto Galo CNPJ: 35.777.212/0001-64 Pix: dc2148f8-62ad-4bd6-9ff6-49b56e821f29
Até o momento, as inundações, efeito das fortes chuvas que atingem o estado, deixaram 385 dos 497 municípios afetados, 90 mortos, 134 desaparecidos, 361 feridos, mais de 200 mil pessoas fora de casa – 48 mil em abrigos e 155 mil desalojaras -, com impacto direto em mais de 1,3 milhão de pessoas, marcando a maior tragédia ambiental do estado. Em Porto Alegre, 85% da população está sem acesso a água, fazendo com que a prefeitura decretasse racionamento.
Devido aos impactos das fortes chuvas que atingem o Rio Grande do Sul, na tarde desta terça-feira (7), a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou o adiamento de todas as partidas das competições nacionais envolvendo clubes gaúchos por pelo menos 20 dias.
Desta forma o jogo entre Atlético e Grêmio, marcado para às 21h do próximo sábado (11), na Arena MRV, válido pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro, será transferido para para outra data.
Nessa segunda-feira (6), o Instituto Galo anunciou dois leilões, com valores arrecadados destinados às vítimas da tragédia, além do lançamento da campanha #FutebolpeloSul, com criação de uma conta bancária exclusiva para receber doações com todo o valor arrecadado destinado ao 🚨 SOS RIO GRANDE DO SUL.
Com recursos próprios do IG, já houve um primeiro depósito no valor de R$ 100 mil. A partir de agora, a Massa e todas as torcidas estão convocadas a ajudar! Nesta terça-feira (7), o zagueiro Bruno Fuchs, revelado pelo Internacional, também deu seu recado.
Dados para as doações:
Banco Inter – 077 Ag: 0001 C/C: 31834485-8 Instituto Galo CNPJ: 35.777.212/0001-64 Pix: dc2148f8-62ad-4bd6-9ff6-49b56e821f29
Até o momento, as inundações, efeito das fortes chuvas que atingem o estado, deixaram 385 dos 497 municípios afetados, 90 mortos, 134 desaparecidos, 361 feridos, mais de 200 mil pessoas fora de casa – 48 mil em abrigos e 155 mil desalojaras -, com impacto direto em mais de 1,3 milhão de pessoas, marcando a maior tragédia ambiental do estado. Em Porto Alegre, 85% da população está sem acesso a água, fazendo com que a prefeitura decretasse racionamento.
“Virando o turno” no Grupo G da Libertadores, o Galo volta a medir forças com o Rosario Central na principal competição sul-americana de clubes. Agora a parada é no Gigante de Arroyito, que, diante da punição pelos incidentes na partida dos centralistas contra o Peñarol, na estreia, não receberá público.
Depois de quase 26 anos, o Alvinegro volta ao palco da controversa finalíssima da da Copa Conmebol três anos antes, vencida pelos Canallas. Mas o Gigante não recebeu duelos interessantes somente contra o Atlético, uma vez que o comandante Gabriel Milito já visitou a área técnica do estádio em outras cinco oportunidades.
A má notícia para o Alvinegro, que assegura a classificação às oitavas de final da Copa com uma vitória, é que, ao contrário de quando joga na condição de mandante, com três vitórias em três jogos, o retrospecto de Milito nos domínios dos centralistas não é nada favorável. Nas cinco partidas até então, ele saiu vitorioso apenas uma vez, empatou outra e foi derrotado em três ocasiões.
Encontro de futuros treinadores do Atletico
A trajetória de Gabriel Milito contra os centralistas começa ainda em 2015, na sua primeira temporada como treinador, no Estudiantes, já com uma particularidade. Na derrota, de virada, Eduardo Coudet, que viria treinar o Galo oito anos mais tarde, era o então treinador do clube onde é ídolo como jogador.
Na ocasião, o time de Milito abriu o placar aos 10 minutos de jogo, mas levou a virada na reta final da etapa complementar, tomando dois gols em cinco minutos, sendo eliminado na Taça Argentina.
0x0 pegado
Em 2016, já no Independiente, Milito comandou o maior campeão da Libertadores em um empate sem gols, pelo Campeonato Argentino. Se faltou bola na rede, cartões choveram. Foram oito amarelos, seis para os mandantes e dois para os visitantes, além de uma expulsão de cada lado.
