City Torque x Atlético: prováveis times, desfalques e tudo sobre o duelo de volta das semifinais da Sul-Americana

Foto: Pedro Souza / Atlético

Por: Thiago Florêncio

Vale vaga na final! Nesta quarta-feira (21), às 19h (de Brasília), o Atlético entra em campo no Estádio Centenário, em Montevidéu, para enfrentar o Montevidéu City Torque pela partida de volta da semifinal da CONMEBOL Sul-Americana. A ESPN (TV fechada), e o Disney+ (Streaming) transmitem a duelo ao vivo.

O Galo leva na bagagem os 3 a 0 construídos na ida, na Arena MRV. A conta é favorável: o time de Eduardo Domínguez pode perder por até dois gols de diferença e ainda carimba a vaga na final contra o Boca Juniors em Barranquilla, marcada para o dia 21 de novembro. Ao City Torque sobra uma missão pesada. Vencer por três gols leva a decisão para os pênaltis. Para avançar direto, os uruguaios precisam de quatro ou mais. 

Como chega o Atlético: oito jogos sem perder e titulares descansados

O Atlético desembarca no Uruguai embalado. A vitória sobre o Coritiba, no último sábado, pelo Brasileirão, esticou a série invicta para oito partidas.

Domínguez já tinha Montevidéu na cabeça quando escalou o time do fim de semana. Os titulares foram preservados contra o Coritiba, e a tendência é que o treinador argentino repita a formação e o esquema que atropelaram o City Torque em Belo Horizonte. Everson viajou com a delegação, mas não será relacionado. 

O departamento médico segue com quatro jogadores, todos com lesão na mesma região: a musculatura posterior da coxa, onde ficam os isquiotibiais, grupo muscular muito exigido nas arrancadas e nas freadas bruscas. Ruan Tressoldi e Mateo Cassierra tratam a coxa esquerda. Gustavo Scarpa e Thiago Borbas cuidam da direita.

Lesionados

Ruan Tressoldi (lesão no músculo posterior da coxa esquerda), Gustavo Scarpa (lesão no músculo posterior da coxa direita), Mateo Cassierra (lesão no músculo posterior da coxa esquerda) e Thiago Borbas (lesão muscular no posterior da coxa direita).

O provável Atlético para encarar o City Torque

Sendo assim, o provável Atlético para encarar o City Torque tem: Gabriel Delfim; Alan Franco, Vitão e Lyanco; Tomás Cuello, Maycon, Kevin Castaño e Renan Lodi; Victor Hugo e Bernard; Reinier. Técnico: Eduardo Domínguez.

Como chega o City Torque: derrota no Clausura e desenho novo para buscar a virada

Os uruguaios chegam de derrota. Na última rodada do Torneio Clausura do Campeonato Uruguaio, perderam para o Albion FC por 2 a 1, fora de casa.

Marcelo Mendez poupou apenas três titulares naquele jogo: Gutiérrez, Montes e Silvera. Os três estão de volta e aparecem na provável escalação desta quarta.

A mudança maior deve aparecer na estrutura. O City Torque vinha jogando com três zagueiros, mas a necessidade de marcar pelo menos três gols empurra Mendez para um 4-2-1-3, com mais gente perto da área adversária.

A provável equipe do City Torque para encarar o Atlético

Com isso, a provável equipe do City Torque para encarar o Atlético tem: Torgnasciolli; Aguero, Gutiérrez, Silva e Silvera; Siles e Montes; Pizzichillo; Obregón, Andrade e Salomón Rodríguez. Técnico: Marcelo Mendez.

Prancheta aberta: como jogam Atlético e City Torque

Prancheta aberta: como jogam Atlético e City Torque

Como joga o Atlético?

Com a bola, o Galo de Domínguez se organiza em um 3-4-2-1. Alan Franco, Vitão e Lyanco conduzem a saída. Renan Lodi e Cuello atuam como alas e abrem o campo, quase na mesma altura dos atacantes. Por dentro, Maycon e Kevin Castaño sustentam o meio e oferecem linha de passe para os zagueiros.

A dupla mais solta do desenho é Bernard e Victor Hugo. Os dois flutuam nas costas dos volantes adversários, espaço que no jargão tático se chama entrelinha. Quando um zagueiro sai da posição para acompanhá-los, abre-se um corredor. Por ali entram Reinier, a referência do ataque, ou os alas em diagonal.

Sem a bola, a forma muda e continua clara. O Atlético se fecha em um 4-1-4-1 compacto, com nove jogadores atrás da linha da bola e Maycon encarregado de proteger a entrelinha. A ideia é esperar o adversário arriscar na saída, roubar e acelerar. Com três gols de frente, é o comportamento que encaixa no roteiro que o Galo precisa no Centenário.

Como joga o City Torque?

Pressionado pelo placar, o City Torque deve ir a campo num 4-2-1-3 com pontas agudos, jogadores que atacam o espaço em velocidade e buscam a linha de fundo. Obregón e Andrade partem pelos lados, mas não ficam presos à faixa. Trocam de posição entre si e com Pizzichillo, o meia que joga atrás deles. A movimentação constante tira referência de quem marca.

O modelo se apoia na pressão alta e na saída de bola trabalhada desde os zagueiros. As jogadas costumam terminar nos flancos. Mendez não é treinador de plano único. Já mostrou que sabe recuar a equipe quando o jogo pede, e o time costuma manter a organização mesmo quando está atrás no marcador. A virada sobre o Cienciano, nas quartas, é o exemplo mais recente.

Sem a bola, o 4-2-1-3 vira 4-5-1. Os pontas recuam e fecham uma linha de cinco no meio-campo, com a missão de congestionar o setor onde Maycon, Castaño, Bernard e Victor Hugo gostam de circular.

Onde o jogo pode se decidir?

O City Torque precisa atacar com muita gente, e time que se lança assim deixa campo aberto atrás. Se os laterais uruguaios subirem junto com os pontas, as costas da defesa ficam expostas para Bernard, Victor Hugo e Reinier nos contra-ataques.

Do outro lado, o duelo de Obregón e Andrade com os alas alvinegros vai mostrar quanto Lodi e Cuello conseguem avançar sem expor o trio de zaga.

Um detalhe pesa na conta uruguaia: um gol atleticano no Centenário obriga o City Torque a marcar quatro apenas para levar a disputa aos pênaltis.

Arbitragem

A CONMEBOL escalou o chileno Cristián Garay para apitar o duelo. Ele terá como auxiliares os compatriotas Claudio Urrutia e Miguel Rocha. O VAR fica sob o comando de Rodrigo Carvajal, também do Chile.

Estatisticas sobre o árbitro Cristián Garay

Será o quinto jogo de Garay nesta Sul-Americana. Somando Campeonato Chileno e competição continental, o árbitro marcou 448 faltas, média de 21,69 por partida, e mostrou 101 cartões amarelos, média de 4,88. Também expulsou três jogadores.


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