Bruno Muzzi atualiza andamento das renegociações das dívidas do Atlético
Por: Hugo Fralodeo
No PODFALAGALO 005, Bruno Muzzi, CEO do Atlético e da Arena MRV, revelou os planos para os R$ 340 milhões que serão arrecadados com a venda dos 49,9% restantes da participação do Atlético no shopping Diamond Mall, reiterando que o montante será usado para o pagamento de dívidas onerosas. Ele revelou já ter um estudo para o plano de pagamentos e que o foco principal é atacar as dívidas bancárias, ainda que citasse o incomodo com as dívidas com outros clubes e agentes de jogadores.
Na última quinta-feira (1º), o CEO falou sobre o andamento das renegociações dessas dívidas, em entrevista no podcast do portal Superesportes. Muzzi lembra que o Atlético ainda não recebeu qualquer valor pela venda do shopping, que ainda se encontra em processo de finalização, mas revelou que já há conversas no sentido de negociar com os credores:
“A única coisa que a gente tem em mãos é a manifestação da Multiplan de que vai exercer. Atualmente, a Multiplan e o Atlético, com seus assessores jurídicos, estão conversando, fazendo a diligência interna da venda. Então, a gente ainda não tem nenhum recurso disponível para o Atlético. O que a gente começou é a conversar já com os bancos e com outros agentes. Mas a gente precisa ter um pouco mais de definição de quando esse dinheiro estará disponível para que a gente possa aprofundar ainda mais nessas discussões”.
Então, Muzzi voltou a afirmar que a prioridade é mesmo sanar as dívidas bancárias:
“Estamos exatamente nessa fase: começando a conversar com cada um e trabalhando firme para que a gente possa ter a conclusão da operação, e aí tem muitos detalhes técnicos. Priorizamos os acordos com os bancos, por causa das taxas de juros. O ideal é que a gente converse com os bancos, consiga reperfilar o endividamento, diminuí-lo”.
Questionado sobre quanto da dívida poderia ser quitado com esses recursos, Muzzi preferiu não falar em números, mas garante que o Atlético tentará negociar ao máximo com os credores:
“Vai depender muito das negociações. Eu acho que, com os bancos, a chance é muito pequena. Por exemplo: você deve 50 milhões e quer pagar 30. Nós vamos tentar quitar os bancos, renegociar o máximo possível e tentar acertar com os agentes os melhores acordos possíveis”.