Coudet não terá Hulk e outras três peças para montar o time que enfrenta o RB Bragantino
Por Hugo Fralodeo
No próximo sábado (10), o Atlético volta ao Mineirão após três jogos consecutivos jogando fora de Belo Horizonte. O desafio da vez é o RB Bragantino, em jogo válido pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Para montar o time que enfrenta o Massa Bruta, Coudet terá desfalques importantes. Já sem contar há mais tempo com Allan e Pedrinho, ainda se recuperando de suas lesões. Mariano, que foi desfalque no meio de semana por conta de uma pequena lesão no quadril, participou do treino desta quinta (8), mas não tem presença garantida. No caso de Alan Kardec e Igor Rabello – este em estágio mais avançado -, que estão na fase de transição física, a utilização da dupla é difícil.
Titulares fora e briga aberta no meio
Pelo acúmulo de cartões, Chacho perdeu quatro peças importantes que levaram o terceiro amarelo no clássico: Saravia, Otávio, Hyoran e o artilheiro Hulk. Portanto, o comandante argentino terá de fazer modificações na escalação, uma vez que Hyoran e Hulk teriam presença certa entre os 11. Um alento é a volta de Zaracho e Pavón, que cumpriram suspensão no clássico.
A tendência, então, é que Chacho mande a campo a base que derrotou o Alianza Lima na terça (6), com a entrada de Vargas na vaga de Hulk. O lugar deixado por Hyoran, no entanto, abre uma disputa entre três jogadores: Igor Gomes, Edenílson e Patrick. Sem Saravia e com a dúvida sobre a condição de Mariano, o lado direito da defesa deve ser mais uma vez preenchido pelo zagueiro Bruno Fuchs.
Diante deste cenário, um provável Atlético seria: Everson; Bruno Fuchs (Mariano), Nathan Silva, Jemerson e Rubens; Battaglia, Zaracho e Igor Gomes (Edenílson ou Patrick); Pavón, Paulinho e Vargas.
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Caso a programação não seja alterada, Coudet terá um último treino na tarde de sexta-feira (9), quando define os 11 que começam no Mineirão. A bola rola para Atlético e RB Bragantino a partir das 18h30 de sábado (10).
O evento Lendas do Galo, será mais uma festividade da Arena MRV e terá o encontro de grandes nomes da história atleticana. O jogo está marcado para o dia de 16 de julho, às 14h.
Com o anúncio recente da dupla icônica Marques e Guilherme, o seleto time já conta com 13 nomes. O time que será sempre contestado pelos que estarão ou não presentes até agora é
Se contassem as assistências, Marques teria se consagrado ainda mais. Com 133 gols, o “Calango” marcou o milésimo gol do Galo em Brasileiros e é o nono artilheiro da história do Alvinegro.
Guilherme é o sétimo artilheiro, o GGG, chamado assim por Dario, “Guilherme, o goleador galã”, marcou 139 tentos e época, mas deixou um machucado na Massa ao jogar no rival. Há quem tenha perdoado, há quem questione sua presença no evento, mas despercebido Guilherme nunca passou ou passará.
Agora, é aguardar mais “Lendas” serem anunciadas e ver como esta data histórica será.
Alvinegro e ex-jogador costuram acordo no valor de R$ 17,5 milhões
Por Hugo Fralodeo
A longa batalha judicial entre Atlético e Fred parece estar próxima do fim. Em mais uma audiência na 6ª vara do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais, nessa quarta-feira (7), o Alvinegro e o ex-atacante se aproximaram de um acordo amigável para o pagamento da multa por Fred ter firmado vínculo com o Cruzeiro pouco depois de ter rescindido com o Atlético. Informação dada inicialmente pelo jornalista Fred Ribeiro, do ge.
Para encenrrar a disputa judicial, Atlético e Fred caminham no sentido de um acordo para o pagamento de R$ 17,5 milhões por parte do ex-camisa 9. Contudo, a forma do pagamento ainda impede que o martelo seja batido. Fred ofereceu o pagamento de 15% do valor à vista e dividir o restante em quatro parcelas anuais, o que não está nos planos do Atlético. Até a sexta-feira (9), Fred e seus representantes devem apresentar novo modelo de parcelamento.
