Depois do domingão de folga, na manhã desta segunda-feira (4), o elenco do Atlético se reapresentou na Cidade do Galo, dando início à preparação para o primeiro clássico diante do América pelas semifinais do Campeonato Mineiro, no próximo sábado (9), na Arena MRV.
Titulares na vitória sobre o Ipatinga, no último sábado (2), também na casa do Galo, realizaram os trabalhos regenerativos na academia, enquanto os que não foram para o jogo ou entraram no decorrer da partida, participaram de um treino tático-técnico.
Trio na transição
A grande novidade ficou por conta da presença do trio Igor Rabello, Maurício Lemos e Mariano. Dando início à transição para o retorno aos gramados, os defensores participaram da atividade, aumentando a expectativa para que possam reforçar o time de Scolari.
Desfalque nas últimas duas partidas, Igor Rabello pode ser reforço diante do América – Foto: Pedro Souza / Atlético
O meio-campista Zaracho, que também se recupera de lesão, esteve na fisioterapia, assim como o lateral-esquerdo Rubens, que abriu o placar na Arena, mas deixou o campo no intervalo após sentir dores no ombro.
Vargas presente
Em tratativas para se transferir ao Fortaleza, o atacante Vargas, que não foi relacionado para a partida diante do Tigre, marcou presença na Cidade do Galo e participou normalmente do trabalho no campo. O Atlético já tem um acordo encaminhado com o Leão do Pici, mas o chileno ainda não decidiu se topa a transferência ao Tricolor.
Negociando com o Fortaleza, Vargas participou normalmente do treino desta segunda – Foto: Pedro Souza / Atlético
Caso a programação não seja alterada, os treinamentos seguem pela manhã até na sexta-feira (8). No sábado (9), a bola rola para Galo e Coelho na casa da Massa a partir das 16h30, no jogo de ida da semifinal do Estadual.
Na manhã desta segunda-feira (4), a Federação Mineira de Futebol (FMF) confirmou a data do primeiro confronto entre Atlético e América pelas semifinais do Campeonato Mineiro.
A primeira partida, com mando do Galo, será no próximo sábado (9), às 16h30, na Arena MRV. A volta, com mando do Coelho, será no final de semana seguinte, 16 ou 17 de março, no Independência, mas ainda não há a confirmação de dia e horário.
Com campanha na fase de classificação inferior à do América, o Alvinegro precisa reverter a vantagem do Coelho, que joga por dois resultados iguais, seja dois empates ou uma vitória e uma derrota pela mesma diferença de saldo.
Foi suado, mas o Atlético, ao bater o Ipatinga por 3 a 0, na Arena MRV, no último sábado, garantiu sua vaga entre os quatro semifinalistas do Campeonato Mineiro, tendo mais uma vez pelo caminho o América, penúltimo adversário da fase classificatória do certame.
A primeira partida será no próximo sábado (9), às 16h30, na Arena MRV. O jogo decisivo ainda não tem data confirmada, mas é certo que será no final de semana seguinte, no Independência. Com campanha inferior na fase de classificação, o Atlético estará em desvantagem, vendo o América jogar por dois resultados iguais, seja dois empates ou uma vitória e uma derrota pela mesma diferença de saldo.
Em busca de mais um recorde
Além de manter vivo o sonho do pentacampeonato consecutivo, algo que não acontece desde 82, quando o Alvinegro conquistou o quinto título do hexa do histórico time liderado por Reinaldo, o Galo enfrenta o Coelho visando outro recorde, ratificando sua hegemonia recente e história no campeonato das Gerais.
Desde 2007, o Atlético não fica de fora da final – defendendo maior sequência vigente em todos os Estaduais no país -, tendo conquistado dez títulos no período. Se desbancar o Coelho e for um dos dois finalistas, o Atlético chegaria a sua 18º decisão de Campeonato Mineiro consecutiva, igualando seu recorde, que foi estabelecido entre 1974 e 1991. O recorde geral pertence ao Cruzeiro, que disputou 26 finais entre 1965 e 1990.
Longo tabu contra o Coelho
Além do recorde, o Atlético defende um longo tabu contra o América. Em seis confrontos de semifinal contra o Coelho neste, o Galo levou a melhor em cinco oportunidades. O Alvinegro, inclusive, se classificou nos últimos cinco encontros, passando por essa sequência invicto, vencendo nove dos dez jogos e empatando um.
