Técnica apurada, boa condução, passe qualificado, lançamentos precisos, bom arremate de média distância, drible, intensidade, dinâmica, capacidade de leitura de espaços e ainda de pressionar a perda. Essas características foram decoradas pelos atleticanos, e um só jogador que reunisse todos esses requisitos se tornou sonho de consumo para resolver os problemas do meio-campo do Atlético que sofre com desfalques por lesões e convocações. O escolhido atende por Matías Zaracho e já chega com a responsabilidade de ser o meia prometido da massa.
O enganche argentino de 22 anos, que conta com uma convocação e um jogo pela seleção principal da Argentina, além de ter sido campeão do pré-olímpico neste ano, surgiu no Racing e vinha sendo treinado por Sebastián Beccacece, que é grande amigo e foi homem de confiança de Samapaoli por anos, e que conseguiu elevar o potencial do meio-campista.
Por ter trabalhado e ser indicado por alguém que conhece o modelo de Sampaoli, Zaracho se credencia à rápida adaptação. Mas a pergunta ainda não foi respondida: ele é capaz de entregar o que Sampaoli e todos que aguardavam essa contratação esperam? É um jogador capaz de dar a fluidez e construir a facilidade para definir as jogadas que o Atlético precisa?
Zaracho é um jogador que se adapta às situações do jogo. Ele pode ser o cara que rasga as linhas adversárias com um bom passe ou lançamento ou o que se movimenta atacando a defesa e os espaços, para se descolar e infiltrar, o meio-campista de “chegada”. Com velocidade, condução e capacidade de drible curto, se vira bem contra marcações pesadas e carrega alguns jogadores com essa qualidade, abrindo espaços e clareando jogadas. É efetivo na aproximação, sempre busca o lado da jogada e se apresenta para tabelas, percorrendo vários espaços no campo e ainda tem boa finalização. Isso tudo é facilitado pelo seu bom posicionamento e noção de espaço, sempre antevê as jogadas por gostar muito de se esconder entre as linhas e manter a cabeça erguida. É o cara que fica ali como quem não quer nada e, de repente, surge para definir uma jogada, seja com uma assistência, um 3º passe ou mesmo uma finalização Destaque ainda pela sua intensidade que garante muitos desarmes ainda no campo ofensivo.
Com todos esses atributos, Matías Zaracho promete ser uma boa peça de encaixe nas engrenagens do time de Samapoli. Já conhecendo os movimentos e com suas características, mas sempre levando em conta que novos jogadores podem precisar de um período de adaptação, ele pode ter seu jogo potencializado por um time organizado e que esperava esse jogador para entrar na rotação sem diminuir a qualidade de jogo.
Ficha técnica: Federico Matías Javier Zaracho Posição: Meio-campo ofensivo Nacionalidade: Argentino Idade: 22 anos Alura: 1,71 Clubes: Racing-ARG (desde 2017) 91 jogos – 11 gols – 10 assistências Números em 18/19 e 19/20 48 jogos (44 titular) 8 gols 5 assistências 40 passes decisivos 9 grandes chances criadas 71 chutes (33 no gol) 110 desarme
Muitas vezes, a dinâmica e o volume de jogos num curto espaço de tempo, é prejudicial aos times, noutras vezes, a urgência de uma nova partida pode ser a diferença entre abalar a confiança ou restaurá-la. Nada como um jogo após o outro, nada como estar de volta a sua casa. Neste sábado, às 21h (de Brasília), no Mineirão, pela 15ª rodada do brasileirão, o Galo duela contra o Goiás, para se recuperar de um mal resultado e retomar o pique que o levou à ponta. Hoje tem Galo!
