Mesmo sem compromissos em campo, o Atlético vive dias tensos fora dele. Durante a pausa no calendário por causa do Mundial de Clubes, o clube ainda não quitou o pagamento das férias do elenco, previsto para este mês, conforme informação apurada inicialmente pelo GE.
Ao também ser questionada pelo Fala Galo, a diretoria preferiu manter discrição e disse que o tema será tratado de forma interna. A pendência soma-se a outras já conhecidas, como atrasos em direitos de imagem e bonificações pelo título estadual.
O clube mineiro também tem pendências com o atacante Paulinho, atualmente no Palmeiras. Ele cobra o pagamento de luvas prometidas na transferência. Os atrasos foram reconhecidos em falas recentes tanto por Paulo Bracks, executivo do clube, quanto por Rafael Menin, investidor da SAF alvinegra.
Durante o recesso, o elenco recebeu folga de 13 dias. A reapresentação está marcada para segunda-feira (30), na Cidade do Galo. O time volta a campo em 12 de julho, às 21h, contra o Bahia, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Em entrevista ao Charla Podcast na última sexta-feira (27), o volante Rafael Carioca falou sobre a conquista da Copa do Brasil de 2014 pelo Atlético. Atualmente no Tigres, do México, Carioca foi bastante direto ao dizer que a final contra o Cruzeiro, foi o confronto mais tranquilo daquela competição.
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Aos 36 anos, o volante comentou sobre a campanha difícil até a final, onde o Galo precisou reverter placares adversos contra Corinthians e Flamengo. Em ambos os jogos, nas quartas e semifinais, o Atlético saiu derrotado no primeiro jogo por 2 a 0 e em casa, saiu perdendo por 1 a 0. Em ambas as partidas, o maior de Minas fez 4 a 1 e avançou.
“O jogo em que ficamos mais confortáveis foi contra o Cruzeiro, na final, em que ganhamos o primeiro jogo por 2 a 0 no Horto e aí levamos para o Mineirão e vencemos por 1 a 0. Foi o jogo mais tranquilo”, disse Carioca.
O atleta ainda falou sobre a empolgação da massa atleticana. Que parou Belo Horizonte e a região metropolitana com tamanha euforia.
“Foi loucura porque foi a primeira final da história entre Atlético e Cruzeiro. A cidade parou, não dava nem para ir no mercado, parou a cidade. E o Cruzeiro bem demais, campeão brasileiro, e o Atlético voando, tinha sido campeão mineiro muito fácil”, acrescentou Carioca.
RAFAEL CARIOCA PELO ATLÉTICO
Carioca chegou ao Atlético em 2014, para reforçar o elenco Campeão da Copa Libertadores de 2013. No Galo foram 172 jogos com cinco gols e quatro assistências. Carioca também conquistou a Copa do Brasil e o Campeonato Mineiro de 2015 e 2017. Em 2015, o atleta foi eleito o Melhor Volante do Brasileirão pelo Prêmio Bola de Prata.
Aos 37 anos, o atacante argentino Lucas Pratto deixou o Olimpia, do Paraguai e está livre no mercado da bola. Maior artilheiro estrangeiro do Atlético com 42 gols, Pratto tinha contrato com o clube de Assunção até o fim da temporada, mas as partes entraram em comum acordo para rescisão amigável.
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Longe do seu auge técnico e enfrentando problemas físicos, o experiente atacante teve uma passagem discreta pelo principal clube paraguaio. Foram 58 jogos disputados com seis gols anotados e duas assistências. Pratto ainda conquistou a Liga Paraguai Clausura de 2024.
CARREIA DE LUCAS PRATTO
Pratto deu os seus primeiros passos no futebol pelo Boca Juniors, mas profissionalmente fez apenas dois jogos pelos Xeneizes. Por empréstimo, Pratto ainda passou pelo Lyn, da Noruega, Unión, da Argentina e Universidad Católica, do Chile, até ser negociado com o Genoa, da Itália. Sem muito sucesso na Velha Bota, Pratto foi emprestado ao Vélez Sarsfield, da Argentina, até ser comprado em definitivo.
O sucesso no futebol argentino fez Lucas Pratto ser o jogador mais disputado da janela de transferência para a temporada de 2015. Clubes como Flamengo, Palmeiras, Boca Juniors e Cruzeiro disputaram com o Galo, que acabou levando a melhor graças a viagem de Daniel Nepomuceno até a Argentina, que conversou pessoalmente com Pratto e o convenceu.