O primeiro embate foi em 1992, na única vez em que deu Coelho, que tinha a vantagem de jogar por uma vitória nos dois duelos. Vencendo o jogo de ida por 1 a 0, o Alviverde avançou mesmo com o revés por 3 a 1 para o Galo na volta. A segunda vez que os rivais mediram forças na fase semifinal foi em 1998, com duas vitória do Atlético, por 3 a 2 e 3 a 1.
Neste século, o primeiro confronto foi 2011 e o último em 2020, quando o Atlético passou pelo Alviverde também vencendo as duas partidas. Em 2014, o único empate, no jogo de volta, após goleada do Alvinegro na ida. Em 2018, assim como em 2020, situação semelhante à atual. Em desvantagem, o Atlético reverteu o cenário e passou pelo Coelho com duas vitórias no Independência.
Confrontos entre Atlético e América em semifinais do Campeonato Mineiro:
1992
🐔 América 1×0 Atlético (Independência)
🐔 Atlético 3×1 América (Mineirão)
1998
🐔 América 2×3 Atlético (Independência)
🐔 Atlético 3×1 América (Mineirão)
2011
🐔 América 1×3 Atlético (Arena do Jacaré)
🐔 Atlético 2×1 (Arena do Jacaré)
2014
🐔 América 1×4 Atlético (Independência)
🐔 Atlético 1×1 América (Independência)
2018
🐔 Atlético 1×0 América (Independência)
🐔 Atlético 0x2 América (Independência)
2020
🐔 Atlético 2×1 América (Mineirão)
🐔 América 0x3 Atlético (Independência)
Quando o Atlético enfrentou o Itabirito, em Brasília, no último dia 17 de fevereiro, pela 6ª rodada da fase de classificação do Campeonato Mineiro, um fato chamou atenção antes da bola rolar no Mané Garrincha: em prantos, uma criança que entrou no campo com os jogadores do Gato-do-mato pedia para trocar de lado, mostrando o Manto por baixo da camisa do Irabirito, indicando que era Atleticana e desejava ficar no centro do gramado com os jogadores do Galo.
O registro em vídeo do momento viralizou nas redes sociais, causando uma busca pela menina de apenas seis anos, chamada Bibi, para que houvesse a reparação do erro. Neste sábado (2), antes da bola rolar para a vitória do Atlético sobre o Ipatinga, na partida que encerrou a fase classificatória do Campeonato Mineiro, Bibi esteve do lado certo. Convidados pelo Clube, Bibi, seu irmãozinho de três anos e seus papais vieram de Bonfinópis de Minas, que fica a cerca de 500 km da casa da Massa, para a pequena Atleticana ser um dos mascotinhos que entraram em campo com o time do Atlético.
A pequena gostaria de ter subido ao gramado da Arena com o artilheiro Hulk. Como o camisa 7, pendurado com dois amarelos, foi preservado da partida, o ídolo convidou Bibi e sua família para subirem ao seu camarote, onde tiraram fotos, ganharam autógrafos e muita história para contar.
Do lado certo, Bibi conheceu o ídolo Hulk – Foto: Divulgação / Atlético
Se sonhos não envelhecem, eles não têm idade e sempre é tempo de sonhar. Na tarde deste sábado (2), a Massa pôde ver o sonho de um garoto se tornar realidade. Grande nome da tarde, na sua primeira partida na temporada, jogando de fato pela primeira vez na Arena MRV, o atacante Cadu fez seu primeiro gol como profissional pelo Atlético.
Surpresa no time que começou diante do Ipatinga, pela última rodada da fase classificatória do Campeonato Mineiro, o jovem de 19 anos mostrou que entende de bola na rede quando, aos 29 da primeira etapa, marcou o segundo do Galo, após completar de cabeça belo cruzamento do também garoto Alisson. Na etapa final, o prata da casa ainda deu a assistência para o gol de Battaglia que fechou o 3 a 0.