Derrotas são duras e, às vezes, não há o que se explicar, às vezes não é benéfico nem necessário, alguns erros são apenas erros e, quando o conjunto erra, começando pelo comandante, o ideal é absorver e, literalmente, bola para frente! O Galo volta ao Mineirão mais uma vez com todos os holofotes, afinal, todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite…. Gera dúvidas, incertezas, principalmente em relação à manutenção da postura e da escalação. Se já era difícil prever, depois dos últimos acontecimentos, essa dificuldade aumentou, mas o trabalho de correção e a cobrança interna para a retomada da postura são certos. O Atlético foi marcado por uma forma de jogar, chegou aonde está por isso e vai se manter assim. O Atlético não tem outra forma de jogar, a não ser a imposição de seu jogo de posições. O que buscamos é a consolidação e a evolução do sistema, independente das peças. O desfalque dos selecionáveis e a questão física influenciam nessa escalação, então deveremos ver mais alterações. Do lado de lá, o errante Goiás, lanterna da competição, ainda que com alguns jogos a menos que os demais, vem de resultados negativos mostrando futebol pobre até aqui, tem a pior defesa do campeonato, com esses jogos a menos, além de ser um dos dois times que menos venceu. Fará mais um jogo desesperado, com treinador recém-chegado, buscando somar qualquer ponto, tentando segurar o Galo.
Veja Atleticano, o desespero tem outra cara, o futebol tem três resultados possíveis e, o Galo, com este mesmo elenco e comandante, sempre entrará em campo pensando na vitória, e elas têm acontecido mais do que as derrotas, como a tabela mostra.
PROVÁVEL ATLÉTICO:
Éverson; Guga, Réver, Igor Rabello e Guilherme Arana; Allan, Jair e Nathan (Hyoran); Marrony (Maílton), Eduardo Sasha e Keno.
PROVÁVEL GOIÁS:
Tadeu; Yago Rocha (Pintado), Fábio Sanches, David Duarte e Jéfferson; Breno, Daniel Bessa e Shaylon; Keko, Rafael Moura e Vinicius.
RETROSPECTO:
Contra os goianos, o Atlético leva vantagem histórica, em 58 jogos, 24 vitórias Atleticanas, 18 empates e 16 vitórias do Goiás, com 84 gols do Galo e 75 dos goianos. Em Minas Gerais, a vantagem fica ainda mais expressiva, 14 vitórias, 7 empates e 5 derrotas, 45 gols para o Galo e 28 para os goianos.
ONDE ASSISTIR:
A partida terá transmissão do SporTV (exceto MG) e do Premiere, para todo o Brasil, a partir das 21h (de Brasília).
ARBITRAGEM:
Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araújo (SP) Assistentes: Alex Ribeiro (SP) e Daniel Ziolli (SP) VAR: Rodrigo Nunes de Sá (RJ), Alexandre de Jesus (RJ) e Thiago Magalhães (RJ)
Depois da sequência de semanas livres que deu o tempo de Sampaoli ajustar o time e, com 4 vitórias, levá-lo no embalo à liderança isolada do brasileirão, não temos muito mais tempo de trabalho nem de comemorar o excelente momento, o Galo volta à maratona de jogos, nesta quarta-feira, no horário nobre, às 21h30 (de Brasília), no Castelão, para encontrar o Fortaleza, pela 14ª rodada do brasileirão.. Hoje tem Galo!
Sem Alonso, Alan Franco e Savarino, três dos pilares e mais regulares nessa arrancada, que desfalcam o Galo à partir de hoje, por estarem servindo suas seleções que entram em campo pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022, Sampaoli, que chega a sua 20ª partida na área técnica do Galo, volta a colocar dúvidas na cabeça da Massa e dos adversários, quem entra para substituir o trio de gringos?
Sabemos que a solidez e liderança de Jr Alonso, a intensidade de Alan Franco e a dinâmica de Savarino, ajudam o treinador a montar o time e desenvolver o esquema e, isso é muito difícil de substituir, como qualquer outra peça do elenco seria, mas, na prática, Sampaoli prepara jogos, portanto, é taticamente possível imaginar que, mesmo com funções diferentes, outros jogadores podem contribuir para que o Atlético consiga aplicar o mesmo tipo de jogo e manter a intensidade e proposta, mesmo com leves mudanças na forma com que o jogo aconteça. Vai Igor Rabello, Gabriel, Mariano, Fábio Santos, Allan, Jair, Hyoran, Dylan, Marquinhos, Marrony, Savinho…? Veja, opções existem e elas oferecem características completamente diferentes para que o Atlético faça a mesma coisa que o colocou na ponta: atacar intensamente, se movimentando, abrindo e tirando espaços, sufocando o adversário, independente de local, horário e temperatura. Cabe ao bem armado Fortaleza, do inteligente Rogério Ceni, que passou um período estagiando com nosso treinador, ainda nos tempos de Sevilla, e promete levar a campo uma equipe física, para tentar fazer frente à intensidade, segurar o Atlético, que além de liderar a tabela, lidera quase todas as estatísticas do campeonato, e manter a segunda melhor defesa da competição.
