Sofrendo por conta dos destaleis nas últimas partidas, Gabriel Milito terá mais problemas para o próximo compromisso do Atlético. O atacante Alisson sofreu uma entorse no tornozelo esquerdo no empate por 1 a 1 com o Fortaleza, nesse domingo (23), na Arena MRV, e engorda a lista de baixas do comandante, que já tem os lesionado Rubens e Otávio, e os selecionáveis Guilherme Arana, Alan Franco e Vargas.
O prata da casa começou a partida no banco de reservas e foi acionado ainda aos 23 minutos da primeira etapa, substituindo Saravia – que também preocupa -, e se machucou após entrada do meia-atacante Tomás Pochettino, aos 10 minutos do segundo tempo.
Ele até tentou permanecer, mas deixou o campo e iniciou imediatamente o tratamento. Não há previsão de retorno, mas é certo que Alisson não estará disponível para a partida diante do Internacional, na quarta-feira (26), às 21h30, no estádio Heriberto Hülse, em Criciúma, pela 12ª rodada do certame.
Lista pode aumentar
Outra baixa confirmada é o meio-campista Igor Gomes, que chegou ao terceiro cartão ao ser amarelado na partida. O camisa 17 foi advertido já na reta final da primeira etapa, quando o placar era desfavorável ao Alvinegro, quando parou um contragolpe do Leão.
Um alento para o comandante será a volta do artilheiro Hulk. O camisa 7, que já não havia enfrentado o Vitória suspenso por sua expulsão na derrota sofrida para o Palmeiras, foi liberado para viajar aos Estados Unidos e acompanhar o nascimento de sua filha, no último sábado (23), será reforço.
Um dos principais destaques de Gabriel Milito em seu início avassalador no Atlético, o meia Gustavo Scarpa caiu de rendimento em meio ao mau momento coletivo. Um dos fatores que explica a menor influência no jogo é o posicionamento que mudou. Mais participativo quando atuava pela direita, por conta dos destaleis, o camisa 6 foi obrigado a inverter o lado.
Cobrado em relação à mudança, em sua entrevista coletiva após o empate por 1 a 1 com o Fortaleza, neste domingo (23), o Mariscal justificou a opção. Apesar de concordar que o meia entrega mais atuando no seu lado preferido, o comandante lembra que não tem Guilherme Arana – cedido à Seleção Brasileira – e Rubens – lesionado – para justificar a opção por utilizar Scarpa na outra ala:
“Se tivesse o Arana, o Rubens… Vocês perguntam sobre o Scarpa pela direita. A Massa me pede o Scarpa pela direita. Estou de acordo com vocês. O Gustavo faz a diferença pelo lado dele, pela direita. Até aí, estamos de acordo. Agora, vamos jogar com um jogador a menos para Scarpa poder jogar ali? Quem joga pela esquerda? Temos que nos armar com o que temos, mas eu não sou o louco que vai falar: ‘O Scarpa não vai jogar mais pela esquerda’. Não, eu gosto mais dele pela direita. Mas quem vai jogar lá? O Arana, que está na Seleção Brasileira? Se o Arana estivesse ali, o Scarpa poderia jogar pela direita. O Rubens está? Não está. Então, quem joga ali? Entende o que eu estou falando?”
Foto: Pedro Souza / Atlético
“Eu concordo que o Scarpa jogando pela direita foi um jogador muito importante, fez gols, deu assistências, mas não tem jogador para esse lugar. Eu gostaria de ter uma opção para fazer o Scarpa jogar na direita. Eu acredito que o melhor para se jogar pela esquerda é o Gustavo. São poucos jogadores que fazem cruzamentos como Scarpa. Os cruzamentos e a posição do Scarpa, pela esquerda, vão ter muito mais valor se terminarem em gols. Agora, os cruzamentos dele são os melhores do futebol brasileiro. Não conheço um jogador que jogue pela esquerda e cruze igual a ele”.
Até o empate por 1 a 1 com o Bahia, no último dia 2 de junho, quando o Alvinegro ainda contava com Arana, Scarpa participou de 11 gols – seis tentos e cinco assistências – em 15 jogos sob o comando de Milito, atuando quase sempre pelo lado direito.
