Foto: Pedro Souza / Agência Atlético Por: Angel Baldo
O Atlético sofreu mais uma derrota na Série A do Campeonato Brasilerio. Desta vez, o Maior de Minas foi derrotado pelo Coritiba por 2 a 0 no Estádio Couto Pereira, em Curitiba-PR. Logo após a derrota, o técnico Eduardo ‘Barba’ Domínguez falou sobre o jogo e um assunto muito polêmico.
Foto: Pedro Souza / Agência Atlético
Por: Angel Baldo
O clima na Cidade do Galo nesta terça-feira (21/4) foi de trabalho intenso e movimentos importantes nos bastidores. Em meio à preparação para os desafios decisivos da temporada, o treino do Atlético contou com uma visita de peso: Rafael Menin, um dos principais acionistas da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube, acompanhou de perto as atividades no CT.
A presença de Menin no gramado não passou despercebida. O empresário teve um breve encontro com o técnico Eduardo ‘Barba’ Domínguez, conversando com o comandante argentino à beira do campo. O gesto, embora comum na rotina de grandes clubes, ganha contornos de relevância devido ao momento de oscilação que a equipe atravessa na temporada.
UMA VISITA DE ROTINA OU ESTRATÉGICA?
Apesar das especulações que naturalmente surgem quando a cúpula do clube se aproxima do campo, a informação oficial é de que o encontro teve um caráter de normalidade. Segundo apuração da Rede 98, fontes internas garantem que não houve “nada de diferente” ou extraordinário na conversa.
“Os dois apenas conversaram por pouco tempo e não tiveram nenhuma reunião formal antes ou depois do treinamento”, revelou uma fonte ligada ao departamento de futebol.
Dessa forma, a visita de Rafael Menin pode ser interpretada mais como um gesto de presença e acompanhamento do que como uma cobrança imediata ou intervenção direta no trabalho da comissão técnica.
O RESPALDO AO TÉCNICO E O DIAGNÓSTICO DO ELENCO:
Mesmo com uma sequência recente de resultados negativos que gerou ruídos na torcida, a posição de Eduardo Domínguez no cargo parece sólida. De acordo com o jornalista Jorge Nicola, a avaliação interna sobre o trabalho do treinador é extremamente positiva.
A diretoria acredita que o problema não reside na metodologia de treino ou na estratégia tática, mas em fatores externos e comportamentais.
Um dos pontos mais sensíveis revelados nos bastidores é a visão dos acionistas sobre o grupo de jogadores. O diagnóstico feito por Domínguez sobre as carências e atitudes do plantel foi considerado “muito assertivo” pela cúpula alvinegra.
Comprometimento: Há uma percepção de que parte do elenco não está totalmente alinhada ao projeto.
Reformulação: O respaldo ao técnico indica que, em uma eventual queda de braço, o clube tende a priorizar a continuidade do comando técnico em detrimento de peças do elenco.
Continuidade: Não existe, no momento, qualquer movimento ou sondagem para a troca de treinador.
FOCO TOTAL NA COPA DO BRASIL:
O Maior de Minas agora vira a chave e foca todas as suas energias na Copa do Brasil. O time se prepara para enfrentar o Goiás nesta quinta-feira (23/4), em um duelo eletrizante na Arena MRV. A partida é válida pela ida da quinta fase da competição nacional e é vista como a oportunidade ideal para retomar a confiança e dar uma resposta positiva à massa atleticana.
Com o apoio da diretoria e a presença constante dos gestores no dia a dia, Eduardo Domínguez busca ajustar os últimos detalhes para que o Galo entre em campo com a intensidade necessária para construir uma vantagem confortável no jogo de ida.
O departamento de base do Atlético está observando o volante Mateo Domínguez, filho do técnico Eduardo ‘Barba’ Domínguez. ‘Mate’, como é popularmente chamado, estava no Estudiantes e anteriormente defendeu as cores do Argentinos Jr.
O jovem de 18 anos chegou a atuar como zagueiro no Argentinos Jr, mas no Estudiantes se consolidou como primeiro volante. O atleta está em um período de observação na Cidade do Galo.
