Os portões, o estacionamento e a esplanada abrem às 17h. A entrada será feita por reconhecimento facial, obrigatório para torcedores a partir de 12 anos. A recomendação é chegar cedo para evitar filas.
Ônibus e metrô
O serviço especial JaraGalo parte do bairro Jaraguá, com ida e volta por R$ 60 (informações: 99175-7825). O transporte coletivo regular também atende a região. Linhas disponíveis:
– 401 – Metrô Cid. Industrial/Santa Maria;
– 1509 – Califórnia/Tupi;
– 9414 – Santa Inês/João Pinheiro;
– 3053 – Estação Barreiro/Barro Preto;
– 4031 – Santa Maria/Centro;
– 4033 – Camargos/Centro.
A Estação Eldorado, a 1,7 km da Arena, terá intervalo médio de 15 minutos. Um trajeto sinalizado leva o público até a Rua Gentil Portugal do Brasil. Vans gratuitas farão o transporte de idosos e pessoas com deficiência até o entorno do estádio.
Carros e aplicativos
A Via Expressa terá mudança de fluxo a partir das 18h30, com inversão de pista no sentido Contagem. O estacionamento da Arena MRV abre às 17h, com vagas vendidas apenas on-line (parceiros.estapar.com.br/cam). Há bicicletário disponível.
Para quem usar aplicativos, o desembarque será na Praça do Torcedor. Após o jogo, o embarque ocorrerá na escadaria da praça (sentido Contagem) e na Rua Gentil Portugal do Brasil, 55 (sentido centro).
Táxis
O ponto de desembarque será na escadaria da Praça do Torcedor. Depois da partida, haverá táxis disponíveis nas ruas João Batista Vieira e José Cláudio Sanches, nos bairros Camargos e Califórnia.
Obs: A recomendação das autoridades é que o torcedor chegue com antecedência, evite o trânsito e aproveite a noite com tranquilidade na Arena MRV.
Em busca de se afastar de vez da zona de rebaixamento, o Atlético recebe o Bahia nesta quarta-feira (5), às 20h (de Brasília), na Arena MRV, em Belo Horizonte, pela 32ª rodada do Brasileirão. O Galo ocupa o 13º lugar, com 37 pontos. O Bahia, quinto colocado com 52, tenta consolidar vaga na próxima edição da CONMEBOL Libertadores. A partida terá transmissão do Premiere(Pay-Per-View). Confira todos os detalhes a partir de agora.
Galo tem baixas importantes, mas conta com retornos de titulares
Após empatar com o Internacional mesmo com um jogador a menos, o Atlético enfrenta o Bahia com dois desfalques. O zagueiro Vitor Hugo e o técnico Jorge Sampaoli estão suspensos. Renzo Saravia deve compor a zaga ao lado de Ruan e Alonso. As novidades são os retornos de Guilherme Arana e Gustavo Scarpa, que cumpriram suspensão e voltam ao time titular.
Suspensos
– Vitor Hugo; – Jorge Sampaoli.
Lesionados
– Lyanco (ruptura do tendão de aquiles esquerdo); – Tomás Cuello (fratura na fíbula e lesões nos ligamentos do tornozelo esquerdo); – Caio Maia (ruptura no ligamento cruzado anterior e no menisco medial do joelho direito); – Júnior Santos (lesão traumática no púbis, com ruptura do tendão adutor da coxa direita).
Sendo assim, o provável time titular do Atlético para encarar o Bahia tem: Everson; Saravia, Ruan e Alonso; Gustavo Scarpa, Alan Franco, Igor Gomes, Guilherme Arana e Bernard; Dudu e Rony (Hulk). Técnico: Diogo Meschine.
