Meio-campista que caiu no gosto da torcida do Atlético, Mamady Cissé tem ganhado cada vez mais atenção no dia a dia do clube. Captado no futebol nigeriano, o guineense já mostrou ter futebol para atuar em alto nível no Brasil. O desafio, agora é outro – e está fora do campo.
Vindo de outro continente, o meia tem muito mais desafios para se adaptar à cultura, linguagem e costumes da América do Sul. E é aí que começa o plano traçado pelo Galo, para garantir a adaptação total da joia ao Brasil, e proporcionar um desenvolvimento tranquilo e alegre de seu futebol.
Operação Cissé
Os primeiros passos já foram dados. O guineense teve o seu contrato extendido até 2030, com direito a valorização salarial, e aumento da multa rescisória. Agora, os próximos passos envolvem questões extracampo.
Para quebrar a barreira linguística, que é a principal barreira de adaptação, Cissé tem, à sua disposição, um profissional que auxilia na tradução da língua portuguesa, e dá aulas de português. A língua oficial de Guiné é o francês.
Apesar de bem acolhido internamente, o jogador precisa se sentir totalmente em casa. Para isso, o Atlético tem o plano de trazer um familiar de Cissé para o Brasil – alguém com quem ele possa contar, e possa conviver rotineiramente.
Por último, mas não menos importante, o meia deve ganhar uma moradia própria. Hoje, o jogador mora na Cidade do Galo, e o plano é proporcionar o aluguel de um apartamento, onde ele terá mais privacidade.
Com uma operação tão complexa por fazer, o Atlético deixa algo muito claro. O clube não vai medir esforços para lapidar um jovem que, com pouco tempo de futebol profissional, já mostrou ter um futuro brilhante pela frente.
Apesar da vitória por 2 a 1 sobre o Juventud-URU, na última quinta-feira (16), pela segunda rodada da fase de grupos da Copa Conmebol Sul-Americana, o ambiente na Arena MRV está longe da tranquilidade.
A GDR (Garra, Determinação e Respeito), uma das principais torcidas organizadas do Atlético, utilizou suas redes sociais para disparar críticas pesadas contra o desempenho da equipe e, especificamente, contra a postura do meia-atacante Bernard.
Em um comunicado oficial que rapidamente viralizou entre os atleticanos, a organizada classificou a atuação do time como “pífia” e “uma afronta” à história do clube. No entanto, o alvo principal da fúria foi Bernard, que, apesar de ter marcado um dos gols do triunfo, teria tido uma atitude que não agradou aos membros da arquibancada.
O EMBATE COM BERNARD: “SOBERBA INACEITÁVEL”
Para a GDR, o gol marcado não apaga o que eles consideram uma queda técnica acentuada do jogador. A torcida foi direta ao criticar o comportamento do atleta durante o jogo, mencionando que houve um desafio desnecessário à Massa.
“Marcar um gol não te dá o direito de desafiar a massa. Você tem apresentado um futebol medíocre e sua soberba é inaceitável. Tenha humildade, assuma seus erros e jogue bola calado. Você não é maior que o clube!”, diz trecho da nota.
O termo “perninha” também foi utilizado para descrever a atual fase do jogador, um jargão comum no futebol para indicar falta de esforço ou excesso de preciosismo técnico.
APOIO AO ‘BARBA’ DOMÍNGUEZ:
Curiosamente, o tom muda quando o assunto é o comando técnico. Enquanto muitos torcedores nas redes sociais pedem mudanças táticas, a GDR manifestou apoio total ao técnico Eduardo ‘Barba’ Domínguez. Para os líderes da organizada, o problema não está no banco de reservas, mas sim na entrega dos jogadores dentro das quatro linhas.
A torcida deu o que chamou de “aval” para que o treinador tome medidas drásticas no elenco:
Barrar jogadores sem vontade: A organizada defende que nomes de peso sejam sacados caso não demonstrem comprometimento.