Curiosamente, o jogador do Independiente mandado para fora foi o zagueiro Victor Cuesta, atualmente no Bahia e com passagens por Botafogo e Internacional. Naquela partida também atuou o meia Martín Benítez, hoje no América.
Única vitória
Em seu trabalho anterior ao Galo, Milito enfrentou o Rosario mais vezes, três delas no palco desta noite. Em 2021, foram duas visitas, ambas pelo nacional. Em fevereiro, derrota por 2 a 1. Em março, a primeira e única vitória do treinador no estádio, pelo placar mínimo. Em 2023, na última vez que esteve no Gigante, Milito foi derrotado por 1 a 0.
Sempre jogos quentes
Como tradicionalmente acontece contra os Canallas, a maioria das vezes que um time do Mariscal enfrentou eles no Gigante, aconteceram partidas quentes. Para se ter uma ideia, nos cinco encontros, foram distribuídos 27 amarelos (média superior a cinco cartões por partida), além de quatro vermelhos.
🇦🇷 Retrospecto de Gabriel Milito contra o Rosario Central no Gigante de Arroyito:
Por: Max Pereira @MaxGuaramax2012 O Atlético de Milito está na boca do povo, dos especialistas e formadores de opinião, dos adversários, da mídia internacional e, claro, dos inimigos de sempre. De repente, o jovem e carismático treinador argentino se transformou no Guardiola das Américas. Elogios sinceros e louvores de lobos em pele de cordeiro se misturam. Uma coisa é certa: o Galo se tornou assunto obrigatório em todas as rodas de futebol e, por óbvio, motivo de preocupação para gregos e troianos. É natural que um time que, de uma hora para outra e, depois de uma campanha absolutamente irregular, consegue se sagrar penta campeão mineiro em uma decisão apoteótica, passe a praticar um futebol envolvente, de alta intensidade e eficiência tática gostoso de se ver, recupera a alegria de jogar e volte a fazer a sua massa torcedora sonhar, não só desperte a atenção de seus rivais, como também se torne o inimigo a ser batido.
O futebol se tornou um negócio multibilionário, complexo e sistêmico. FIFA, Conmebol, Conselhos arbitrais internacionais, CBF, federações estaduais, Clubes e SAF’s, associações de árbitros e de atletas profissionais, imprensa convencional, (rádios, televisões, jornais, revistas), VAR, mídias alternativas e redes sociais, governos (federal, estaduais e municipais), parlamentos (Congresso Nacional, Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais), políticos e partidos políticos, judiciário, mundo corporativo e poder econômico, investidores, parceiros, patrocinadores, fornecedores de material esportivo, agentes e empresários, compõem um leque diversificado e heterogêneo de agentes que, movidos por interesses diversos e com graus de poder de decisão e influência variados, se interagem e, ao longo dos tempos, vêm moldando o futebol, seja para o bem, seja para o mal. E, não sem razão, não se ganha apenas dentro de campo. Além de uma preparação cada vez mais intricada que exige, intramuros do clube, conhecimento do mundo da bola, muito trabalho, planejamento, cuidados mil, blindagem do elenco e trato diligente do vestiário, o jogo dos bastidores impõe cada vez mais ações, reações e muito poder político-econômico. Assim, da mesma maneira que o futebol, hoje extremamente físico, tático e mental e, portante, já muito distante daqueles tempos românticos e plásticos, exige, além de treinamentos técnicos e táticos mais e mais inovadores, um condicionamento físico-mental próprio de atletas de alto rendimento, o extra-campo requer atitude, diligência e movimentos político-estratégicos pontuais, firmes e efetivos. Nesse sentido, o atleticano Cristiano R. Castro (@CrisCastroGalo) publicou no X (antigo Twitter) o seguinte Post: “O Galo precisa se mexer nos bastidores! O teatro armado pela quadrilha carioca foi comprada pela imprensa do eixo! O Galo foi prejudicado contra o Corinthians, contra o Sport, contra o Cuiabá, ontem Felipe Melo deveria ter sido expulso e não foi e o clube precisa entrar nisso!” Diante deste cenário multifacetado e bastante agressivo, uma visão holística do todo e uma equipe multidisciplinar atuando direta e indiretamente no futebol e no jogo dos bastidores é, hoje em dia, algo indispensável e fundamental à consecução de resultados esportivos e financeiros positivos”. Para enfrentar um calendário perverso