A quarta-feira (6) será cheia de compromissos para o Atlético, na Copa do Brasil. De noite, o time principal masculino recebe o Flamengo, naquele que pode ser o jogo da classificação para as quartas de final. Mais cedo, às 15h, é o time feminino quem entra em campo, lutando por uma vaga na próxima fase da competição.
As Vingadoras enfrentam o Real Brasília, fora de casa. É jogo único, e quem vencer estará classificado às oitavas de final, enquanto empate no tempo normal leva a decisão para os pênaltis. O Atlético entrou na competição na fase anterior, onde goleou o Paysandu-PA.
2025 marca a primeira edição da Copa do Brasil Feminina, com clubes das três divisões do Brasil. Rivais mineiros, como América e Cruzeiro, estão na disputa, enquanto o Itabirito-MG já foi eliminado.
O time feminino do Atlético vive grande fase na temporada, e garantiu o retorno à elite do Campeonato Brasileiro, após eliminar o Vitória-BA. O jogo contra o Real Brasília precede o confronto de ida das semifinais do campeonato nacional, contra o Santos, na Arena MRV.
Tem premiação
Caso elimine o Real Brasília, as Vingadoras embolsarão R$ 50 mil reais de premiação (via portal GE). Ao chegar na final, o time mineiro conquistaria mais R$ 230 mil. O título da Copa do Brasil rende, às campeãs, mais R$ 1,1 milhão.
Real Brasília x Atlético terá transmissão via Youtube, no canal oficial do time da casa (assista clicando aqui).
O time sub-17 do Atlético confirmou a boa fase na temporada, e aplicou um sonoro 6 a 0 no Juventude, na última quarta (30). O jogo, disputado na Arena MRV, foi válido pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro.
GOLEADA IMPIEDOSA!
Antes do segundo tempo, o Galinho já vencia o Juventude por 3 a 0, com três gols do promissor atacante Cauã Soares. O primeiro gol foi de pênalti, e os outros dois com a bola rolando. Na etapa final, o promissor zagueiro Xavier (que já estreou no sub-20) deu uma bela cabeçada, após cobrança de escanteio, para ampliar. O técnico Henrique Teixeira promoveu algumas alterações, e colocou em campo Gabriel Veneno, que começou no banco de reservas. O atacante precisou de pouco tempo para, em jogada de linha de fundo, servir Vagner Júnior dentro da área, que não perdoou. Antes, o centroavante Jonatas já havia balançado as redes.
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O Galinho sub-17 está invicto há nove jogos na temporada, e só não está na zona de classificação do mata-mata do Brasileirão graças a um início ruim. Apesar disso, o time pode entrar o G-8 já na próxima rodada, contra o Internacional.
OLHO NELES…
Diferente do time sub-20, que está em crise, o sub-17 já mostra vários atletas de muito futuro. O centroavante Cauã Soares foi às redes três vezes contra o Juventude, chegando à marca de quatro gols marcados nas últimas três partidas. O goleiro Kaio e o zagueiro Xavier passam cada vez mais confiança, e o lateral-esquerdo Pascini segue demonstrando evolução, como um defensor ofensivo. O meia Índio se mostra cada vez mais pronto para retornar ao sub-20, enquanto o centroavante Jonatas segue com o faro de gol, com três tentos marcados em julho. Para fechar, não podemos esquecer dele: Gabriel Veneno. O atacante está jogando bem, já figura no banco em alguns jogos do sub-20, e alimenta a empolgação da torcida em seu futebol.
O Fala Galo dá sequência à série de matérias que tenta explicar, em ordem cronológica, o triste rebaixamento da categoria sub-20 do Atlético para segunda divisão do Campeonato Brasileiro. Além da queda competitiva e de visibilidade, o descenso é um duro golpe para um clube que vê as camadas jovens como a “salvação” para as finanças.
No último episódio, explicamos o início do choque de gestão promovido pelo presidente Sérgio Coelho, com a demissão do então diretor de base, Júnior Chávare, e mudanças na filosofia de captação de jogadores.
