O Atlético está há mais de uma década sem perder para o Cruzeiro, no Mineirão, pelo Campeonato Brasileiro. A última derrota Alvinegra foi em 2013 – quando entrou em campo com uma formação reserva, após o título da Libertadores.
Se contarmos apenas o Galo titular, a estatística é mais impressionante ainda – 17 anos de invencibilidade. O time titular do Atlético perdeu pela última vez em 2009, por 1 a 0, ainda no antigo Mineirão. Os números não mentem: o Gigante da Pampulha tem dono.
Na vitória conquistada no último sábado (2), Atlético e Cruzeiro chegaram ao décimo clássico disputado no Novo Mineirão, em Campeonatos Brasileiros. São três vitórias Alvinegras, seis empates, e uma vitória rival, já mencionada acima (veja a relação completa abaixo).
Todos os clássicos no Novo Mineirão, em Campeonatos Brasileiros
2013: Cruzeiro 4×1 Atlético
2014: Cruzeiro 2×3 Atlético
2015: Cruzeiro 1×1 Atlético
2016: Cruzeiro 1×1 Atlético
2017: Cruzeiro 1×3 Atlético
2018: Cruzeiro 0x0 Atlético
2019: Cruzeiro 0x0 Atlético
2024: Cruzeiro 0x0 Atlético
2025: Cruzeiro 0x0 Atlético
2026: Cruzeiro 1×3 Atlético
Importante: O Mineirão esteve fechado para reformas, entre 2010 e 2012. Não houve clássico pela Série A, entre 2020 e 2022, pois o Cruzeiro estava na Série B. Em 2023, o clássico com mando do Cruzeiro foi realizado em Uberlândia.
A vitória convincente do Atlético sobre o Cruzeiro na noite deste sábado (2/5) não ecoou apenas nas arquibancadas do Mineirão ou nas ruas de Belo Horizonte. O triunfo atravessou continentes e chegou à Rússia, onde uma das mais recentes e valiosas joias da base alvinegra fez questão de demonstrar que, mesmo longe geograficamente, o coração permanece no Galo.
O meia Rubens, atualmente defendendo as cores do Dínamo Moscou, utilizou suas redes sociais para vibrar com o resultado positivo do ex-clube. Em um story publicado no Instagram logo após o apito final, o jogador não escondeu a euforia e a identificação com o clube que o projetou para o futebol mundial.
“O Galo é grande demais, tem que respeitar”, escreveu o jovem talento, reafirmando sua conexão com a Massa Atleticana.
UMA VENDA HISTÓRICA E UM LEGADO:
Rubens deixou a Cidade do Galo no final de julho de 2025, em uma operação que reforçou significativamente os cofres do clube. O meia foi negociado com o Dínamo Moscou por cerca de 10 milhões de euros (aproximadamente R$ 64,4 milhões na cotação da época), tornando-se uma das transferências mais importantes das categorias de base nos últimos anos.
Sua trajetória no profissional foi marcada por regularidade e polivalência. Ao todo, Rubens disputou 152 partidas com a camisa principal, balançando as redes em nove oportunidades. Mais do que números, ele acumulou uma galeria de troféus invejável: participou ativamente das conquistas do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil em 2021, além de fazer parte do histórico pentacampeonato mineiro consecutivo entre 2021 e 2025.
O DOMÍNIO NO MINEIRÃO:
Dentro de campo, o Atlético mostrou que a distância na tabela antes do jogo não refletia a qualidade do elenco. Contrariando muitos prognósticos, o Galo foi soberano no Mineirão pela 14ª rodada da Série A. Com uma atuação madura e taticamente impecável, a equipe venceu o rival por 3 a 1.
Os gols da vitória foram marcados por Alan Minda, Maycon e Mateo Cassierra, que garantiram a festa da torcida visitante. O Cruzeiro ainda tentou uma reação com Kaio Jorge, mas não foi suficiente para frear o ímpeto alvinegro.