Exigência de postura: A nota questiona onde está a “postura de quem representa a história do Galo”.
“A PACIÊNCIA ESGOTOU”
O recado final serviu como um ultimato para o restante da temporada. Com o lema de que a “paciência esgotou”, a GDR deixou claro que o apoio continuará, mas a cobrança será proporcional à falta de brio que eles enxergam no atual grupo.
Para o Atlético, que segue em uma situação delicada na tabela da Sul-Americana e busca regularidade no ano de 2026, o descontentamento da arquibancada é mais um obstáculo a ser administrado pela diretoria e pela comissão técnica nos próximos dias.
O Atlético segue focado em proteger seu patrimônio e garantir que os talentos lapidados na Cidade do Galo tragam frutos tanto dentro de campo quanto em futuras negociações. Na última quinta-feira (16), o clube oficializou a renovação contratual do atacante João Teixeira, de 18 anos, considerado uma das maiores promessas das categorias de base alvinegra nos últimos anos.
O novo vínculo estende a permanência do jovem atleta até o fim de 2031, demonstrando a confiança da diretoria no potencial de evolução do jogador. Com a assinatura, o Galo estabelece uma multa rescisória na casa dos 50 milhões de euros para o mercado internacional (R$ 294 milhões), protegendo-se do assédio de clubes grandes estrangeiros.
ASCENSÃO E PROTAGONISOMO NO SUB-20
João Teixeira não é apenas uma promessa estatística; ele tem entregado resultados práticos. Atualmente, o atacante é o vice-artilheiro do time Sub-20 na temporada, com dois gols marcados em competições oficiais. Seu estilo de jogo, que combina velocidade e faro de gol, tem chamado a atenção da comissão técnica da equipe profissional.
Os números totais do jovem impressionam pela eficiência. Com a camisa do Maior de Minas, João soma 35 jogos oficiais pelas categorias de base e já balançou as redes 15 vezes. A média de quase um gol a cada duas partidas justifica o investimento e a pressa do clube em assegurar sua permanência por longo prazo.
O SONHO DE BRILHAR NA ARENA MRV:
Após a assinatura do contrato, João Teixeira utilizou suas redes sociais para expressar a gratidão ao clube que o acolheu. O tom foi de emoção e foco nos próximos desafios:
“Renovar meu contrato é mais um passo importante em um sonho que venho construindo todos os dias com muito esforço. Muito grato ao Atlético, à torcida, à minha esposa, família e meu staff, pela oportunidade e pela confiança”, celebrou o atacante.
Em rápida entrevista à FG Sports Gestão Esportiva, o jovem centroavante não escondeu a felicidade pela renovação:
“É um momento muito importante em minha carreira e agradeço a Deus por mais esta etapa, neste processo de evolução. Renovar meu contrato é mais um passo em um sonho que venho construindo, dia a dia, com muito trabalho, foco e dedicação. Muito grato ao Atlético, a torcida, minha esposa, família e meu staff, pela oportunidade e pela confiança”, concluiu o atacante.
A noite da última quinta-feira (16/04) na Arena MRV não foi marcada apenas pela vitória suada do Atlético por 2 a 1 sobre o Juventud-URU, pela segunda rodada da fase de grupos da Copa Conmebol Sul-Americana. Nos bastidores da zona mista, o clima esquentou com o contundente desabafo do meio-campista Alexsander.
Sem espaço no time titular e alvo de especulações, o jogador decidiu dar um basta nos rumores sobre sua vida extracampo e disparou contra o que chamou de “espalhadores de mentiras”.
O COMBATE ÀS NOTÍCIAS FALSAS E RECADO À MASSA:
Alexsander, que custou cerca de 5,5 milhões de euros aos cofres alvinegros em 2025, vem enfrentando um início de temporada difícil, com apenas seis jogos disputados após se recuperar de uma grave lesão no joelho esquerdo. A falta de minutos em campo abriu margem para boatos de indisciplina, algo que o atleta fez questão de refutar veementemente.