CRONOLOGIA DA QUEDA
2021 – Os primeiros meses da “era Damiani”
Com a missão de consolidar uma base forte, e com total confiança de Rodrigo Caetano, Erasmo Damiani começa seu trabalho no Atlético. Além dos objetivos esportivos, a meta era consolidar a filosofia de captar atletas em idades mais prematuras, abrindo mão de contratar jogadores, em prol de formá-los em casa.
Embora sem grandes conquistas, o ano de 2021 mostrou um Atlético competitivo. Chegou à semifinal do Brasileirão sub-20, e conquistou o Campeonato Mineiro sub-17, em cima do Cruzeiro. No estadual, eliminação na semifinais, após dois confrontos parelhos contra o rival azul. Nomes como Júlio César (atacante), Felipe Felício (atacante) e Gabriel Santos (meia), além de Rubens, Rômulo, Savinho e Gabriel Delfim, representavam a esperança de novas revelações.
Escalação do Galinho contra o Internacional, em 07/11/2021: Gabriel Delfim, Carlos Daniel (Kaian), Cauê, Léo Simoni e Vinícius Nogueira (Thomaz); Daniel Borges (Vitor Silva), Rubens, Gabriel Santos (Ruan) e Júlio César; Luiz Filipe (Matheus Araújo) e Diego Acosta (Felipe Felício). Técnico: Marcos Valadares
28 de Fevereiro de 2022 – Início Ruim, e Renovação
O empolgante final de temporada em 2021 deixou boas expectativas para 2022. O problema é que o início de temporada para o sub-20 foi desastroso, com participação muito ruim na Copa São Paulo de Futebol Jr. O time mineiro foi eliminado na segunda fase, perdendo por 3 a 1 para o Mirassol. Antes, na fase de grupos, foi apenas segundo colocado num grupo composto por Linense, Andirá-AC e Desportivo Aliança.
A péssima largada de temporada rendeu o emprego de Marcos Valadares. O treinador, campeão brasileiro em 2021, foi demitido devido a um “processo de renovação nas categorias de base”. Chegou, para seu lugar, o jovem Bernardo Franco, vindo do Athletico.
6 de Junho de 2022 – Nova alteração na comissão técnica
Bernardo Franco ficou apenas três meses em Vespasiano, e pediu desligamento do Atlético após receber proposta para integrar a comissão profissional do Cuiabá. Não é possível avaliar se o trabalho de Franco foi bom ou não, pois ele comandou o Galinho em apenas quatro partidas oficiais – venceu duas e empatou outras duas.
15 de Junho de 2022 – Novo treinador
O Atlético agiu rápido, e anunciou a chegada do técnico Eduardo Oliveira. O carioca, que acumulava experiências como preparador, coordenador e treinador, declarou o gosto por um modelo de jogo de posse de bola, com bom futebol e competitividade.
O segundo semestre de 2022 não foi bom para o Galinho. Pela primeira vez desde o título em 2020/21, a equipe foi eliminada na fase de grupos do Campeonato Brasileiro. No estadual, nova eliminação nas semifinais, mas agora para o América. O time Alvinegro teve dificuldades para impor um bom futebol, e não demonstrou a esperada competitividade para superar os desafios. Dos poucos destaques na reta final de temporada, podemos citar os até então desconhecidos, Alisson Santana e Rômulo.
Eduardo Oliveira, ex-treinador do Galinho (Foto: Bruno Sousa / Atlético)
Escalação do Galinho contra o América, em 29/10/2022: Diego Fernandes, Kauan Sales (João Henrique), Rômulo, Vitor Hugo (Daniel Borges) e Emanuel; Caio Ribas (Pablo Ruan), Vitinho e Yan Philipe; Alexandre Lopes, Will (Alisson Santana) e Cadu (Caio Maia). Técnico: Eduardo Oliveira
No segundo episódio da série “Cronologia da Queda”, explicamos o início da queda competitiva do time sub-20 do Atlético. Na próxima parte, vamos aprofundar a crise competitiva do time nos anos de 2023 e 2024, e o fim da era Erasmo Damiani.
O Galinho disputou, na tarde desta quarta-feira (23), seu último jogo na atual edição do Campeonato Brasileiro Sub-20. Jogando no SESC Venda Nova, os Crias do Galo foram superados pelo Bragantino. por 3 a 2. O jogo não teve transmissão com imagens.