De lá para cá, o meia, que passou cinco jogos sem contribuir com números decisivos, foi às redes apenas na derrota para o Vitória, na última quinta-feira (23), cobrando pênalti, na única partida que jogou pelo lado preferido no recorte. Porém, foi pelo lado esquerdo onde o Leão construiu seus quatro gols no Barradão, o que fez com que Milito o escalasse novamente por ali neste domingo.
Bastante emocionado, o goleiro Everson desabafou na zona mista da Arena MRV após o empate por 1 a 1 entre Atlético e Fortaleza, neste domingo, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Criticado por parte da Massa devido aos gols sofridos nas partidas contra Bahia, RB Bragantino, Vitória e nesta noite, todos em chutes de fora da área, o Paredão não conteve as lágrimas ao atender a imprensa:
“Foi contra o Bahia, contra o Fortaleza. Os atacantes tiveram o mérito de finalizar bem. Talvez se eu estivesse um passo para frente ou para trás, tomaria o gol do mesmo jeito. Estou aqui há três anos e meio e nunca fugi da minha responsabilidade. Vou chegar a quatro anos aqui, passaram seis treinadores e todos me colocaram como titular. Por mais que sei que não agrado 100% da torcida, eu trabalho pra caralho para estar aqui, me sacrifico pra caralho”.
Lamentando a perseguição de alguns torcedores, Everson revela que quase não foi a campo por conta de dores que vem sofrendo nos dedos:
“Desculpa, mas sempre tem (perseguição). Ninguém sabe o sacrifício que fiz para jogar hoje, foi difícil pra caralho. Estou cheio de dor. Mas, enquanto for suportável e eu aguentar a dor, eu vou jogar. (…) Estou jogando no sacrifício. Estou com os dedos luxados, meus dedos não estavam fechando até ontem. Fiz todo o esforço e sacrifício possível. (…) Ano passado eu passei por isso e terminei como um dos melhores goleiros da competição, ajudando a equipe no segundo turno, fazendo grandes defesas. Sempre jogando em alto nível. Quando eu erro, eu assumo a responsabilidade. O momento é difícil, tenho que ter a cabeça boa. Deito com a consciência limpa de que estou fazendo o meu trabalho, o máximo que posso para ajudar o clube. Me sacrifico para isso. Enquanto eu tiver forças para continuar me sacrificando, dando minha parcela de contribuição, ajudando a equipe, eu vou. Se por acaso o treinador, a diretoria, acharem que eu não estou me ajudando, eles vão ser os responsáveis pela minha saída. Eu não sou de largar o bastão não. Eu trabalho pra caramba. Eu quanto eu puder e tiver forças para trabalhar e aguentar as dores, eu vou trabalhar. Durante a semana, o professor vai escolher o melhor. Venho tendo esse prazer há quase quatro anos no Clube, representando o torcedor dentro de campo”.
Finalizando, o goleiro prega superação, se desculpa pelo desabafo e assume sua parcela de responsabilidade no mau momento atravessado pelo Atlético:
“Peço desculpas pelo desabafo. Quem gosta do meu trabalho não gostaria de me ver nessa situação, chorando. Bola para frente, quarta-feira tem mais um jogo. Tem que trabalhar para dar a volta por cima, mesmo com todas as dificuldades e adversidades. Um cara para chegar no alto nível, nunca chega aqui à toa, por indicação. É por trabalho. No alto nível você vai sofrer um pouco, mas, lá na frente vai ser valioso essa certa perseguição, esse sofrimento, mas vamos passar por cima disso mais uma vez. (…) Não quero que o torcedor me isente por eu estar jogando no sacrifício. Não quero isenção de culpa. Assumo toda a minha responsabilidade”.
Milito apoia o goleiro
Em sua entrevista coletiva após a partida, o comandante Gabriel Milito prestou apoio ao seu “titular indiscutível”:
“O Everson é nosso goleiro titular, indiscutivelmente. Ele tem todo o meu apoio, estou muito feliz com ele. Hoje, ele fez um grande esforço para jogar, porque tinha uma inflamação no dedo. É um goleiro muito bom. Conversaremos para que ele esteja tranquilo e ele sabe o que penso e o que os companheiros pensam dele. É um grandíssimo goleiro”.