NETO DE UMA LENDA DO FUTEBOL SUL-AMERICANO:
Mateo Domínguez Bianchi é filho de Brenda Bianchi, que é filha de Carlos Bianchi, ex-atacante e técnico multicampeão pelo Boca Juniors e Vélez Sarsfield. Ou seja, Mateo Domínguez é neto de um dos treinadores mais vencedores do futebol sul-americano.
FESTA GRINGA NA BASE DO GALO:
Se for ‘aprovado’, Mateo Domínguez será o oitavo gringo da base do Atlético em 2026. O Galinho ainda conta com o colombiano Sebastián Barrios na equipe sub-12, o angolano Hernâni no sub-15, os moçambicanos Allan Pereira e Chausson Nhabanga na equipe sub-17, os paraguaios Edgar Melgarejo e Alexis Vargas nas equipes sub-17 e sub-20, além do boliviano Diego Pérez, na equipe sub-20.
Por Jonatas Berto (participação de Luan Paiva, da Jovem Pan News Fortaleza)
Atlético e Ceará abrem, nesta quarta (22), a disputa por uma vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil. A bola rola primeiro na Arena MRV, e o jogo de volta acontece no Nordeste. Para entender um pouco sobre o momento que vive o “Vovô”, conversamos com o jornalista Luan Paiva, da Jovem Pan News Fortaleza.
O Ceará chega a Belo Horizonte após eliminar Primavera-SP, Maranhão e São Bernardo, nas fases anteriores. Contra o último, precisou das cobranças de pênalti para se classificar. Foi vice-campeão estadual, vive momento de recuperação na Copa do Nordeste, e está bem na Série B. Apesar disso, o desempenho em campo não é um espetáculo: “O Ceará tá tendo mais sorte do que juízo, com algumas expulsões nesse meio-tempo. Atuações abaixo, mas conseguindo aquele golzinho salvador”, diz o jornalista.
Defesa Sólida, Ataque com Dúvidas
O “Vovô” tem se notabilizado como uma equipe que sofre poucos gols. Apesar disso, o ataque segue com alguns pontos de interrogação. “Nesse momento da temporada, o Mozart está tendo dificuldades para encontrar uma formação mais sólida ofensivamente. O Ceará marcou gols em 20 de 23 jogos na temporada, mas sente dificuldade devido à falta de um centroavante de referência. Quando tem a bola, o time se porta num 4-3-3, mas costuma se fechar num 5-3-2. O Matheusinho está sendo esse híbrido: joga na ponta, e pode fechar um dos lados na defesa, dependendo do lado mais forte do adversário”.
Jogo da Vida
O confronto contra o Atlético representará o maior desafio do Ceará em 2026. Além do sonho do título, será a oportunidade de mostrar desempenho em um jogo grande – algo que não está acontecendo na temporada. Naqueles que tinham sido os maiores jogos do ano até aqui, perdeu o título estadual para o Fortaleza nos pênaltis, após dois empates. “O Ceará precisa encaixar dois jogos perfeitos contra o Atlético. Na estratégia, principalmente na questão defensiva, e ser muito eficiente nas transições”, afirma Luan Paiva.
Fique de Olho!
O jovem atacante Melk, de 19 anos, tem ganhado espaço no time principal, e mostrado um bom futebol. Tem boa finalização, é ambidestro e pode incomodar. Outro jogador que pode causar problemas é o meia Vina. Além de artilheiro do Ceará no ano, com sete gols, ele pode aplicar a “Lei do Ex”. A temida lei também pode ser aplicada por outro ex-Galo: o lateral-direito Alex Silva.
Outro ponto para ficar de olho é o retrospecto do treinador Mozart à frente do Ceará. Em 21 jogos no comando técnico, perdeu apenas uma vez.
