Atlético x City Torque: prováveis escalações, arbitragem e onde assistir à ida da semifinal da Sul-Americana

Atlético x City Torque: prováveis escalações, arbitragem e onde assistir à ida da semifinal da Sul-Americana

Foto: Pedro Souza / Atlético e Divulgação / Montevidéu City Torque

Por: Thiago Florêncio

O Atlético dá o primeiro passo rumo à final da CONMEBOL Sul-Americana nesta quarta-feira (14), às 19h (de Brasília), contra o Montevideo City Torque, na Arena MRV, em Belo Horizonte. O jogo de ida da semifinal reúne dois times que chegam em alta. A transmissão do duelo será da ESPN (TV Fechada) e Disney+ (Streaming). Confira tudo sobre o que antecede a partida!

Galo embalado pela virada e com os titulares de volta

O Atlético chega à semifinal com o moral lá em cima. Contra o Santos, pelo Brasileirão, o time saiu atrás e buscou a virada nos acréscimos, com um golaço de voleio de Thiago Borbas. A tendência é que Eduardo Domínguez volte a escalar os considerados titulares nesta quarta.

A campanha também pesa a favor. O Galo terminou em primeiro no Grupo B, à frente de Cienciano, Juventud de las Piedras e Puerto Cabello, e depois eliminou Bragantino e Santos. O Cienciano, aliás, foi o time que o City Torque despachou nas quartas de final.

Vitão, que ficou fora por causa de uma convocação, deve retornar à zaga. A baixa nova é Fred. O meia sentiu uma lesão no músculo posterior da coxa esquerda contra o Athletico Paranaense e já faz tratamento na fisioterapia.

O departamento médico segue cheio. Everson, com fratura no pé esquerdo, pode voltar contra o Coritiba, no próximo compromisso, mas Gabriel Delfim deve continuar no gol nesta quarta. Ruan Tressoldi, Gustavo Scarpa e Mateo Cassierra também estão fora, todos com lesões na parte posterior da coxa. Nenhum jogador do elenco está pendurado.

O provável Atlético para encarar o City Torque

Com isso, o provável Atlético para encarar o City Torque tem: Gabriel Delfim; Alan Franco (Natanael), Vitão e Lyanco; Cuello, Maycon, Kevin Castaño e Renan Lodi; Bernard, Victor Hugo e Reinier. Técnico: Eduardo Domínguez.

City Torque vive o auge da sua curta história

Fundado em 2007 como Club Atlético Torque, o clube foi comprado pelo Grupo City em 2017 e passou a se chamar Montevideo City Torque em 2020. Nunca esteve tão bem. Lidera o Clausura e ocupa o terceiro lugar na tabela geral do Campeonato Uruguaio.

Na Sul-Americana, os uruguaios terminaram em primeiro num grupo que tinha Grêmio, Palestino e Deportivo Riestra. No mata-mata, passaram pelo Tigre, da Argentina, e pelo Cienciano, do Peru.

O time de Marcelo Méndez venceu o Danubio por 1 a 0 na última sexta-feira, no Estádio Charrúa, que tem gramado sintético. O resultado encerrou uma sequência de quatro jogos sem vitória. O gol foi de Salomón Rodríguez, que também passou quatro partidas sem marcar.

Na competição continental, o City Torque tem mandado seus jogos no Estádio Centenário, a pedido da Conmebol. Méndez mexe bastante no desenho do time, e a tendência é um 3-4-3 com a bola e um 5-4-1 quando a posse for do Galo.

O provável City Torque para encarar o Atlético

Sendo assim, o provável City Torque para encarar o Atlético tem: Torgnasciolli; Gutiérrez, Silva e Kagelmacher; Aguero, Siles, Montes e Silvera; Pizzichillo, Obregón e Salomón Rodríguez. Técnico: Marcelo Méndez.

Prancheta aberta: entenda como as equipes jogam

Como deve jogar o Atlético?

Com a bola, o Galo de Barba Domínguez deve se armar em um 3-4-2-1. Alan Franco, Vitão e Lyanco cuidam da saída, enquanto Renan Lodi e Cuello abrem o campo como alas, quase na altura dos atacantes. Maycon e Kevin Castaño dão sustentação por dentro.

Bernard e Victor Hugo flutuam entre as linhas, nas costas dos volantes adversários, e Reinier é a referência. Sem a posse, os alas recuam e o desenho vira um 5-4-1. Lodi e Cuello completam a linha de cinco, e Bernard e Victor Hugo fecham os corredores na linha de quatro.

Como deve jogar o City Torque?

O City Torque muda de cara conforme o placar e o adversário. Pode ser agudo e veloz, mas longe de casa costuma baixar as linhas e esperar o erro de quem está do outro lado. Na Arena MRV, a tendência é um time paciente, disposto a cozinhar o jogo.

Sem a bola, o desenho é um 5-4-1. Aguero e Silvera recompõem e formam a linha de cinco com Gutiérrez, Silva e Kagelmacher. Pizzichillo fecha a direita ao lado de Siles, e Obregón faz o mesmo pela esquerda, perto de Montes.

Com a bola, os uruguaios viram um 3-4-3 e liberam os alas. A saída tem uma marca clara: sob pressão, os zagueiros procuram a bola longa nas costas da defesa. Gutiérrez costuma lançar Pizzichillo pela direita, e Kagelmacher busca Obregón ou Silvera pelo outro lado.

O jogo passa muito pelos pés do camisa 10. Obregón tem três assistências na Sul-Americana, começa pela esquerda e troca de lado com Pizzichillo com frequência, além de recuar para armar como meia. Pizzichillo é o meia que mais pisa na área e ainda finaliza bem de fora. Na frente, Salomón Rodríguez sai bastante da área para buscar jogo, o que abre espaço para quem chega de trás.

Onde o jogo pode ser decidido?

A defesa uruguaia não transmite segurança. Contra o Nacional, o City Torque sofreu com bolas alçadas na área e cometeu muitas faltas perto do próprio gol, um prato cheio para a bola parada atleticana.

O time também se complica diante de adversários que aceleram pelos lados, sobretudo pelo lado esquerdo da sua defesa. É por ali que Cuello e Natanael podem fazer estrago nos contra-ataques.

O cuidado do Galo precisa estar nos escanteios. Contra o Danubio, Rodríguez saiu do meio da pequena área, atacou o primeiro pau e cabeceou sozinho para fazer o gol da vitória.

Em velocidade, os uruguaios também machucam. Contra o Tigre, Pizzichillo recebeu um lançamento de Pablo Siles e serviu Rodríguez, que tocou na saída do goleiro. Contra o Cienciano, o artilheiro marcou de cabeça, no contrapé do goleiro, após cruzamento de Obregón.

Arbitragem

A Conmebol escalou Carlos Bentancur, da Federação Colombiana de Futebol e do quadro da FIFA, para apitar o duelo. Os auxiliares serão Alexander Guzmán e Jhon Gallego, e o VAR fica com David Rodríguez, todos colombianos.

Estatisticas sobre o árbitro Carlos Bentancur

O Bentancur começou a carreira profissional em 2012, aos 30 anos, e chegou ao quadro da FIFA em 2018. Somando Campeonato Colombiano e Sul-Americana, ele marcou 514 faltas (média de 20,8 por jogo) e distribuiu 112 cartões amarelos (4,67 por jogo) e 9 vermelhos.


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