No Brasil, Pratto ainda passou pelo São Paulo até voltar a Argentina para atuar pelo River Plate, onde acabou conquistando a Copa Libertadores da América, com direito a gol na final conta o Boca Juniors. Pratto ainda conquistou uma Supercopa Argentina, uma Recopa Sul-Americana e a Copa Argentina.
GRAVE LESÃO E QUEDA NA CARREIRA
Em 2021, quando atuava pelo Feyernoord, da Holanda, por empréstimo, Lucas Pratto sofreu uma grave lesão em partida contra o Ajax. O Urso teve fratura na fíbula com comprometimento do ligamento. O atleta colocou oito parafusos na perna direita. Após a grave lesão, Pratto nunca mais conseguiu ser o mesmo.
O atacante ainda retornou ao River Plate, mas sem conseguir boas atuações. Na sequência atuou pelo Veléz Sarsfield, também sem sucesso. Pratto seguiu para o Defensa y Justicia em 2023, mas também não conseguiu render. Em 23 jogos, marcou apenas três gols e contribuiu com uma assistência.
OUTROS CLUBES DE OLHO
O renomado jornalista argentino César Luis Merlo, afirmou que Lucas Pratto está na mira de clubes argentinos, colombianos, mexicanos e chilenos. O Fala Galo entrou em contato com o staff do atleta, que confirmou a informação.
Há muito tempo, a paciência de grande parte da torcida do Atlético com os atuais donos da SAF acabou. O excesso de promessas, que, posteriormente se tornaram mentiras, deixou os torcedores alvinegros incrédulos com a atual administração do maior de Minas.
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Na manhã deste sábado (28), às sedes da MRV e do Banco Inter, que pertencem a família Menin, principais acionistas da SAF do Atlético, amanheceram com cartazes de cobranças e também com frases ditas pelos próprios acionistas.
Outro cartaz que chamou a atenção é um questionamento sobre a formação de Rafael Menin, que na última coletiva concedida na Arena MRV, acabou fazendo essa pergunta constrangedora ao apresentador Beto Guerra, do canal Web Rádio Galo.
Outros falas importantes foram relembradas pelos torcedores nos cartazes. Como as falas conflitantes de Rubens Menin, no dia 04/05/2025 e de Rafael Menin, no dia 07/06/2026. Rubens Menin afirmou que o grupo estava conseguindo “equacionar todo o problema financeiro do Atlético”, já seu filho Rafael, cerca de um mês depois, afirmou que a dívida “foi um aspecto sem sucesso”.
Outra situação conflitante lembrada foi envolvendo salários, direitos de imagem e premiações aos jogadores do Galo. Rubens Menin logo após anuncio da SAF, afirmou que a SAF traria uma nova história do Galo, “com salários e compromissos em dia”. Já Rafael Menin, ainda na última coletiva, confirmou que o clube estava com vencimentos atrasados com os jogadores e ainda relembrou que isso tem sido uma prática comum no clube, citando 2021, 2022 e 2023.
Aqui sempre defendemos a importância da base — ela é capaz de garantir a sustentabilidade de um clube como o Atlético.
Na coluna anterior, destacamos profissionais de perfil altamente recomendado que chegaram ao Alvinegro com a missão de devolver ao clube a capacidade de revelar talentos. Mas não estamos aqui para “dourar a pílula”. Escrevemos para o bem e para o mal — falamos de fatos, sempre com o desejo de contribuir.
Pois é. Durante a semana, recebemos denúncias sérias sobre o comportamento de boa parte do elenco sub-20. Usando o filtro jornalístico, respiramos fundo, deixamos a ansiedade de lado e fomos apurar. Ouvimos gente de dentro, de fora, do meio e até familiares. Com isso, conseguimos montar um quebra-cabeça real — impossível de ser desmentido.
Resumidamente: como em todo grupo, há atletas comprometidos e com qualidade. Mas estes estão sendo ofuscados por uma parcela significativa do elenco que:
– Prioriza festas, baladas e consumo excessivo de álcool;
– Descuida do sono, da alimentação e do próprio corpo;
– Treina com baixa intensidade, reflexo direto dos hábitos noturnos;
– Está acomodada com contratos vantajosos — alguns ganhando cerca de R$ 10 mil e com vínculos até 2027;
– Adota postura “paneleira”, excluindo novatos ou os mais dedicados para preservar espaços.