Time-Base do Ceará
Richard, Alex Silva (Rafael Ramos), Eder, Luiz Otávio e Fernando; Júlio César, Dieguinho (Richardson) e Vina (Matheus Araújo); Matheusinho (Alano), Fernandinho e Wendel Silva. Técnico: Mozart Santos
O sinal de alerta não apenas acendeu, como está pulsando na Cidade do Galo. A recente derrota por 2 a 1 para o Coritiba não foi apenas mais um resultado negativo fora de casa; foi o capítulo que consolidou o pior início de Campeonato Brasileiro do Atlético em mais de uma década.
Sob o comando de Eduardo ‘Barba’ Domínguez, a equipe parece ter perdido o rumo na competição nacional, acumulando marcas que o torcedor preferia esquecer.
O PESO DOS NÚMEROS:
Ao fim da 12ª rodada, o Galo soma apenas 14 pontos, ocupando a 11ª colocação. Para encontrar uma performance tão pífia, é preciso voltar 13 anos no tempo. Em 2013, o clube apresentava a mesma pontuação nesta fase, mas com uma diferença fundamental: naquela época, o foco total estava na conquista inédita da Copa Libertadores. Em 2026, a realidade é de uma crise de identidade técnica e tática.
A queda livre na tabela é nítida. O time despencou da 8ª para a 11ª posição e, o que é mais assustador, está a meros dois pontos da zona de rebaixamento. O aproveitamento atual é um contraste amargo com os anos de glória recente, como o título de 2021 ou a liderança de 2015 e 2020 no mesmo período.
RETROSPECTO COMPARATIVO:
Confira como o desempenho atual se compara à última década:
Ano
Pontos
Posição
2026
14
11º
2025
20
7º
2021
25
2º
2020
24
1º
2013
14
14º
A SEQUÊNCIA INDIGESTA
Se os números atuais já são desanimadores, o calendário reserva um cenário de extrema pressão. O técnico Eduardo Domínguez terá que encontrar soluções imediatas para enfrentar uma sequência que pode definir sua permanência ou queda:
Flamengo (Arena MRV): Um clássico nacional onde a vitória é obrigatória para acalmar os ânimos da massa.
Cruzeiro (Mineirão): Um clássico regional como visitante, carregado de tensão e com o adversário em momento distinto.
Com sete derrotas consecutivas como visitante, o Atlético precisa urgentemente de uma “sacudida” interna. A diretoria e a comissão técnica estão sob os holofotes, e a margem de erro, que já era pequena, simplesmente deixou de existir. Resta saber se o elenco terá força mental para reverter esse cenário histórico negativo antes que a luta contra o Z-4 se torne a realidade definitiva da temporada.
O processo de transformação do Atlético em Sociedade Anônima do Futebol (SAF) entra em uma fase decisiva. O clube mineiro recalibrou o cronograma para o recebimento de um aporte substancial de R$ 500 milhões, que será injetado pelos investidores Rubens e Rafael Menin.
Embora o mercado aguardasse a conclusão para o final de abril, entraves burocráticos e ritos estatutários empurraram o desfecho da operação para a segunda quinzena de maio, conforme antecipou o portal GE.
A AGENDA DA CAPITALIZAÇÃO:
A transação não é automática e exige o cumprimento de etapas de governança que garantem a transparência do processo. O cronograma atual divide-se em três marcos fundamentais:
Até 30 de Abril: Convocação formal dos conselheiros para análise da proposta.
Primeira quinzena de Maio: Realização da assembleia do Conselho Deliberativo após o interstício de 15 dias previsto em estatuto.
Pós-15 de Maio: Homologação e transferência efetiva dos recursos para as contas da SAF.
O CUSTO DA DÍVIDA BANCÁRIA:
O torcedor pode se perguntar por que um aporte de tamanha magnitude não será convertido imediatamente em reforços. A resposta reside no balanço patrimonial. Com uma dívida global de R$ 1,8 bilhão, o Atlético luta contra o custo do dinheiro.
Do total devido, R$ 941 milhões são débitos com instituições bancárias. No cenário econômico atual, os juros sobre esse montante corroem a capacidade operacional do futebol, forçando o clube a uma ginástica orçamentária constante. O aporte de R$ 500 milhões servirá como um “escudo”, liquidando as dívidas mais caras e permitindo que o fluxo de caixa respire, revertendo a economia de juros diretamente para a competitividade do elenco.
