Guimarães espera investidor para SAF já em 2023 e prevê “participação bem pequena” caso 4Rs tenham ações
Por: Hugo Fralodeo
Em sua participação no programa ‘Mesa Redonda’ da rádio Itatiaia, na noite da última segunda-feira (19), o membro do órgão colegiado que gere o Atlético e futuro presidente do Conselho Deliberativo, Ricardo Guimarães, falou sobre a constituição da SAF no Atlético.
O presidente do Banco BMG afirmou que o plano é mesmo que a SAF do Atlético seja criada ainda em 2022 – caso tenha a aprovação do Conselho -, lembra que o clube terá 100% das futuras ações e revela que espera a entrada de um investidor já para o começo de 2023:
“Contratamos duas empresas (E&Y e BTG) para ajudar na constituição da SAF, para estruturar e captar potencial investidor. Quem vai resolver essa questão são os conselheiros, que vão votar a SAF. Queremos constituir neste ano, e o Atlético seria o proprietário de 100%. Não sei se vai dar tempo de ter investidor. Se não der, esperamos que, no máximo, no começo do ano que vem tenhamos esse investidor. Têm alguns investidores analisando, vários já demonstraram interesse, mas fato é que está sendo tudo observado”.
Guimarães ainda reforça a ideia de que o Atlético pretende negociar um percentual máximo de 60%, mantendo ao menos 40% das ações da SAF com o clube:
“Existe o ideal. Vamos ter que sentar na mesa com os dois ideais (investidor e Atlético). Nossa fatia, no ideal, seria negociar algo perto de 40%. Mas entendo que depende do investimento também, a negociação deve estar entre 40 e 60%. Tudo depende da oferta e da negociação. O Atlético teria ao menos 40% da SAF, pelo que está na nossa cabeça”.
Por fim, o futuro presidente do Conselho Deliberativo do Atlético corrobora o que já foi dito por Rafael Menin, em entrevista recente ao FalaGalo, em parceria com outros portais, que os ‘4Rs’ não pretendem ser acionistas da SAF do Atlético, entretanto, caso haja o desejo do Conselho e uma vontade do possível investidor em transformar os débitos do clube com os apoiadores em ações, isso poderá sim acontecer:
“Uma coisa que temos é certo: não seremos os majoritários. A gente acha que não devemos ter nada, mas o investidor pode pedir para transformar nosso crédito em ações. O Conselho pode querer isso também. A gente só entraria se o Conselho achar que vale a pena, se o investidor achar que vale. No máximo, uma participação bem pequena”.
No FalaGalo, você encontra todas as informações relevantes sobre o processo da criação da SAF do Atlético.