Em uma reunião recente, representantes do ex-atacante propuseram ao presidente do Atlético, Sérgio Coelho, o pagamento de R$ 15 milhões – com uma entrada à vista e outra parte parcelada – e R$ 800 mil a título de honorários advocatícios, para que o caso e a cobrança fossem encerrados. No entanto, a proposta foi recusada pelo Atlético, que calcula que a multa – que partiu de R$ 10 milhões, após correção monetária e incidência de juros – já ultrapassa a casa dos R$ 30 milhões.
Para chegar a tal valor, o Atlético entende que o montante deva ser corrigido e atualizado a partir da taxa do CDI (Certificado de Depósito Interbancário), enquanto Fred se vale de resolução do STF (Superior Tribunal Federal), que diz que, no caso de verbas trabalhistas, elas devem ser corrigidas pela taxa Selic. No “meio termo”, chegou-se ao valor atual proposto.
A novela
A interminável batalha judicial entre Atlético e Fred se iniciou em janeiro de 2018. Na Câmara Nacional de Resoluções (CNR), o Atlético obteve decisão favorável e Fred foi condenado a efetuar o pagamento da multa.
A defesa do ex-atacante, então, entrou com um agravo de instrumento para que a causa fosse ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). Um desembargador acolheu o pedido da defesa e o Atlético recorreu da decisão, executando Fred da multa. O processo seguiu em segredo de justiça, até que, em setembro, a a 43ª vara cível do Rio de Janeiro deu baixa no processo, o encaminhando ao TRT3, onde o caso tramita em segredo de justiça.
Há algumas semanas, o Atlético conseguiu um bloqueio de R$ 15 milhões das contas de Fred, que foi intimado a apresentar bens que possam cobrir a dívida com o Galo e foi advertido pelo fato de estar praticando ato atentatório à dignidade da justiça – Por não apresentar bens possíveis para pagar o débito que já foram anteriormente determinados. Agora, depois de três encontros, a disputa parece encaminhar-se para um fim.
Nos últimos dias, vários boatos sobre um suposto interesse de investidores gringos ganham força nas redes sociais e canais de YouTube, contudo, o Fala Galo foi atrás para saber a realidade sobre isso.
Saiba tudo aqui sobre o projeto que pode liberar a Arena MRV antes da conclusão das contrapartidas
Por: Betinho Marques
Em pauta única, foi aprovado na reunião do Plenário realizada nesta quarta-feira (7/6) requerimento de César Gordim (SDD) que solicita a apreciação conjunta pelas comissões do Projeto de Lei 606/2023, que libera o funcionamento de arenas esportivas antes do cumprimento integral das contrapartidas. Com isso, a proposta, que tramita em 1º turno, poderá chegar ao Plenário para votação mais rapidamente.
Conforme apurado pelo FG, com os trâmites conclusos, é possível que no dia 28 de junho o PL seja votado em primeiro turno. Não havendo emendas, a votação seguirá em segundo turno e poderá ocorrer de forma imediata. No entanto, se houver emendas, há que se passar novamente nas comissões. Para aprovar a proposta são necessários 2/3 dos votos em dois turnos ou 28 votos de 41 possíveis.
PL Acelerado com apreciação conjunta
“Requerimento de César Gordim solicitando a apreciação conjunta do PL 606/2023, de sua autoria, nas Comissões de Meio Ambiente, Defesa dos Animais e Política Urbana; de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura, Desporto, Lazer e Turismo; e de Administração Pública, com a finalidade de agilizar a tramitação em 1º turno, foi aprovado sem manifestações contrárias, em votação simbólica. O PL permite a concessão do alvará de funcionamento provisório de localização e funcionamento a novos estádios e arenas esportivas com capacidade igual ou superior a 30 mil pessoas após o término de suas obras, independentemente do cumprimento total das contrapartidas. Os benefícios da lei, segundo ele, serão imediatos para a cidade, ao viabilizar o início da operação da Arena MRV, obra de grande potencial de geração de empregos e de receitas para o município.”
Descrição básica do projeto
Autoria: Ver.(a) César Gordin
Ementa: Estabelece critérios especiais para o exercício das atividades que menciona e dá outras providências.
Assunto: Autorização, exercício, atividade, estádio, centro esportivo, complexo esportivo, esporte, quantidade, obra, requisito, alvará, funcionamento, atividade cultural, cultura, lazer, licenciamento, prazo, renovação, [ Arena esportiva. Baixa de construção. Alvará de Localização e Funcionamento. Medida mitigadora. Medida compensatória. Alvará provisório de Localização e Funcionamento ].