SALTO NA TABELA:
Com os três pontos garantidos no clássico, o Atlético deu um salto importante na classificação, chegando aos 17 pontos e assumindo, momentaneamente, a 11ª colocação. O resultado não apenas melhora a posição na tabela, mas injeta uma dose extra de confiança para a sequência da temporada e para os desafios que virão na Copa Sul-Americana. Para a torcida, fica o orgulho de ver que, mesmo brilhando na Europa, as “Crias do Galo” continuam sendo parte da família.
A Arena MRV acaba de consolidar ainda mais sua posição como um dos principais palcos de entretenimento da América Latina. Neste sábado (2/5), o CEO do Atlético, Pedro Daniel, confirmou oficialmente que a casa do Galo será o cenário de uma apresentação histórica da banda norte-americana Pearl Jam.
O anúncio, feito durante entrevista à N Sports, agitou as redes sociais e colocou a capital mineira novamente na rota das grandes turnês internacionais.
A EXPECTATIVA E MISTÉRIO SOBRE A DATA:
Embora a confirmação do show tenha trazido entusiasmo aos fãs do movimento grunge, Pedro Daniel optou por manter o suspense em relação à data exata do evento. O executivo não deu detalhes sobre o calendário, mas a notícia chega em um momento estratégico.
Fãs do grupo liderado pelo icônico vocalista Eddie Vedder já vinham monitorando especulações sobre a vinda da banda ao Brasil, especialmente com os rumores de uma possível participação no Rock in Rio deste ano, previsto para o final de setembro. Com a venda geral de ingressos para o festival carioca agendada para o próximo mês, o anúncio de um show em Belo Horizonte sugere que o Pearl Jam deve realizar uma turnê mais abrangente pelo território brasileiro.
O RETORNO DE UMA LENDA A MINAS GERAIS:
A relação entre o Pearl Jam e o público mineiro é marcada por momentos de forte emoção. A última vez que a banda se apresentou em Belo Horizonte foi em 2015, em uma noite memorável no Estádio Mineirão. Aquele show ficou marcado não apenas pela música, mas pelo gesto humanitário de Eddie Vedder: diante da tragédia do rompimento da barragem em Mariana, ocorrida naquele mesmo ano, o vocalista anunciou que o cachê da apresentação seria integralmente revertido em doações para as famílias atingidas.
Já a última passagem do grupo pelo Brasil aconteceu em 2018, durante o festival Lollapalooza, em São Paulo, onde reuniram uma multidão no Autódromo de Interlagos. Agora, após um hiato de vários anos, o retorno à capital mineira promete ser um dos marcos inaugurais da Arena MRV no quesito “megaeventos”.
ARENA MRV COMO HUB DE ENTRETENIMENTO:
A confirmação deste show reforça o plano de negócios da diretoria atleticana em transformar o estádio em uma fonte de receita multidisciplinar. Além do futebol, a estrutura moderna da Arena foi projetada para receber produções de alta complexidade técnica, como as exigidas por bandas do porte do Pearl Jam. Para o torcedor e para o amante da música, fica a expectativa pelo anúncio oficial das vendas, que deve ocorrer em breve.
O ambiente nos bastidores do Atlético ganhou um novo capítulo de busca por harmonia neste sábado (2/5). Antes da goleada do Atlético por 3 a 1 contra o Cruzeiro, no Mineirão, o CEO do clube, Pedro Daniel, utilizou o espaço na mídia para se retratar publicamente. O dirigente admitiu que foi “infeliz” em declarações recentes que geraram um forte mal-estar entre a diretoria e a Massa Atleticana.
O ESTOPIM DA POÊMICA:
A controvérsia começou após uma entrevista concedida pelo executivo à NSports. Na ocasião, Pedro Daniel analisou a pressão que a torcida exerce sobre a família Menin, principal acionista da SAF alvinegra. O dirigente sugeriu que os torcedores teriam alimentado uma projeção irreal sobre o domínio do clube no cenário continental após o histórico “Triplete” de 2021 (Copa do Brasil, Brasileirão e Mineiro).
“Teve um desalinhamento em termos de expectativa. Foi criada uma expectativa de que o Atlético seria dominante nas Américas, e foi por parte da torcida. Não é que foi dito isso, foi criado de alguma maneira”, afirmou o CEO na entrevista original.