Após a partida, Cadu distribuiu agradecimentos e celebrou a realização do seu sonho de infância:
“Primeiramente, agradecer a Deus. Segundo, ao professor Felipão, que me deu essa oportunidade, toda a comissão, toda a diretoria. Foi um dia muito especial para mim, fazer minha estreia com gol, com assistência. […] Muito importante para mim. Sonhei isso desde sempre. Estrear com gol e realizar isso hoje é muito gratificante. Consegui fazer meu golzinho. […] Me senti muito leve. O professor e todos os jogadores me dão confiança. Agora é seguir firme”.
Cadu comemora se primeiro gol pelo Galo – Foto: Pedro Souza / Atlético
Cadu chegou à Cidade do Galo em 2018, para integrar a equipe sub-14. Campeão Mineiro na categoria em seu primeiro ano de casa, o atacante também conquistou o Estadual sub-15 (2019) e sub-17 (2021).
Após dos destacar na Copinha de 2023, Cadu foi pinçado para o grupo principal pelo então treinador Eduardo Coudet, que deu a chance do garoto estrear como profissional em uma partida de Libertadores, a vitória por 2 a 0 sobre o Alianza Lima, do Peru, no Independência, quando entrou já nos acréscimos.
Dias depois, o jovem teve a chance de jogar os dez minutos finais da vitória sobre o Coritiba. A única vez que havia entrando em campo sob o comando de Felipão foi quando foi acionado nos minutos finais da vitória sobre o Fortaleza, tendo o gostinho de pelo menos pisar no gramado da Arena MRV.
Neste sábado (2), porém, o atacante, que havia sido relacionado para cinco das sete partidas anteriores do Alvinegro, pôde atuar de fato na casa da Massa e fazer a alegria dos presentes.
Nem mesmo a vitória do Atlético sobre o Ipatinga, neste sábado (2), na Areba MRV, com protagonismo da prata da casa, foi suficiente para amenizar o clima pesado entre Felipão e boa parte da Massa.
Antes da bola rolar na casa do Galo, o treinador foi bastante vaiado quando seu nome surgiu no telão após o anúncio da escalação para a partida, que contava com Rubens e Alisson, os mais celebrados pelos mais de 34 mil torcedores presentes.
Após o apito inicial, alguns torcedores seguiram hostilizando o treinador. Com a vitória parcial por 2 a 0 no fim da primeira etapa, um torcedor pediu para que Scolari colocasse Vitor Gabriel e Cadu em campo – o que acabou acontecendo durante a etapa final. Então, o treinador se virou para a arquibancada e xingou o torcedor.
Durante sua entrevista coletiva após a partida, Scolari foi mais uma vez questionado sobre sua relação com a torcida. Segundo o comandante, se trata de uma relação normal e faz questão de frisar que a comissão técnica e os jogadores trabalham para dar o melhor durante as partidas:
“A minha relação com a torcida do Atlético é uma relação de um técnico que escala seu jogadores e trabalha diariamente pelo Galo e que às vezes é entendido pela torcida, às vezes não. O que a nossa torcida tem que entender é que nós, os jogadores, principalmente, não entram dentro de campo para não jogar. Eles entram para vencer, para dar o seu melhor. Falo pelos jogadores, ninguém está aqui para errar, mas errar é normal. Na vida a gente erra sempre”.
Seguindo, Felipão pede apoio aos jogadores e que o torcedor os valorize, pelo trabalho e comprometimento. O treinador ainda diz que precisa trabalhar de acordo com o necessário e não com base nas vontades e expectativas da torcida:
“A nossa torcida tem que apoiar os jogadores do Atlético. Se quiserem vaiar ou dizer que o outro time é ruim, o nosso não é, mesmo que cometamos algum erro. É assim. Se eu sirvo para dizer isso ou não, eu não sei”.
Foto: Pedro Souza / Atlético
”A minha relação é essa, simples, olho no olho, dizer o que eu sinto. Não vou ficar aqui fazendo coisas que que eu não preciso fazer e não devem ser feitas. A nossa torcida deve torcer pelo nosso time, valorizar os jogadores que temos, que são homens que fazem o melhor. Se não aceitam o erro, devem pensar que todo dia nós trabalhamos. Eu queria que a torcida olhasse esse aspecto. Espero sempre fazer o melhor para o Galo. Se o melhor não é o que o torcedor pensa…. Eu tenho que ver um time e treinar esse time. Acabou o assunto”.
