Turco revela papo com amigo Coudet e lamenta pouco tempo no Atlético
Por: Hugo Fralodeo
Entre Chacho Coudet e Turco Mohamed no comando técnico do Atlético houve Cuca. Porém, entre o atual comandante e o ex-treinador do Galo, além do fato em comum de terem ocupado o mesmo cargo, há a amizade.
Em entrevista ao ge, Turco contou mais sobre a conversa que teve com amigo Chacho antes dele desembarcar na Cidade do Galo, além de revelar que o próprio deu referências a ele sobre o futebol brasileiro e também sobre Rodrigo Caetano e Cristiano Nunes, antes de Mohamed assinar com o Atlético, no início de 2022. Tony, inclusive, lamenta o fato de ter tido pouco tempo para trabalhar com a equipe.
Turco conta que recorreu a Chacho antes de acertar com o Atlético, haja vista que Coudet já havia trabalhado com Caetano e Cristiano Nunes, preparador físico, em sua primeira experiência no futebol brasileiro, no Internacional, em 2020:
“Quando eu fui ao Brasil, falei muito com o Chacho. Ele trabalhava na Espanha, no Celta de Vigo. Ele havia trabalhado com o Rodrigo Caetano. O Chacho explicou pra mim como todos eram. Preparadores físicos, todos. Cristiano (Nunes), top. Grande pessoa, grande preparador físico. Chacho me deu todas as recomendações de Caetano e Cristiano. E assim foram duas grandes pessoas”.
O papo também aconteceu em vias contrárias, Mohamed revela que voltou a conversar com o amigo pouco antes de Coudet fechar com o Galo. Ele ainda afirma que seu compatriota tem tudo para fazer bom ano:
“Agora, em dezembro, ele falou comigo, fizemos uma chamada, e falamos do Atlético, me perguntou da instituição, do clube, de todos, os conselhos, armou a equipe do seu gosto, e agora está aí trabalhando forte para um grande temporada”.
Antonio Mohamed teve 45 jogos a frente do Atlético e conquistou o Campeonato Mineiro e a Supercopa do Brasil durante sua curta passagem pela Cidade do Galo. O treinador argentino, que ficou muito marcado pela queda diante do Flamengo nas oitavas da Copa do Brasil, lamenta o pouco tempo de trabalho no Clube:
“Poderia ter ficado mais tempo no Brasil, ter mais oportunidade de armar a equipe, fazer uma pré-temporada, foi tudo muito rápido, cheguei em 3 de fevereiro, jogamos em 17, uma equipe campeã que não podia modificar muito”.
Turco atribui à responsabilidade de dirigir um time campeão e substituir Cuca, o maior técnico da história do Atlético, em sua visão, como os grandes fatores para sua queda. Porém, o treinador revela a torcida para o amigo Chacho trilhar um melhor caminho:
“Não é normal que um treinador não fique em um time campeão, não é normal, tive que lidar com toda essa reponsabilidade. Saiu Cuca, o maior técnico da história. Turco não era conhecido aqui no Brasil. Bom, tentamos fazer nosso melhor. Tudo acabou rapidamente. Agora, desejo o melhor pro Chacho como torcedor e amigo”.
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Foto: Pedro Souza/Atlético