Bahia mira vaga direta na Libertadores e conta com retornos importantes
O Bahia chega a Belo Horizonte após vitória sobre o Bragantino, em Salvador. O time de Rogério Ceni busca a vaga direta na próxima edição da Libertadores. O atacante Ademir volta após suspensão e deve ocupar o lugar de Kayky. Caio Alexandre, ausente por 13 partidas, viajou com o elenco e pode atuar. Everton Ribeiro, recuperado de câncer na tireoide, ganhou ritmo na rodada passada e pode começar como titular. O zagueiro Ramos Mingo cumpre suspensão, e Kanu deve ser o substituto.
Suspensos
– Ramos Mingo.
Lesionados
– Gilberto; – Gabriel Xavier; – Sanabria.
Pendurados
– João Paulo; – Jean Lucas; – Cauly.
Retornos
– Caio Alexandre; – Ademir.
Sendo assim, o provável Bahia para enfrentar o Atlético tem: Ronaldo; Santi Arias, David Duarte, Kanu e Luciano Juba; Acevedo, Jean Lucas e Michel Araújo (Everton Ribeiro); Ademir, Erick Pulga e Willian José. Técnico: Rogério Ceni.
Curiosidades sobre o duelo
Atlético e Bahia se enfrentaram por 73 vezes na história. Com 33 vitórias para o Galo, 20 empates e 20 triúnfos para o Bahia. No Brasileirão, se enfrentaram em 49 oportunidades, com 20 vitórias alvinegras, 17 empates e 12 triúnfos do tricolor baiano. O primeiro jogo entre as equipes aconteceu há 78 anos atrás, no dia 6 de novembro de 1947, válida por um amistoso, em Salvador. O Atlético venceu por 1 a 0.
A maior goleada atleticana ocorreu no dia 15 de fevereiro de 1984, pelo Brasileirão. A equipe mineira venceu por 6 a 0, no Mineirão. Os gols da partida foram marcados por Nelinho, Luizinho, Éverton (2), Reinaldo e Catatau. Já a maior goleada do Bahia ocorreu no dia 9 de setembro de 2001, também pelo Brasileirão. No estádio da Fonte Nova, venceram por 4 a 0, com gols de Nonato (2) e Preto Casagrande (2).
Arbitragem
O árbitro Davi de Oliveira Lacerda (ES) apita a partida, auxiliado por Bruno Boschilia (PR) e Douglas Pagung (ES). Rafael Tracci (PR) será o responsável pelo VAR. Este será o sexto jogo do Atlético sob comando de Lacerda. Nos cinco anteriores, o clube teve duas derrotas, três empates:
– 14/04/2025 – Atlético 2 x 2 Vitória; – 26/04/2025 – Mirassol 2 x 2 Atlético; – 13/07/2025 – Bahia 2 x 1 Atlético; – 10/08/2025 – Vasco 1 x Atlético; – 04/10/2025 – Fluminense 3 x 0 Atlético.
Nesses cinco confrontos, marcou 47 faltas contra o Atlético e distribuiu 11 cartões amarelos para os jogadores alvinegros.
Dono da polêmica arbitragem de Internacional 0x0 Atlético, Alex Gomes Stefano (CBF/RJ) detalhou, na súmula do jogo, as expulsões de Vitor Hugo e Jorge Sampaoli. Alex também citou, nominalmente, o diretor de futebol Victor Bagy, que teria protestado contra seu trabalho em duas oportunidades.
Vitor Hugo foi expulso após revisão do VAR. O atleta deu uma entrada em Borré, recebeu o amarelo em campo, mas a arbitragem de vídeo recomendou a revisão. Segundo a súmula, VH acabou expulso por “atingir a perna do seu adversário, na altura do joelho, com a sola do pé, utilizando força excessiva na disputa da bola”. A decisão final causou revolta em toda a comitiva Alvinegra, além da torcida.
“Me senti odendido”
O motivo do cartão vermelho direto para Sampaoli é, no mínimo, curioso. No relato de Alex Stefano – com vários erros de português – o treinador foi expulso por “protestar de forma reinterada as decisões da arbitragem”. O argentino teria dito, de forma ríspida: “isso é uma vergonha! Vai lá e cabeceia a bola para eles”, além de sair da área técnica. O árbitro complementa: “cabe ressaltar que me senti odendido com tais palavras”.