COMO FOI O JOGO
Intensidade é o que não faltou à ambas as equipes, durante todo o jogo. O Atlético tinha postura ofensiva, e, antes dos 15 minutos, já havia finalizado com perigo em múltiplas ocasiões. O Bragantino buscava ser ofensivo, até descia com perigo, mas deixava a defesa desprotegida. O primeiro gol Alvinegro saiu aos 20 minutos, com Lucas Souza. A partir do gol, o Galinho dava indícios de um controle do jogo, mas o Bragantino apertou a marcação, ganhou alguns escanteios, e empatou na reta final da primeira etapa. Jhuan aproveitou rebatida para a entrada da área, chutou rasteiro, e Pedro Cobra aceitou. Há de se observar que o chute foi no canto, e haviam muitos atletas à sua frente, mas o camisa 1 poderia ter evitado o gol.
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O Atlético parecia focado em se recuperar, e não perdeu a intensidade no segundo tempo. Só que, nos momentos mais críticos do jogo, o sistema defensivo voltou a falhar. O Bragantino virou o jogo aos 12 minutos, numa bola despretenciosa pela linha de fundo, que, após falha de cobertura de Pedro Oliveira, virou uma jogada que culminou num cruzamento para Iago, dentro da pequena área, cabecear para as redes. Falha defensiva grave do time da casa. Mesmo assim, os Crias do Galo seguiram correndo atrás do resultado, e, na reta final do jogo, conseguiram imprimir um ritmo forte. E foi assim, após uma série de finalizações e escanteios, que o atleticano David Kauã recebeu passe enfiado pela esquerda, invadiu a área, deixou de cruzar para arriscar o gol, e acertou linda finalização no canto do goleiro. 2 a 2.
Tudo apontava para uma épica virada Alvinegra, pois o time seguia em cima. Só que, mais uma vez, em uma situação crucial da partida, a defesa voltou a falhar. Desta vez, foi Pedro Cobra quem acabou tendo que se livrar da bola dentro da área, acabou chutando a bola em cima do atacante adversário, a bola encobriu o arqueiro, bateu dentro do gol e quicou para fora. Após certa indecisão, o árbitro Ronei Cândido Alves (MG) confirmou o gol da vitória dos paulistas.
DESTAQUES DO GALINHO
O Galinho se despediu da Série A de forma melancólica. Jogou melhor que seu rival, empilhou finalizações, mas vacilou demais. Lucas Souza vive fase artilheira, e voltou a balançar as redes, após o gol em cima do Cruzeiro, no final de semana. Louback se destacou no primeiro tempo, com bons pivôs e movimentações, e David Kauã marcou um gol muito bonito, numa finalização que surpreendeu o goleiro. Mamady Cissé, que mais uma vez começou entre os titulares, e tinha atuação discreta, jogou muito bem no segundo tempo, aparecendo como um ponta esquerda. Deu bons passes, se movimentou com dinamismo, e, foi em uma jogada iniciada pelo guineense, onde saiu o jogou de David Kauã.
Por outro lado, alguns jogadores decepcionaram. O sempre seguro Pedro Cobra falhou no terceiro gol sofrido, e poderia ter evitado o primeiro. Pedro Oliveira, ou Pedrinho, cometeu grave erro defensivo que gerou o lance de linha de fundo do segundo gol do Bragantino.
Como já informado pelo Fala Galo, o time sub-20 do Atlético disputará a Série B do Brasileirão da categoria, em 2026. O clube mineiro foi rebaixado junto ao Atlético-GO e o Internacional. Antes disso, o time segue na disputa do Campeonato Mineiro, e receberá o Inter de Minas, no próximo sábado (26).
ESCALAÇÃO DO GALINHO
Pedro Cobra, Vitor Gabriel, Dudu, Arthur (Diego) e Pedro Oliveira (João Vilela); Denílson, Zé Phelipe (Kauã Rodrigo) e David Kauã (Vinicius Teixeira); Mamady Cissé, Lucas Souza e Lucas Louback. Técnico: Leandro Zago
Estatísticas de Atlético 2×3 Bragantino (via Sofascore)
Posse de Bola: 54% x 46% Finalizações (no alvo): 23(10) x 7(5) Escanteios: 7 x 3 Faltas: 15 x 15
O Atlético recebeu o Cruzeiro, neste sábado (19), em jogo válido pela 9ª rodada do Campeonato Mineiro sub-20. O clássico terminou empatado por 1 a 1, naquela que foi a primeira partida do Alvinegro após o rebaixamento no Campeonato Brasileiro.