Na atual temporada, Everson foi titular da meta em 29 dos 30 jogos disputados pelo Alvinegro, ficando de fora apenas da derrota sofrida para o Palmeiras, quando cumpriu suspensão pelo acúmulo de cartões amarelos e foi substituído pelo seu reserva imediato, Matheus Mendes. Foram 28 gols sofridos e 11 partidas sem ser vazado no recorte.
A má fase do Atlético não acaba. Depois de sair atrás do Fortaleza, na noite que, mesmo com a apresentação oficial de Bernard à Massa e à imprensa, registrou o menor público recebido na Arena MRV, o Alvinegro conseguiu empatar com gol de Paulinho, mas não passou disso, emendando o terceiro jogo consecutivo sem vencer no Brasileirão.
Agora com 14 pontos conquistados, o Alvinegro fecha a 11ª rodada na 10ª posição da tabela de classificação, a quatro pontos do G6 e a seis do G4. Na 12ª rodada, a parada é diante do Internacional, no estádio Heriberto Hülse, em Criciúma, na quarta-feira (26), às 21h30.
FICHA TÉCNICA: Atlético 1×1 Fortaleza Motivo: 11ª rodada do Campeonato Brasileiro Data e Horário: Domingo, 23 de junho de 2024 – 18h30 Estádio: Arena MRV Dinheiro do Jogo: 20.089 – R$ 1.089.269,92
ATLÉTICO:
Everson; Bruno Fuchs, Igor Rabello (Mariano – 34’ 2º) e Mauricio Lemos (Rômulo – 23’ 1º); Saravia (Alisson – 23’ 1º, depois Palacios – 12’ 2º), Zaracho (Pedrinho – 34’ 2º), Battaglia, Igor Gomes e Gustavo Scarpa; Paulinho e Cadu. Técnico: Gabriel Milito
FORTALEZA:
João Ricardo; Tinga, Emanuel Brítez, Titi e Felipe Jonatan (Bruno Pacheco – 31’ 2º); Pedro Augusto, Hércules (José Welison – 16’ 2º) e Tomás Pochettino (Emmanuel Martínez – 16’ 2º); Yago Pikachu (Calebe – 32’ 2º, depois Pedro Rocha – 42’ 2º), Breno Lopes e Renato Kayzer. Técnico: Juan Pablo Vojvoda
ARBITRAGEM: Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza (SP – FIFA) Auxiliares: Alex Ang Ribeiro (SP -FIFA) e Luiz Alberto Andrini Nogueira (PE) VAR: Daiane Muniz (SP – FIFA)
O gol de Paulinho que empatou a parada para o Galo diante do Fortaleza, neste domingo (23), na Arena MRV, serviu para o atacante atingir mais uma importantíssima marca pelo Alvinegro.
Com seu 11º gol na temporada, o 13º na casa da Massa, o camisa 10, artilheiro do elenco no ano, chegou ao seu 42º tento com o Manto, empatando com o os centroavantes Fred e Lucas Pratto na sétima posição da lista dos maiores artilheiros do Clube no século XXI.
Como próximo alvo, o Arqueiro mira o atacante Éder Luís, que soma 43. Se repetir ou se aproximar do número de bolas na rede que colocou em 2023, ele pode alcançar o top-4, que tem os ídolos Marques, Guilherme, Hulk e Diego Tardelli.
Goleador máximo da edição passada do Brasileirão, Paulinho chegou ao seu 24º gol pelo Galo no certame nacional e subiu também no ranking dos maiores artilheiros do Clube na era dos pontos corridos, empatando com Fred e Luan na quarta posição.
Olhando para cima, Paulinho pode até chegar ao pódio neste ano. O artilheiro está a dois de Leonardo Silva, que figura abaixo apenas de Hulk e Diego Tardelli.
🐔 Maiores artilheiros do Atlético na era dos pontos corridos do Brasileirão:
Sofrendo por conta dos destaleis nas últimas partidas, Gabriel Milito terá mais um problema para o próximo compromisso do Atlético. Amarelado no confronto contra o Fortaleza, neste domingo (23), na Arena MRV, pela 11ª rodada do Brasileirão, o meio-campista Igor Gomes chegou ao terceiro cartão e não jogará diante do Internacional, na quarta-feira (26), às 21h30, no estádio Heriberto Hülse, em Criciúma, pela 12ª rodada do certame.