“Fico triste, porque algumas pessoas falam muita besteira. Dizem que não estou comprometido, que não estou me dedicando. Isso é mentira e vai contra as diretrizes do clube”, afirmou o jogador.
O meia questionou a lógica dos críticos, lembrando que, se houvesse qualquer problema de conduta, ele estaria afastado pela diretoria. Ele direcionou sua fala diretamente ao torcedor, pedindo que não se deixe levar por narrativas criadas por setores da imprensa que, segundo ele, “levam o jornalismo na brincadeira”.
A SEDE DE JOGO E O RESPEITO À HIERARQUIA:
Apesar do incômodo com as notícias falsas, Alexsander não escondeu sua frustração profissional: o desejo de estar entre os 11 iniciais. Após o longo período de inatividade por conta da lesão, o jogador admitiu que a ansiedade por minutos é grande, mas pregou respeito às decisões da comissão técnica.
O jogador destacou que o técnico possui suas opções e que o atual momento exige paciência e trabalho duro. “Vim para o Galo justamente para jogar. Tenho que manter a paciência e respeitar meus companheiros que estão dando o máximo no dia a dia”, ponderou.
NÚMEROS DE ALEXSANDER NO ATLÉTICO:
Desde sua chegada do Al-Ahli, da Arábia Saudita, Alexsander acumula 30 jogos com a camisa do Maior de Minas. Embora ainda busque a afirmação definitiva como titular, o desabafo na Arena MRV sinaliza um jogador focado em recuperar seu espaço técnico, longe das polêmicas e focado apenas no que pode render dentro das quatro linhas.
Para Alexsander, o foco total está na reabilitação física e na espera pela oportunidade que o consolide de vez no elenco de 2026.
O começo da “Era Domínguez” no Atlético ainda é irregular, mas mostra alguns bons sinais. Além da melhora dos números defensivos, o argentino está conseguindo retomar o protagonismo do Galo atuando em casa.
A vitória contra o Juventud-URU marcou o quarto jogo do “Barba”, na Arena MRV. O retrospecto em casa, até aqui, é de 100% de aproveitamento. Vitórias contra Internacional, São Paulo e Athletico, além do triunfo pela Copa Sul-Americana.
Desempenho fora de casa é problema
Se o início de Eduardo Domínguez ainda é irregular, muito disso se deve ao desempenho fora de casa. O time já jogou sete vezes fora de seus domínios com o treinador, e venceu apenas uma vez – considerando Campeonato Mineiro, Copa Sul-Americana e Brasileirão. O aproveitamento é de apenas 19% (1 vitória, 1 empate, 5 derrotas). É importante citar, no entanto, que o Atlético tem apresentado problemas para vencer longe da Arena MRV já há algum tempo, desde antes da contratação de Domínguez.
A chance de equilibrar o desempenho fora com o de BH virá no final de semana. O Galo visita o Coritiba, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. A bola rola às 16h, no próximo domingo (19).
A vitória do Atlético por 2 a 1 sobre o Juventud, na última quinta-feira (16/04), pela fase de grupos da Copa Conmebol Sul-Americana, não foi apenas mais um resultado suado na conta do Galo. O confronto reverberou internacionalmente, ganhando as páginas do tradicional jornal El País, o mais influente do Uruguai, que destacou um comportamento curioso vindo das arquibancadas.
O FATOR TORCIDA: DE APOIO A OBSTÁCULO?
O que chamou a atenção dos uruguaios não foi apenas o futebol apresentado em campo, mas a reação da massa alvinegra. Segundo a análise do El País, a postura dos torcedores mudou drasticamente após o gol de empate da equipe visitante, marcado por Facundo Pérez logo no início do segundo tempo.