O que começou por conta do baixo rendimento em campo tomou proporção maior após viralizar um vídeo onde Felipão foi visto discutindo com torcedores que pediam a escalação de Alisson como titular no desembarque da delegação que viajou a Brasília para enfrentar o Itabirito, há duas semanas, e a tag ‘Fora Felipão’ ficar entre os assuntos mais comentados das redes sociais.
Após o episódio, inclusive, surgiu a especulação de que Scolari chegou a cogitar entregar o cargo à direção do Atlético, o que foi negado por seu estafe. O assunto foi tratado internamente, mas não houve um pedido de desculpas por parte de Scolari.
No último sábado (24), no empate com o América, o treinador foi bastante xingado pelos torcedores presentes no Independência, antes, durante e depois da partida. Na coletiva, o treinador disse aceitar tal postura do torcedor que paga ingresso e está dentro do estádio.
Na manhã deste sábado (2), durante o protesto de membros de uma organizada, na Cidade do Galo, um torcedor chegou a pedir a Hulk para que o artilheiro conversasse com Felipão para que o treinador tivesse ter mais humildade com a torcida.
A apenas cinco dias do encerramento da janela de transferências, o Atlético segue se movimentando no mercado, seja para chegadas, seja para saídas. A última atualização é a despedida encaminhada de Vargas, que deverá assinar com o Fortaleza.
Caso a negociação envolvendo o atacante chileno se confirme, será a segunda perda no ataque em duas semanas, uma vez que Pavón foi recentemente vendido ao Grêmio. Pensando nisso, a diretoria do Alvinegro corre contra o tempo para fechar a contratação de pelo menos um reforço para o setor ofensivo.
Após a vitória sobre o Ipatinga neste sábado (2), na Arena MRV, que garantiu a vaga do Galo nas semifinais do Campeonato Mineiro, Felipão falou sobre Vargas e avaliou A movimentação a janela. Citando a contratação de Scarpa, a única – até o momento – para o primeiro semestre – uma vez que Bernard já tem pré-contrato assinado para chegar em julho -, o treinador revela que as ações da diretora estão de acordo com o que foi combinado com a comissão técnica:
“Foi como eu esperava. Nós tínhamos combinado que íamos trazer um. Um jogador que já estava no nosso radar. Combinamos que na saída de alguém por alguma razão, nós teríamos outro. Isso está sendo providenciado. Mas a direção não vai passar isso, porque são negociações. Está tudo dentro daquilo que foi planejado. Dentro do planejado, eu não tenho que cobrar nada da direção. A direção não está fazendo diferente daquilo que foi combinado”.
Especificamente sobre a saída de Vargas, que foi cortado da partida justamente por conta das tratativas, o comandante diz que a situação ainda não está fechada e que pode sofrer uma reviravolta, mas revela que realmente já há movimentos para a reposição da eventual perda:
“Ele é um jogador nosso e pode dizer que não quer sair. Temos um contrato. A gente vai esperar até amanhã. Resolveu, vocês vão sendo informados do que é que e como a direção vem fazendo. A direção está se mobilizando para termos uma equipe totalmente organizada e preparada para as quatro competições”.
Foto: Pedro Souza / Atlético
Com o bom momento de jovens que podem suprir a carência na frente, como Alisson, Rubens, Isaac e Cadu, que fez um gol e deu uma assistência na vitoria sobre o Tigre, Scolari acredita que ainda não é a hora deles serem tratados como solução:
“Podem ser a solução daqui a seis meses, um ano. A gente tem que saber o que vai disputar. Nós vamos disputar quatro competições. Acho que a direção sabe, está trabalhando para isso, não está só numa ideia de ‘vendo e não compro’, está fazendo tudo organizadamente e está tendo toda a ideia que é seguida pelo departamento de futebol”.
Situação de Vargas
A expectativa era que Vargas fosse titular contra o Ipatinga, mas o atacante foi cortado da partida, abrindo espaço para Cadu. Justificando a ausência do chileno, a assessoria de imprensa do Alvinegro informou que há uma negociação em andamento envolvendo o atleta. O destino, no entanto, ainda não havia sido confirmado.