As “ofensas” de Sampaoli contra Alex Gomes Stefano, segundo a súmula do jogo (Reprodução/CBF)
Victor relatado
O diretor de futebol do Atlético, Victor Bagy, também é citado no documento da partida. “(Victor) me abordou na zona mista, no intervalo da partida, e proferiu as seguintes palavras, de forma agressiva: você tem que ser escoltado mesmo, isso é uma vergonha! Depois não quer que eu reclame!”, relata o árbitro carioca.
No final do jogo, Victor voltou a encontrar Alex Stefano na zona mista do Beira-Rio, e teria dito: “parabéns para o VAR. Ele apitou o jogo. Ele salvou vocês”. A exemplo do relato de Sampaoli, o juiz também afirmou ter se sentido ofendido (desta vez, sem erros de português).
No fim da tarde deste domingo (2), o Atlético empatou com o Internacional por 0 a 0, no Beira-Rio, em Porto Alegre. O duelo foi marcado por lances polêmicos e decisões controversas do árbitro Alex Gomes Stefano, que irritaram os dois times e ofuscaram o futebol em campo, além do protagonismo do goleiro Everson, que garantiu o ponto fora de casa para o Galo.
O técnico Jorge Sampaoli optou por um Atlético mais cauteloso para enfrentar o Internacional, no Beira-Rio. Saraiva foi escalado na zaga ao lado de Vitor Hugo e Alonso, enquanto Fausto Vera e Alexsander formaram a dupla de volantes. No ataque, Dudu, Rony e Hulk tentaram dar mobilidade à frente alvinegra.
Expulsão precoce, arbitragem polêmica e pouco futebol marcaram o primeiro tempo no Beira-Rio
Desde o apito inicial, o Colorado tomou a iniciativa e dominou as ações ofensivas. O Galo encontrou dificuldades para trocar passes e segurar a bola no campo de ataque. Aos 12 minutos, um lance mudou o rumo da partida: após lançamento de Thiago Maia para Borré, Vitor Hugo deu um carrinho e atingiu o atacante. Chamado pelo VAR, o árbitro Alex Gomes Stefano considerou a jogada perigosa e expulsou o zagueiro atleticano.
Com um a menos, Sampaoli precisou mexer rápido e tirou Dudu para a entrada de Ruan, recompondo o sistema defensivo. A partir daí, o jogo ficou truncado, com poucas trocas de passes e muitas paralisações.
Aos 28 minutos, o Atlético teve a chance de respirar quando o árbitro assinalou pênalti sobre Rony, derrubado por Bernabei. No entanto, após nova revisão do VAR, a penalidade foi anulada, gerando revolta no banco alvinegro. Pouco depois, aos 34, Sampaoli foi expulso por reclamação e deixou o campo visivelmente irritado.
Entre interrupções e cartões, o futebol jogado foi escasso. A primeira grande chance veio apenas aos 42 minutos, quando Vitinho recebeu na área e encobriu Everson; Borré tentou completar, mas Alan Franco apareceu para salvar. No minuto seguinte, Bruno Tabata finalizou de fora da área, a bola desviou e exigiu uma defesa espetacular do goleiro atleticano.
O Galo seguiu acuado e sem conseguir criar no setor ofensivo. Aos 47, Thiago Maia acertou o travessão após cruzamento, mas o lance já estava invalidado por impedimento.
O primeiro tempo terminou com o Internacional mais presente no ataque e o Atlético tentando sobreviver com um jogador a menos. O destaque acabou sendo a arbitragem, protagonista de um duelo marcado por polêmicas, reclamações e pouca inspiração dentro de campo.
