Todo atleticano sempre faz referência ao 9 a 2 comandado pelo Trio Maldito de Mário de Castro, Jairo e Saíd no bicampeonato mineiro de 1927, mas não para por aí.
O Alvinegro já fez goleadas acachapantes no time do Barro Preto, algumas delas emblemáticas e com registros documentados na própria enciclopédia do time azul.
O 6 a 1, tão comemorado pelo torcedor cruzeirense, já foi construído em duas oportunidades pelo Atlético. A primeira foi em 21 de junho de 1936 no Estádio do Barro Preto, em um jogo com muita confusão, briga e expulsões, válido pelo Campeonato Mineiro que teve o Alvinegro se sagrando campeão.
O jogo foi histórico porque o Galo tinha a lenda Guará como atacante. O “Perigo Loiro”, como era chamado, fez três gols, Elair, Paulista e Sandro completaram para o Galo. Niginho fez o tento de honra para o Cruzeiro. O fato especial da peleja ficou por conta de Said, que era o treinador do Atlético e que tinha jogado o famoso 9 a 2.
O outro 6 a 1 do Galudo ocorreu em 27 de maio de 1942, num amistoso realizado no Estádio Antônio Carlos. O Galo também foi campeão naquela temporada. Os tentos alvinegros foram marcados por Baiano (2x), Hamilton, Gérson (contra) e Tião (2x). Nogueirinha descontou para os azuis.
Já em 1947, mais precisamente no dia 7 de dezembro, o Galo faz mais um “seis”, desta vez um 6 a 2 contundente num amistoso no Estadinho da Colina, o Antônio Carlos. Adelino (contra), Lucas (2x) , Lêro, Carlyle e Xavier marcaram pelo CAM e Guerino e Helvécio descontaram para o CEC.
Muito além do “9”, o Galo é o pai do Superclássico, revirando ou “desvirando” as estatísticas está tudo documentado.
Considerado uma das grandes joias das categorias de base do Atlético, o atacante Gabriel Veneno, de 16 anos, está relacionado para o clássico contra o Cruzeiro, quarta-feira (15), na Arena MRV, em Belo Horizonte.
Gabriel Veneno ficou fora do primeiro jogo da decisão do Campeonato Brasileiro Sub-17, onde o Galinho acabou sendo goleado pelo Grêmio por 4 a 1 em Porto Alegre. O atacante já foi relacionado para alguns jogos do Maior de Minas, mas ainda não fez sua estreia.
DUELO DOS OPOSTOS
Enquanto o Atlético ocupa a 14ª colocação da Série A do Campeonato Brasileiro, brigando para se afastar ainda mais da zona de rebaixamento, o Cruzeiro ocupa a terceira colocação da competição e segue na briga pelo título contra Palmeiras e Flamengo.
Nesta quarta-feira (15/10), o Maior de Minas recebe o Cruzeiro na Arena MRV, em Belo Horizonte, em jogo válido pela 28ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro.
A partida acontecerá às 21h30 (de Brasilia) e em parcial divulgada pelo Atlético, mais de 26 mil bilhetes já foram comercializados.
Logo após a aprovação do projeto do Museu do Galo, que aconteceu na última segunda-feira (13), na Sede de Lourdes, o diretor de futebol Victor Bagy, afirmou que o clube foi até à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) alertar o departamento de arbitragem sobre a perseguição que o atacante Hulk tem recebido dos árbitros brasileiros.
“A gente está muito vigilante em relação a isso. Inclusive, já conversando com o departamento de arbitragem da CBF, demonstrando essa preocupação. A gente sabe da importância do Hulk, da capacidade dele. Até da experiência que ele tem para que isso não tire o foco do que é mais importante, que é jogar futebol”, disse Victor.
Victor Bagy citou duas situações envolvendo a arbitragem e o atacante alvinegro. Primeiro, o ex-goleiro falou sobre o cartão amarelo recebido contra o Mirassol, por reclamação. No lance, Hulk cobrou que o árbitro Rafael Klein parasse o jogo para o atendimento do atacante Júnior Santos, que estava caído no gramado da Arena MRV.
Outra situação mencionada por Victor, é o lance na partida contra o Sport Recife, já no fim do jogo, onde o árbitro Alex Gomes Stefano entendeu que Hulk tentou tirar vantagem ao simular um pênalti. Por esse lance, o camisa 7 acabou recebendo o cartão amarelo.
“A gente percebe uma predisposição maior em relação à disciplina quando se trata do Hulk. O cartão que ele leva ali contra o Mirassol. Depois, o próprio cartão amarelo que ele leva agora contra o Sport. Até não sei se era um lance de pênalti, mas existe um contato, não há simulação. Então, acho que há sim um excesso de rigor contra o Hulk”, acrescentou Victor.
Conhecido do público atleticano, e eternizado em música pelo épico gol de costas no arqueiro Fábio, Vanderlei está precisando de apoio financeiro para a realização de uma cirurgia no joelho, mais precisamente uma artroscopia.