onde se é obrigado a alternar jogos de competições de características díspares, em meio a viagens longas de logística perversa, qualquer clube que pretenda ser protagonista e vencedor, deve estar antenado com a inevitável e até natural evolução dos conceitos táticos e com as crescentes exigências fisico-mentais, cada vez mais pesadas. Um elenco equilibrado e largo, como o Turco Mohamed em seu portunhol defendia em todas as suas coletivas, é essencial para que qualquer treinador possa desenvolver um trabalho minimamente interessante e produtivo. Escalar jogo a jogo o melhor time possível, considerando a forma de jogar de cada adversário e o desgaste físico-mental de cada atleta, é o objetivo e o sonho de qualquer técnico. Assim, chegadas e saídas devem seguir um planejamento acurado que permita ao treinador ter opções em quantidade e em qualidade para pôr em campo o melhor 11 (onze) possível. Muitas vezes abrir mão deste ou daquele jogador pensando exclusivamente na meta orçamentária de venda dos seus ativos costuma ser um tiro no pé, uma vez que os desequilíbrios provocados no elenco com saídas deste tipo muitas vezes são insanáveis e o desastre torna-se inevitável. Aqui é preciso lembrar que o objetivo central de um clube de futebol é, via de regra, o resultado esportivo que, nos dias atuais, se traduz em auspiciosos resultados financeiros. Campeão em quase tudo em 2021, o Atlético amealhou naquela temporada os melhores prêmios distribuídos até então no futebol sul-americano. E fechou aquele ano com superávit em seu orçamento. Ou seja, com lucro. Por que, então, se ouviu lamentos de dirigentes pelo fato de o clube não ter cumprido a tal meta orçamentária de vendas de jogadores? E por que não se fala com o mesmo entusiasmo e interesse na diversificação e no incremento das receitas? Menos mal, é preciso reconhecer, que a SAF alvinegra tem sinalizado com alguma ênfase uma preocupação e ações no sentido de reduzir o endividamento e equilibrar as contas do clube. Que sirva de alerta o que aconteceu em 2022. O clube perseguiu tenazmente o cumprimento da meta orçamentária de vendas e cobrir o “prejuízo” do exercício anterior. E conseguiu. O elenco supercampeão foi desmontado, o time não ganhou nada além do Mineiro, terminou o ano no vermelho e viu suas dívidas aumentarem. Não à toa, alguns jogos são comparados a batalhas. O futebol não deixa de ser uma guerra, onde não se disputam apenas os títulos, mas também as premiações ano a ano cada vez maiores, o protagonismo, a hegemonia, as melhores receitas de patrocínio, de fornecimento de material esportivo e de transmissões televisivas e, ainda, os maiores aportes dos investidores. Futebol é cada vez mais um vale tudo. E nesta guerra o jogo dos bastidores é cada vez mais decisivo e cruel, exigindo de cada clube que, a exemplo de cada treinador, escale o melhor time possível para cada embate, para cada ação e para cada reação. O futebol, como é sabido e ressabido, é o esporte mais popular do planeta. Fascinante, muitas vezes imponderável, outras tantas vezes imprevisível e surpreendente, mas sempre impiedoso e cruel, incapaz de perdoar o erro, o esporte bretão desperta paixões como nenhum outro e, como não poderia ser diferente, também é geratriz de ódio, intolerância e ressentimentos. Com isso, falo, também, do clubismo e do bairrismo, sempre muito exagerados e que, por si só, já são geradores de várias “pérolas” atiradas aos quatro ventos, indefensáveis e risíveis por natureza, mas por vezes devastadoras. Diante de tudo isso, não tenho nenhuma dúvida de que vários destes elogios que estão sendo dirigidos a Milito e a este Atlético intenso, guerreiro e impositivo são nada mais, nada menos, do que uma forma sutil e matreira de dizer: ESTE É O INIMIGO A SER BATIDO.
Em mais uma noite de Copa, a próxima missão de Gabriel Milito e seus comandados na principal competição sul-americana de clubes é na Argentina, mais precisamente em Rosario, onde o Atlético reencontra o Central, às 19h desta terça-feira (7), em jogo que pode colocar o Alvinegro nas oitavas de final.
Devido à punição aos Canallas pela Comissão Disciplinar da Conmebol por conta dos incidentes na vitória centralista sobre o Peñarol, na rodada inaugural, os portões do Gigante de Arroyito estarão fechados.
