A CBF divulgou a escala de arbitragem para a 15ª rodada do Campeonato Brasileiro. Na partida do Galo, que visita o Goiás, às 20h de segunda-feira (17), na Serrinha, em Goiânia, um trio paulista foi escalado.
Raphael Claus, árbitro pertencente ao quadro da FIFA, apita, auxiliado por Danilo Ricardo Simon Manis, também FIFA, e Daniel Paulo Ziolli. Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (VAR-FIFA), também da Federação Paulista, estará no comando da cabine do VAR.
Jean Carlos da Silva Narciso (Quarto Árbitro), José Alexandre Barbosa Lima (Assessor), Fabricio Porfirio de Moura (AVAR 1), Lui Flávio de Oliveira (AVAR 2) e Ednilson Corona (Observador de VAR) completam o quadro de arbitragem.
Este será o terceiro jogo do Atlético na atual edição do Brasileirão apitado por Claus. Ele foi o dono do apito na estreia diante do Vasco e na vitóia sobre o Internacional, na sexta rodada, ambas partidas no Mineirão.
O principal argumento do grupo que era encabeçado por Sérgio Coelho, presidente do Galo, aponta que o modelo da LFF traria mais vantagens ao Atlético em curto, médio e longo prazos, devendo a decisão passar por um debate mais amplo:
“Fomos surpreendidos pela notícia da decisão do Clube Atlético Mineiro (CAM) de se afastar da Liga Forte Futebol (LFF) e aderir à Libra. Entendemos que tal escolha pode ter sido tomada sem que o Conselho Deliberativo tivesse oportunidade de avaliar profundamente as diferenças entre as propostas da LFF e da Libra.
Lembramos que apresentamos detalhadamente a proposta da LFF ao Conselho Deliberativo do CAM, obtendo a aprovação dos termos gerais em reunião realizada no dia 3/4/2023. A decisão de se filiar à Libra nos pegou de surpresa, e no que nos parece, não foi amplamente debatida em reunião de conselho.
Por meio desta carta, solicitamos respeitosamente uma nova oportunidade para apresentar ao Conselho Deliberativo a proposta completa da LFF e também uma comparação com a proposta da Libra. Queremos evidenciar que nosso modelo traz vantagens significativas que beneficiarão o CAM em curto, médio e longo prazos. Estamos aqui falando de um modelo que irá impactar o clube pelos próximos 50 anos e que em nossa opinião necessita de amplo debate. Os interesses da instituição devem estar em primeiro lugar em nossa ótica.
A LFF se destaca por ser benéfica ao CAM em todos os quesitos objetivos: Um modelo equilibrado de divisão de receitas permitindo uma diminuição da disparidade entre o CAM e os clubes de maior receita, potencializando a competitividade do Atlético dentro de campo.
O CAM se beneficiaria de um aporte financeiro imediato de R$ 217 milhões de reais, por meio de um acordo firmado entre a LFF e nossos investidores. Este valor é significativamente maior que o aporte proposto pela LIBRA.
Adicionalmente, nossa proposta assegura ao CAM maiores receitas anuais, tanto em termos absolutos quanto em relação aos clubes de maior receita. Isso amplia a capacidade competitiva do clube, assegurando que o CAM possua os recursos necessários para competir com os maiores clubes do futebol brasileiro. Para ilustrar: em um cenário de aumento de 50% no valor dos direitos de transmissão, e repetindo o desempenho em campo de 2021, a diferença de receitas do Galo em relação ao clube de maior receita seria de R$ 154 milhões na Libra, contra apenas R$ 15 milhões na LFF. Estamos falando de uma redução da diferença em quase R$ 700 milhões em 5 anos.
Nos últimos seis meses, os clubes da LFF apresentaram e aprovaram as condições do nosso acordo em seus respectivos órgãos internos. Em contrapartida, os clubes da Libra ainda não deram início a este debate. Ressaltamos também que a LFF – que na média tem 12 clubes na Série A e detém 60% dos jogos e audiência da competição – tem um modelo de divisão de receitas sem privilégios a qualquer clube, promovendo um ambiente mais equilibrado e justo para todos.
Conscientes da natureza democrática do CAM, pedimos uma oportunidade para apresentar estes pontos ao Conselho Deliberativo. Acreditamos que o Conselho deve ter acesso a todas as informações para poder tomar uma decisão consciente e informada.