Em campanha iniciada pelo jornalista Fael Lima nas redes sociais, com a permissão do ex-atacante, o atleticano da bancada da Alterosa divulgou a chave Pix para a vaquinha, que também está disponível abaixo:
Vanderlei José Alves Chave Pix: 024.864.209-08 Nubank
Vanderlei jogou pelo Galo entre os anos de 2007 e 2008, marcou 15 gols em 60 partidas e foi campeão mineiro de 2007. O artilheiro deixou sua marca indelével ao fazer o histórico quarto gol quando o goleiro cruzeirense estava, ainda de costas, inconformado por ter tomado o terceiro gol – feito por Marcinho de pênalti – na vitória acachapante do Galo por 4 a 0 no primeiro jogo daquela final contra o Cruzeiro.
No segundo jogo da série de amistoso da Seleção Paraguaia em solo asiático, o zagueiro Junior Alonso, do Atlético, acabou saindo como um dos vilões na derrota da equipe treinada pelo argentino Gustavo Alfar por 2 a 0 contra a Coreia do Sul.
Aos 15 minutos do primeiro tempo, o zagueiro alvinegro tentou afastar o cruzamento feito por Hwang In-Beom, mas acabou dando uma linda assistência para o meia-atacante Ji-Sung Eom estufar as redes do goleiro Orlando Gill.
Por: Gustavo Lopes Pieres de Souza / @gustavolpsouza Doutor em Direito e Mestre em Direito Desportivo
Há uma máxima no futebol que diz que um clube que não conhece sua história corre o risco de vê-la ser contada por outros. E quando se trata do Atlético Mineiro, falar em história é falar em pioneirismo, superação e glória.
Poucos clubes no Brasil têm uma trajetória tão rica e tão negligenciada, inclusive por seus próprios dirigentes e torcedores.
É hora de o Galo fazer justiça à sua grandeza — e isso começa pelo resgate e valorização institucional de suas conquistas históricas, muitas das quais possuem peso técnico, simbólico e jurídico que vão muito além do que se reconhece oficialmente hoje.
Em 1978, o Atlético ergueu a Copa dos Campeões do Brasil, competição oficial organizada pela Confederação Brasileira de Desportos (CBD) — a mesma entidade que, até 1979, comandava o futebol brasileiro e antecedeu a CBF. O Galo foi p último campeão nacional sob a jurisdição da CBD.A competição reuniu os campeões brasileiros e teve caráter oficial nacional. O Galo conquistou o título de forma incontestável ao vencer o São Paulo (atual campeão brasileiro) na final, somando mais um troféu reconhecido pela própria CBD.
Hoje, enquanto clubes brasileiros disputam a narrativa de títulos unificados e “oficializados retroativamente”, o Atlético já detém uma taça legitimamente oficial, mas que ainda não recebe o devido destaque em sua galeria histórica.
O Atlético foi bicampeão da Copa Conmebol, em 1992 e 1997. A Conmebol, confederação continental filiada à FIFA, organizava a competição como o a Copa da UEFA, segundo torneio mais importante das Américas, antecedendo a atual Copa Sul-Americana.Esses títulos, portanto, são oficiais e continentais, reconhecidos pela própria entidade que rege o futebol sul-americano.
O Galo, com esses dois troféus, é um dos poucos clubes do continente a ter conquistas internacionais oficiais antes mesmo da era moderna das competições da Conmebol — prova de uma tradição que precisa ser institucionalmente reforçada, celebrada e ensinada.
E então chegamos à Copa Centenário de Belo Horizonte, torneio que coroou o Galo como campeão internacional no ano em que a capital mineira completava cem anos.
Diferentemente dos torneios amistosos de verão, a Copa Centenário de Belo Horizonte foi oficialmente organizada e homologada pela Federação Mineira de Futebol (FMF) — entidade filiada à CBF e, portanto, integrante da estrutura da FIFA.
O torneio contou com clubes brasileiros — América, Corinthians, Cruzeiro e Flamengo — além de representantes de diferentes federações e confederações: o Olimpia (Paraguai), representante da CONMEBOL, e as equipes europeias Milan (Itália) e Benfica (Portugal).
Essa combinação conferiu à competição caráter intercontinental, nos moldes que hoje sustentam torneios como a Suruga Bank Championship, atual Levain Cup–Sul-Americana Final, co-organizada pela CONMEBOL e pela JFA (Federação Japonesa de Futebol).
Assim, pelo critério técnico da composição interconfederativa e pela oficialidade federativa, a Copa Centenário enquadra-se, de fato, como um título intercontinental oficial.
A vitória sobre o Cruzeiro, na final, por 2 a 1, consolidou mais uma conquista internacional — uma taça que o clube deve valorizar, documentar e buscar reconhecimento ampliado junto à CBF e à CONMEBOL, à semelhança do processo de reconhecimento retroativo da Copa Rio de 1951, que a FIFA hoje descreve como “o primeiro torneio intercontinental de clubes”.