A fala repercutiu negativamente de imediato, sendo interpretada por muitos como uma tentativa de transferir a responsabilidade pela falta de títulos recentes à própria arquibancada.
A RETRATAÇÃO NO MINEIRÃO:
Ciente do peso de suas palavras e do clima tenso que antecede um clássico, Pedro Daniel aproveitou a transmissão do canal Premiere para esclarecer seu posicionamento. Com um tom mais conciliador, ele destacou a importância de recuperar a simbiose entre o clube e seu torcedor.
“Acabei sendo infeliz em uma parte, falando sobre a expectativa da torcida. O que eu mais quero agora é olhar para frente. Sabemos que o Atlético passa por um processo de reestruturação e renovação, e ver essa Massa no estádio é algo fantástico. Meu objetivo é retomar essa conexão”, pontuou o dirigente.
O PESO DAS PROMESSAS E O FATOR HULK:
O desconforto da torcida tem raízes em promessas feitas pela própria gestão no passado. O investidor Rubens Menin já havia declarado publicamente o plano de transformar o Atlético em uma potência global, chegando a projetar a contratação de atletas do mesmo patamar de Hulk.
Com a recente saída do ídolo e camisa 7, a cobrança por esse protagonismo prometido aumentou. O episódio da retratação de Pedro Daniel mostra que a cúpula atleticana reconhece que a “Massa” não apenas espera resultados, mas cobra o cumprimento do projeto de grandeza que lhe foi apresentado. Agora, o desafio da SAF é converter o pedido de desculpas em uma gestão que reencontre o caminho das grandes conquistas.
Na noite deste sábado (2), o Atlético venceu o Cruzeiro, por 3 a 1, no Mineirão, no superclássico válido pela 14ª rodada do Brasileirão. Os gols da partida foram marcados por Alan Minda, Maycon e Cassierra para o Galo, e Kaio Jorge, de pênalti descontou para o rival.
Inicio avassalador do Galo na etapa inicial
A partida começou com muita intensidade de ambas equipes. O Atlético tentou sair nos contra ataques, com o Cruzeiro trabalhando mais a posse de bola, tentando controlar o jogo.
Aos 12 minutos, Lodi recebeu um passe em profundidade pelo lado esquerdo, cruzou para Cassierra, que disputou com a defesa cruzeirense. A bola sobrou nos pés de Minda, que empurrou para o fundo do gol, abrindo o placar no Mineirão.
Aos 26, Cassierra recebeu a bola, subiu em contra ataque veloz, tocou para Minda, que dribla e recebe um toque dde Kauã Moraes. A principio, o árbitro Flávio Rodrigues de Souza não marcou, mas após analisar o VAR, foi recomendada a marcação do pênalti. Maycon foi para a batida e mandou a bola para o fundo das redes de Otávio, incendiando a Massa presente no Mineirão.
Da primeira meia hora de jogo até o final, o Atlético continuou apostando nos contra ataques, com Minda e Cassierra, que foram bastante acionados pelos defensores alvinegros. Já o Cruzeiro foi para o tudo ou nada. Artur Jorge sacou o jovem lateral Kauã Moraes e colocou Neisér Villarreal. Com a mudança, Romero foi deslocado para a lateral-direita.
Atlético marca mais um e segundo tempo é marcado por expulsões
Os primeiros dez minutos da etapa complementar de partida foram de um Atlético compactando bem as suas linhas defensivas, mas com muita dificuldade de sair nos contra ataques por conta do desgaste físico. Já o Cruzeiro, tentou encontrar os espaços nas entrelinhas alvinegras, mas não levou tanto perigo ao gol de Everson.
Aos 18, Barba Domínguez fez a sua primeira mudança. Sacou Alan Minda, que saiu bastante aplaudido pela torcida do Galo para a entrada de Reinier.
Aos 22, o atacante Arroyo fez falta em cima de Lodi, matando o contra ataque atleticano. O jogador já tinha cartão amarelo e foi expulso.
Na sequência do lance, Reinier recebeu uma bola na entrada da pequena aérea, finalizou e Otávio fez uma excelente defesa, salvando o Cruzeiro do terceiro gol.