Vale destacar que, além de Pavón e Vargas, em relação à última temporada o Atlético perdeu Réver, que se aposentou e assumiu a coordenação de transição do Clube, e Hyoran, que assinou com o Internacional após o fim de seu contrato.
Quem chega?
Na rota de chegada, o atacante colombiano Brahian Palacios. Após ter duas propostas recusadas pelo Atlético nacional, o Alvinegro fez uma terceira investida, convencendo os Verdolagas.
Os valores giram na casa dos US$ 3 milhões (R$ 14,9 milhões) e os clubes ainda definem a porcentagem mantida com os colombianos para uma eventual venda futura. Com o martelo batido, o atacante de 21 anos assinará com o Galo por quatro anos, até o final de 2027.
A situação precisa ser finalizada até a próxima quinta-feira (7), quando a janela de transferências do primeiro semestre no futebol brasileiro se encerra. Bernard, que já tem pré-contrato firmado com o Alvinegro, desembarcará na Cidade do Galo em julho.
Foi suado, é verdade, mas o Atlético está na semifinais do Campeonato Mineiro. O destino colocou mais uma vez o América no caminho do Galo, que, por ter campanha pior na fase de classificação, jogará em desvantagem.
Após a vitória sobre o Ipatinga, neste sábado (2), na Arena MRV, na última rodada da primeira fase do Estadual, Felipão fez um balanço do que seu time apresentou até aqui, além de já projetar os clássicos que estão por vir.
O comandante enumera alguns pontos positivos, como equilíbrio na parte física e uma melhora na parte técnica, ao apontar que o Atlético está em uma situação melhor do que imaginava que estaria a essa altura:
“Nós temos a equipe já equilibrada, já montada, uma preparação física adequada e nós vamos ter, provavelmente, quase todos os jogadores à disposição, num nível físico e técnico adequados. Nós erramos, fizemos por merecer as derrotas. Temos que exaltar esse grupo que, há 15 ou 20 dias vem trabalhando muito bem e na sua melhor condição física e técnica, dentro da parte fisiológica que tínhamos que trabalhar e um processo adequado da parte física e agora nós estamos chegando a uma situação na parte técnica. Não vou fazer com que os meus jogadores tenham mais dificuldades por uma razão qualquer, a não ser seguir o que é organizado pela nossa comissão. Nós estamos prontos, bem, numa situação muito melhor do que imaginávamos”.
Desde que assumiu o Alvinegro, Scolari enfrentou o América em tre jogos, todos terminando em empate. No último deles, no sábado passado, Rubens salvou o Galo da derrota no último minuto de partida. O treinador admite dificuldades nos jogos contra o rival, mas garante que o maior de Minas jogará bem nos confrontos que estão por vir:
“Desde o ano passado nós temos dificuldades nos jogos contra o América. Criamos abastante, mas temos dificuldades. Somos sabedores disso. Se nós tivéssemos uma situação melhor, vencido mais um ou dois jogos, a gente estaria em situação de administrar alguma coisa. Agora nós temos que administrar as nossas dificuldades. Vamos administrar. Podem ter certeza que nós vamos jogar, e bem”.
Foto: Pedro Souza / Atlético
Com campanha na fase de classificação inferior à do Coelho, o Alvinegro precisará reverter a vantagem do América, que joga por dois resultados iguais, seja dois empates ou uma vitória e uma derrota pela mesma diferença de saldo. Felipão diz que isso é culpa do próprio Atlético, mas acredita que também podem criar situações de desvantagem para o adversário na briga por uma vaga na final:
“Nós sabemos (que estamos em desvantagem). Nós criamos isso. Nós fomos os responsáveis por isso. Quando eu falo ‘nós’, é o nosso grupo. Agora temos que reverter. Nós sabemos o que temos que fazer e como temos que fazer. Não adianta nós só pensarmos e não conseguirmos. Nós temos algumas condições que poderão ser negativas? Temos. Mas o adversário também tem e nós vamos tentar explorar”.
Mas semifinais, Atlético e América se enfrentam em dois jogos nos próximos dois finais de semana, com datas ainda pendentes de confirmação pela Federação Mineira de Futebol. A primeira partida será na Arena MRV e o jogo que decidirá quem avança será no Independência.