RECONFIGURAÇÃO SOCIETÁRIA:
Um efeito colateral importante desta capitalização é a mudança no quadro de sócios. Seguindo a Lei da SAF, acionistas que não acompanham os aumentos de capital têm suas participações diluídas.
É o caso de Daniel Vorcaro. Anteriormente detentor de 20% das ações, Vorcaro — que enfrenta questões jurídicas e foi afastado do Conselho — verá sua fatia ser reduzida para algo entre 4% e 5%. Este movimento consolida o controle da família Menin e simplifica a tomada de decisões estratégicas para o futuro do Galo.
Resumo do Cenário: O Atlético troca dívida de curto prazo por capital próprio, reduz o peso dos juros e profissionaliza ainda mais sua estrutura societária, pavimentando o caminho para uma sustentabilidade financeira inédita na história do clube.
O clima nos vestiários do Atlético após a derrota por 2 a 0 para o Coritiba, neste domingo (19), era de pura frustração. Em um confronto onde os erros individuais e coletivos pesaram mais do que a estratégia tática, o goleiro Everson, uma das vozes mais experientes do elenco alvinegro, não escondeu o abatimento ao analisar o desempenho da equipe no estádio Couto Pereira.
O revés, válido pela 12ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro, foi construído sobre falhas que o arqueiro classificou como determinantes. O Coxa abriu o placar após um erro de posicionamento em cobrança de escanteio e ampliou em uma falha individual do zagueiro Lyanco. Para Everson, a eficiência do adversário castigou um Galo que se mostrou vulnerável em momentos cruciais.
ERROS FATAIS E A DISTÂNCIA PARA O TOPO:
Na saída de campo, o camisa 22 foi enfático ao pontuar que o Atlético foi “vítima de si mesmo”. Segundo o goleiro, o time paranaense soube aproveitar as poucas brechas cedidas pela defesa mineira.
“Eles tiveram duas chances claras, em dois erros coletivos nossos, e foram felizes. A gente perdeu no detalhe. No começo, um erro coletivo de posicionamento, e no segundo tempo também. Foram dois erros que culminaram na perda de três pontos fundamentais para as nossas pretensões”, lamentou o goleiro.
Mais do que a atuação técnica, Everson destacou o prejuízo matemático. Se vencesse o Coritiba, o Atlético saltaria para os 17 pontos, ficando a uma distância mínima da zona de classificação para a Libertadores. Com o resultado negativo, o time estacionou nos 14 pontos, viu o G6 se distanciar e, para piorar, passou a olhar pelo retrovisor, ficando a apenas dois pontos da zona de rebaixamento.
MUDANÇA DE FOCO: COPA DO BRASIL
A derrota deixa o técnico Eduardo Domínguez sob intensa pressão, mas o calendário não permite lamentações prolongadas. O elenco precisa agora “virar a chave” para o mata-mata.
O próximo compromisso atleticano será nesta quinta-feira (23), contra o Ceará, às 19h (de Brasília). O duelo, válido pela ida da quinta fase da Copa do Brasil, marca o retorno do time à Arena MRV. Diante de sua torcida, o Galo terá a chance de buscar uma redenção imediata e tentar estancar a crise que se instalou neste mês de junho.
O clima no Atlético atingiu um novo nível de tensão após o revés deste domingo (19). Além da frustrante derrota por 2 a 0 para o Coritiba, no Couto Pereira — a sétima do time como visitante e a terceira consecutiva neste Brasileirão —, os bastidores do clube pegaram fogo com uma polêmica envolvendo o futuro do técnico Eduardo Domínguez, conhecido como “El Barba”.
Enquanto a bola parava de rolar e as atenções se voltavam para a sala de imprensa, uma notícia bombástica começou a circular nas redes sociais. O jornalista Guilherme Frossard informou que, logo após o apito final, Domínguez teria manifestado o desejo de entregar o cargo.
Segundo a apuração do jornalista independente, uma reunião de emergência teria ocorrido nos vestiários do estádio, onde a diretoria teria conseguido convencer o argentino a permanecer no comando, ao menos por enquanto.