Status atual – Tramitando em primeiro turno com apreciação pela Comissão/Mesa.
Constitucionalidade e Legalidade
Vale dizer que o projeto, de relatoria do vereador de Irlan Melo, passou também pela apreciação ds fundamentação do texto do PL 606/2023 para permitir as atividades dos novos estádios que possuem capacidade superior a 30 mil pessoas. (Ver documento)
Além disso, a proposta passou e foi aprovada de maneira preliminar pela análise da constitucionalidade da República Federativa do Brasil (1988) e do Estado de Minas Gerais (1989).
“Quanto ao projeto de Lei 606/2023, não se evidencia conflito desta proposição com a Lei Orgânica do Município de Belo Horizonte – LOMBH – e com as demais legislações infraconstitucionais,” concluiu o relator Irlan Melo
O PL passou também pela Regimentalidade que diz respeito aos vícios capazes de impedir o prosseguimento do Projeto de Lei n⁰ 606/2023 e teve a seguinte conclusão do relator:
“Diante do exposto, meu parecer é pela constitucionalidade, legalidade e regimentabilidade do Projeto de Lei n⁰ 606/2023.”
Segundo César Gordin, autor do projeto, acelerar a aprovação é beneficiar a cidade e o comércio da cidade com o advento de novos empregos e serviços.
A autorização dada na quarta-feira (7), pela junção das comissões de Meio Ambiente, Educação e Administração Pública permite que emitam parecer conjunto sobre a proposta. Assim, a tramitação poderá acontecer mais rapidamente para as votações em dois turnos.
Prazo para cumprimento das contrapartidas
No PL atual, a proposta é para que o executivo permita um prazo mínimo de um ano e máximo de três anos para o cumprimento das contrapartidas não concluídas.
Nos últimos meses, os clubes brasileiros discutem e negociam qual o melhor modelo de LIGA, de um lado a LIBRA e do outro a LFF (Liga Forte Futebol).
Em um bate-papo com Silas Gouveia, José Américo, PhD em finanças e estudioso sobre as Ligas de Futebol, alertou sobre os perigos da Germanização do futebol brasileiro. Afinal, na Alemanha o Bayern mesmo ruim das pernas, consegue vencer a Bundesliga. O domínio já dura mais de uma década.
Agora é pela Libertadores! Fechando uma série de três jogos consecutivos fora de casa, a última parada de Coudet e seus comandados é em Lima, no Peru, mais precisamente no estádio Alejandro Villanueva, onde enfrentam o Alianza, em jogo válido pela penúltima rodada da fase de grupos da maior competição sul-americana de clubes.
A matemática do grupo
Após se recuperar do início catastrófico e emendar duas vitórias nas duas últimas rodadas, o Atlético chegou aos seis pontos e à segunda posição na tabela de classificação do grupo G, que é liderado pelo Athletico-PR (7). Libertad (6) e Alianza (4) fecham o grupo.
A matemática da classificação, portanto, é relativamente simples: uma vitória Alvinegra no Peru, independente do resultado do duelo entre Furacão e Libertad, às 19h, em Curitiba – desde que o Libertad não supere o Galo no saldo de gols (1 x 0 a favor do Atlético) -, deixa o time de Chacho Coudet precisando de um empate com o Libertad, no Paraguai, para chegar às oitavas.
Alianza Lima
Provável escalação: Franco Saravia; Eduardo Vilchez, Carlos Zambrano, Santiago Garcia e Ricardo Lagos; Jesús Castillo, Josepmir Ballón; Franco Zanelatto, Christian Cueva e Bryan Reyna; Pablo Sabbag. Técnico: Guillermo Salas
Lesionados: –
Suspensos: –
Pendurados: Andrade, Castillo, Reyna
Atlético
Além de Allan e Pedrinho, lesionados, e Alan Kardec e Igor Rabello, ainda no processo de transição física, Chacho Coudet perdeu o lateral-direito Mariano, que ficou na cidade do Galo por conta de uma pequena lesão no músculo do quadril. Por outro lado, a dupla Zaracho e Pavón, vindo de suspensão no Brasileirão, estão liberados para atuar na Libertadores e voltarão ao time titular, que deve manter a base que começou o clássico.