Everson brilha, Galo resiste à pressão do Internacional na etapa final
Para a etapa final, Sampaoli voltou com duas alterações. Hulk e Fausto Vera deixaram o campo para as entradas de Natanael e Caio. As mudanças alteraram o desenho tático do Atlético: Alan Franco passou a atuar mais centralizado no meio, enquanto Natanael e Caio ocuparam as alas, dando mais amplitude ao time.
O segundo tempo começou em ritmo parecido ao da primeira etapa, com o árbitro novamente no centro das atenções. Aos 11 minutos, Alan Patrick fez falta em Alonso e acabou expulso por Alex Stefano. No entanto, o VAR chamou o juiz para revisão, e a decisão foi revertida, o cartão vermelho virou amarelo, já que o meia colorado não acertou o tornozelo do zagueiro alvinegro. Mais uma vez, a falta de critério da arbitragem gerou protestos dos dois lados.
Aos 14 minutos, Bernard substituiu Igor Gomes, em uma tentativa de dar mais fôlego e criatividade ao meio-campo. As mexidas surtiram efeito parcial: o Atlético ganhou força física, conseguiu reter mais a bola e respirou melhor diante da pressão colorada.
Mesmo com um jogador a menos desde o início, o Galo se mostrou compacto e disciplinado na marcação. Até os 25 minutos da etapa final, o Internacional insistiu em cruzamentos e bolas alçadas na área, mas a defesa atleticana manteve-se firme e concentrada, segurando o ímpeto dos donos da casa.
Aos 32 minutos, Everson voltou a brilhar. Carbonero arriscou de fora da área e o goleiro atleticano espalmou com firmeza. No lance seguinte, Ricardo Mathias apareceu bem pelo alto e cabeceou com perigo, mas o arqueiro alvinegro operou mais um milagre no Beira-Rio, mantendo o placar inalterado.
Aos 42, Mathias voltou a tentar de longe, e novamente Everson apareceu seguro para defender. O goleiro foi, sem dúvidas, o grande destaque do Atlético na partida, responsável direto por evitar a derrota em Porto Alegre.
Nos minutos finais, Carbonero recebeu bom passe em profundidade dentro da área e caiu pedindo pênalti. O árbitro, no entanto, interpretou o lance como simulação e aplicou cartão amarelo ao atacante colorado.
Com o empate, o Atlético chega aos 37 pontos e se mantém na 13ª colocação do Brasileirão. Na próxima quarta-feira (5), o Galo volta a campo diante do Bahia, às 20h, na Arena MRV, em Belo Horizonte.
Estatísticas da partida
Gols: Não houve;
Posse de bola: Internacional 70% x 30% Atlético;
Finalizações: Internacional 19 x 5 Atlético;
Finalizações certas: Internacional 8 x 2 Atlético;
Total de passes: Internacional 585 x 177 Atlético;
Cartões amarelos: Bruno Gomes (aos 51 minutos do primeiro tempo), Juninho (aos 52 minutos do primeiro tempo); Bernabei (aos 5 minutos do primeiro tempo), Alan Patrick (aos 13 minutos do segundo tempo), Everson (aos 15 minutos do segundo tempo), Bernard (aos 31 minutos do segundo tempo), Mercado (aos 35 minutos do segundo tempo), Alonso (aos 37 minutos do segundo tempo), Ruan (aos 48 minutos do segundo tempo, Borré (aos 48 minutos do segundo tempo);
Cartões vermelhos: Vitor Hugo (14 minutos do primeiro tempo), Jorge Sampaoli (aos 34 minutos do primeiro tempo);
O Atlético acionou a Federação Internacional de Futebol (FIFA), com a intenção de cobrar o Alverca, de Portugal, por uma dívida milionária referente à negociação do goleiro Matheus Mendes.
O arqueiro foi vendido em agosto, pelo valor de 250 mil euros (cerca de R$ 1,5 milhão) por metade dos direitos econômicos do goleiro revelado no clube. Entretanto, a equipe portuguesa, que tem como um dos sócios, o atacante Vinícius Júnior, ainda não fez o pagamento.