A prata da casa comandou a vitória do Atlético, por 3 a 0, sobre o Ipatinga, na Arena MRV, neste sábado (2), fechando a fase de classificação do Campeonato Mineiro.
Na ausência de Hulk, Paulinho, Saravia, Guilherme Arana e Otávio, que estavam pendurandos, portanto sob risco de suspensão para as semifinais, Felipão deu chances para Cadu – que começou como titular -, Vitor Gabriel, Paulo Vitor e Isaac, que entraram no decorrer da partida, alem de Alisson, que já havia estado no firme titular que enfrentou o América.
E a turma correspondeu. Com passe de Alisson, Cadu marcou seu primeiro gol como jogador profissional. No segundo tempo, o atacante deu a assistência para o gol de Battaglia que fechou a conta. Quem abriu a contagem foi Rubens, já mais consolidado no grupo principal.
Na entrevista coletiva após o apito final, Felipão falou da entrada dos garotos e mais uma vez questionado sobre a possibilidade de dar mais oportunidades para os jovens, o treinador disse que isso depende de uma série de fatores, como os adversários que o Alvinegro terá pela frente, principalmente com o nível de dificuldade aumentando daqui para frente:
“Depende com quem nós vamos jogar. Nós jogamos com River Plate, Flamengo, Corinthians, Grêmio…. É uma situação que temos que pensar. Eles vão ter as chances, receber as chances, acrescentando as chances com a situação de equilíbrio. O Alisson já vem conseguindo, nós vimos que o Paulo Vitor entrou bem, que o Cadu pode receber oportunidades”.
Scolari destaca que esses jovens atletas estão em um processo de ganho de experiência e passando a ter uma maior participação no elenco. Contudo, o treinador diz que eles ainda não devem ser cobrados e responsabilizamos como os mais experientes:
“A gente tem que pensar em não colocar um menino em uma situação ruim. É o que a gente vem fazendo. Nós estamos dando as oportunidades nos treinos e nos jogos, devagar. Nós vamos colocando os jogadores e vamos ganhando mais peças à medida que os jovens vão sendo desenvolvidos. Eles vão ganhando experiência e começando a ter uma participação maior. Não se pode cobrar desses jogadores ou dar responsabilidades para eles, mas aos outros, para que eles entrem normalmente. Eles estão fazendo o papel deles”.
Battaglia e Cadu, o nome do jogo, comemoram o gol que fechou a conta – Foto: Pedro Souza / Atlético
“Nós fizemos a opção hoje porque tínhamos a possibilidade de análise de que esses jogadores poderiam levar um terceiro cartão e contávamos com um jogo em que até o empate classificaria, uma série de coisas. É isso que a gente faz. Nós não vemos o que o torcedor quer, exige ou sonha, nós temos que ser tranquilos na nossa análise, para ir colocando esses meninos quando dá, quando surgir a oportunidade. Pode ser que no jogo da próxima semana, semifinal, algum entre jogando, comece a partida e alguns entrem no jogo. Eles podem definir o jogo para nós. Não quero que o torcedor entenda diferente, mas são jogos e jogos. Tem alguns jogos que temos que ter uma casca maior para enfrentar determinada equipes”.
Com a vitória, o Atlético avançou às semifinais do Estadual para reencontrar o América, em dois jogos nos próximos dois finais de semana, com datas ainda pendentes de confirmação pela Federação Mineira de Futebol. A primeira partida será na Arena MRV e o jogo que decidirá quem avança será no Independência.
Com campanha na fase de classificação inferior à do Coelho, o Alvinegro precisará reverter a vantagem do América, que joga por dois resultados iguais, seja dois empates ou uma vitória e uma derrota pela mesma diferença de saldo.
Foi no ritmo da garotada. Em tarde comandada pela prata da casa na Arena MRV, com gols de Rubens, Cadu e Battaglia, o Atlético bateu o Ipatinga por 3 a 0 no encerramento da fase classificatória do Campeonato Mineiro, garantindo sua vaga no mata-mata, se juntando a Cruzeiro, América e Tombense.
Com a terceira melhor campanha entre os classificados, o Galo voltará a medir forças com o Coelho, desta vez pela semifinal, em dois jogos nos dois próximos finais de semana, com datas ainda pendentes de confirmação pela Federação Mineira de Futebol. A primeira partida será na Arena MRV é o jogo decisivo será no Independência.