Provável escalação: Everson; Saravia, Nathan Silva, Jemerson e Rubens; Battaglia, Zaracho e Hyoran; Paulinho e Hulk. Técnico: Eduardo Coudet
Lesionados: Allan, Pedrinho, Mariano, Alan Kardec (transição), Igor Rabello (transição)
Suspensos: –
Pendurados: Battaglia, Pavón
FICHA TÉCNICA: Alianza Lima x Atlético Motivo: 5ª rodada da fase de grupos da Copa do Brasil Data e Horário: Terça-feira, 6 de junho de 2023 – 21h Local: Estádio Alejandro Villanueva (Lima, Peru)
ARBITRAGEM: Árbitro: Facundo Tello (ARG) Auxiliares: Ezequiel Brailosky (ARG) e Sebastian Raineri (ARG) VAR: Mauro Vigliano (ARG)
Os desabafos, os xingamentos, a raiva, a bronca, a insatisfação, as cobranças passionais e os sentimentos de impotência, frustração e desânimo que demarcaram as mais diversas manifestações de atleticanos nas redes sociais após a doída e tenebrosa eliminação da Copa do Brasil são naturais e nada surpreendentes.
A temporada atleticana ficou parcial e inevitavelmente perdida. O tempo de recuperação mental e emocional do time e do treinador, visivelmente abalados, para as batalhas seguintes praticamente inexiste. Está cada vez mais claro para muitos atleticanos que há muito o que fazer intramuros do clube em relação aos cuidados que a preparação mental e emocional do grupo está a requerer.
Hulk, autor do golaço da vitória em Uberlândia, ainda é de longe o atleta que mais preocupa e mais requer um trabalho especial com a sua saúde emocional e, por isso precisa descansar e ser cuidado. Qualquer coisa que ele fale, publique ou faça soa como uma bomba e é usada para desestabilizar o clube ainda mais. E o número excessivo de cartões é autoexplicativo.
Tudo o que acontece dentro de campo é consequência do que acontece fora dele. Embora o futebol não seja uma ciência exata e, por isso, as chamadas “zebras” felizmente fazem parte dele, o que o time alvinegro vem mostrando em campo é revelador e preocupante. Não, não estou dizendo que perder para o Corinthians seja uma zebra.
Sem retirar os méritos da equipe paulista que foram evidentes e também sem deixar de reconhecer o futebol competitivo e aguerrido do rival azul e, muitos menos, de lembrar que clássico é clássico, independentemente dos times que forem a campo e, por isso, sempre muito disputado e tenso, é preciso admitir que as atuações do Atlético em Itaquera e em Uberlândia escancararam que o clube tem problemas mais que graves. Reconhecer o valor do outro não exclui as nossas deficiências. Uma coisa apenas potencializa e deixa a outra ainda mais visível.
Também não estou querendo dizer que o treinador e os jogadores não devam ser cobrados na proporção exata de suas responsabilidades. O que estou querendo deixar claro é que os problemas atuais do clube já são de tal forma complexos que estão a requerer soluções que exigem de quem tem a responsabilidade de gerir o clube e, particularmente o futebol, uma expertise própria e bem particular.
Sistêmico, o futebol de hoje requer que o comando e o staff dos clubes possuam em seus quadros profissionais dotados de um conjunto de habilidades e conhecimentos que nenhum outro tipo de organização ou negócio exige.
Portanto, é preciso perceber que as soluções dos problemas atleticanos, assim como de qualquer outro clube, dada a sua complexidade, estão além da capacidade de qualquer treinador e dos jogadores de resolvê-los sozinhos, embora seja fundamental que cada um deles faça a sua parte.
Enfim, além da preparação técnica iniciada na base e que deve ser aprimorada sempre no decorrer da carreira de qualquer atleta, do condicionamento físico e do desenvolvimento e da assimilação de conteúdos táticos, para os jogadores enfrentarem a pressão e os calendários malucos, próprios do futebol moderno, há, além das quatro linhas, muito mais o que cuidar e fazer.
Falta ao elenco atleticano, por outro lado, jogadores de determinadas características e de perfil próprio para determinadas funções, como a de capitão. Falta aquele jogador para chamar o jogo para si, tranquilizar os seus companheiros e liderá-los. Falta aquele jogador capaz de ler o jogo, orientar os companheiros e reorganizar o time.