O jornal apontou que o nervosismo da torcida acabou jogando contra o próprio Atlético. Em um trecho da publicação, os uruguaios afirmam:
“Após o empate, a equipe pedrense cresceu animicamente e começou a se animar ainda mais com um aliado inesperado: o público do Atlético, que se irritava ao ver os problemas que a equipe tinha para sair do campo de defesa.”
Essa pressão interna, vinda das arquibancadas, foi vista como um combustível para o Juventud, que passou a acreditar na virada enquanto o time brasileiro demonstrava instabilidade emocional e técnica para superar a marcação alta.
VALENTE, MAS CASTIGADO NO FIM:
Apesar da derrota sofrida nos acréscimos, com um gol salvador de Cassierra, o desempenho do Juventud foi amplamente elogiado. A publicação destacou que a equipe uruguaia jogou de igual para igual e não se intimidou com o cenário adverso ou com o gol inicial marcado por Bernard.
Para o periódico, o empate foi fruto de uma estratégia bem executada de pressão na saída de bola, que deixou o Atlético exposto. Contudo, a qualidade individual de Cassierra acabou sendo “letal” nos minutos finais, garantindo os três pontos para o Galo.
PANORAMA NA COPA SUL-AMERICANA:
Com o triunfo dramático, o Atlético ocupa agora a terceira posição do Grupo B, somando três pontos — mesma pontuação do Puerto Cabello (VEN). O grupo segue equilibrado, com o Cienciano (PER) na liderança com 4 pontos.
O Galo agora terá um desafio logístico e físico pela frente. O próximo compromisso pela competição continental será no dia 29 de abril, às 21h30, contra o líder Cienciano. A partida será realizada na altitude de Cusco, no Estádio Inca Garcilaso de la Vega, onde o Atlético precisará de mais do que apenas técnica para buscar a liderança da chave.
No início da noite desta quinta-feira (16), o Atlético venceu por 2 a 1 com o Juventud-URU, na Arena MRV, em Belo Horizonte, pela segunda rodada do grupo B da CONMEBOL Sul-Americana. O time mineiro saiu na frente no primeiro tempo, mas voltou desatento após o intervalo, sofreu o empate e só reagiu nos minutos finais.
A equipe comandada por Eduardo Domínguez teve mais posse de bola, mas voltou a apresentar falhas defensivas e dificuldades na construção. Bernard e Cassierra marcaram para o Galo, enquanto Facundo Pérez anotou para o Juventud. Confira todos os detalhes da partida!
Primeiro tempo de pouca criatividade e gol do Galo no fim
Logo aos 5 minutos, um lance polêmico marcou o início da partida. Ceccini pisou no pé de Cauã Soares dentro da área. O árbitro Carlos Ortega inicialmente marcou tiro de meta, mas foi chamado pelo VAR. Após revisão, apontou falta de Renan Lodi no lance anterior e anulou o possível pênalti para o Atlético.
Nos primeiros 20 minutos, o Atlético teve mais posse de bola e tentou explorar os lados do campo, principalmente pela direita com Cuello. Apesar do controle territorial, a equipe não conseguiu transformar volume em chances claras. Faltou precisão no último passe e maior presença na área.
O Juventud adotou postura reativa. Marcou com linhas adiantadas em alguns momentos e tentou pressionar a saída de bola atleticana. Ainda assim, criou pouco e apostou em erros do adversário.
O Galo seguiu com dificuldades na construção. Errou passes em sequência e teve pouca criatividade no meio-campo, o que travou o ritmo ofensivo.
Aos 28 minutos, a defesa atleticana vacilou na saída de bola. Boselli recebeu dentro da área e finalizou cruzado, mas Everson fez defesa segura.
Na sequência, o Atlético respondeu. Cuello ganhou da marcação e finalizou colocado. A bola passou perto, com leve desvio de Sosa.
A insistência deu resultado aos 42 minutos. Cuello encontrou Bernard com um lançamento preciso nas costas da defesa. O atacante dominou, disputou com Más e finalizou com força, sem chances para o goleiro. Foi o gol que traduziu o domínio territorial do Atlético na etapa inicial.