Uma das fontes nos revelou que, com a chegada do gerente Luiz Carlos Azevedo, o clube passou a ter um olhar mais criterioso na captação — algo que já movimentou o “tabuleiro”. Ainda segundo ela, o Atlético oferece toda a estrutura técnica, humana e material — do pré ao pós-treino —, mas a cultura do comodismo se enraizou.
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Será preciso tempo para reverter o cenário e evitar que bons profissionais e atletas sigam sendo ofuscados por jogadores descompromissados, que treinam mal e parecem indiferentes aos resultados.
“O Atlético pode ser rebaixado na categoria oferecendo tudo o que há de melhor a atletas que, além das limitações técnicas, demonstram desinteresse absoluto. Alguns não têm vontade de vencer, mas agem como se estivessem no auge. Muitos vivem apenas o presente e, talvez, nem joguem uma Série D. Estão perdendo a chance da vida — e tirando a de outros que dariam tudo para vestir essa camisa sagrada.”
O Galinho é o 19º colocado no Brasileirão sub-20. Perdeu a última partida para o Fortaleza por 3 a 0 e tem apenas mais quatro jogos para escapar do rebaixamento. Internamente, a queda já é tratada como uma possibilidade real — chocante —, embora exista a crença de que Luiz Carlos Azevedo, com seu perfil de captação descentralizado, possa entregar ao Atlético o que o clube mais precisa: um plano exequível, que revele talentos com mais constância e menos aleatoriedade.
Serão tempos de apoio e vigilância. Porque todos sabem: a base é a chance de sustentabilidade do Galo. Não tem para onde fugir — mas também não dá para esconder.
Observação: por precaução e respeito, os nomes dos atletas não foram divulgados pelas fontes e nem insistimos nisso. Todos podem mudar suas rotas. E, pela relevância social da base, mais que jornalismo, é necessário foco no conjunto da obra — não em casos individuais. Até porque, quem acompanha de perto, sabe quem está no contexto.
É a base que salva. Seguimos apoiando — mas de olhos bem abertos.
Natural de Belo Horizonte, Barros é formado em Direito pela PUC-Minas e tem especialização em Direito Desportivo. Atuou na Federação Mineira e no Tribunal de Justiça Desportiva do Estado antes de migrar para o ambiente dos clubes.
Na área de mercado, construiu carreira como analista e gestor em equipes brasileiras como Athletico Paranaense, Coritiba e Vasco da Gama e chegou a trabalhar como Scout no Odense BK, da Dinamarca, a sua primeira experiência com clubes.
Qual é o papel do CIGA?
O CIGA integra a estrutura da SAF atleticana com cerca de 14 profissionais. É responsável por municiar a diretoria com relatórios técnicos e estatísticos, com base em métricas de desempenho, mas sem participação direta nas contratações.
Com a nomeação, o Atlético busca dar continuidade no trabalho que vem sendo feito, reforçando sua política de decisões técnicas baseadas em evidências e planejamento a longo prazo, uma das diretrizes da atual administração.
O Atlético ainda não quitou com Paulinho a parte que lhe cabe da negociação com o Palmeiras, fechada no início do ano. Vendido por 18 milhões de euros (cerca de R$117,11 milhões na cotação atual), o atacante tem direito a 30% do valor, ou seja, 5,4 milhões de euros (cerca de R$ 35,13 milhões na cotação atual), segundo apurado pelo site Goal, mas até o fechamento desta matéria, o pagamento ainda não foi efetuado. Vale lembrar que o clube mineiro antecipou a maior parte das parcelas da venda de Paulinho ao clube paulista.
Além do atleta, seus representantes também seguem à espera. A comissão prometida à equipe que conduziu o negócio está em aberto, sem prazo definido para pagamento. A indefinição tem causado desconforto nos bastidores, e os agentes de Paulinho cobram, com cautela, o cumprimento dos prazos estabelecidos. O caso segue sem previsão de desfecho.
A passagem do atacante pelo Atlético
Paulinho desembarcou em Belo Horizonte no início de 2023 sem que o Atlético precisasse pagar por sua transferência. O clube arcou apenas com as luvas e, em contrapartida, repassou ao jogador 30% dos direitos econômicos. A ideia era garantir participação direta em uma venda futura.
