Réver atribui momento ruim do Atlético ao fator psicológico: “O maior problema”
Por: Hugo Fralodeo
Na tarde desta terça-feira (30, foi a vez do capitão Réver falar com a Massa e a imprensa na Cidade do Galo, e tentar explicar o que se passa neste momento que vive o Atlético.
O zagueiro começou por dizer que ninguém esperava que o Atlético passaria por essa fase ruim, citando que o elenco está pagando muito caro pelas duras eliminações recentes:
“A gente sabe que o momento não é o que esperávamos, assim como o torcedor. A gente vem de um ano muito bom, onde o elenco marcou história e esperávamos que pudéssemos ter um ano até melhor. Mas a gente sabe que o futebol é muito dinâmico, as coisas às vezes acabam não acontecendo e a gente está pagando caro por isso. Pelo fato de duas eliminações muito importante nas copas e uma sequência ruim no Campeonato Brasileiro, onde nos afastou do nosso objetivo que era estar brigando pelo título e até mesmo do G4.”
Lembrando as conquistas no ano passado, o capitão foi direto e revelou o que aconteceu no elenco de um ano para o outro, para que a fase virasse de forma tão brusca:
“A gente sabe que manter o foco, a partir do momento que você conquista muitas coisas, se torna pouco provável que você consiga manter esse nível de concentração. Ainda mais da maneira que foi. Nós estávamos há um tempo em busca dessas conquistas e conseguimos de forma brilhante. Aqui nem todo mundo deixou de acreditar e nem desaprendeu a fazer o que mais sabe. O maior problema que a gente vem encontrando é a questão psicológica. Então, é um voltar a passar confiança para o outro e procurar executar da melhor maneira possível. É tentar não errar essas coisinhas pequenas como a gente vem errando e não sofrer gols como a gente vem sofrendo com muita facilidade.”
Por fim, Réver apontou o caminho que o elenco está trilhando para tentar reverter a situação:
“A gente tem tocado muito nesse assunto, em relação ao que está faltando. Eu acredito que precisamos ser um pouco mais inteligentes em alguns jogos que a gente acaba saindo na frente e nos expondo demais, achando que a gente precisa ganhar de 4, 5 a 0. A primeira coisa que temos cobrado é cada um fazer, dentro da sua função, o que faz de melhor, para ter essa retomada. O fator psicológico vai fazer muita diferença nesse momento. Então, espero que tenhamos essa tranquilidade de poder reencontrar esse caminho das vitórias”. – finalizou.