Agradecemos a sua atenção e nos colocamos à disposição para esclarecimentos adicionais. Aguardamos ansiosamente a oportunidade de discutir estes pontos com mais detalhes e reiteramos nosso compromisso com o sucesso do Clube Atlético Mineiro”.
A mudança
Na última terça-feira (11), por meio de comunicado emitido em seus perfis oficiais nas redes sociais, o Atlético oficializou a transição de um bloco para o outro. Justificando a decisão, o Clube afirmou que a mudança se dá para trazer, no longo prazo, “maiores benefícios financeiros e institucionais para o Clube” e afirma que continuará defendendo suas posições assumidas até aqui.
No impacto imediato, a decisão faz com que o Alvinegro componha o acordo da Libra que prevê o pagamento de R$ 99 milhões pela cessão de 12,5% dos direitos de TV em um orazo de 50 anos, deixando para trás a proposta do LFF, que garantiria ao Galo R$ 203 milhões por 20% de tais direitos.
CEO explica
Em entrevista coletiva onde deu mais detalhes sobre o processo da SAF, o CEO do Atlético, Bruno Muzzi, explicou os motivos para a decisão, a qual ele classifica como muito difícil:
“Há mais de um ano, vem se discutindo essa questão da liga. Foram criados dois blocos, LFF e Libra, onde havia uma discrepância muito grande de distribuição do valores direitos de transmissão. O Atlético, nos últimos 90 dias, o Sérgio, começou a trabalhar muito para que houvesse uma fusão das duas ligas. O grande valor está em você ter uma liga única, porque você destrava diversas outras coisas e passa a ter um campeonato com um om produto. Nessa tentativa de aproximação, tudo aquilo que a LFF solicitava nos critérios de distribuição foi atendido em 90, 95% pela Libra. A diferença dos dois blocos, hoje, coincidiu em números muitos próximos”.
“Mas se tem muito dinheiro envolvido nessa história e diversas narrativas, o que foi gerando certas confusões. Hoje não existe mais liga, existe três blocos comerciais para negociar em conjunto os direitos de transmissão. As propostas chegaram. O Atlético passa a receber R$ 100 milhões (por 12,5%) na Libra, enquanto receberia R$ 203 milhões (por 20%) na LFF. Os direitos de transmissão do Brasileiro valem hoje R$ 2,3 bilhões, tirando 12,5%, sobram R$ 2 bilhões e o bloco comercial da Libra vale R$ 1,5 bilhão, enquanto a LFF vale R$ 500 milhões. O Atlético tem aproximadamente 6% desse R$ 1,5 bilhão, que são R$ 125 milhões, na LFF seriam R$ 75 milhões. Então, logo no primeiro ano, teria uma diferença de R$ 50 milhões, e isso se perpetua por 50 anos. Se houver maior valorização dos direitos de transmissão, que é o que todos acreditam, esses valores se acentuam ainda mais. O Atlético optou em olhar nesse médio/longo prazo, pós 2025, para tomar sua decisão. Nós não estamos olhando no curtíssimo prazo. O que a gente precisa trabalhar é para que tenha união entre os dois grupos, e a LFF foi fundamental. Se não houvesse o trabalho do Sérgio, isso jamais aconteceria”.
Apesar do acordo de confidencialidade, nunca foi segredo que o Atlético negociou por muito tempo com o Footbal Co., grupo de investimentos dos EUA que chegou mais perto da batida do martelo para comprar a maior parte das ações da futura SAF do Clube. No entanto, como antecipou o FalaGalo, o grupo liderado por Peter Grieve foi perdendo força, surgindo um novo caminho no horizonte, o que foi confirmado com a apresentação do projeto, no início deste mês de julho.
Em entrevista coletiva concedida, na manhã desta quinta-feira, onde esclareceu dúvidas acerca do processo, o CEO do Atlético, Bruno Muzzi, revelou mais detalhes do que deu errado na negociação com Grieve e o novo direcionamento.