Aos 26, Lodi recebeu no corredor esquerdo, cruzou para a área e Cassierra subiu livre para cabecear, sem chances para o goleiro Otávio.
O Cruzeiro ainda teve mais um jogador expulso. Kaike fez falta dura em cima de Natanael. O árbitro da partida aplicou o amarelo, mas foi chamado no VAR, revisou o lance, retirou o cartão amarelo e aplicou o vermelho.
Prontamente, Barba Domínguez fez uma mudança. Sacou Bernard para a entrada de Kauã Pascini. Dois minutos depois, Lyanco, descontrolado, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso. O zagueiro foi cobrado por Lodi e os dois iniciaram uma calorosa discussão.
Aos 38, Bruno Rodrigues levantou a bola na área, mas foi nas mãos de Everson. Entretanto, o árbitro Flávio Rodrigues de Souza viu que Alonso acertou o jogador do Cruzeiro e marcou o penalti. Kaio Jorge bateu no canto direito de Everson e diminuiu o placar para o rival.
Já nos minutos da etapa final, Barba Domínguez foi para as duas últimas mexidas no seu time. Sacou Maycon e Cassierra para as entradas de Tomás Pérez e Cauã Soares.
O rival foi para cima tentando diminuir ainda mais o placar, mas a defesa do Atlético que esteve disciplinada os 90 minutos barrou as descidas. E bastou ao alvinegro controlar as ações.
Com a vitória, o Atlético conquista os três pontos, chega a 17 e ocupa a 12ª colocação na tabela do Brasileirão. Na próxima terça-feira (5), às 19h, o Galo vai até o Uruguai para enfrentar o Juventud de las Piedras, pela 4ª rodada da CONMEBOL Sul-Americana.
Estatísticas da partida
Gols: Alan Minda (aos 12 minutos do primeiro tempo), Maycon (aos 31 minutos do primeiro tempo), Cassierra (aos 26 minutos do segundo tempo), Kaio Jorge (aos 41 minutos do segundo tempo);
Posse de bola: Cruzeiro 69% x 31% Atlético;
Finalizações: Cruzeiro 14 x 6 Atlético;
Finalizações no gol: Cruzeiro 2 x 4 Atlético;
Defesas do goleiro: Cruzeiro 1 x 1 Atlético;
Desarmes: Cruzeiro 15 x 13 Atlético;
Interceptações: Cruzeiro 9 x 12 Atlético;
Recuperações de bola: Cruzeiro 38 x 35 Atlético;
Faltas: Cruzeiro 15 x 17 Atlético;
Total de passes: Cruzeiro 497 x 230 Atlético;
Cartões amarelos: Ruan (aos 4 minutos do primeiro tempo), Alan Franco (aos 47 minutos do primeiro tempo), Lyanco (aos 10 minutos do segundo tempo), Cassierra (aos 23 minutos do segundo tempo), Alonso (aos 38 minutos do segundo tempo);
Cartões vermelhos: Arroyo (aos 22 minutos do segundo tempo), Kaiki (aos 29 minutos do segundo tempo), Lyanco (aos 33 minutos do segundo tempo);
O clássico mineiro deste sábado (2/5), válido pela 14ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro, reservou emoções que foram além da bola na rede. No Mineirão, apesar da vantagem construída pelo Atlético, o clima esquentou de forma inesperada entre companheiros de equipe. O zagueiro Lyanco foi o centro das atenções ao ser expulso e, logo em seguida, iniciar um bate-boca acintoso com o lateral Renan Lodi, expondo uma face de nervosismo que contrastava com o placar favorável.
O LANCE DA EXPULSÃO:
Aos 32 minutos da etapa final, o Atlético controlava a partida com uma vitória parcial de 3 a 0. Mesmo com o cenário confortável, a intensidade do clássico falou mais alto. Em uma disputa na linha de fundo, Lyanco tentou conter o avanço de Kaio Jorge. Ao tentar cortar a posse de bola do centroavante cruzeirense com um movimento mais agressivo, o defensor acabou acertando a mão direita no rosto do adversário.