Portanto, a Copa Centenário foi organizada por federação filiada à CBF/FIFA, o que a torna oficial dentro da pirâmide esportiva. Houve clubes da CONMEBOL e da UEFA, satisfazendo a definição objetiva de competição intercontinental.
A FIFA reconheceu a Copa Rio e a antiga Copa Intercontinental (1960–2004) como mundiais; logo, é plenamente possível pleitear o reconhecimento formal pela CONMEBOL.
Regulamento, arbitragem, súmulas e a própria final confirmam que não se tratou de torneio amistoso, mas sim de competição oficial federativa.
O Clube Atlético Mineiro tem uma história que ultrapassa o campo. Seus títulos não são apenas troféus: são símbolos de liderança esportiva, pioneirismo e identidade.
Por isso, é essencial que o clube, sua torcida e sua diretoria assumam o compromisso de documentar e reivindicar oficialmente o reconhecimento da Copa Centenário como título intercontinental, reafirmando o papel do Galo como um dos maiores clubes do futebol mundial — e não apenas do Brasil.
O Galo é bicampeão continental, campeão nacional de 1971, detentor da Copa dos Campeões de 1978 e, sim, campeão intercontinental da Copa Centenário de Belo Horizonte.Chegou a hora de dizer isso em alto e bom som — e de fazer com que o mundo saiba.
**Texto opinativo, de total responsabilidade do autor.
Na próxima quarta-feira (15), o Maior de Minas recebe o Cruzeiro em jogo válido pela 28ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro, em um dos clássicos mais importantes do futebol Sul-Americano.
Para o duelo, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou a esclala completa de árbitros. O apito será comandado pelo mineiro Paulo César Zanovelli, já os auxiliares serão Bruno Boschilia, da Federação Parananese e Rafael da Silva Alves, da Federação Gaúcha. O VAR será comandado por Rodrigo D’Alonso Ferreira, da Federação Catarinense.
Por: Angel Baldo Foto: Reprodução Independiente del Valle
Adversário do Atlético nas semifinais da Copa Conmebol Sul-Americana, o Independiente del Valle, foi derrotado em casa pela Universidad Cátolica por 2 a 1 e deu adeus a Copa do Equador.
O Independiente del Valle saiu na frente com Michael Hoyos aos 20 minutos do primeiro tempo, mas acabou sofrendo a virada ainda no primeiro com dois gols de Mauricio Alonso – o primeiro aos 32 minutos e o segundo aos 38.
Atlético e del Valle abrem a série de dois jogos no próximo dia 21/10, às 21h30 (de Brasília), no Estádio Banco Guayaquil, em Quito. O jogo da volta acontecerá no dia 28/10, no mesmo horário, na Arena MRV, em Belo Horizonte.
O técnico Jorge Sampaoli terá um problemão para escalar o sistema defensivo do Maior de Minas no clássico contra o Cruzeiro, na próxima quarta-feira (15/10), em jogo válido pela 28ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. A partida acontecerá às 21h30 (de Brasília), na Arena MRV, em Belo Horizonte.
Com Lyanco lesionado, Junior Alonso com a seleção paraguaia e Vitor Hugo suspenso pelo terceiro cartão amarelo, o diretor de futebol Victor Bagy, que esteve presente na Sede de Lourdes, revelou que o clube avalia a possibilidade de contar com o chileno Iván Román, de 19 anos e que foi dispensado da seleção chilena após fratura do escafoide (um osso localizado na base do punho) da mão esquerda.
“O Iván (Román) a gente sabe que é um jogador importante, com grande projeção, já tem demonstrado virtudes e competências quando solicitado. Esse é um assunto que a gente deixa mais direcionado à parte médica. Ele está sendo avaliado para ver se existe a possibilidade”, disse Victor.
“Fato é que ele tem algo na mão que o incomoda, que gera dor, mas em um momento importante, de clássico, acho que riscos e sacrifícios são pontos a serem considerados. Estamos avaliando, temos dois dias até o clássico. Até pela necessidade a gente não pode descartar a possibilidade de ele jogar. É uma decisão médica que a gente respeita, mas estamos tentando acelerar o processo para que ele possa estar em condições”, finalizou Victor.
ATLÉTICO EM SILÊNCIO
Assim que Iván Román foi cortado da seleção chilena, o Atlético manteve silêncio sobre a situação do zagueiro. Até os fotográfos foram orientados a não fotografarem o defensor.
OPÇÕES PARA O CLÁSSICO
O técnico argentino conta apenas com Ruan Tressoldi e Vitão Fernandes como zagueiros de ofício. Outras possibilidades que surgem são: utilização de Renzo Saravia como um zagueiro pela direita e Fausto Vera como um zagueiro central. Em ambos os casos, formando uma linha de três na zaga.
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