O camisa 17 foi advertido já na reta final da primeira etapa, quando o placar já era desfavorável ao Alvinegro, quando parou um contragolpe do Leão, e se junta aos lesionados Rubens e Otávio, e aos selecionáveis Guilherme Arana, Alan Franco e Vargas como baixas.
Lista pode aumentar
Como se não bastasse, o Mariscal pode perder mais duas peças para armar o time que começa a partida com o Colorado. O zagueiro Mauricio Lemos e o lateral-direito Saravia deixaram o gramado da casa da Massa, ambos com dores na região posterior da coxa esquerda.
Eles foram substituídos aos 23 minutos de bola rolando e iniciaram o tratamento com gelo no local ainda com o primeiro tempo em andamento. A dupla será reavaliada na reapresentação na Cidade do Galo, nesta segunda-feira (24).
Na volta do intervalo, Alisson, que entrou na vaga de Saravia, sofreu uma entorse no tornozelo esquerdo após entrada do meia-atacante Tomás Pochettino e também foi sacado. Assim como os companheiros, ele teve os primeiros cuidados ainda na Arena.
Artilheiro volta
Um alento para o comandante será a volta do artilheiro Hulk. O camisa 7, que já não havia enfrentado o Vitória suspenso por sua expulsão na derrota sofrida para o Palmeiras, foi liberado para viajar aos Estados Unidos e acompanhar o nascimento de sua filha, no último sábado (23), será reforço.
O Atlético de Gabriel Milito está escalado para enfrentar o Fortaleza, logo mais, às 18h30 deste domingo (23), na Arena MRV, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Em relação ao time que começou na derrota sofrida para o Vitória, na última quinta-feira (20), foram três mudanças. Maurício Lemos e Igor Rabello entraram na zaga e Paulinho, que cumpriu suspensão no Barradão, voltou ao ataque. Rômulo, Pedrinho e Alisson foram para o banco de reservas.
Divulgação / Atlético
Everson; Saravia, Bruno Fuchs, Mauricio Lemos e Igor Rabello; Battaglia, Zaracho, Igor Gomes e Gustavo Scarpa; Paulinho e Cadu.
Gabriel Delfim, Matheus Mendes, Mariano, Paulo Vitor, Robert, Pedrinho, Alan Kardec, Palacios e Isaac são as demais opções para o decorrer da partida.
O bom filho à casa torna. Cumprindo a promessa feita há 11 anos, quando deixou o Atlético rumo ao futebol europeu, o meia-atacante Bernard foi oficialmente apresentado à Massa e à imprensa neste domingo (23), antes da bola rolar para o confronto diante do Fortaleza, na Arena MRV.
Com a felicidade escancarada no rosto, o menino de ouro revelou que este momento poderia ter acontecido um ano antes, contou o que mudou no tempo que passou fora, além de projetar mais “coisas grandes” no Alvinegro e como lidar com a pressão da idolatria e expectativa.
Já devidamente trajado com o Manto, o meia-atacante disse que sua ideia igual era ter retornado na metade do ano passado, quando teve seu vínculo com Sharjah, dos Emirados Árabes Unidos, encerrado. Porém, ele acabou fazendo uma curta parada na Grécia, onde atuou por uma temporada no Panathinaikos. Como tudo deve ser no tempo certo, ele acredita que agora era o momento:
“Eu já tinha feito um planejamento de volta ao Atlético. Eu, Bernard, de pensar em voltar, um ano atrás, quando acabava meu contrato nos Emirados Árabes. Os planos mudaram um pouco. A oportunidade acabou aparecendo agora. Nesses últimos sete, oito meses de contrato com o Panathinaikos, começaram as conversas com o (Rodrigo) Caetano e o meu empresário. Eu estava me sentindo bem, tinha conversado com meus pais e minhas irmãs, e as coisas foram se desenrolando naturalmente, tão tranquilo, que aí eu realmente senti que era o momento certo para que eu pudesse voltar. É lógico, envolve tantas coisas, o Clube vivendo um momento bom, um grupo muito qualificado. A gente foi tomando as decisões no momento certo”.