Primeiro, o CEO detalha o processo de captação no mercado e o empecilho que acabou afastando potenciais investidores:
“A gente começou um processo bastante robusto no final do ano, para estruturar o Atlético e não ter nenhuma surpresa em relação aos números, quando fôssemos ao mercado. Gastamos um tempo fazendo esse levantamento de dívidas, contingências tributárias e de ações. Quando fomos ao mercado, abordamos 150 investidores do mundo inteiro e tivemos várias assinaturas de acordos de confidencialidade. Muitos viram uma oportunidade no Atlético, pelo nome, pelo tamanho e o engajamento da torcida, mas a oportunidade era o tamanho da dívida. As SAFs que precederam o Atlético foram para um caminho de isolar o endividamento na Associação, que vai para um regime centralizado de execuções ou uma recuperação judicial. No nosso caso, era impossível, porque as dívidas eram avalizadas e a dívida é muito complexa. (…) Na hora que a gente explicou detalhadamente o tamanho da dívida, isso afugentou alguns investidores, mas ainda haviam interessados”.
Então, Muzzi conta como o caminho se convergiu para a solução de deixar tudo “em casa”, deixando para trás os potenciais investidores, incluindo o Footbal Co.:
“A gente começou a avaliar com aqueles que de fato entenderam e topariam colocar o aporte para que a dívida fosse paga ao longo de dois, três anos. Estávamos buscando um aporte maior, justamente para aliviar ainda mais o endividamento, mas chegou em um momento que os investidores precisavam ter uma transação de compra e venda já assinada para que eles pudessem captar o recurso, e isso eu não poderia fazer. Isso aconteceu muito recente, já estava tudo com muita coisa já avançada, Não tinha mais solução, então a solução caseira veio à tona”.
Muzzi ainda revela que a estrutura atual da SAF é exatamente a mesma da ideia original, que Grieve ainda pode fazer parte, mas que o controle estará nas mãos da Galo Holding:
“Desde o início do ano a gente já vinha pensando em um plano B, a gente tinha até um plano C, pelas dificuldades que a gente vinha encontrando. A estrutura de hoje é exatamente a mesma que a gente manteve para todos. O que mudou foi qual investidor iria vir e o tamanho do cheque. O Peter Grieve foi um desses investidores que avançou bastante. Ele ainda pode apresentar um fundo, se quiser entrar, mas o fato é que se vinha falando em um potencial controle junto com os R’s, o que não é mais possível. Nesse primeiro momento, é uma SAF caseira com controle da Galo Holding”.
A reunião extraordinária para a votação do Conselho Delineativo do Atlético para a transformação do Clube em SAF está marcada para a próxima quinta-feira (20), sendo necessários os votos de 2/3 dos 420 conselheiros para a aprovação do pleito.
Antes disso, porém, o próprio Bruno Muzzi terá reuniões com representantes de torcidas organizadas (nesta sexta-feira) e conselheiros (na próxima semana), onde dará mais detalhes do processo, Clicando aqui você encontra mais detalhes do que o CEO trouxe na coletiva.
Em sessão marcada para as 12h da próxima segunda-feira (17), a 1ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) julgará o treinador Luiz Felipe Scolari por um incidente com a arbitragem quando ele ainda era coordenador técnico do Athletico-PR, cargo que exercia antes de assumir o comando técnico do Atlético.
Pela acusação de ter xingado o árbitro Leandro Pedro Vuaden, em partida contra o Botafogo, pela Copa do Brasil, em maio, Felipão foi denunciado no artigo 243-F do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) – por ofender Vuaden em sua honra – e pode ser punido com até seis partidas de suspensão – que pode ser cumprida nos jogos do Brasileirão -, levando também uma multa que varia de R$ 100 a R$ 100 mil, no julgamnto que foi adiado em duas oportunidades.
Vale ressaltar que, pela expulsão do treinador no clássico diante do América – Felipão já cumpriu suspensão automática na rodada seguinte -, o comandante, assim como Hulk e Rodrigo Caetano, também deve ser novamente denúnciado pela Procuradoria Geral do Tribunal.
Na manhã desta quinta-feira (13), o CEO do Atlético, Bruno Muzzi, concedeu entrevista coletiva para esclarecer dúvidas sobre o processo de transformação do Clube em SAF. No entanto, entre outros assuntos abordados, Muzzi revelou o destino de parte dos R$ 340 milhões arrecadados com a venda do percentual restante do Diamond Mall.
De acordo com o CEO, cerca de 50% do montante foi destinado a dívidas e juros. Ele ainda revela que o valor de R$ 1,8 bilhão, que corresponde ao total da dívida do Atlético, seria maior, caso isso não houvesse sido feito:
“A gente já abateu aproximadamente R$ 160/170 milhões e utilizamos para pagar parcelas de juros, para evitar que o Atlético se endividasse ainda mais. Quando a gente fala de R$ 1,8 bilhão, estamos considerando tudo aquilo que já reduzimos de endividamento e evitou que subisse ainda mais”.