O Jogo
Os 90 minutos disputados no SESC Venda Nova podem ser definidos da mesma forma. Muita marcação, faltas e entrega das duas equipes. Foram poucos os chutes de real perigo contra ambas as metas, mas houve muita transpiração. A melhor chance do primeiro tempo veio em chute do rival, rasteiro e desviado, que ia no cantinho de Pedro Cobra, que fez grande defesa. O Galinho tinha menos posse de bola, mas se defendia bem.
Mesmo que ainda muito pegado, o clássico ganhou tons emocionantes no segundo tempo. Logo aos três minutos, o bom Lucas Louback ajeitou bola dentro da área, fez o pivô para trás, e Lucas Souza acertou uma bomba no canto do goleiro Marcelo. Golaço do Galinho, que saía na frente do placar logo aos três minutos. O gol não mudou a tônica do jogo, que continuou muito disputado, com poucas finalizações e mais posse do rival. Os Crias do Galo, no entanto, mantinham a competência para marcar, e a dupla de zaga formada por Dudu e Xavier fazia grande jogo. Em uma das raras descidas perigosas do Cruzeiro, Xavier desarmou um atacante rival que estava cara a cara com Pedro Cobra.
O que estava bom, no entanto, se tornou frustração nos minutos finais. O Cruzeiro adiantou muitos jogadores para o ataque, um chute bloqueado por dentro sobrou na grande área, a jogada virou um grande “bate rebate”, mas Cauan Baptistella, livre, marcou o gol de empate. Frustração para os atleticanos, já nos acréscimos.
Quem foi bem?
Como diz o ditado: “clássico é clássico, e vice-versa”. Num jogo tão disputado, é normal que o coletivo se sobressaia em cima das individualidades. Mas podemos destacar pelo menos cinco jogadores: os zagueiros Dudu e Xavier, o sempre regular goleiro Pedro Cobra, o centroavante Louback e o autor do gol atleticano, Lucas Souza. Outros nomes, como Cissé e Zé Phelipe, não comprometeram, mas também não brilharam. A grande notícia do sábado, talvez, seja a evolução coletiva do time. O Atlético jogou o clássico com intensidade, e pode se dar ao direito de sair de campo frustrado por não vencer.
Com o resultado, o Galinho segue na liderança do Grupo B do Campeonato Mineiro, com 14 pontos. O time entra em campo no próximo sábado, 26 de julho, quando recebe o Internacional de Minas.
Escalação do Galinho contra o Cruzeiro
Pedro Cobra, Vitor Gabriel, Dudu, Xavier e Pedro Oliveira; Denílson (Tauan Silva), Zé Phelipe (Ryan Felipe), David Kauã (Pascini) e Mamady Cissé; Lucas Souza e Lucas Louback (Andrey). Técnico: Leandro Zago
Estatísticas de Atlético-GO 2×2 Atlético (via Sofascore)
Na última quinta-feira (17), o Atlético sofreu o inédito rebaixamento para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro sub-20. Mesmo que as categorias de base sejam foco de atenção tanto da gestão do clube, quanto da torcida, o fraco desempenho resultou na queda, com uma rodada de antecedência.
Uma vez que a base é tida como a “salvação” de um clube com graves problemas financeiros, surgiu a dúvida: o rebaixamento foi uma ocasionalidade, ou o clube já dava indícios de queda em temporadas anteriores? Para responder isso, o Fala Galo montou uma série de matérias especiais, com a ordem cronológica dos acontecimentos na pasta, desde o “choque de gestão” promovido há quatro anos, por Sérgio Coelho.
CRONOLOGIA DA QUEDA
24 de janeiro de 2021 – A Glória
Uma conquista especial abriu o 2021 do Atlético. A categoria sub-20 se sagrou campeã brasileira, após bater o Athletico. A campanha foi épica, com o Galinho eliminando Corinthians e Palmeiras no mata-mata, antes de despachar o xará paranaense. O diretor de base, nesta época, era o saudoso Júnior Chávare.
