Victor diz considerar que o Atlético assumiu riscos, mas descarta erro de planejamento do futebol para 2024
Por Hugo Fralodeo
11 jul 2024 – 13:13
Em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (11), o Diretor de Futebol do Atlético, Victor Bagy, negou ter havido um erro no planejamento do Clube para a temporada de 2024.
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De acordo com o executivo, que falou na Arena MRV ao lado do CEO Bruno Muzzi, o Alvinegro assumiu riscos, mas a queda brusca de rendimento do time em campo se refere ao grande número de desfalques inesperados, o que é impossível prever.
“O planejamento para 2024 começou no início do segundo semestre de 2023. Todo planejamento é feito baseado em estatísticas. As principais equipes do futebol brasileiro e mundial têm, em média, 28 jogadores de linha em seu elenco. Nós temos 32, contando com os goleiros. A gente não foge desse número. Nesse planejamento, para cada posição, se deve ter, no mínimo, dois jogadores. O investimento é alto, mas ele busca qualificar, não inchar o elenco”, revelou o Diretor de Futebol.
”Sempre quando se faz um planejamento, você tem que assumir riscos. Em 2013, se o Léo Silva não estivesse na área aos 42 minutos do segundo tempo, assumindo o risco, não seríamos campeões da Libertadores. Em 2014, para a gente reverter aquelas situações da Copa do Brasil, se não assumíssemos riscos, nós não teríamos sido campeões. Em 2024, no Campeonato Mineiro, se o Milito não deixa só um zagueiro em campo, talvez não teríamos sido campeões. Então, você precisa assumir alguns riscos. Claro, com responsabilidade e no momento certo. Quando você tem um elenco menor, mas qualificado, você assume esse risco. Mas não existe planejamento que contemple, além das três convocações no período da Copa América, perder, em média, oito jogadores por jogo. Não entendo como erro de planejamento, até porque, quando começamos ter problemas de desfalques, a janela estava fechada, não fazia sentido trazer jogadores. Os reforços seriam os retornos dos jogadores das seleções e os que estavam no departamento médico”, ponderou o executivo.

“Até abril, quando tínhamos a maioria dos jogadores disponível, o time estava entregando. Brigou para ter a melhor campanha geral na Libertadores, (fez) grandes jogos, buscou a classificação na Copa do Brasil e foi campeão Mineiro. O planejamento estava dando resultado. Só que existem os imprevistos e as coisas que você não controla. Você não controla perder 11 jogadores para uma partida, não ter jogadores suficientes para compor o banco. Não é erro de planejamento. São infortúnios que acontecem”.
Bruno Muzzi – que fez um detalhamento sobre o investimento em contratações ao longo dos últimos cinco anos – fez um comparativo entre o número de atletas presentes no elenco em cada uma das temporadas no período e rechaçou a possibilidade de contratar jogadores em grandes quantidades:
“Muito se fala do tamanho do elenco. Em 2020, a gente tinha 33 atletas. Em 2022, 31. 2023, 29. 2024, 34 atletas. Esse é o tamanho do elenco do Atlético. Não tem elenco curto, tem uma estratégia de priorizar qualidade vs quantidade. No futuro, podem saber, esse será o perfil do Atlético. O Atlético não terá contratações em grandes volumes, baciadas de atletas. O Atlético seguirá no caminho de (fazer) algumas contratações pontuais, de qualidade. Contratações, às vezes, com um perfil mais jovem, até 23 anos, que podem trazer resultado esportivo e ter potencial de revenda, e jogadores que já venham com resultado. As contratações desse ano já seguem esse modelo. É assim que a gente vem buscando o equilíbrio nas contratações do Galo”, completou o CEO.
Por fim, Victor, apesar de revelar a satisfação do treinador Gabriel Milito com o grupo que tem à disposição, garantindo que o mercado segue sendo monitorado, não descarta a chegada de novos atletas:
“Quando apresentamos o projeto ao Milito, ele se mostrou muito satisfeito e impressionado com a qualidade do elenco. A única observação que ele colocou foi a vinda de um zagueiro canhoto. Hoje o Alonso acabou de ser inscrito. Ele (Milito) está bem satisfeito. Claro, a gente monitora o mercado a todo tempo, buscando possibilidades e oportunidades que reforcem qualitativamente, para que tenhamos um elenco equilibrado e competitivo que nos permita brigar pelas competições que a gente disputa”.
O Atlético iniciou o ano apenas com o meia Gustavo Scarpa, por quem pagou ao Nottingham Forest, da Inglaterra, R$ 27 milhões, como reforço. Com a temporada já em andamento, chegaram o meia Robert, por empréstimo, do Athletic, e o atacante Palacios, por R$ 15 milhões, do Atlético Nacional, da Colômbia.
Na atual janela, o Alvinegro já anunciou as contratações do meia-atacante Bernard, que chegou sem custos após o encerramento do seu contrato com o Panathinaikos, da Grécia, e dos zagueiros Junior Alonso, adquirido junto ao Krasnodar, da Rússia, por cerca de R$ 6 milhões, e Lyanco, que vem do Southampton, da Inglaterra, por R$ 27 milhões.
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