A REAÇÃO DE DOMÍNGUEZ E PAULO BRACKS:
O técnico foi o primeiro a confrontar a informação. Durante a coletiva, Domínguez negou categoricamente qualquer intenção de saída, mantendo a postura de quem acredita na recuperação do elenco. No entanto, o tom subiu de vez quando o executivo de futebol (CSO) do Atlético, Paulo Bracks, assumiu o microfone. Visivelmente irritado, Bracks não poupou críticas à notícia veiculada.
“Isso é uma irresponsabilidade absurda. Uma mentira deste tamanho é muito perigosa. Não houve qualquer tipo de reunião após o jogo. É preciso ter muito cuidado com o que se escreve; estamos tratando de uma instituição imensa”, disparou o dirigente.
Bracks reforçou que esteve com os atletas no vestiário enquanto Domínguez se reunia apenas com sua comissão técnica, classificando o episódio como uma tentativa de criar turbulência em um momento que já é delicado para o clube. “Na quinta vencemos não jogando bem. Hoje jogamos melhor e perdemos. Temos que trabalhar para reverter os resultados, e não ter que ficar apagando incêndios causados por irresponsabilidade”, completou.
JORNALISTA SUSTENTA A INFORMAÇÃO:
Mesmo diante da negativa veemente da cúpula atleticana, o jornalista Guilherme Frossard manteve seu posicionamento. Em uma tréplica publicada em suas redes sociais logo após o encerramento das entrevistas no Sul, Frossard registrou a posição oficial do clube, mas foi enfático ao afirmar que não retira a informação inicialmente publicada, reiterando a confiança em suas fontes de bastidores.
Com a crise técnica escancarada, o Atlético retorna a Belo Horizonte sob forte pressão. O desafio agora é duplo: encontrar o caminho das vitórias fora de casa e blindar o vestiário contra as especulações que ameaçam a continuidade do trabalho de Eduardo Domínguez.
O sinal de alerta foi ligado na Cidade do Galo. O que antes era visto como uma má fase pontual, transformou-se em uma crise crônica de desempenho longe de Belo Horizonte. Neste domingo (19), o Atlético voltou a decepcionar o seu torcedor ao ser derrotado pelo Coritiba por 2 a 0, em partida válida pela 12ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro, disputada no estádio Couto Pereira, em Curitiba.
Com o revés em solo paranaense, a equipe comandada pelo técnico Eduardo ‘Barba’ Domínguez viu sua situação complicar na tabela de classificação. Ocupando anteriormente uma posição mais confortável, o Alvinegro estacionou nos 14 pontos e despencou três posições, amargando agora o 11º lugar. A distância para o G-4 começa a aumentar, enquanto a irregularidade defensiva e a falta de repertório ofensivo fora de casa se tornam os principais obstáculos da temporada.
O FATOR VISITANTE E OS NÚMEROS PREOCUPANTES:
A estatística é implacável: em oito confrontos disputados longe de seus domínios, o Atlético saiu de campo derrotado em sete oportunidades. O aproveitamento pífio de 14,3% como visitante é digno de equipes que lutam contra o rebaixamento, contrastando com a força que o elenco possui no papel.
Até o momento, a única alegria do torcedor atleticano longe de Minas Gerais aconteceu na nona rodada, quando o time aplicou uma goleada de 4 a 0 sobre a Chapecoense, na Arena Condá. Fora esse ponto fora da curva, o que se vê é um time que sofre para marcar gols e que cede espaços fatais aos adversários.
RETROSPECTO FORA DE CASA:
Red Bull Bragantino 1 x 0 Atlético
Grêmio 2 x 1 Atlético
Vitória 2 x 0 Atlético
Fluminense 1 x 0 Atlético
Chapecoense 0 x 4 Atlético (Única vitória)
Santos 1 x 0 Atlético
Coritiba 2 x 0 Atlético
ANÁLISE DO MOMENTO ALVINEGRO:
O técnico Eduardo Domínguez terá uma semana de trabalho intenso para tentar corrigir o sistema tático. Com 9 gols sofridos e apenas 5 marcados (sendo 4 em um único jogo), o equilíbrio entre as linhas parece ter desaparecido. Para um time que projeta grandes conquistas em 2026, somar pontos fora de casa não é apenas um desejo, é uma necessidade matemática de sobrevivência na elite do futebol brasileiro.