O árbitro Flávio Rodrigues de Souza, que estava próximo ao lance, não hesitou. Como o zagueiro já possuía uma advertência anterior, recebeu o segundo cartão amarelo e, consequentemente, o cartão vermelho. A expulsão deixou o Galo com um a menos na reta final da partida, gerando uma reação imediata no banco de reservas e entre os jogadores em campo.
CONFLITO INTERNO: LYANCO X RENAN LODI
O que surpreendeu o público e a imprensa presente no Gigante da Pampulha não foi apenas o cartão, mas o desdobramento emocional do lance. Assim que a expulsão foi confirmada, o lateral-esquerdo Renan Lodi se dirigiu a Lyanco com cobranças fortes. A discussão escalou rapidamente, com gestos ríspidos de ambos os lados, demonstrando que a tensão do jogo havia ultrapassado os limites da rivalidade com o adversário.
A confusão só não tomou proporções maiores devido à intervenção rápida de outros jogadores. Maycon, Ruan Tressoldi e Mateo Cassierra agiram como “bombeiros”, separando os dois companheiros e tentando acalmar os ânimos para que Lyanco deixasse o gramado sem maiores incidentes. O episódio levanta discussões sobre o controle emocional do elenco em momentos de alta pressão, mesmo quando o resultado é positivo.
FOCO NA COPA SUL-AMERICANA:
Sem tempo para remoer o ocorrido no Mineirão, o Atlético agora vira a chave para as competições continentais. O foco total passa a ser a quarta rodada do Grupo B da Copa Sul-Americana.
O time embarca para o Uruguai, onde enfrentará o Juventud-URU na próxima terça-feira (5/5). O duelo decisivo será realizado no histórico Estádio Centenário, em Montevidéu, às 19h. A expectativa é que a comissão técnica utilize os próximos dias para reajustar a postura do grupo e garantir a concentração necessária para buscar os três pontos fora de casa.
Após uma semana de derrotas e mudanças no elenco, o Atlético tenta reagir neste sábado (2), às 21h, contra o Cruzeiro, no Mineirão, pela 14ª rodada do Brasileirão. O clássico coloca frente a frente um time pressionado e outro em ascensão na temporada. A partida terá transmissão ao vivo do SporTv (TV fechada) e do Premiere (Pay-Per-View). A partir de agora, você confere todos os detalhes que antecedem o duelo.
Atlético tenta reagir após semana turbulenta
O Atlético vive um dos momentos mais delicados da temporada. Em menos de uma semana, sofreu duas derrotas marcantes: 4 a 0 para o Flamengo, no Brasileirão, e revés fora de casa para o Cienciano, pela Sul-Americana. A situação ficou ainda mais pesado com a saída de Hulk, confirmada na sexta-feira (1). O atacante encerrou um ciclo vitorioso, e deixa uma lacuna técnica e simbólica no clube.
Dentro de campo, o técnico Eduardo Domínguez terá problemas para escalar a equipe. Victor e Cuello estão fora por questões físicas, o que reduz as opções ofensivas. Bernard deve assumir a vaga no meio, enquanto Dudu aparece como principal alternativa no ataque. Scarpa e o jovem Iseppe correm por fora na disputa por posição.
Suspensos
Não há.
Lesionados
Patrick (recuperação lesão no joelho direito), Índio (recuperação lesão joelho direito), Victor (problema físico ainda não confirmado), Mamady Cissé (recuperação lesão muscular na coxa esquerda), Cuello (problema na panturrilha).
Pendurados
Lyanco, Ivan Román, Alan Franco e Tomás Pérez.
Sendo assim, o provável Atlético para encarar o Cruzeiro tem: Everson; Natanael, Ruan, Lyanco e Renan Lodi; Maycon, Alan Franco e Bernard (Scarpa ou Iseppe); Dudu, Alan Minda e Cassierra. Técnico: Eduardo Domínguez.
Rival vive sequência positiva e aposta na confiança
O Cruzeiro chega em situação oposta. A equipe vem de vitória sobre o Boca Juniors pela Libertadores e acumula três triunfos seguidos no Brasileirão. A sequência elevou a confiança do elenco e colocou o time à frente do Atlético na tabela, com 16 pontos.Para o clássico, o técnico Artur Jorge deve ter força máxima. A principal dúvida está no gol, com Otávio e Matheus Cunha disputando posição.