Foto: Pedro Souza / Atlético
O prata da casa iniciou os trabalhos na Cidade do Galo no início da semana e pôde rever parceiros de grandes alegrias, como os também ídolos Victor, Léo Silva e Réver, com quem atuou na sua primeira passagem, algo que traz boas lembranças. Ele, que ja teve os primeiros contatos com Gabriel Milito, seu novo comandante, e os novos companheiros, fala sobre as primeiras impressões:
“Foi muito bom. Eu até comentei de voltar depois de tanto tempo, encontrar rostos antigos no Clube, alguns em situações diferentes, no caso do Victor. Conheci boa parte do grupo, pude conversar com alguns. Acho que ainda tem aquela situação em que você não sabe como a pessoa se adapta à conversa, tem um pouco de timidez, mas está sendo muito bom. Já deu para ver que o Galo tem um grupo, além de muito qualificado, de jogadores que são boas pessoas, bastante tranquilo. Eu espero ter essa conexão com todos os jogadores o mais rápido possível e conhecê-los no dia a dia, durante os treinamentos”.
Foto: Paulo Henrique França / Atlético
O ídolo deixou o Clube como campeão da Libertadores e protagonista, mas com apenas 20 anos. Agora, com mais 11 anos de experiência e depois de rodar o mundo, atuando em quatro países diferentes, conta o que traz de novo e a experiência que pode passar aos jogadores mais jovens, projetando ter sucesso como no passado:
“Eu mudei muitas coisas. Um jogador tão novo e um pouquinho afobado em algumas coisas, quer tomar decisões muito rápido, fazer com que as coisas aconteçam muito rápido. Após 11 anos vivendo o futebol na Europa, eu pude amadurecer muitas coisas, (como) a forma de pensar o jogo e enxergar o posicionamento. São coisas que a gente vai adquirindo com a experiência. Se eu tivesse 18, 19 anos e a cabeça que eu tenho, poderia render muito mais. Mas são coisas que você precisa primeiro viver para depois entender aquilo que tem que ser feito. Com essa experiência, com certeza eu posso ajudar muito fora e dentro de campo, com meus companheiros. Tem muitos jogadores novos, da base, que a gente pode sentar e conversar, tentar direcionar. Eu estou aqui para ajudar de todas as formas. Eu estou muito disposto a fazer com que a gente possa chegar a grandes coisas novamente”.
Sabendo do peso da idolatria, ele explica como lidar com a pressão pela expectativa e deixa claro que seu objetivo é aumentar sua história no Clube:
“Essa pressão é completamente natural. Acredito que um jogador de futebol precisa da noção de que, para estar dentro das quatro linhas, vai sofrer esse tipo de pressão. Nem todos os jogos vão ser bons, seja para a equipe ou individualmente falando, mas não podemos sofrer por isso e nem acomodar. A gente tem sempre que olhar para frente e continuar se esforçando, dando o melhor. Eu não gosto de perder nem no par ou ímpar, sempre tive essa ambição. Onde quer que eu vá, quero ser campeão, quero vencer, não importa se eu já venci. Para você permanecer no esporte, tem que ter essa personalidade. Eu já ganhei algumas coisas aqui no Atlético, mas, sem dúvida nenhuma, tenho o desejo de ganhar muito mais. Quero continuar escrevendo minha história no Clube com títulos, gols, assistências e vitórias. Isso, com certeza e sem sombra de dúvidas, é o que o torcedor pode esperar”.
Bernard assina contrato com o Atlético por três anos e meio, até o final de 2027. Apesar da expectativa pela reestreia, o meia-atacante só poderá entrar em campo a partir do dia 10 de julho, quando a janela de transferências será aberta.
Vindo de duas duras derrotas consecutivas pelo Campeonato Brasileiro, o Atlético recebe o Fortaleza, às 18h30 deste domingo, na Arena MRV, na 11ª rodada do nacional, para reabilitar-se na competição. Não resta escolha a não ser vencer.