Naquele que é tido, até hoje, como um dos grandes elencos da história recente da categoria no clube, surgiram nomes como Rubens e Gabriel Delfim. O problema é que grande parte do time não conseguiu se firmar entre os profissionais do Galo. O zagueiro Micael é um bom exemplo: após passagem apagada no time principal, foi vendido para o futebol norte-americano. Depois, retornou ao Brasil, para defender o Palmeiras, em transação de mais de R$ 25 milhões.
Escalação do Galinho contra o Athletico, em 24/01/2021: Gabriel Delfim, Talison, Hiago, Micael e Kevin (Vinícius Nogueira); Iago, Wesley (Luis Eduardo) e Giovani (Pedro Henrique); Júlio César (Rubens), Echaporã (Gabriel Santos) e Guilherme Santos. Técnico: Marcos Valadares
3 de fevereiro de 2021 – Choque de Gestão
Nem mesmo o título brasileiro salvou o Galinho de um grande choque de gestão. Sérgio Coelho, eleito há poucas semanas como o novo presidente do Atlético, desligou Júnior Chávare da diretoria de base. Segundo o ge, o mandatário acreditava em outro modelo de administração, com captação de jogadores de forma mais precoce, antes dos 14 anos. Essa filosofia ia de encontro com as ideias de Chávare, que optava por contratar atletas pré-formados, que já haviam feito a iniciação no futebol em outros clubes.
Apesar da discordância no modelo de captação, é preciso dar méritos ao saudoso dirigente. Foi na “era Chávare” onde o clube viveu seus últimos momentos de protagonismo no sub-20, com o título brasileiro, uma semifinal de Copa do Brasil e o vice-campeonato da Supercopa. Não há, também, crítica à ousada atitude tomada por Sérgio Coelho, mesmo que as camadas jovens estivessem em bom momento competitivo.
11 de fevereiro de 2021 – Começa uma nova Era
O Galo confirmou a contratação de Erasmo Damiani para assumir a gerência da base, menos de duas semanas após a saída de Júnior Chávare. O profissional chegou a Vespasiano com as credenciais de ter trabalhado na Seleção Brasileira, Athletico e Internacional. Foi contratado como o “plano A” do novo diretor de futebol do Atlético, Rodrigo Caetano (recém contratado após a demissão de Alexandre Mattos).
Mesmo com a mudança administrativa, o clube deu um voto de confiança ao treinador Marcos Valadares, no sub-20.
No próximo episódio da série, vamos detalhar a “era Damiani” no Galinho, e entender se a base já dava indícios de queda nos anos anteriores. Também vamos destrinchar o desempenho competitivo da base do Atlético no período, e quais jogadores conseguiram se destacar.
O Clube Atlético Mineiro disputará a Série B do Campeonato Brasileiro sub-20, na próxima temporada. A confirmação do rebaixamento veio nesta quarta-feira (16). O Galinho ainda disputa a última rodada da competição, diante do Bragantino, em Belo Horizonte.
Após perder para o Flamengo no Rio, por 4 a 2, o time mineiro precisava de uma combinação de resultados complexa para chegar na última rodada vivo. Nem Cuiabá, nem Bahia ou Internacional poderiam vencer os seus jogos, ou, no máximo, um dos dois poderia triunfar. O problema é que os dois primeiros venceram os seus compromissos, o que eliminou as últimas chances matemáticas de permanência do Atlético.
Tragédia Anunciada
O Galinho faz um Brasileirão sub-20 muito ruim. Em 18 rodadas, são apenas duas vitórias (Bahia e Juventude), oito empates e oito derrotas – aproveitamento de 25,9%. O desempenho fraco desde o início rendeu mudanças profundas na categoria, incluindo a troca do então treinador, Guilherme Dalla Déa por Leandro Zago, e a saída do diretor das categorias de base, Erasmo Damiani (chegou Luiz Carlos Azevedo).