Suspensos
Não tem.
Lesionados
Cássio (lesão multiligamentar no joelho esquerdo) e Kauã Prates (lesão muscular na coxa direita).
Pendurados
William, Gerson e Arroyo.
Portanto, o provável time titular do Cruzeiro tem: Otávio (Matheus Cunha); Fagner, Fabrício Bruno, Jonathan Jesus e Kaiki; Lucas Romero e Gerson; Matheus Pereira, Arroyo, Christian e Kaio Jorge. Técnico: Artur Jorge.
Arbitragem
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) escalou o experiente árbitro paulista Flávio Rodrigues de Souza, de 42 anos para comandar o superclássico. Ele terá como seus auxiliares, Rodrigo Figueiredo Henrique Correa (RJ) e Alex Ang Ribeiro (SP). Já o comando do VAR será de Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (SP).
Bem amigos, acabou! Nesta sexta-feira (1), o atacante Hulk e a diretoria atleticana chegaram a um acordo, e o vingador alvinegro rescindiu o seu contrato que ia até o final deste ano. Agora, Hulk tem caminho aberto para acertar com qualquer clube. O provável destino do camisa 7 é o Fluminense, onde tem conversas avançadas.
Entenda toda história
No início do ano, o Fluminense sondou a situação do jogador e apresentou uma proposta de dois anos com opção da prorrogação do contrato por mais um ano, além de um aumento gradativo do seu salário. O Atlético recusou a proposta.
Na sequência, o clube teria apresentado um projeto de final de carreira para Hulk, o que gerou revolta por parte do atleta, que interpretou a ação como forma de aposentadoria forçada. Após esse episódio, o jogador comunicou ao clube mineiro que cumpriria o seu contrato até o final da temporada, sem renovação.
Hulk chegou a fazer diversos posts nas suas redes sociais sobre o tanto que se sentiu desvalorizado pelo clube. Tais acontecimentos foram prontamente negados pelo staff do jogador, que garantiu que Hulk cumpriria o contrato até dezembro.
Entretanto, mesmo com o caso “encerrado”, o desempenho do jogador na temporada caiu drasticamente. Ainda sob o comando de Jorge Sampaoli, passou a figurar entre os reservas. Após a demissão do treinador argentino e a chegada de Eduardo Domínguez, Hulk ganhou novas chances entre os titulares, mas as atuações continuaram bem abaixo do esperado, chegando a ficar 14 jogos sem marcar gols.
Na semana passada, após a vitória diante o Ceará, por 2 a 1, pela Copa do Brasil, Hulk mais uma vez desabafou, e afirmou que em conversa mandatários do clube, ficou claro que desejavam a sua saída em 2026, mesmo se fosse ainda no meio do ano, e que completou dizendo que o Galo tem pendências com ele, mas optou por não entrar em detalhes.
Hulk concedendo entrevista na zona mista após a vitória contra o Ceará, pela Copa do Brasil (Foto: Artur Henrique / Lance!)
Por fim, o ponto final desta história chegou no último domingo (29), na partida contra o Flamengo. O jogador chegou com a delegação atleticana na Arena MRV, sua camisa estava pendurada no vestiário, mas foi comunicado poucas horas antes do início da partida que estava cortado dos relacionados. De acordo com o VP de Futebol, Paulo Bracks, a decisão surgiu mediante ao interesse de um clube brasileiro em contar com o jogador, prontamente aceita pelo staff do atleta.
Desde então, Hulk vinha treinando separado dos demais, e sequer viajou para o Peru, onde o Atlético enfrenta o Club Cienciano, pela 3ª rodada da CONMEBOL Sul-Americana.
De aposta à status de ídolo: a passagem de Hulk pelo Atlético
No final de janeiro de 2021, Hulk foi anunciado como novo jogador do Atlético, como uma aposta para mudar o time de patamar. O clube vinha de uma campanha sólida no Brasileirão de 2020, que terminou somente em 2021, por conta da pandemia da Covid-19, fato que fez o futebol brasileiro paralisar.
