Sem Hulk, Atlético empata com o Ceará, no Mineirão, e perde a chance de entrar no G6
Por: Hugo Fralodeo
Complicou…. Sem seu artilheiro, o Atlético não conseguiu balançar as redes do Ceará, no Mineirão. Mesmo com um festival de escanteios e um ensaio de pressão no fim, quando Cuca terminou a partida com quatro atacantes em campo, o Galo até tentou, mas não foi capaz de sair do zero.
Com este resultado, o Atlético chega aos 47 pontos, mas permanece na sétima posição da tabela de classificação do Campeonato Brasileiro, perdendo a chance de entrar no G6, mas encostando no Athletico-PR, (6º), com um ponto a menos.
ARTILHEIRO FORA
Em relação à vitória contra o Santos, na quarta, Cuca fez quatro alterações na escalação inicial. Na ausência de Everson, que levou o terceiro amarelo, Rafael assumiu a meta. Por opção técnica, o comandante promoveu a entrada de Nacho, que ajudou a decidir a parada na Vila Belmiro, sacando Ademir. Com Keno voltando de suspensão, ele reassumiu seu posto na ponta-esquerda, mandando Pavón para o banco. No comando do ataque, sem o artilheiro Hulk, que ficou de fora por conta de um incômodo na panturrilha esquerda, o escolhido foi Sasha.
NO PRIMEIRO TEMPO, GALO CRIA MAS NÃO CONSEGUE SAIR NA FRENTE
A partir do apito inicial, o Galo deixou claro que a intenção era controlar o jogo. Na primeira chegada mais forte, Nacho carregou para o lado direito e tentou fazer um cruzamento para a área. A bola acabou batendo no cotovelo aberto do defensor do Ceará, dentro da área. O árbitro de campo, mesmo após recomendação do VAR, entendeu como jogada normal, deixando a Massa, comissão e jogadores na bronca.
Mesmo mantendo a posse de bola, o Galo não conseguiu criar situações de gol nos primeiros minutos, tanto que a primeira finalização do jogo foi só aos 14 minutos. Após a bola sobrar na entrada da área, Zaracho mandou a sapatada, obrigando João Ricardo a fazer grande defesa. Na sequência, depois de boa jogada de Nacho pela esquerda, ele serviu a Sasha, que bateu da entrada da área. Com o desvio da defesa, a bola saiu perigosamente em escanteio. Na cobrança, em jogada ensaiada, a bola voltou justamente para o atacante, que se jogou de carrinho na bola, mas ela também foi para fora.
Daí para frente, o Ceará conseguiu equilibrar a posse, mas não conseguia ser efetivo para ameaçar o gol defendido por Rafael. A única chegada mais contundente do Vozão foi quando Nino Paraíba ganhou na corrida após bola esticada e desviou para a defesa segura de Rafael. Então, o Atlético demorou, mas recuperou o domínio. Aos 31, após mais uma boa trama, Nacho recebeu na direita, trouxe para dentro e finalizou firme com a canhota. A bola revelou na defesa e na trave, levando mais uma vez perigo ao gol do Vozão. Alguns minutos depois, foi a vez de Allan arriscar. O volante tentou arremate do meio da rua, mas mandou por cima do gol. A última chance da primeira etapa foi em uma cobrança de escanteio que Nacho levantou na área e Alonso chegou testando por cima do travessão.
SEGUNDO TEMPO REPETE O PRIMEIRO
Na volta dos vestiários, panorama semelhante ao da primeira etapa. O Galo tentava controlar as ações, mas não era contundente na criação das jogadas. Quem quase tirou o zero do placar foi o Ceará. A bola foi lançada para a área do Atlético e Jô brigou e ganhou da defesa. Desequilibrado, ele tentou dar um toquinho para o gol, mas Rafael estava esperto e fez a catada. E aos 17, o Vozão chegou de novo. Após levantamento da direita, Jô cabeceou por cima da meta.
Cuca resolveu mexer, sacando Dodô e Nacho, para as entradas de Rubens e Alan Kardec, mandando o Galo ainda mais para cima do Ceará. Ai, o Atlético voltou a ameaçar o gol defendido por João Ricardo aos 23, quando Guga, em tentativa de cruzamento em cobrança de falta, acabou acertando a direção do gol e o goleiro do Vozão teve que intervir mandando para escanteio.
CUCA BOTA O GALO PARA CIMA, MAS O PLACAR FICA MESMO ZERADO
Aos 34, quando Cuca já tinha lançado o Atlético mais ainda, com as entradas de Ademir e Pavón, a melhor chance até então foi desperdiçada. Allan descolou grande lançamento para Ademir, que dominou, ganhou da marcação e invadiu a área. O Fumacinha rolou para Alan Kardec, que chegava de carrinho na pequena área, mas o centroavante não conseguiu alcançar a bola.
No final, Cuca botou mais um atacante para tentar vazar o gol de João Ricardo. Ele sacou Otávio e lançou Vargas. Ainda mais ofensivo, aos 41, o Atlético começou uma blitz para cima do Vozão. Primeiro com Ademir, que arriscou em cobrança de falta ensaiada com Guga, mas mandou por cima. Na sequência, de novo o Fumacinha. Em cruzamento que veio da esquerda, o ponta-direita emendou um voleio, mais uma vez chutando para fora. Na jogada seguinte, a última boa chance da partida, foi a vez de Pavón. O argentino arrancou com a bola dominada pela esquerda, trouxe para dentro da área e bateu cruzado, também para fora.
GALÃO NO SABADO À NOITE
O próximo compromisso do Galo é na noite de sábado (15), quando visita o Flamengo, às 20h30, no Maracanã, em jogo válido pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro.
FICHA TÉCNICA:
Atlético x Ceará
Motivo: 31ª rodada do Campeonato Brasileiro
Data e Horário: Domingo, 9 de outubro de 2022 – 20h00
Local: Mineirão
Dinheiro do Jogo: 34.718 – R$ 964.203,81
ATLÉTICO:
Rafael; Guga, Jemerson, Junior Alonso e Dodô (Rubens, 19’ 2º); Allan, Otávio (Vargas, 37, 2º); Zaracho, Nacho (Alan Kardec, 19’ 2º) e Keno (Ademir, 27’ 2º); Sasha (Pavón, 27’ 2º). Técnico: Cuca
CEARÁ:
João Ricardo; Nino Paraíba, Gabriel Lacerda, Luiz Otávio, Bruno Pacheco (Diego Rigonato, 31’ 2º) e Victor Luís: Guilherme Castilho (Jhon Vásquez, 19’ 2º), Richardson, Richard Coelho (Fernando Sobral, 16’ 1º) e Lima (Geovane, 19’ 2º); Jô (Cléber, 19’ 2º). Técnico: Lucho González
ARBITRAGEM:
Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza (FIFA-SP)
Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse (FIFA-SP) e Daniel Luís Marques
VAR: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (VAR/FIFA-SP)
CARTÕES AMARELOS:
Otávio (2’ 2º), Keno (8’ 2º), Jemerson (17’ 2º) (Atlético); Luiz Otávio (16’ 1º), Lima (14’ 2º), Richardson (14’ 2º), Diego Rigonato (40’ 2º) (Ceará)