O próximo desafio será fundamental para medir a capacidade de reação do grupo e a manutenção do trabalho da comissão técnica, que começa a ser questionada pela falta de variação tática quando atua sob pressão da torcida adversária.
Neste domingo (19), às 16h (de Brasília), o Atlético enfrenta o Coritiba, no estádio Couto Pereira, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. O time mineiro busca recuperação na competição após derrota na última rodada e tenta melhorar o desempenho como visitante na temporada.
Galo tenta superar instabilidade fora de casa
O Atlético chega para o confronto após vitória por 2 a 1 sobre o Juventud, na última quinta-feira (16), pela Sul-Americana. Apesar do resultado positivo, o desempenho não convenceu e manteve o cenário de instabilidade na temporada.
No Brasileirão, o Galo ocupa a oitava posição, com 14 pontos. Na rodada anterior, perdeu para o Santos, fora de casa. O principal problema tem sido justamente o rendimento longe de Belo Horizonte. Em 13 jogos como visitante no ano, foram três vitórias, três empates e sete derrotas.
Após a última partida, o técnico Eduardo Domínguez cobrou mais atitude e concentração do elenco. A avaliação interna é de que o time precisa competir melhor fora de casa para subir na tabela.
Para o duelo, o treinador tem a maior parte do elenco à disposição. O volante Patrick, em recuperação de cirurgia no joelho, e o atacante Alan Minda, em tratamento de lesão muscular, seguem fora. A escalação ainda é tratada com cautela.
No meio de semana, alguns jogadores foram poupados, como é o caso do atacante Hulk. A novidade é que o lateral-direito Preciado treinou normalmente entre os titulares, neste sábado, e pode aparecer entre os titulares.
Suspensos
Não há.
Lesionados
Patrick (Cirurgia no joelho direito) e Alan Minda (recuperação lesão muscular na coxa esquerda).
Pendurados
Renan Lodi.
Sendo assim, o provável Atlético tem: Everson; Natanael (Preciado), Lyanco, Ruan e Renan Lodi; Tomás Pérez, Alan Franco (Mamady Cissé) e Victor; Cuello, Reinier e Hulk (Cassierra). Técnico: Eduardo Domínguez.
Pressionado por vitórias, Coritiba aposta no fator casa para reagir
Do outro lado, o Coritiba tenta reagir na competição. A equipe paranaense não vence há quatro partidas e entra pressionada. O último triunfo foi em março, contra o Mirassol.
Mesmo assim, o Coxa aparece à frente do Atlético na tabela, com 16 pontos, na sétima colocação. A equipe aposta no fator casa para retomar o caminho das vitórias.
O técnico Fernando Seabra terá desfalque importante. O volante Wallisson está suspenso. Vini Paulista deve assumir a vaga no meio-campo.
Suspensos
Wallisson Luiz.
Lesionados
Keno (Pancada no joelho direito), Pedro Morisco (Cirurgia no ombro direito) e Rodrigo Rodrigues (Recuperação de cirurgia no joelho).
Pendurados
Breno Lopes, Lucas Ronier e Sebastian Gomez.
O provável Coritiba tem: Pedro Rangel; Tinga, Maicon, Jacy e Bruno Melo; Vini Paulista, Sebastián Gómez, Lucas Ronier, Josué e Breno Lopes; Pedro Rocha. Técnico: Fernando Seabra.
Arbitragem
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF), escalou o árbitro, Fernando Antônio Mendes, da Federação Paraense de Futebol para comandar o duelo. Ele terá como seus auxiliares, Rafael da Silva Alves (RS) e Acácio Menezes Leão (PA). Já o comando do VAR estará a cargo de Rodrigo Carvalhaes de Miranda (RJ).
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