Mendes tem contrato com o Alverca até 2028, mas não tem recebido oportunidades na equipe titular. Entrou em campo somente três vezes, no empate por 2 a 2 contra o União de Leiria, pela Taça de Portugal, e nas derrotas para o Sporting, por 5 a 1, pela Taça da Liga Portuguesa e para o Benfica, por 2 a 1, pela Liga Portuguesa. Nos outros sete jogos, o goleiro ficou no banco de reservas.
Números pelo Atlético
Matheus Mendes tem 26 anos. Entrou em campo em 18 oportunidades, e sofreu 23 gols. Conquistou o Brasileirão em 2021, a Copa do Brasil em 2021, a Supercopa do Brasil em 2022 e os Campeonatos Mineiro de 2020 a 2024.
Numa temporada de inconsistência, o Galo de Jorge Sampaoli mantém a loucura da sua identidade. Classificado para a final da Sul-americana de 2025, após vitória por 3 a 1 sobre o Independiente Del Valle, o time da Massa segue lutando — mais uma vez — contra o fantasma do descenso, quebrando rótulos e conceitos estabelecidos.
Diante das irregularidades de um elenco repleto de ótimos nomes, mas ainda desequilibrado, com carências conhecidas em algumas posições, a substituição de Cuca por Sampaoli deu ares de esperança ao ávido torcedor galista. A contragosto de parte importante da diretoria num primeiro momento, o argentino chegou para salvar o ano — e tem muita chance de lograr êxito.
No clube, todos sabiam — e sempre souberam — do potencial do “Careca”. Contudo, o temor da sua volta passava pela exigência de excelência técnica, custosa e exigente em investimento, com um fundão de pano sobre o temperamento bronco que sempre rendeu histórias no meio do futebol. Sampaoli não dava bom dia.
CINCO ANOS É MUITO TEMPO, NÉ
Cinco anos após a primeira passagem, em 2020 — no período da pandemia —, Sampa chega à Cidade do Galo mais afável, mais próximo da torcida, com um olhar dócil e vontade de reciprocidade. Apesar de ter outras possibilidades de mercado, Jorge encara o momento com serenidade, aceita as condições possíveis e demonstra flexibilidade. Sampaoli aprende, mineiramente, a negociar, sô.
Quem imaginaria, tempos atrás, que um atleta diria em entrevista que Sampaoli foi o responsável por sua recuperação PSICOLÓGICA e EMOCIONAL?
Pois é! Assim relatou Bernard — que estava sem ambiente e seguia questionado pela torcida — e também Vitor Hugo, zagueiro que era quase o último da lista de utilidade no elenco e que ganhou confiança até mesmo para fazer gols decisivos depois de se firmar nas urgências.
Já dizia uma propaganda famosa de uma multinacional: “cinco anos, muito tempo, né?”
Não bastasse o fator anímico, Jorge abriu mão de algumas convicções e começou a treinar o time defensivamente, ajustando a “cozinha” com melhor posicionamento e leitura no jogo sem bola. Claro, o amor pelo “balón” segue nos olhos brilhantes do Careca, mas a maturidade o faz entender que, antes de jogar com esplendor, era preciso fazer o GALO voltar a COMPETIR.
Sampaoli revê, no Atlético, suas durezas, abre o sorriso da gratidão por um povo que antes só o via pela TV, ergue os braços, veste o manto na netinha, agradece à Massa e, em nome do amor pelo “balón”, quebra conceitos, descarta rótulos e está a uma Assunção de ser novamente campeão.
Como diria a propaganda: cinco anos, muito tempo, né! Prefiro ser essa metamorfose ambulante. O Galo é. O resto está.
O Galo Feminino recebeu o América, na tarde deste sábado (1º), em jogo válido pela ida da semifinal do Campeonato Mineiro. As Vingadoras aplicaram um sonoro 4 a 0, e abriram ampla vantagem para chegar na final.