Não, não estou dizendo que os jogadores do Atlético são ruins, pernas de paus e que não servem para jogar no Glorioso. Estou dizendo apenas que faltam peças de características e perfil diferentes dos que temos hoje. E esse desequilíbrio na composição do elenco tende a ser fatal como foi nessa decisão diante do Timão e poderia ter sido diante do time azul.
Muitas vezes ter um jogador diferente ou com determinadas características muda todo o cenário de um jogo. Renato Augusto, dono de uma capacidade impar de leitura de jogo, percebendo que o jogo adquiria um ritmo hostil e desinteressante para o Corinthians passou a orientar seus companheiros e mudou inteiramente a partida.
Bastou isso, para que o time do Atlético se desorganizasse por completo e se perdesse totalmente em campo, revelando a total fragilidade emocional do time. E, tudo o que aconteceu a partir daí em Itaquera foi resultante natural dos erros dos jogadores atleticanos e os erros dos atletas do Galo foram consequência óbvia e inevitável da cabeça dançada de vários deles.
Os atleticanos que mais se notabilizaram pelo futebol ruim naquele jogo, como Patrick, Lemos, Otávio, Hulk e Paulinho, já jogaram juntos e muito bem, cumprindo as mesmas funções e, por isso, foram largamente elogiados pela mídia e pela torcida. Desaprenderam de jogar futebol? Não, claro que não. Estiveram mal em razão de alguma deficiência de caráter? Imagino que não. As expressões de seus rostos denotando insatisfação, angústia, impotência e muita tensão não é própria de quem age por falta de caráter.
Com Hyoran em campo, muitos dizem sentir saudades de Igor Gomes. Com Igor Gomes em campo, dizem que estão morrendo de saudades de Hyoran. No primeiro tempo diante do Timão, muita gente criticou e pediu a saída de Vargas. Hulk entrou no lugar do Chileno e não foi melhor. Portanto, o problema efetivamente não se restringe a este ou a aquele jogador.
Ah! Então falta padrão de jogo? Não. Apesar dos tropeços diante do Botafogo e do Corinthians e da atuação conturbada no clássico, é inegável que o time atleticano vem evoluindo nesse quesito. Faltou confiança, autoestima elevada e equilíbrio emocional. Embora não tenha faltado luta, o time não teve força mental suficiente para manter o jogo que fez nos primeiros 15/20 minutos do primeiro tempo em São Paulo e nem para impor o seu jogo ofensivo contra o rival no Parque do Sabiá, notadamente na etapa complementar.
Jogar mal, oscilar e sofrer alguma derrota amarga faz parte do jogo e acontece com qualquer time. O que está acontecendo com o Atlético, porém, é claramente anormal. E, para complicar, sempre que o Atlético tem jogos decisivos um noticiário vesgo e imoral inunda as redes sociais e também contamina a mídia tradicional. Nem bem se iniciou essa sequência de jogos decisivos para o Galo a partir do confronto contra o Xará Paranaense pela Libertadores, já começaram a pipocar aqui e ali várias notícias e “notícias”.
Horas antes da partida contra o Timão veio a informação sobre mais um bloqueio das contas do clube. E, após a eliminação da Copa do Brasil, a notícia de que o Glorioso deixou de fazer jus a um prêmio da ordem 4 milhões de reais alimentou a tese de que o clube não teria como quitar os atrasos no pagamentos dos direitos de imagem dos atletas e aí… . Tudo isso, claro, é sempre explorado como uma justificativa da política do vender e vender. E o dinheiro do PIX?, perguntaram alguns atleticanos em suas redes sociais. Ah! Claro, a SAF vai ser assim ou assado.
Nathan Silva e Rubens entraram na vitrine alvinegra enquanto se alardeava que o “insatisfeito” Allan havia acertado com o Flamengo um contrato de 5 anos e insistia em deixar o clube, mas que o Atlético ainda resistia e recusava a proposta rubro-negra. Foi neste clima que o Galo entrou em campo para decidir a sua vida na Copa do Brasil. Deu no que deu.