Nesta noite, teremos mais uma oportunidade de desfrutar mais um belo jogo de futebol, ainda que o adversário não consiga jogar. Enquanto o jogo não chega, você que está aí ansioso para gritar os gols, marque você também um golaço, seja também intenso como o time na campanha que vai levar aos 70 mil sócios de primeira! Seja Galo na Veia!
PROVÁVEL ATLÉTICO:
Éverson; Guga, Réver, Igor Rabello e Guilherme Arana; Allan, Jair e Nathan (Hyoran); Marrony (Marquinhos), Eduardo Sasha e Keno;
PROVÁVEL FORTALEZA:
Felipe Alves; Tinga, Paulão, Roger Carvalho e Carlinhos; Felipe, Juninho, Marlon Prezotti, Yuri e Romarinho; David;
RETROSPECTO:
Contra o tricolor de aço, o equilíbrio marca a curta história do confronto. Em 10 encontros, 4 vitórias para o Atlético e Fortaleza, além de 2 empates. 22 gols Atleticanos e 16 tricolores. O Atlético busca valer o bom retrospecto na capital cearense, onde em 4 partidas, venceu duas, empatou uma e perdeu outra para o adversário desta noite. Tendo o Galo marcado 12 gols e os cearenses 8.
ONDE ASSISTIR:
A partida terá transmissão da TV Globo e do Premiere, para todo o Brasil, a partir das 21h30 (de Brasília).
ARBITRAGEM:
Árbitro: Sávio Pereira Sampaio (DF) Assistentes: Daniel Andrade (DF) e José Nascimento (DF) VAR: Wagner Reway (PB), Rodrigo Raposo (DF) e Oberto Santos (PB)
Depois de mais uma noite de Keno, na contundente vitória contra o Grêmio, o elenco foi desfrutar merecidas folgas enquanto, como já esperado, os bastidores elevavam a temperatura junto com o clima do calor que paira sob Belo Horizonte. Multa pela rua de fogo, Entrevistas do presidente e do diretor de futebol, cobranças, pagamentos, especulações, Arena MRV, quem joga…. Nesse meio tempo, enquanto as redações escreviam e muitos de nós nos tornávamos sócios de primeira, Sampaoli preparava o time que encontra o Vasco, voltando aos domingos, às 20h30 (de Brasília), no Mineirão, pela 13ª rodada do brasileirão. Hoje tem Galo!
Com a provável volta do capitão Réver ao time titular, Sampaoli ainda conta com todo o elenco e, além de saber quem joga, fica para a massa, a expectativa pela relação de Gustavo Blanco, que está totalmente liberado e vem treinando normalmente com o time principal. O homem por trás dos mistérios não repete escalações, sabemos; Ele planeja sempre o próximo jogo e também sabemos; O time tem uma postura clara, um modelo definido e tentará impor seu estilo, independente de onde e contra quem jogue…
Do outro lado o Vasco, de Ramon Menezes que vem fazendo um bom trabalho e, apesar de vir de 4 jogos sem vitória, sustenta seu time na parte de cima da tabela. Mas não se engane, não olhe para o banco e veja o camisa 10 daquele saudoso time de 2001, aquele Ramozinho hoje é adversário e, com os retornos de Ricardo, Andrey e Benítez, vai colocar uma defesa e meio campo consistentes, frente a Sampaoli, neste confronto. Se a base é sustentada nesses pilares, partindo da defesa, na frente, o artilheiro Cano, junto com as boas opções de velocidade pelos lados, prometem incomodar muito a defesa Atleticana. Tendo certa mais uma partida difícil, o Galo, que contará mais uma vez com um aceno da torcida, na rua de fogo, busca anular os perigos vascaínos para somar mais 3 pontos e tentar abrir margem na disputa pela ponta.