O Jogo
Letal. Essa é a palavra que define o primeiro tempo das VIngadoras. O América tentava ter posse de bola e ser ofensivo, mas o Galo bagunçava a defesa adversária nos contragolpes. Foi assim que, logo aos 7 minutos, Laura aproveitou rebote na área, após contragolpe rápido, e bateu no contrapé da goleira. Um a zero.
O gol precoce não impediu o Atlético de seguir concentrado. As descidas ofensivas seguiam perigosas, e a ponta Amália, num lance de esperteza, recebeu passe longo por cima, aproveitou a indecisão da goleira, tomou a frente, e, sozinha, marcou o 2 a 0, aos 19 minutos. O América tentou crescer no jogo, até ganhou volume no final do primeiro tempo, só que as Vingadoras, ainda letais, transformaram a vitória em goleada. Laura deu belo passe de primeira, Amália saiu na cara do gol, e bateu forte, no canto esquerdo.
Nos 45 minutos finais, o América foi para cima, em busca de diminuir o prejuízo. O time criava pelas laterais, e tanto as zagueiras Alvinegras quanto a goleira Maike tiveram trabalho. Mas o Galo não só se livrou dos ataques adversários, como seguiu letal. Em mais um contra-ataque rápido, Thalita recebeu pelo meio, abriu pela esquerda para Nine, que cruzou na área para a própria Thalita fazer o quarto gol Alvinegro. Nos minutos finais, Luana Índia ainda teve oportunidade cara a cara, mas parou em grande defesa da goleira do América.
Goleada inesperada
A goleada Alvinegra em Contagem foi surpreendente, mas demonstrou a evolução em andamento no futebol feminino do Atlético. As Vingadoras dominaram um time de primeira divisão, que, um ano atrás, havia vencido o mesmo Galo, por 6 a 0.
Todas as jogadoras foram muito bem, mas precisamos destacar a lateral-direita Nine, que jogou pela esquerda e se destacou no ataque, a atacante Amália, com dois gols, e a meia LauraMaria, que comandou o time. Na defesa, a dupla de zaga formada por Hingredy e Karen foi bem denovo, e Maike fez intervenções importantes.
O jogo de volta da semifinal acontece no próximo sábado (8), na Arena Frimisa, em Santa Luzia. As Vingadoras podem perder por até três gols de diferença, para garantir o retorno à final de Campeonato Mineiro após dois anos.
Embalado, o Atlético visita o Internacional, neste domingo (2), no Beira-Rio, em Porto Alegre, às 18h30, pela 31ª rodada do Brasileirão. Em 13º lugar, com 36 pontos, o Galo busca a vitória para se afastar de vez do Z4 da competição. Já o Internacional, ocupa a 15ª posição, com 35 pontos. E o confronto direto pela parte intermediária da tabela será transmitido pela Amazon Prime (Streaming). Confira agora todos os detalhes do duelo.
Classificado à final da Sula, Atlético quer confirmar reação no Brasileirão
O Atlético vive o seu melhor momento na temporada. Na última terça-feira, se classificou para a sua nona final de torneio continental, e pela primeira vez, para a CONMEBOL Sul-Americana, após vencer o Independiente del Valle, por 3 a 1, na Arena MRV. A final será contra o Lanús-ARG, e está marcada para o próximo dia 22 de novembro, no Estádio Defensores del Chaco, em Assunção, no Paraguai.
Já pelo Brasileirão, o clube tenta espantar de vez o fantasma do rebaixamento. Na última rodada, conquistou uma importante vitória contra o Ceará, por 1 a 0. Para o duelo contra o colorado, é provável que Jorge Sampaoli mande a campo o mesmo time que venceu o Del Valle. Entretanto, a única mudança seria entrada de Caio, substituído o suspenso, Guilherme Arana. O treinador argentino também não contará com o meia, Gustavo Scarpa, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. A tendência é que Fausto Vera seja seu substituto.
