Segundo Bruno Muzzi, Atlético ainda precisa somar mais R$ 40 milhões em vendas de jogadores
Por: Hugo Fralodeo
No orçamento para 2022, a diretoria do Atlético previa que o clube deveria arrecadar ao menos R$ 140 milhões com a negociação de jogadores, seja em definitivo, ou por meio de empréstimos. Com 13 operações, envolvendo 12 atletas, o Galo já soma cerca de R$ 100 milhões. Portanto, há ainda um déficit de R$ 40 milhões.
Era acordo com Bruno Muzzi, CEO do clube, em entrevista ao portal Superesportes, o Atlético realmente precisa alcançar esses números estimados, para que a conta feche no final do ano:
“Venda de jogadores a gente precisa. Pelo menos mais R$ 40 milhões. A gente precisa apertar essa linha. Este ano será muito difícil. É um ano que a gente precisa fazer vendas de jogadores para cumprir os orçamentos”.
Isso vai de encontro ao que o presidente Sérgio Coelho já tinha declarado no início da semana, em participação no programa ‘Mesa Redonda’, da rádio Itatiaia:
“Tínhamos uma previsão de vender R$ 140 milhões em jogadores. Já vendemos bem próximo de R$ 150 milhões. Mas a venda do Junior Alonso iniciou no ano passado, então contabilizamos no ano passado. Estamos com um déficit. Precisamos vender um pouco, sim. É inevitável, se houver uma proposta boa para o clube e para o jogador”.
‘QUESTÃO ALONSO’
A meta já teria sido alcançada com a venda de Junior Alonso ao Krasnodar, da Rússia. Entretanto, como revelado pelo presidente, a venda do xerife, fechada em janeiro, e que rendeu cerca de R$ 47 milhões aos cofres do Atlético, foi contabilizada no balanço de 2021, portanto, não entra na conta.
PREVISÃO PODE SER REAJUSTADA
Com o insucesso esportivo na temporada, o Atlético também apresenta déficit financeiro em retaliação ao orçado, quando é levado em conta outras fontes de receita quero clube deixou de ter, como a arrecadação com bilheteria e premiações que não terá mais por conta das eliminações na Libertadores e na Copa do Brasil. Portanto, Muzzi justifica o possível reajuste da meta:
“Foram premissadas lá atrás as performances esportivas de Libertadores, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro. Libertadores, atingiu, mas você deixa bilheteria e premiação para trás; Copa do Brasil, você de fato perde um pouco; a parte de Campeonato Brasileiro vai ficar muito próximo, porém você perde bilheteria. A parte de patrocínios anda em linha, a parte de transmissão anda em linha”.
Porém, com o fechamento das principais janelas de transferências no mercado europeu, na noite de quinta-feira (1), e segundo afirma o diretor de futebol do Atlético, Rodrigo Caetano, sobretudo pela prioridade ser o campo, essas operações deverão ficar para o fim da temporada.
NEGOCIAÇÕES DO ATLÉTICO EM 2022:
Marquinhos – vendido ao Ferencvárosi (R$ 10 milhões – manteve 25%)
Nathan – emprestado ao Fluminense (R$ 1 milhão)
Alan Franco – empréstimo ao Charlotte-EUA (R$ 825 mil) + empréstimo ao Talleres-ARG (R$ 825 mil)
Hyoran – empréstimo ao RB Bragantino (R$ 500 mil)
Vitor Mendes – empréstimo ao Juventude (R$ 500 mil)
Daniel Penha – empréstimo ao Daegu (R$ 550 mil)
Maílton – vendido ao Metalist (R$ 3,5 milhões – manteve 10%)
Sávio – vendido ao City Football Group (R$ 40 milhões + possíveis bônus – manteve 12,5%)
Dylan Borrero – vendido ao New England Revolution (R$ 20 milhões + possíveis bônus – manteve 20%)
Savarino – vendido ao Real Salt Lake (R$ 12,4 milhões – manteve 20%)
Guilherme Castilho – vendido ao Ceará (R$ 9,65 – manteve 20%)
Zé Welison – vendido ao Fortaleza (R$ 1,25 milhão – manteve 25%)
*Cerca de R$ 2,3 milhões foram arrecadados por meio do mecanismo de solidariedade da FIFA:
Bremer – do Torino para a Juventus (R$ 1,45 milhão)
João Pedro – do Cagliari para o Fenerbahçe (R$ 465 mil)
Bruno Tabata – do Sporting para o Palmeiras (R$ 430 mil)