Quinteto fora e prata da casa dentro
Com peças importantes entre os pendurados com dois cartões amarelos, Scolari fez quatro mudanças em relação ao time que começou o clássico diante do América, no último sábado (24).
Nas laterais, Saravia e Arana deram lugar a Edenílson e Rubens. Preservando também a dupla de ataque formada por Paulinho e Hulk, Felipão reforçou o meio-campo com Alan Franco e surpreendeu com a entrada do centroavante Cadu, que estreou na temporada. Sob o risco de suspensão nas semifinais, o quarteto, inclusive, ficou fora da relação, assim como o volante Otávio.
Outras surpresas estiveram entre as opções no banco. Também crias da base do Alvinegro, os laterais Júlio César e Vitor Gabriel e os meio-campistas João Rafael e Caio Ribas ganharam sua primeira chance de mostrar serviço para o comandante.
Prata da casa voando
Impulsionado pela animação da garotada em campo, o Galo voou para cima do Ipatinga desde o apito inicial e, logo aos 14 minutos, mostrou a que veio. Em cobrança de escanteio, Igor Gomes colocou a bola na cabeça de Rubens, que abriu a contagem na casa da Massa.
Rubens abriu o placar na Arena – Foto: Pedro Souza / Atlético
Com fome, a turma seguiu pressionando. Após mais algumas boas chegadas, a bola área funcionou para o Galo de novo. Dessa vez na conexão Alisson-Cadu, da direita, o ponta deu bela assistência para Cadu, que explodiu a Massa, realizando seu sonho de criança com seu primeiro gol pelo Atlético.
Cadu realizou seu sonho de criança ao marcar seu primeiro gol pelo Galo – Foto: Pedro Souza / Atlético
Depois dos gols, o Atlético tentou ampliar a vantagem. Com Alisson e Igor Gomes, principalmente, o Alvinegro teve boas oportunidades, mas o jogo foi para o intervalo com a vitória parcial do Galo por 2 a 0. Na volta dos vestiários, o Ipatinga se soltou mais, o que deu mais espaço ao Atlético. Mesmo após a saída de Rubens e Alisson, para a entrada de Patrick e Pedrinho, o Alvinegro manteve o ritmo.
Para fechar a conta
Depois de alguns ensaios para o terceiro, Battaglia deixou o dele. Em trama com Cadu, o argentino arrancou do meio campo, lançou o centroavante na direita, que devolveu na área para o volante ao cumprimentar as redes.
Battaglia e Cadu, o nome do jogo, comemoram o gol que fechou a conta – Foto: Pedro Souza / Atlético
Daí para frente o Galo até teve algumas chances para transformar a vitória em goleada, mas ficou por isso mesmo. No embalo da garotada, deu Galo na cabeça!
FICHA TÉCNICA: Atlético 3×0 Ipatinga Motivo: 8ª rodada da fase de classificação do Campeonato Mineiro Data e Horário: Sábado, 2 de março de 2024 – 16h30 Estádio: Arena MRV Dinheiro do Jogo: 34.988 – R$ 1.521.529,94
ATLÉTICO:
Everson; Edenílson, Bruno Fuchs, Jemerson e Rubens (Patrick – intervalo); Battaglia (Paulo Vitor – 22’ 2º), Alan Franco; Alisson (Pedrinho – intervalo), Gustavo Scarpa (Vitor Gabriel – 41’ 2º) e Igor Gomes (Isaac – 30’ 2º); Cadu. Técnico: Luiz Felipe Scolari
IPATINGA:
Douglas Baldini; Ézio (Raynan – 41’ 2º), Alex Trindade, Nilo e Hebert (Pedrinho – intervalo); Marquinhos Bento, Paranhos (Júlio Simas – 27’ 2º) e Gérson Magrão; Vico (Alex Matos – intervalo), PH e Luís Felipe (Raphael Lopes – intervalo). Técnico: Fábio Braz
ARBITRAGEM: Árbitro: Murilo Francisco Misson Júnior Auxiliares: Pablo Almeida Costa e Leonardo Henrique Pereira VAR: Michel Patrick Costa
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