Suspensos
– Guilherme Arana e Gustavo Scarpa.
Lesionados
– Lyanco: lesão no tendão de aquiles do pé direito (retorno previsto em 2026); – Caio Maia: fase final da cirurgia no joelho; – Tomás Cuello: com fratura na fíbula e com ligamentos do tornozelo esquerdo (retorno previsto em 2026); – Júnior Santos: lesão traumática no púbis, com ruptura do tendão adutor da coxa direita.
Pendurados
– Saravia, Caio e Reinier.
Sendo assim, o provável time titular do Atlético para encarar o Internacional tem: Everson; Ruan, Vitor Hugo e Alonso; Alan Franco, Fausto Vera, Igor Gomes, Caio e Bernard; Dudu e Rony (Hulk). Técnico: Jorge Sampaoli.
Momento de instabilidade preocupa os colorados
O Internacional chega a Belo Horizonte sob pressão. A equipe gaúcha vive um momento instável no Brasileirão, acumulando duas derrotas seguidas e quatro nos últimos seis jogos, o que acendeu o sinal de alerta no Beira-Rio. A proximidade da zona de rebaixamento preocupa, e o duelo diante do Atlético é visto internamente como uma oportunidade para reagir e recuperar a confiança.
Para tentar reverter o cenário, o técnico Ramón Díaz conta com reforços importantes. O zagueiro Vitão e o volante Richard estão recuperados de lesão e treinaram normalmente durante a semana. Bernabei e Alisson também ficam novamente à disposição, após cumprirem suspensão na rodada anterior.
Suspensos
– Não tem.
Lesionados
– Rochet: realizou cirurgia na mão esquerda;
– Alan Rodríguez: lesão muscular na coxa direita;
– Braian Aguirre: rompeu a fáscia plantar do pé direito.
Pendurados
– Gabriel Mercado, Clayton Sampaio, Thiago Maia, Gustavo Prado e Rafael Borré.
Sendo assim, o provável time titular do Internacional para encarar o Internacional tem: Ivan, Bruno Gomes, Vitão, Mercado, Juninho e Bernabei; Luis Otávio, Thiago Maia e Alan Patrick; Vitinho e Carbonero. Técnico: Ramón Díaz.
Estatísticas e curiosidades sobre o confronto
Atlético e Internacional já se enfrentaram 99 vezes na história, em um confronto marcado pelo equilíbrio e por capítulos emblemáticos. O retrospecto geral mostra 35 vitórias do Galo, 24 empates e 40 triunfos colorados. No Campeonato Brasileiro, os números seguem parelhos: em 79 partidas, o Atlético venceu 28, o Inter levou a melhor em 32, e 19 duelos terminaram empatados.
As maiores goleadas também ajudam a contar essa história. O Atlético aplicou 4 a 1 sobre o rival em duas ocasiões, a primeira em 20 de julho de 1969, em um amistoso disputado no Mineirão, e a segunda em 28 de novembro de 1971, pelo Brasileirão. Do lado colorado, o placar mais elástico ocorreu em 30 de junho de 2011, quando o time gaúcho venceu por 4 a 0, pela 7ª rodada do campeonato nacional.
Historicamente forte em casa, o Internacional teve ampla vantagem como mandante entre 2006 e 2014, período em que somou seis vitórias e dois empates em oito jogos. Nos últimos anos, porém, o cenário mudou: desde 2015, o equilíbrio tem sido maior, com quatro vitórias do Inter e cinco do Atlético nas nove partidas disputadas, três delas vencidas pelo Galo nas quatro mais recentes.
Arbitragem
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) definiu a equipe de arbitragem para o confronto entre Atlético e Internacional. O responsável pelo apito será Alex Gomes Stefano (RJ), que terá como assistentes Rodrigo Figueiredo Henrique Correa (RJ) e Thiago Henrique Neto Correa Farinha (RJ). No VAR, o comando ficará por conta de Carlos Eduardo Nunes Braga (RJ).