Vale ressaltar que, de acordo com o próprio Clube, cerca de R$ 26 milhões (valor depositado em juízo por conta de cumprimento de ações na Justiça) do montante irão para o cumprimento do acordo firmado com o empresário André Cury, divulgado pelo Atlético há pouco mais de três semanas.
Na manhã desta quinta-feira (13), Bruno Muzzi, o CEO do Atlético, concedeu entrevista coletiva na Sede de Lourdes, onde deu mais detalhes sobre o processo de transformação do Clube em SAF, em votação do Conselho Deliberativo marcada para acontecer daqui uma semana, na próxima quinta-feira, dia 20.
Em mais de uma hora esclarecendo dúvidas dos jornalistas presentes, Muzzi deu mais detalhes sobre os valores, o aporte imediato, os percentuais, valuation, investimento no futebol e plano de pagamento de dívidas.
Aporte e plano de pagamento de dívidas
“O aporte dentro da SAF é de fato R$ 913 milhões, porque a SAF está deixando de pagar os R$ 313 milhões aos seus credores (4 R’s) e convertendo isso em participação. Os outros R$ 600 milhões, assim que a transação for fechada, nós teremos disponíveis à vista e iremos começar a fazer as negociações com todos os credores. O nosso planejamento é que, em 2024, 2025 e 2026, nós consigamos manter a SAF e seu endividamento equilibrados. Nós vamos dar prioridade aos bancos, aos agentes e aos clubes, evitando processos na FIFA, tentando reduzir a taxa de juros, alongando um pouco mais a dívida”.
Percentuais e divisão da ‘Galo Holding’
“Dos R$ 913 milhões, são R$ 313 milhões da conversão, R$ 400 milhões vindo do veículo dos R’s, nós já temos confirmado outro veículo de R$ 100 milhões e estamos no processo de captação dos outros R$ 100 milhões, que é o Fundo de Investimento dos Atleticanos, e, dependendo do montante que a gente chegar, teremos outro investidor para completar e chegar aos R$ 100 milhões. Na estrutura da SAF temos 25% da Associação e 75% daGalo Holding. Dentro da Galo Holding, temos planejados três veículos: um com R$ 713 milhões e dois com R$ 100 milhões cada“.
Conta para o valuation
“O valuation é R$ 2,1 bilhões. A SAF está assumindo toda a responsabilidade da dívida. Quando você subtrai o R$ 1,8 bilhão da dívida dos R$ 2,1 bilhões de valuation, chega ao capital que a Associação tem, que são R$ 300 milhões. Quando vem um aporte novo de R$ 913 milhões, você passa a ter um novo capital (ou patrimônio líquido) dos acionistas de R$ 1,2 bilhão. Então, a conta é: R$ 300 milhões e R$ 900 milhões sobre R$ 1,2 bilhão. O que define participação acionária é o capital do acionista, a dívida não entra nessa conta. Por isso, 25% para a Associação e 75% da Galo Holding”.
Estrutura da SAF e conseho de administração
“A SAF terá um conselho de administração formado por sete pessoas: duas indicadas pelo Conselho Administrativo do Atlético e cinco pela Galo Holding, que farão a eleição da diretoria executiva da SAF. A extrutura que estamos debatendo é que tenhamos um CEO e um executivo junto com o diretor de futebol, com as decisões do futebol sendo dele, mas que ele respeite os limites orçamentários”.
Transparência
“Muito tem se cobrado da gente nas redes sobre transparência no processo da SAF. A gente começou o processo há um ano e meio, com diversas idas e vindas. Há duas quintas-feiras foi que houve esse novo rumo de criação de SAF dos Atleticanos, o que teríamos feito há mais tempo se tivéssemos visto isso lá atrás. A gente anunciou logo na sexta-feira seguinte, e eu passei a semana dando entrevistas e começamos essa jornada nessa semana. O que é possível passar, nós estamos tentando fazer o mais transparente possível. Estamos pensando, não é cravado em pedra, ter um departamento de relacionamento de investidores, onde a gente possa soltar os números e balanços a cada trimestre”.