Antes da bola rolar, o meia-atacante Bernard, que reforça o Alvinegro a partir do dia 10 de julho, quando a janela de transferências se abrir, será oficialmente apresentado à Massa, às 16h30, com ações especiais.
Empatados com 13 pontos, Galo (10º) e Leão (12º) têm o mesmo objetivo: embolar a briga pelo grupo dos seis primeiros colocados e se afastar da metade de baixo da tabela de classificação.
Atlético
Ainda desfalcado de Rubens e Otávio – lesionados – e os selecionáveis Guilherme Arana, Alan Franco e Vargas, Milito segue sem poder contar com o artilheiro Hulk, que cumpriu suspensão em Salvador, mas foi liberado para acompanhar o nascimento de sua filha, nos Estados Unidos. Por outro lado, Paulinho, que também estava suspenso, está liberado para atuar.
Com o returno do Arqueiro para atuar ao lado de Cadu, a dúvida seria em relação a quem deixa a equipe para a entrada do camisa 10. Uma das possibilidades seria a saída de Alisson, com Battaglia sendo recuado para a defesa, Saravia adiantado para a ala direita, passando Gustavo Scarpa para o lado esquerdo. A opção mais simples seria a saída do meia-atacante Pedrinho.
Provável escalação: Everson; Saravia, Bruno Fuchs e Rômulo; Battaglia, Igor Gomes, Zaracho, Alisson (Pedrinho) e Gustavo Scarpa; Paulinho e Cadu. Técnico: Gabriel Milito
Lesionados: Otávio, Rubens Suspensos: – Pendurados: Gustavo Scarpa, Igor Gomes, Paulinho, Saravia, Gabriel Milito
Fortaleza
Vojvda não tem o lateral-direito Dudu, o meio-campista Matheus Rossetto e os atacantes Marinho e Moisés, entregues ao departamento. O grande desfalque, porém, é o atacante Martín Lucero, artilheiro da equipe, suspenso pelo acúmulo de cartões amarelos. No caminho inverso, o zagueiro Brítez e o atacante Renato Kayzer, que cumpriram suspensão diante do Tricolor, retornam e devem integrar o time titular.
Provável escalação:
João Ricardo; Tinga, Brítez, Titi e Bruno Pacheco; Zé Welison, Hércules e Tomás Pochettino; Yago Pikachu, Breno Lopes e Renato Kayzer. Técnico: Juan Pablo Vojvoda
FICHA TÉCNICA: Atlético x Fortaleza Motivo: 11ª rodada do Campeonato Brasileiro Data e Horário: Domingo, 23 de junho de 2024 – 18h30 Estádio: Arena MRV
ARBITRAGEM: Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza (SP – FIFA) Auxiliares: Alex Ang Ribeiro (SP -FIFA) e Luiz Alberto Andrini Nogueira (PE) VAR: Daiane Muniz (SP – FIFA)
Há alguns dias, ele fez suspense, mas o número que Bernard carregará às costas do Manto na volta ao Atlético foi finalmente revelado. A nova passagem do menino de ouro pela Cidade do Galo começará com a camisa 20.
Não será a primeira vez que o jogador de 31 anos utilizará tal numeração. Com a 20, o meia-atacante conquistou a Copa das Confederações de 2013 e disputou a Copa do Mundo de 2014 com a Seleção Brasileira e teve sua passagem pelo Everton, da Inglaterra, entre 2018 e 2021.
Divulgação / Atlético
Nesta sexta-feira (21), o menino de ouro participou dos trabalhos físicos e de parte do aquecimento com seus novos companheiros. Porém, o meia-atacante só poderá reestrear pelo Alvinegro a partir do dia 10 de julho, quando a janela de transferências no Brasil será aberta.
Foto: Pedro Souza / Atlético
Apresentação
No próximo domingo (23), Bernard será oficialmente apresentado à Massa na Arena MRV, a partir das 16h30, antes da bola rolar para Galo e Fortaleza, às 18h30, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Durante a entrada nos portões, serão distribuídas uma faixa de boas vindas e uma máscara do craque. Pouco antes de subir ao gramado, por volta das 16h, o ídolo concederá uma entrevista coletiva na sala de imprensa da Arena. Depois, ele dará uma volta em torno do campo, saudando a torcida Alvinegra.
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