Análise do primeiro tempo
O Atlético controlou o jogo na etapa inicial, mas mostrou limitações claras na construção ofensiva. Teve posse, ocupou o campo de ataque, porém com pouca objetividade. A equipe circulou a bola sem conseguir romper a linha defensiva adversária com frequência.
Cuello foi a principal válvula de escape. Participou das melhores ações e criou a jogada do gol. Ainda assim, o time dependeu de um lance mais direto para abrir o placar.
O meio-campo teve atuação irregular. Faltou aproximação entre os setores e maior velocidade na troca de passes. Isso facilitou a organização defensiva do Juventud.
Defensivamente, o Atlético pouco sofreu, mas mostrou risco em erros na saída de bola. O lance com Boselli expôs essa fragilidade.
O gol no fim ameniza a atuação, mas não esconde a dificuldade criativa. O time precisa ser mais vertical e eficiente no último terço para evitar um jogo controlado, porém pouco produtivo.
Erro defensivo de Everson e gol na “bacia das almas”
O Atlético voltou desatento para a etapa final e foi punido cedo. Aos 10 minutos, Everson errou passe na saída de bola e entregou a posse ao Juventud. A equipe uruguaia trabalhou a jogada até a inversão para a direita, onde Pérez apareceu livre para finalizar e empatar a partida.
Após o gol, o técnico Eduardo Domínguez reagiu com mudanças. Cauã Soares deu lugar a Hulk, e Bernard saiu para a entrada de Gustavo Scarpa. Mesmo autor do gol na primeira etapa, Bernard deixou o campo sob vaias. Scarpa passou a atuar mais por dentro, próximo a Reinier e Hulk.
O treinador seguiu mexendo na equipe. Victor e Reinier saíram para as entradas de Dudu e Cassierra. O Atlético ganhou mais presença ofensiva, com Cassierra centralizado e Hulk recuado na articulação.
Apesar das alterações, o time seguiu irregular. Errou passes no meio-campo e cedeu espaços para contra-ataques. Aos 32 minutos, o Juventud quase virou em cobrança de falta de Gómez, mas Everson fez boa defesa.
Na reta final, o Atlético aumentou a pressão. Passou a rodar mais a bola no campo ofensivo e buscou jogadas pelos lados. Aos 40 minutos, Cuello cruzou com precisão pela direita, e Cassierra apareceu bem na área para cabecear e empatar a partida. O gol amenizou uma atuação instável, marcada por erros defensivos e pouca consistência coletiva.
Análise do segundo tempo
O Atlético repetiu problemas já vistos. Voltou desconcentrado e pagou por um erro individual que expôs a fragilidade coletiva na saída de bola.
As mudanças deram mais peso ofensivo, mas não trouxeram organização. O time passou a ocupar mais o campo de ataque, porém de forma desordenada. Faltou coordenação entre meio e ataque.
Scarpa melhorou a circulação por dentro, enquanto Hulk recuado tentou articular, mas a equipe seguiu dependente de jogadas laterais. O volume aumentou, mas a qualidade das ações foi irregular. Defensivamente, o Atlético sofreu com transições. Perdeu bolas em zonas perigosas e permitiu contra-ataques evitáveis.
O empate no fim veio mais pela insistência do que por controle do jogo. A jogada do gol resume o cenário: cruzamento preciso e boa ocupação de área, algo que faltou durante boa parte da etapa. No geral, o time mostrou força para reagir, mas ainda carece de equilíbrio entre defesa e ataque.
Agora, o Atlético vira seu foco totalmente no Campeonato Brasileiro, onde entrará em campo no próximo domingo (19), às 16h, contra o Coritiba, no Couto Pereira.