Conselho de torcedores
“O conselho de torcedores é uma coisa que está em moda, inclusive na Europa. Tem uma série de critérios: precisa ter membros eleitos para esse conselho, sendo necessário preencher dez critérios para se tornar um membro, esses membros apontam dois conselheiros que possam participar de reuniões na SAF, que têm temas definidos e são quatro encontros anuais. Tem que ver se isso é possível, mas eu, particularmente, vejo com muito bons olhos”.
Limite de gastos e folha salarial competitiva
“O mais importante é que nós vamos conseguir manter uma folha de futebol competitiva, hoje na casa dos R$ 200 e poucos milhões (ao ano). A nossa ideia é ter um teto orçamentário e não passar de um valor que está sendo determinado – entre 40 e 42% (do faturamento) – e estamos também tentando colocar um limite inferior nessa folha, imagino que na casa de 30%, para que a gentepossa variar. (…) Assim a gente consegue manter o Atlético sustentável, mas com uma folha super-competitiva, para que a gente possa competir em alto nível nesses primeiros três, quatro anos”.
Investimento no futebol
“Esse planejamento que estamos fazendo, que conta o aporte, com o faturamento, com a Arena entrando em opração completa, com receitas de liga…, a gente está colocando tudo em um bolo só. Folha de pagamento é fluxo de caixa operacional, nós vamos manter nessa casa. E temos o fluxo de caixa de investimentos, que é tudo aquilo que é relaconado a compra e venda de jogadores. Nós estamos prevendo, para 2024, mais ou menos R$ 40 milhões. Esse investimento é o que se gasta em aquisição, o que se paga de comissão, luvas e também a venda de jogadores. Vamos supor que eu queira comprar um jogador de R$ 100 milhões, se naquele ano eu tenho um pagamento de 40% (R$ 40 milhões), eu posso fazer esse investimento”.
Investimento nesta janela de transferências
“A gente tem conseguido respeitar isso nesse ano. Nós fizemos movimentos no início do ano e fomos adequando, ao longo desse primeiro semestre, para manter a folha operacional dentro dos limites. A gente só vai poder usar a janela (de transferências) se abrir espaço na folha para poder fazer esse investimento. A SAF proporciona ao Atlético uma sustentabilidade, mas mantendo uma folha competititva e investimento no futebol, isso é o que eu acho mais importante”.
Controle de gastos em contratações
“O investimento no futebol, se pegar os últimos 10, 15 anos, tem uma correlação muito forte com o resultado. Não quer dizer que é 100%, nós tivemos investimentos em 2022 e não tivemos bons resultados, este ano também estamos com bons investimentos e não estamos tendo aqueles resultados, mas a probabilidade é que, mantendo bons investimentos, tem bons resultados. A gente precisa ser eficiente nesses investimentos. Se não conseguirmos resultados, nós não vamos variar a nossa orçamentação, vamos ter que segurar a pressão externa, porque não podemos cometer nenhum tipo de excesso, para poder manter o Atlético sutentável”.
Política de contratação de jogadores
“Quando você compra um jogador, tem duas maneiras: pagar um direito de tranferência caro em um jogador mais novos, com um salário e luvas menores; e a outra maneira, que o Atlético tem feito nesses últimos anos, que não paga praticamente nada pelo direito de transferência, mas tem um investimento de luvas, salários e comissão, que custa o mesmo em um prazo de contrato, mas um jogador é mais novo e o outro é mais velho. Era difícil conseguir jogadores mais novos sem dinheiro. Com a SAF, vamos ter um pouco mais de flexibilidade. A gente pretende ter um equilíbrio maior”.
Confira a entrevista coletiva de Bruno Muzzi, CEO do Atlético, na íntegra:
O Atlético foi acionado na Justiça pela Sport Base Brasil, empresa de agenciamento de atletas, que cobra do Clube cerca de R$ 850 mil, referentes à venda do zagueiro Gabriel ao Yokohama, do Japão. Informação dada inicialmente pelo ge.
Revelado na Cidade do Galo, Gabriel foi negociado por R$ 10,2 milhões, em julho de 2021, e a empresa teria direito a € 100 mil, cotados em pouco mais de R$ 600 mil, sendo acrescidos os cerca de R$ 250 mil restantes pela correção aplicada pelo IPCA, totalizando R$ 855.935,59.