Dentro de campo, se destacou rapidamente. Formou uma das melhores duplas de ataque da história do clube, com Hulk, e brilhou no Brasileirão, onde terminou como artilheiro em 2023 com 20 gols. Com a camisa alvinegra, acumulou 120 jogos, 50 gols, 12 assistências e dois títulos estaduais. Também chegou a duas finais: da Copa do Brasil e da Libertadores, ambas em 2024.
O time sub-20 do Atlético vive momento desesperador na temporada. Há cinco jogos sem vencer, e vindo de quatro derrotas consecutivas, o Galinho atolou na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, e vem de tropeços surpreendentes no estadual.
Além do momento decepcionante, o possível rebaixamento à segunda divisão nacional está batendo na porta. O Galinho tem mais 4 jogos para tentar tirar uma diferença de dois pontos, e sair da vice-lanterna. O sonho de se classificar ao mata-mata do Brasileirão não existe mais, e a briga é para evitar um vexame histórico no futebol de base.
Atlético vem de 5 jogos sem vencer na temporada (Reprodução/Sofascore)
Matemática da permanência
Com mais 12 pontos em disputa, a boa notícia é que o Atlético terá dois confrontos diretos contra times dentro ou perto do Z-3. A primeira decisão é já na próxima terça-feira (1º), contra o Cuiabá, na Arena MRV. O “Dourado” é o porteiro da zona, e, a depender do resultado em BH, além de um tropeço do Internacional, o Galinho pode deixar o Z-3 na próxima rodada. Depois disso, vem o segundo confronto direto: contra o Atlético-GO, em Goiânia. O adversário é o lanterna do Brasileirão, e é essencial somar os três pontos, mesmo que fora de casa.
Vencer os dois compromissos pode até mesmo encaminhar a permanência na primeira divisão. E é importante garantir estes seis pontos, porque os adversários das duas rodadas finais serão dois times na parte de cima da tabela: o Flamengo (3º colocado), e o Bragantino (líder).
Em campo, uma vitória incontestável do Galo Feminino, pelo jogo de ida das quartas de final do Brasileirão Feminno A2. Um a zero emocionante pra cima do Vitória-BA, com direito a gol nos acréscimos.
Nas arquibancadas, festa impressionante da Massa Atleticana, peça fundamental para a vitória do time. Foram 2.904 torcedores presentes, na primeira partida da história do time feminino na Arena MRV.
Desde a refundação do futebol feminino do Atlético, em 2019, este foi o segundo maior público em um jogo do Alvinegro como mandante. O recorde segue sendo a marca de 3.431 torcedores, no empate das Vingadoras com o Corinthians, na Arena Independência, em 2022. O recorde máximo no futebol feminino de clubes em Minas, também conta com o Galo: 7.829 torcedores acompanharam o clássico contra o Cruzeiro-MG, na final do Campeonato Mineiro de 2022. O jogo contou com a presença das duas torcidas, e o lado Alvinegro conquistou a taça.
Mais perto do acesso
O jogo de volta entre Atlético e Vitória acontece no dia 5 de julho, um sábado, em Salvador. Um empate já garante o time mineiro nas semifinais do Brasileirão, assegurando o retorno à elite do futebol feminino nacional em 2026.
Igor Rabello é o jogador mais longevo do atual elenco do Atlético. Com mais de 200 jogos oficiais e nove títulos conquistados, a passagem do zagueiro pelo maior de Minas pode estar chegando ao fim.
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Com contrato até dezembro deste ano e o interesse do Grêmio, o staff do atleta ainda não foi procurado pelo Atlético para renovar. No fim deste mês, inclusive, Rabello já pode assinar um pré-contrato com qualquer equipe.
A informação do interesse do Grêmio no defensor de 30 anos foi antecipado pelo competente jornalista Diogo Rossi e confirmada pelo Fala Galo com membros da diretoria do clube gaúcho. Além disso, o Fala Galo recebeu a informação que o defensor tem sido oferecido no mercado da bola.
Contratado no fim de 2018 junto ao Botafogo para a temporada seguinte, Rabello logo caiu nas graças da torcida alvinegra. Com atuações seguras, o defensor se firmou como titular da defesa do Galo. Com a chegada de Sampaoli em 2020, Rabello perdeu espaço e só voltou a ter mais oportunidades com Cuca, em 2021.
Sem sequência, Rabello se tornou um reserva de luxo e viu ano após ano, o Galo reforçando o setor defensivo. No início da temporada, o atleta chegou a receber sondagens de Athletico Paranaense, Santos e Fortaleza, mas optou em ficar em Minas Gerais.
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