Estatísticas da partida
Gols: Bernard (aos 42 minutos do primeiro tempo), Facundo Pérez (aos 10 minutos do segundo tempo); Mateo Cassierra (aos 44 minutos do segundo tempo);
Posse de bola: Atlético 60% x 40% Juventud;
Finalizações: Atlético 7 x 7 Juventud;
Finalizações no gol: Atlético 3 x 3 Juventud;
Defesas do goleiro: Atlético 4 x 2 Juventud;
Desarmes: Atlético 11 x 7 Juventud;
Interceptações: Atlético 13 x 13 Juventud;
Recuperações de bola: Atlético 37 x 44 Juventud;
Faltas: Atlético 10 x 19 Juventud;
Total de passes: Atlético 528 x 318 Juventud;
Cartões amarelos: Alan Franco (aos 13 minutos do primeiro tempo), Alejo Cruz (aos 32 minutos do primeiro tempo), Bernard (aos 40 minutos do primeiro tempo); Gonzalo Gómez (aos 33 minutos do segundo tempo), Rabino (aos 40 minutos do segundo tempo), Más (aos 43 minutos do segundo tempo), Tomás Cuello (aos 45 minutos do segundo tempo)
O time sub-20 do Atlético vive um momento no mínimo curioso, na temporada. Após o rebaixamento à Série B do Brasileiro, e o novo fracasso na Copa São Paulo, a gestão da base fez várias alterações: mudou a comissão técnica, promoveu atletas do badalado sub-17, e fez contratações pontuais.
O resultado disso é um elenco que, pela primeira vez em muito tempo, tem jogadores promissores em todas as posições do campo. Daí, nasceu um grande desafio para o técnico Henrique Teixeira: gerenciar a minutagem do grupo de jogadores, permitindo que todos possam se desenvolver.
Se a disputa da Série B do Campeonato Brasileiro não permite muitos testes, o inverso ocorre no Campeonato Mineiro. Lá, contra equipes mais fracas, é possível testar formações, e fazer um rodízio nas escalações. E é isso que tem feito Henrique Teixeira: em apenas três rodadas de Estadual, o treinador já colocou em campo 31 atletas diferentes (veja a lista completa abaixo). A tendência é a lista ficar ainda maior, pois nomes como Riquelme, Samuel Rodrigues (disputando o Sul-Americano sub-17) e Gabriel Veneno (disputando a Copa do Brasil sub-17), ainda não jogaram.
O mais curioso é que a fórmula está dando certo. O Galinho é líder isolado do Campeonato Mineiro Júnior, com três vitórias seguidas, o melhor ataque e a melhor defesa.
Primeiros “Testes de Fogo”
Nas próximas semanas, o Galo vai tentar manter a liderança do Campeonato Mineiro, enfrentando o Minas Boca, e fazendo o primeiro clássico do ano contra o Cruzeiro. No meio-tempo, os Crias fazem dois jogos decisivos na Série B, diante de Novorizontino e Ceará. Se tudo der certo, o Atlético pode iniciar o mês de maio liderando tanto o campeonato estadual, quanto o nacional.
Os 31 jogadores utilizados pelo Galinho no início de Estadual
Goleiros: Kaio, Pedro Cobra e Estevan;
Zagueiros: Pedro Fachinetti, Samuel Barros, Xavier, Lucas Santana e Cristian;
Laterais:Bruninho, Samuel Deus, Lucas Souza, Vargas,e Wanderson;
Meias: Peu, Mathias, Sonny Anderson, Igor Toledo, Eric, Iseppe, Rafa Martins, Mateus Romero, João Pedro e Quitzau;
Atacantes: Mosquito, Murillo, Louback, Ryan Felipe, Ronaldo, João Vitor, Ian Angeloe Jonatas.
O Atlético vai disputar a primeira edição do mais novo torneio de base criado pela CBF. Trata-se da Copa do Brasil sub-15, que será disputada entre os meses de abril e agosto. O Galo compõe o grupo A3, ao lado de Fluminense, Gama e Cuiabá.