Nos primeiros meses, o jogador teve bastante dificuldade para se adaptar ao futebol brasileiro, sendo preterido pelo técnico Cuca. Após seu primeiro gol com a camisa alvinegra, diante o Coimbra, no dia 19 de março, a história do jogador com a camisa do Galo começaria a tomar rumos inimagináveis na cabeça de todos.
A primeira conquista veio logo em maio, o Campeonato Mineiro. Mas, foi no Campeonato Brasileiro de 2021, que Hulk tomou posse do status de ídolo. Seus gols levaram o Galo ao título, depois de 50 anos na fila de espera. No mesmo ano, conquistou a Copa do Brasil, com atuação de gala do camisa 7 na final. Hulk foi o artilheiro nacional, com 36 gols em 68 jogos.
Hulk comemorando o título do Campeonato Brasileiro em 2021 (Foto: Pedro Souza / Atlético)
No ano seguinte, conduziu a equipe ao titulo da Supercopa do Brasil, diante o rival Flamengo, numa disputa de pênaltis eletrizante. Ainda virou maior artilheiro do “Novo Mineirão”, com 32 gols, e maior artilheiro da história do Atlético na Libertadores.
Terminou 2023, tetracampeão mineiro, artilheiro pela terceira vez consecutiva e finalizando a temporada com 30 gols e 14 assistências em 59 jogos.
Em 2024 e 2025, bateu na trave e ficou com os vice-campeonatos da Libertadores, perdendo a decisão para o Botafogo e para o Lanús, na decisão da Sul-Americana.
Ao todo, Hulk entrou em campo com o Manto Alvinegro por 311 vezes, marcou 140 gols, o que o fez tornar o sétimo maior artilheiro da história do Galo.
Lista de títulos conquistados com a camisa do Atlético:
– Campeonato Brasileiro (2021); – Copa do Brasil (2021); – Supercopa do Brasil (2022); – Campeonato Mineiro (2021, 2022, 2023, 2024 e 2025).
Alguns dos troféus individuais conquistados pelo camisa 7 com a camisa do Atlético (Foto: Reprodução/ Instagram)
Lista de títulos individuais conquistados vestindo a camisa do Galo:
– Melhor atacante do Troféu Globo Minas (2021); – Melhor atacante do Brasileirão (2021); – Craque do Brasileirão (2021); – Artilheiro do Brasileirão (2021); – Artilheiro da Copa do Brasil (2021); – Bola de Prata como melhor atacante do Brasileirão (2021); – Bola de Prata como artilheiro do Brasileirão (2021); – Bola de Ouro como melhor jogador do Brasileirão (2021); – Seleção do Troféu Guará (2021); – Craque do Ano do Troféu Guará (2021); – Artilheiro do Ano do Troféu Guará (2021); – Melhor jogador da Supercopa do Brasil (2022); – Seleção do Campeonato Mineiro (2022); – Artilheiro do Campeonato Mineiro (2022); – Seleção do Troféu Guará (2022); – Craque do Ano do Troféu Guará (2022); – Artilheiro do Ano do Troféu Guará (2022); – Seleção do Campeonato Mineiro (2023); – Artilheiro do Campeonato Mineiro (2023); – Artilheiro do Campeonato Mineiro (2024); – Melhor atacante do Troféu Globo Minas (2024); – Craque do Troféu Globo Minas (2024).
Quebrar recordes é algo que pode ser feito tanto para o bem, quanto para o mal. E a derrota para o Cienciano, na última quarta (29), marcou o fim de uma série de “tabus”, sustentados pelo Atlético.
Para começar, foi a primeira derrota do Galo para times peruanos, em jogos oficiais. O clube já havia quebrado um tabu semelhante ao perder para o Puerto Cabello – primeiro revés contra venezuelanos. Agora, uma nova marca negativa passou a atormentar a torcida: o Atlético é lanterna do Grupo B da Copa Sul-Americana. Ou seja, está atrás de Cienciano, Puerto Cabello e Juventud de Las Piedras.
Além do desempenho ruim em um grupo fraco, o clube não controla mais o próprio destino na competição. Apenas os líderes de grupo avançam às oitavas, enquanto os segundos lugares ganham um “prêmio de consolação” – a classificação à fase de playoffs (16-avos de final). O Galo tem três pontos, enquanto o Juventud, atual segundo lugar, tem quatro. O Cienciano tem sete, e já tem a vaga como líder encaminhada.