Matemática da classificação
Com 100% de aproveitamento, o Alvinegro tem nove pontos e lidera o Grupo G, seguido pelo próprio Central (4) e Peñarol (3) e Caracas (1), que se enfrentam simultaneamente, na capital venezuelana.
A matemática é chata, mas a tarefa é “simples”. Pela configuração da chave, basta que o Atlético vença a partida desta noite para que a vaga nas oitavas de final seja assegurada com duas rodadas de antecendência. Caso o Peñarol tropece, a liderança do grupo também estará garantida e a briga passa a ser pelo primeiro lugar geral.
Rosario Central
A única coisa que impede o técnico Miguel Ángel Russo de mandar a campo o time que vinha escalando é a condição do meio-campista Kevin Ortíz, que vinha trabalhando à parte para aprimorar a partir física. Para seu lugar, a opção é Jonathan Gómez. O zagueiro Agustín Bravo e os atacantes Abel Hernández e Maximiliano Lavera, lesionados, são as baixas confirmadas.
Provável escalação:
Jorge Broun; Damián Martínez, Facundo Mallo, Carlos Quintana e Agustín Sández; Kevin Ortíz (Jonathan Gómez), Tomás O’Connor; Lautaro Giaccone, Ignacio Malcorra e Jaminton Campaz; Tobías Cervera. Técnico: Miguel Ángel Russo
Lesionados: Agustín Bravo, Abel Hernández, Maximiliano Lavera Suspensos: – Pendurados: –
Atlético
Ainda sem contar com o lateral-esquerdo Rubens e o volante Paulo Vitor, que seguem se recuperando de suas respectivas lesões, o Mariscal também não terá o zagueiro Mauricio Lemos, que ficou na Cidade do Galo tratando dor na região lombar. Se perde um defensor, Milito ganha outro. Bruno Fuchs, que cumpriu suspensão no Brasileirão, está disponível e viajou com a delegação. A tendência, no entanto, é que ele repita o time que começou diante do Fluminense no último sábado (4).
Provável escalação:
Everson; Saravia, Battaglia, Jemerson e Guilherme Arana; Otávio, Alan Franco, Zaracho e Gustavo Scarpa; Paulinho e Hulk. Técnico: Gabriel Milito
Lesionados: Paulo Vitor, Rubens Suspensos: – Pendurados: Jemerson
FICHA TÉCNICA: Rosario Central x Atlético Motivo: 4ª rodada do Grupo G da Copa Libertadores da América Data e Horário: Terça-feira, 7 maio de 2024 – 19h Estádio: Gigante de Arroyito (Rosario, Argentina)
ARBITRAGEM: Árbitro: Piero Maza (CHI) Auxiliares: Claudio Urrutia (CHI) e Juan Serrano (CHI) VAR: Juan Lara (CHI)
Em solidariedade à maior tragédia ambiental do Rio Grande do Sul, o Clube Atlético Mineiro, através do Instituto Galo, lança a campanha #FutebolpeloSul e cria uma conta bancária exclusiva para recebe doações com todo o valor arrecadado destinado ao 🚨 SOS RIO GRANDE DO SUL.
Com recursos próprios do IG, já houve um primeiro depósito no valor de R$ 100 mil. A partir de agora, a Massa e todas as torcidas estão convocadas a ajudar!
Dados para as doações:
Banco Inter – 077 Ag: 0001 C/C: 31834485-8 Instituto Galo CNPJ: 35.777.212/0001-64 Pix: dc2148f8-62ad-4bd6-9ff6-49b56e821f29
Na noite de sábado (4), em solidariedade ao povo gaúcho, a Arena MRV foi iluminada com as cores do Rio Grande do Sul. Na entrevista coletiva após o empate entre Galo e Fluminense, o treinador Gabriel Milito enviou seu apoio. Nesta segunda-feira (6), o Instituto Galo anunciou dois leilões, com valores arrecadados destinados às vítimas da tragédia.
Até o momento, as inundações, efeito das fortes chuvas que atingem o estado, deixaram 385 dos 497 municípios afetados, 85 mortos, 134 desaparecidos, 339 feridos, mais de 200 mil pessoas fora de casa – 47 mil em abrigos e 154 mil desalojaras -, com impacto direto em mais de 1 milhão de pessoas, marcando a maior tragédia ambiental do estado. Em Porto Alegre, 85% da população está sem acesso a água, fazendo com que a prefeitura decretasse racionamento.
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