“Galo deve ter SAF maior que Vasco, Cruzeiro e Botafogo somadas e deverá ser sustentável para sempre” – Clube deve levar projeto para aprovação do Conselho em fevereiro
No material abaixo você lerá sobre o status atual da SAF Galo. O FG conversou com uma pessoa ligada ao clube, sobre dúvidas do torcedor com relação aos novos caminhos do Atlético. Contudo, neste momento não é possível identificar o entrevistado envolvido por conta do processo avançado da Sociedade Anônima do Futebol atleticana e de suas cláusulas de confidencialidade.
Por: Betinho Marques
O Fala Galo além de ter estudado a lei da SAF (14.193/21) e feito conteúdos sobre, dentro do possível e sabido, tem informado com muita sobriedade sobre este momento mais que importante da história do Atlético.
Quem quiser saber mais sobre a lei e ver os três episódios é só clicar nos links abaixo:
Episódio 1 – Assista aqui.
Episódio 2 – Assista aqui.
Episódio 3 – Assista aqui.
No entanto, mais importante que isso, é sempre atentar e lembrar o torcedor que o conteúdo trazido é de utilidade pública ao torcedor atleticano, por isso existe o Fala Galo há cinco anos. O lado do FG é ao lado do Atlético, por isso, se faz uma jornada jornalística segmentada, independente, informativa e livre.
Dito isso, fomos mais uma vez atrás de pessoas ligadas ao clube, que não podem se identificar no conteúdo em função do momento de avanço do processo da Sociedade Anônima do Futebol. Em conversa com uma dessas pessoas, que falou sobre as dúvidas do atleticano ponderamos sobre as questões mais frequentes, vejamos:
FG: Qual o objetivo prioritário do Atlético na SAF? Vi amigos jornalistas como o Fael Lima terem dúvidas. Seria a SAF para salvar o clube pagando contas ou montar time?
“A SAF tem como prioridade pagar as contas do clube e é a premissa básica para o negócio acontecer. O Atlético, a partir daí, será sustentável não para um tempo, passará a ser sustentável para sempre. Claro, o time é sempre importante, mas hoje já temos um time forte, mas a SAF vem para fazer o Galo sustentável, o time forte é consequência. SAF boa e com recebíveis em dia”.
FG – Como acreditar que, com as cicatrizes atleticanas, na sua memória sofrida, que os tais investidores liderados pelo potencial comprador Peter Grieve, não sejam aventureiros, uma nova Dryworld ou ainda, não sejam uma espécie de pirâmide financeira, como alguns dizem se parecer?
“Ué, Betinho! Não tem empresa pequena no negócio, não é uma brincadeira de gente despreparada que está disposta a colocar seu nome em risco no mercado. Quem está à frente do negócio é a EY e a BTG Pactual, eles pesquisaram e seguem trabalhando, é um negócio muito sério. Não tem isso de não ter capacidade. Sem fazer o primeiro aporte, que é premissa, condição básica, não tem acordo, tudo será levado ao Conselho. Estamos nas mãos das empresas mais preparadas do Brasil”.
FG: Então o controlador já chega aportando? Qual seria o percentual adquirido?
“Sim. A meta é deixar o Atlético sustentável. Acreditamos que será uma SAF maior que do Vasco, Botafogo e Cruzeiro juntas, e com menor percentual. Se olharmos direitinho, o Cruzeiro foi aportado por R$ 50 milhões, a do Atlético pode chegar próximo de 30 vezes disso, salvo engano ou mudança. No mais, acreditamos que o controlador pode adquirir cerca de 60%.”
Ao fim do diálogo, fomos informados que a Arena MRV e CT do Galo seguem fora do plano de SAF atual e não devem entrar no negócio por ora. No entanto, há questões ainda indefinidas no processo e tudo deve seguir para o Conselho Deliberativo apreciar no mês de fevereiro.
“Nós também temos dúvidas, estamos tirando, seria leviano afirmar coisas que ainda não ajustamos, por isso o processo ainda não acabou.”
Diante de todas as incertezas do torcedor ainda sobre o processo, a mensagem enfatizada com otimismo foi:
“O Atlético precisa ser sustentável sempre. A SAF do Galo deve ser maior que Vasco, Botafogo e Cruzeiro juntas e com menor percentual. Não há motivos para não ser otimista”.
Uma última questão amplamente difundida é que a modelagem do clube deve ser diferente dos clubes que já fizeram adesão da SAF. O Atlético deve manter sua gestão de futebol no formato atual e um percentual da sociedade deve ser abatida da dívida com os apoiadores na casa de 15%, o restante ficaria com a Associação. Ou seja, a administração do futebol, a princípio, ficaria na competência dos brasileiros.