O processo irá tramitar no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). No entanto, o Atlético ainda não foi intimado sobre a causa.
Gabriel no Atlético
Gabriel chegou à Cidade do Galo em 2007, partindo do sub-13 e passando por todas as categorias seguintes até se profissionalizar, em 2016. Com o time principal, entre 2016 e 2021 – considerando um empréstimo para o Botafogo, em 2019 – o zagueiro soma 158 jogos e sete gols.
No currículo de títulos, três Campeonatos Mineiros (2017, 2020 e 2021), além do Campeonato Brasileiro (disputou os cinco primeiros jogos) e da Copa do Brasil (disputou um jogo) de 2021.
Quem conhece a centenária história do Atlético, certamente saberá quem é Ubaldo Miranda, um dos grandes ídolos do Alvinegro e que defendeu as cores do Clube por 11 anos, sendo o oitavo maior artilheiro de sua história, marcando 135 gols em 234 partidas!
Durante a tarde da última terça-feira (11), Ubaldo não foi reconhecido pelos funcionários da Loja do Galo de Lourdes. O fato foi relatado pela filha do ex-atacante, Vera Pontes, e trouxe muita revolta por parte dos torcedores do Galo.
Em vários comentários, torcedores ressaltaram que conhecer a história do Atlético deveria ser um dos pré-requisitos para trabalhar nas lojas do Clube.
Preocupada com a revolta das torcidas organizadas, a diretoria do Atlético convocou dois membros de cada uma delas para uma reunião, para dar mais explicações sobre a SAF.
O encontro foi marcado para as 10h da próxima sexta-feira (14), na sede administrativa, estando presentes o CEO do Clube, Bruno Muzzi, e outros membros da diretoria.
Manifestações
Com a reunião extraordinária do Conselho Deliberativo para a votação de aprovação do processo marcada para acontecer no dia 20 de julho, algumas torcidas organizadas planejam uma manifestação no dia anterior, com o intuito de cobrar transparência no processo.
Ouvir e discutir sobre as obras de contrapartidas para a construção da Arena MRV já é algo natural para o Atleticano. No momento, o projeto de lei que pode acelerar a liberação do funcionamento da casa do Galo avança, ao mesmo tempo que corre uma CPI que investiga o processo de licenciamento do empreendimento e as contrapartidas exigidas para a sua construção, haja vista que tais obrigações tiveram valores acima do usual.
Prefeito de Belo Horizonte com mandato vigente durante boa parte das obras de construção da Arena, o ex-presidente do Clube, Alexandre Kalil, que teria sido ligado ao fato, em participação no podcast do portal No Ataque, negou qualquer interferência no processo.
Kalil conta que o projeto foi originado na sua gestão, entre 2008 e 2014, lembra que o nome oficial do estádio era em homenagem a seu pai, Elias Kalil, também ex-presidente do Clube e desafia ser provado que ele esteve à frente de qualquer tratativa a respeito:
“Esse estádio nasceu na minha gestão. Na primeira reunião que autorizou a olhar isso, eu era o presidente do Atlético. O estádio, até pouco tempo, tinha o nome do meu pai. E eu desafio qualquer funcionário do Atlético, diretor, investidor, mecenas, que tenha ido discutir contrapartida comigo. Eu nunca soube, nunca tratei. E não é meu tipo. Se eu não quisesse o estádio, eu batia na mesa e falava: ‘não vai ter estádio’. Anota e empilha mais essa calúnia”.
“Vai arquiteto dar depoimento, vai CEO, que nunca entrou na minha sala, a única vez que ele falou de contrapartidas, tomou um esporro, porque ele aceitou o que eles pediram lá na secretaria sem me falar. Agora a torcida escolhe em quem vai acreditar, porque eu não vou mais me defender sobre esse assunto. Ninguém foi tratar desse assunto comigo. O negócio público não é futebol, dá cadeia. Eu não tratei, eu não interferi. É mais uma coisa pra manchar a minha história”.
O ex-presidente ainda diz à Massa que o estádio pertence a ela:
“Eu quero avisar pra torcida do Atlético: isso começou na minha gestão, quem assinou a carta de protocolo fui eu, pra começar a pensar no estádio. E o estádio, torcida, é do Atlético. O Atlético que pagou o estádio. O estádio é meu, é de quem for Atleticano. O estádio é meu igual é de qualquer um, ninguém vai contra isso”.
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