O clube também realizou um bom número de contratações com a temporada em andamento, e alterações em outros setores ligados à comissão técnica. Talvez pelo grande choque de gestão, o Fala Galo noticiou, em 28 de junho, denúncias sobre falta de conduta por parte de atletas do elenco (leia a matéria assinada por Betinho Marques aqui). Institucionalmente, podemos afirmar que o Atlético tentou se mexer. Mas nada surtiu o efeito esperado.
Em busca de alguma notícia boa no restante de 2025, o Galinho volta suas atenções para o Campeonato Mineiro sub-20, onde faz clássico contra o Cruzeiro no final de semana.
O Atlético viajou a Goiânia para enfrentar o Atlético-GO, em jogo válido pela antipenúltima rodada do Campeonato Brasileiro Sub-20. As duas equipes empataram por 2 a 2, em embate que encaminhou o rebaixamento dos “xarás” à segunda divisão.
O Jogo
No primeiro tempo, o Atlético sofreu um pouco até se ajustar em campo. Errando muitas transições ofensivas, cedeu campo até demais para o lanterna do campeonato, que exigiu o goleiro Pedro Cobra. Apesar disso, os Crias do Galo foram entendendo o jogo e o gramado, e começando a trocar mais passes, mesmo que ainda errando muito. O primeiro gol saiu aos 21 minutos. Denílson impediu avanço perigoso do adversário por dentro, cortou para frente, e Natã Barbosa ganhou o duelo pela direita. O camisa 10 iniciou o contra-ataque, deu passe infiltrado para Lucas Louback, que, fora da área e em diagonal, acertou chute rasteiro no canto direito do goleiro.
O Galinho começou o segundo tempo bem melhor que os 45 minutos iniciais. Rondou a área do adversário, e teve múltiplas chances para marcar. Na melhor delas, Alisson Souza perdeu gol cara a cara com o goleiro, perto da pequena área, após boa jogada coletiva. Os minutos foram passando, e, infelizmente, o Galinho não só desperdiçou o momento de superioridade, como sofreu o empate em um vacilo geral. Pedro Oliveira tentou cortar lançamento na esquerda, não conseguiu dominar, e o meia Yuri, do Atlético-GO, acertou chute da entrada da área no travessão. A bola resvalou para a área, onde João Vitor ganhou dos zagueiros Alvinegros para empatar.
O jogo tomou ares “malucos”, pois o Galinho voltou à frente instantes após o susto. Zé Phelipe acertou um lindo lançamento de antes do meio campo para a direita, Lucas Souza tocou de primeira para a área, e Louback, sempre ele, fuzilou as redes do xará goianiense. O jogo parecia controlado, o Galo tinha mais volume, mas um novo erro coletivo cedeu mais um empate para o Atlético-GO. O time da casa saiu para o jogo de maneira despretenciosa, e um desvio de Cissé na bola pegou o Galinho de surpresa. Sancho apareceu sozinho no meio, deu lançamento alto para Vitor Mendes, que ficou cara a cara com Pedro Cobra, tirou a bola do goleiro e mandou para as redes.
A tônica da partida era de um Atlético melhor no segundo tempo, mas desatento aos detalhes. Só que o segundo gol do Atlético-GO mudou essa realidade, pois o Galinho sentiu o gol, e foi o time da casa quem criou chances para virar o jogo. Nem mesmo a expulsão de um jogador adversário ajudou o time mineiro a fazer mais um gol, e a tarde em Goiânia terminou em um frustrante 2 a 2.
Quem foi bem?
A boa notícia da tarde é Lucas Louback. O jovem ficou um bom tempo fora das gramados se recuperando de lesão, e teve sua primeira grande partida no retorno aos gramados. Dois gols para o artilheiro, que é o goleador máximo do sub-20 na temporada. O volante Zé Phelipe deu um lançamento espetacular no segundo gol do Galinho, e merece seus méritos. Pedro Cobra não teve culpa nos gols sofridos, e acabou evitando uma tragédia ainda maior no centro-oeste.
Na contramão das boas atuações, nomes como Alisson Souza e Lucas Souza voltaram a decepcionar, enquanto toda a linha defensiva do time demonstrou, mais uma vez, muita instabilidade.
Em busca de um final digno de Brasileirão, o Atlético enfrenta o Flamengo, na próxima quinta-feira (17), fora de casa.