E foi também purgando esse carma maldito que o Atlético se preparou para o clássico contra o time azul. À medida em que o jogo contra o maior rival local se aproximava o “#ForaCoudet”, alimentado pelos inimigos externos de sempre e por muito fogo amigo, voltou a pulular sem nenhum disfarce nas redes sociais e na mídia tradicional. O clássico de Uberlândia ganhou pelo lado atleticano uma importância ultra especial. A deterioração do ambiente e a pressão sobre os jogadores e o treinador ameaçavam atingir um nível absolutamente destrutivo.
“Se não ganhar o clássico…”. Ameaça? Previsão apocalíptica? Coisas do Atlético? Fogo amigo? Ou coisa de inimigo? Ou ainda tudo isso junto e misturado? A presença de torcedores na porta do CT de Vespasiano na véspera do clássico protestando, cobrando do treinador e exigindo a sua saída foi o corolário de mais um momento convulsivo da história atleticana.
Em seu conhecido “portunhol” o técnico atleticano tentou explicar aos torcedores que o recepcionaram na entrada do CT que na reapresentação após a derrota para o Timão quatro jogadores não puderam treinar normalmente em razão do desgaste e do risco de lesão. Uma tradução covarde e tendenciosa deu a entender que estes atletas haviam faltado ao treinamento.
Constrangido e se isentando de qualquer responsabilidade pelo ocorrido o Atlético divulgou uma nota oficial repudiando o protesto havido nas portas da Cidade do Galo, enquanto o atacante Paulinho manifestava publicamente o apoio do grupo ao treinador. E não para por aí. As cadeiras localizadas na área externa do Centro de Experiências da Arena MRV apareceram quebradas, fruto de ato de vandalismo de autores até então desconhecidos.
Ah! E mais uma “bomba” explodiu. Não é que o Palmeiras voltou à carga e vai fazer uma nova proposta por Allan? Coisas atleticanas além das quatro linhas. Foi assim, sacudido por mais uma das suas intermináveis crises e sob ataque cerrado dos inimigos de plantão, que o Atlético voou para Uberlândia, levando enfim uma boa notícia: o Homem Arana voltou a ser relacionado. E não é que horas antes do clássico um perfil atleticano divulgou que na semana seguinte ao confronto contra o rival haveria uma reunião para definir a venda de Nathan Silva. Haja paciência.
Um dia depois de ser recebido em sua chegada ao Hotel Gran Executive com rua de fogo e muita festa, o Galo entrou em campo em um Parque do Sabiá especialmente preparado para aquele clássico. Jogou, venceu e não convenceu. Atuação estranha, particularmente no segundo tempo quando se inferiorizou e, dando uma de Dom Quixote de Cervantes lutou contra um poderoso inimigo imaginário. Mais uma vez faltou força mental para impor o seu jogo ofensivo.
A destacar a grande atuação de Everson. A bem da verdade e da justiça há que se reconhecer também que Nathan Silva, Rubens e Edenílson em quanto este esteve em campo jogaram bem. Vontade de lutar e de vencer não faltou a ninguém, mas nem sempre querer é poder. E, quiseram os deuses do futebol que Hulk, a lá Éder Aleixo, esmagasse as redes azuis.
A imensa dificuldade de criar e a baixa intensidade ofensiva nestes dois últimos jogos são reflexos de fatores que vão muito além das quatro linhas. Se algo não for feito internamente em relação a isso o prognóstico para o resto da temporada é muito ruim. Sem tempo para respirar e descansar, o Atlético já partiu para outra batalha, agora na terra dos Incas. Que os deuses do futebol não o abandonem. Que venha o Alianza e que o Galo de raça cante mais alto.
Hulk é um ídolo mundial e isso ninguém discute. Além da sua qualidade em campo, o homem é puro carisma, inclusive, com os torcedores adversários. Na saída do Hotel para o treinamento, Hulk atendeu os torcedores do Alianza Lima com um grande sorriso no rosto.
A briga de egos no Atlético é grande e não há previsão de trégua. São ataques daqui, são ataques dali e um clube com 9 milhões de fanáticos no meio, sendo prejudicado.
Em entrevista ao PodFalaGalo, Mário Werneck, ex-secretário do Meio Ambiente de Belo Horizonte fez uma revelação importante sobre o ex-presidente e ex-prefeito de BH, Alexandre Kalil. Kalil é constantemente acusado de ter atrapalhado as obras da Arena MRV.
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