Este será o sétimo jogo do Atlético sob a arbitragem do carioca na temporada. Confira os confrontos anteriores:
– 01/06/2025 – Ceará 0 x 1 Atlético;
– 20/07/2025 – Palmeiras 3 x 2 Atlético;
– 17/08/2025 – Atlético 1 x 3 Grêmio;
– 31/08/2025 – Vitória 1 x 0 Atlético;
– 09/10/2025 – Atlético 3 x 1 Sport;
– 18/10/2025 – Corinthians 1 x 0 Atlético.
Ao longo desses jogos, o árbitro distribuiu 18 cartões amarelos e 2 vermelhos para atletas do Galo, números que ajudam a dimensionar seu perfil de atuação em partidas do time alvinegro.
Um dos principais comentaristas esportivas da atualidade, Rica Perrone participa ao vivo do Fala Galo Na Geral, apresentado por CrisGalo e com participação de Juan Brito.
Foto: Pedro Souza / Atlético Por: Thiago Florêncio
O Atlético chega à reta final de 2025 como quem renasce. O ano está sendo duro, cheio de pedras, decisões equivocadas e provações. No Brasileirão, a luta é para escapar de vez da zona da degola, cenário que não combina com o tamanho do clube nem com o investimento feito. As lesões tiraram peças importantes, como Lyanco e Cuello. O elenco é curto, mas o espírito, esse, permanece inteiro. E é nele que o torcedor alvinegro se apoia, como sempre fez.
Desde a volta de Jorge Sampaoli, algo mudou. Aos poucos, treino após treino, o técnico devolveu ao time o que parecia perdido: identidade, confiança, coragem, intensidade e fome por vitórias. O Galo voltou a jogar com alma, com união de grupo. E, quando isso acontece, a torcida sente. Sente porque conhece o roteiro, quando o Atlético joga com o coração, o impossível começa a parecer natural.
No confronto contra Independiente del Valle, na Arena MRV, ficou claro: a simbiose entre arquibancada e jogadores foi refeita. A vibração voltou a pulsar nas veias do time. Os cânticos não eram apenas gritos, eram preces. Porque o atleticano não vai ao estádio só para ver futebol. Vai para viver o clube. Para sentir o coração bater no mesmo compasso da camisa preta e branca. Esse amor não cabe em noventa minutos. É a fé que desafia o tempo.
Sabemos da importância que cada jogador do elenco tem, mas é preciso destacar a estrela maior, o vingador alvinegro, o jogador mais decisivo que já vestiu o manto, o nosso 10º maior artilheiro da história, “Hulk, Hulk, Hulk”. Na atual temporada, o camisa 7 encontra dificuldades para desempenhar o futebol que o fez tornar ídolo. Com Sampaoli, passou a ser “reserva”, mas trabalho, suor, entrega, vibração, jamais faltou. O artilheiro não quer ser coadjuvante! Respeitar o Hulk é respeitar a história que ele construiu com o Atlético, e a que ainda quer escrever.
Agora, o destino aponta para Assunção. No dia 22 de novembro, o Galo enfrentará o Lanús, da Argentina, em busca da Grande Conquista, o título da CONMEBOL Sul-Americana. Será a terceira vez que os dois clubes se encontram em uma decisão continental.
Nas outras duas, deu Galo na cabeça: em 1997, pela Copa CONMEBOL, e em 2014, pela Recopa Sul-Americana. Agora, o desafio é escrever mais um capítulo dessa história. Um troféu que pode transformar uma temporada conturbada em inesquecível.
A Massa sonha. E quando ela sonha, o time sente. O Gigante das Alterosas vai ao Paraguai com o coração em chamas, a camisa pesada e a alma leve de quem sabe o que significa: “lutar, lutar, lutar, com toda nossa raça para vencer! Porque atleticano é isso: cair, levantar e seguir sempre acreditando. É saber que, no fim, o Galo sempre encontra um jeito de bicar.
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