Escalação do Galinho contra o Atlético-GO
Pedro Cobra, Vitor Gabriel, Vitão, Renan e Pedro Oliveira; Denílson (Pedro Ataíde), Zé Phelipe (Ryan) e Natã Barbosa (Mamady Cissé); Lucas Souza, Alisson Souza e Lucas Louback (Andrey). Técnico: Leandro Zago
Estatísticas de Atlético-GO 2×2 Atlético (via Sofascore)
As categorias de base do Atlético acumularam uma série de bons resultados, no último final de semana. A série de bons resultados rendeu, até mesmo, a conquista de títulos nas categorias de iniciação.
Começando pelos mais jovens, cinco categorias do Galinho disputaram as finais da Copa IMEF, torneio que reúne grandes clubes formadores. As equipes sub-09, sub-12 e sub-13 se sagraram campeãs (veja os resultados no fim da matéria).
Seguindo para as equipes mais velhas, triunfos para o sub-15, sub-17 e sub-20, no Campeonato Mineiro. O sub-15 fez 4 a 2 no Boston City, enquanto o sub-17 derrotou o clube de Manhuaçu, por 5 a 1. A missão do sub-20 foi contra o Mamoré, e os Crias aplicaram um sonoro 4 a 0 no “Sapo” de Patos de Minas.
Olho Neles!
O time sub-17 do Atlético começa a chamar a atenção, com a presença de atletas promissores. O já badalado Gabriel Veneno marcou um gol contra o Boston City, ganhando em velocidade pela direita, tabelando rápido na entrada da área, e recebendo cara a cara com o goleiro. Outro destaque é o centroavante Jonatas, autor de três gols nos últimos cinco jogos. O goleiro Kaio e o zagueiro Vitão, ainda com idade de sub-17, são figurinhas carimbadas nas convocações da Seleção Brasileira.
No sub-20, a entrada de novos nomes no time titular pode dar um fôlego para a equipe. Enquanto os já confiáveis Pedro Cobra (goleiro), Zé Phelipe (volante) e Pascini (lateral-esquerdo) se mostram cada vez mais prontos para o profissional, jogadores como Natã (meia-atacante), Cissé (atacante) e Andrey (atacante) são novas adições, que podem oxigenar o grupo.
https://www.instagram.com/p/DLvK9Rpve-H/
Resultados do Galinho no final de semana
Sub-09 (Copa IMEF): Atlético x Méritus – resultado não informado, Atlético Campeão;
Sub-10 (Copa IMEF): Atlético 1(5)x(6)1 América;
Sub-11 (Copa IMEF): Atlético 0x2 Cruzeiro;
Sub-12 (Copa IMEF): Atlético x Arena Pampulha – resultado não informado, Atlético Campeão;
Sub-13 (Copa IMEF): Atlético x Arena Pampulha – resultado não informado, Atlético Campeão;
Sub-15 (Mineiro): Atlético 4×2 Boston City (Artur 3x, Davy);
Sub-17 (Mineiro): Atlético 5×1 Boston City (Gabriel Veneno, Jonatas, Pietro, Gutté, gol contra);
Sub-20 (Mineiro): Atlético 4×0 Mamoré (Ryan, Alisson, Dudu, Zé Phelipe).
Acabou o sofrimento. O Galo Feminino eliminou o Vitória, e está de volta à primeira divisão do Campeonato Brasileiro. As Vingadoras derrotaram a equipe baiana por 9 a 8, nos pênaltis, após empate no placar agregado por 1 a 1.
Uma das principais peças da campanha, a zagueira Hingredy Thalita celebrou o acesso nas suas redes sociais, em uma postagem emocionante. A defensora revelou uma foto com a camisa do Galo, quando ainda era criança – ou seja: sua ligação com o Atlético vem desde o berço.
Hingredy e Galo: uma ligação que vem do berço (Reprodução/Acervo Pessoal)
Hingredy tem 25 anos, e é natural de Belo Horizonte. A xerife foi revelada nas categorias de base do América-MG, e já tinha liderado uma campanha de acesso na sua antiga equipe. O Galo Feminino terá pela frente o Santos, na semifinal do Brasileirão A2.
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