Até 2026, a Copa do Brasil masculina era disputada apenas nas categorias sub-17, sub-20 e profissional. A chegada ao sub-15 foi comemorada por dirigentes e clubes, pois abre mais possibilidades no calendário de competições, e dá experiência competitiva para os atletas jovens. Terão condições de jogo os jogadores nascidos entre 2011 e 2014.
Como vai funcionar a competição?
A Copa do Brasil sub-15 será dividida em cinco fases – desde a fase de grupos, até a final – e haverá disputa de 3º lugar. Na primeira fase (turno único), os clubes são divididos em oito grupos, e os dois melhores de cada grupo avançam. A fase eliminatória terá apenas jogos de ida, e em sede fixa, a ser divulgada pela CBF.
Diferente do futebol profissional, as partidas do sub-15 terão dois tempos de 40 minutos cada, e a possibilidade de seis substituições.
Onde ver os jogos
Até o momento, não há informações sobre a transmissão das partidas. Mesmo assim, há a expectativa de confirmação das transmissões, de forma que o torcedor possa acompanhar, com imagens, os potenciais craques do futuro.
Lutando pelo fim de um jejum de quase sete anos sem ganhar o Campeonato Mineiro sub-20, o Galinho começou o Estadual de 2026 com tudo. São três vitórias em três jogos (Social, Itabirito e São João Del Rei), e a liderança isolada na classificação geral. Na fase de grupos, os dez melhores colocados garantem uma vaga no decagonal final.
O time passou por mudanças, após o fracasso na Copa São Paulo. Chegou o técnico Henrique Teixeira, vindo do sub-17, e alguns jogadores foram contratados. Destacam-se na lista o zagueiro Pedro Fachineti, o lateral-direito Wanderson (ambos ex-Flamengo), e o volante Mateus Romero (ex-Ibrachina). Filho do ídolo Hulk, o ponta Ian Ângelo estreou pelo clube na vitória contra o Itabirito, e tem ganhado alguns minutos.
Muito potencial, muita rodagem
Devido à disputa simultânea entre Mineiro e Campeonato Brasileiro, Henrique Teixeira tem rodado bastante o elenco nesse início de Estadual. Mais de 30 jogadores já receberam minutagem no início de competição, e alguns nomes estão se destacando. O centroavante Louback fez as pazes com as redes, e já tem três gols. O meia-atacante Iseppe “desceu” do profissional, e está tendo boas participações. O centroavante João Vitor já foi as redes duas vezes. Os zagueiros Pedro Fachineti e Xavier ensaiam formar a dupla de zaga titular, e o volante Mateus Romero – destaque da Copinha pelo Ibrachina – é promissor.
Melhor ataque (10 gols) e melhor defesa (2 sofridos); Atlético ensaia um bom início de Campeonato Mineiro sub-20 (Foto: Divulgação/Atlético)
A alta rodagem, logo cedo na temporada, faz sentido. Há muitos jogadores de extremo potencial, em todas as áreas do campo. Alguns exemplos de nomes que já são cercados de expectativas (e ainda não receberam muitos minutos no Mineiro) são os atacantes Mosquito, Ronaldo, Murillo e Ryan, o lateral-direito Samuel Deus, e o volante Peu. Riquelme sequer entrou em campo, pois está disputando o Sul-Americano sub-17 pelo Brasil. Gabriel Veneno está cedido ao Galinho sub-17, que está nas quartas de final da Copa do Brasil.
Próximos desafios
A sequência do calendário do Galinho indica um nível de enfrentamento alto. O time enfrenta o Minas Boca, no próximo dia 17 de abril, mas já se prepara para o primeiro clássico do ano contra o Cruzeiro, marcado para o início de maio. Nesse meio-tempo, vai duelar contra o Novorizontino e o Ceará, na tentativa de se firmar na liderança do Campeonato Brasileiro.
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