Critérios de desempate na Sul-Americana são (em ordem): confronto direto, saldo de gols, gols marcados, menor número de cartões vermelhos, menor número de cartões amarelos, sorteio (Reprodução/Conmebol)
Três Finais
Se a primeira metade da disputa da fase de grupos foi desastrosa, a segunda pode (e deve) marcar a redenção do Alvinegro. Serão dois jogos em Belo Horizonte, e um confronto fora de casa contra o Juventud, que passou a ser direto. Se vencer todos os jogos, o Galo vai a 13 pontos, e precisará torcer por um tropeço do Cienciano para ser primeiro. Ou seja: para evitar mais um vexame histórico em 2026, o Atlético vai precisar abordar os jogos restantes como três “finais” (contra Cienciano, Juventud de Las Piedras e Puerto Cabello!).
O Atlético viveu uma noite amarga nesta quarta-feira (29), em Cusco. Além de complicar sua situação na tabela da Copa Conmebol Sul-Americana, o Galo viu cair por terra uma invencibilidade histórica que já durava décadas. Ao ser derrotado por 1 a 0 pelo Cienciano, o time mineiro registrou seu primeiro revés diante de uma equipe peruana em competições oficiais.
Até o apito final no Estádio Inca Garcilaso de la Vega, o retrospecto atleticano contra representantes do Peru era impecável. Em mais de 30 anos de confrontos internacionais, o clube acumulava vitórias expressivas e empates estratégicos, consolidando uma hegemonia que parecia inabalável — até encontrar a altitude e a eficiência do atual líder do Grupo B.
O CENÁRIO PREOCUPANTE NO GRUPO B:
A derrota não traz apenas o peso estatístico do tabu quebrado; ela acende um sinal de alerta crítico na Cidade do Galo. Com o resultado, a equipe comandada por Eduardo ‘Barba’ Domínguez caiu para a lanterna do grupo, somando apenas três pontos em três rodadas.
Enquanto o Atlético patina, o Cienciano se isola no topo com sete pontos. A situação ficou ainda mais delicada com a goleada do Juventud-URU sobre o Puerto Cabello-VEN por 4 a 0, resultado que empurrou os uruguaios para a vice-liderança (4 pontos) e deixou o Alvinegro em uma posição onde a margem de erro tornou-se inexistente para o restante da fase de grupos.
A LINHA DO TEMPO: DE 1993 A 2026
O domínio atleticano contra peruanos começou em 1993, na extinta Copa Conmebol, contra o Sipesa (Wanka). Desde então, o Galo superou gigantes como Universitario, Melgar e Alianza Lima em palcos como a Libertadores.
Curiosamente, o “algoz” da invencibilidade foi o mesmo Cienciano que já havia dificultado a vida do Atlético em 2025, segurando dois empates naquela edição. Desta vez, os peruanos foram além e conquistaram os três pontos.
RETROSPECTO DETALHADO (GALO VS PERUANOS)
Data
Confronto
Competição
28/08/1993
Sipesa 1 x 1 Atlético
Copa Conmebol
03/09/1993
Atlético 1 x 0 Sipesa
Copa Conmebol
22/10/1997
Universitário 0 x 2 Atlético
Copa Conmebol
29/10/1997
Atlético 4 x 0 Universitário
Copa Conmebol
17/02/2016
Melgar 1 x 2 Atlético
Libertadores
14/04/2016
Atlético 4 x 0 Melgar
Libertadores
03/05/2023
Atlético 2 x 0 Alianza Lima
Libertadores
06/06/2023
Alianza Lima 0 x 1 Atlético
Libertadores
01/04/2025
Cienciano 0 x 0 Atlético
Sul-Americana
29/05/2025
Atlético 1 x 1 Cienciano
Sul-Americana
29/06/2026
Cienciano 1 x 0 Atlético
Sul-Americana
Apesar da derrota histórica, os números gerais ainda mostram a superioridade técnica do Galo no recorte histórico, embora o momento atual exija reflexão:
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