‘Nesse dia de Galo’ Marques era anunciado como novo diretor de futebol do Atlético
Foto: Reprodução
Matéria: Danielly Camargos
Em um período em que o Galo não havia fechado nenhum contrato para o ano de 2019, nem comunicado nenhuma saída. O nome de Marques, ex-jogador, foi confirmado como diretor de futebol do Galo nos meses finais de 2018.
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Após a saída de Alexandre Gallo, Marques assumiu como diretor de futebol interino. Sem sucesso por parte do presidente, Sérgio Sette Câmara, em contratar outros nomes para o cargo, como Rodrigo Caetano, que estava há poucos meses no Internacional, o Xodó da Massa se tornou o novo diretor efetivamente.
“Ele é um cara que é do Atlético, que tem toda a identidade, e um sujeito que dispensa comentários. Ele goza da minha confiança. O Marques está indo bem”, declarou o presidente Sette Câmara.
Em sua gestão, Marques adotou um comportamento contrário ao de sua época como jogador. Acostumado à rapidez dentro das quatro linhas, fora dela seu comportamento era calmo. Ele optou por trabalhar em silêncio, junto a direção, para evitar especulações de possíveis contratações.
Durante sua passagem como diretor de futebol foi um dos responsáveis pela contratação de Maicon Bolt, no início de 2019. O jogador não correspondeu às expectativas da Massa e deixou o clube no ano seguinte por meio de uma rescisão contratual, gerando uma disputa jurídica e um prejuízo de mais de R$ 7 milhões pagos ao atleta.
Em entrevista ao podcast do portal Fala Galo, Marques lembrou do início promissor de Bolt no Atlético e enfatizou que as lesões prejudicaram seu desempenho:
“Ele fez um ou outro gol no início da trajetória. Depois que vieram as lesões, ele jamais foi o Bolt que a gente imaginava que seria”, ressaltou Marques.
O ex-jogador foi fortemente criticado pela sua atuação na diretoria alvinegra e saiu em pouco tempo. Em abril de 2019, Rui Costa assumiu o cargo de diretor de futebol no lugar de Marques, que passou a exercer a função de gerente de futebol.
Em um dos piores momentos do Galo na década, Marques e Rui Costa foram demitidos após a eliminação do time para o Afogados na segunda fase da Copa do Brasil, em 2020.
Considerado ídolo no Atlético, Marques deixa o clube tendo exercido três funções diferentes em dois anos: coordenador da base, diretor de futebol e gerente de futebol na gestão Sette Câmara.
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