Achou mais uma prévia parecida com anteriores? Se perguntou “então, qual o mistério”? A verdade é que tudo é muito simples, o time treina e joga e, ao contrário do que as redações pensem, Sampaoli cobra muito sim, sua personalidade, sua intensidade, seu treino e toda a preparação, o credencia a cobrar que seus jogadores rendam dentro de campo, o que vem acontecendo. Este time em sintonia com a torcida, com salários em dia, com respaldo da diretoria e com as inquietas cobranças de Sampaoli, é o time que pode nos manter à frente de todos os outros.
PROVÁVEL ATLÉTICO:
Éverson; Guga, Réver (Igor Rabello), Jr Alonso e Guilherme Arana; Allan, Jair (Alan Franco) e Nathan; Savarino, Eduardo Sasha e Keno.
PROVÁVEL VASCO:
Fernando Miguel; Miranda, Ricardo Graça, Leandro Castan e Henrique; Andrey, Marcos Junior (Bruno Gomes) e Benítez; Vinícius, Cano e Talles Magno.
RETRSPECTO:
Contra o cruz-maltino, o Galo leva desvantagem nos confrontos. Nas 96 vezes que se encontraram, o Atlético foi vitorioso em 31 partidas e o Vasco em 41, tendo 24 jogos terminados empatados. O Galo marcou 113 gols e o Vasco 146. Em Belo Horizonte, equilíbrio. 22 vitórias Atleticanas, 2º vascaínas e 10 empates, nos 52 jogos já realizados.
ONDE ASSISTIR:
A partida terá transmissão do SporTV (exceto MG) e do Premiere, para todo o Brasil, a partir das 20h30 (de Brasília).
ARBITRAGEM:
Árbitro: Landro Vuaden (RS) Assistentes: Jorge Bernardi (RS) e José Calza (RS) VAR: Daniel Bins (RS), Douglas Schwengbar (RS) e André Bitencourt (RS)
Virada com a cara do Galo para cima do xará goianiense; Ronaldinho visitando a nossa casa; Craques da história reunidos num Mineirão colorido de preto e branco; Causos de ídolos e Atleticanos ilustres, culminando na imagem de Sideral empunhando sua guitarra e nosso belíssimo hino; Lançamento da pedra fundamental da Arena MRV; Galo Rock Band, ritmo de festa! Enquanto isso, Sampaoli dava instruções ao seus comandados para enfrentar o Grêmio, neste sábado e te lembra: acorda atleticano!!! HOJE TEM GALO!!!
Partida essa, que volta a acontecer às 21h (de Brasília), no Mineirão, pela 12ª segunda rodada do brasileirão.
Quando pedíamos uma semana tranquila, não tínhamos ideia das emoções que nos aguardavam, mas, na Cidade do Galo, o clima foi de trabalho intenso. Bem na competição, Samapoli, que pode não ter o capitão Réver, que passou por cirurgia para corrigir a fratura que sofreu na última partida, teve 5 dias para aprimorar as qualidades e corrigir os erros de sua equipe. A expectativa fica para a volta, ou não, de Nathan ao time titular e, claro, quem serão os 11 escolhidos para iniciar esse confronto. Se não podemos dar certeza de quem entra em campo, sabemos que o time buscará o que deu certo até aqui: manter a posso, agredindo o adversário com intensidade e trocas de passes rápidos. Do outro lado, um tricolor, que vem em brasileirão decepcionante, mas, animado e renovado pela vitória no clássico da última quarta, pela Libertadores. Renato Portaluppi ainda não conta com Pedro Geromel, Maicon e Jean Pyerre, que se recuperam de lesões musculares e, com compromisso na próxima terça-feira, pode mexer bastante no time que mede forças com o Galo e tentar se recuperar na competição.
PROVÁVEL ATLÉTICO:
Éverson; Guga, Réver (Igor Rabello), Jr Alonso e Guilherme Arana, Jair, Allan e Alan Franco (Nathan); Savarino, Keno e Eduardo Sasha.
PROVÁVEL GRÊMIO:
Paulo Victor; Victor Ferraz, Paulo Miranda, David Braz e Diogo Barbosa; Lucas Silva, Darlan, Matheus Henrique, Robinho e Pepe; Isaque.
RETRSPECTO:
Contra o rival gaúcho, o Galo está em desvantagem na história. Em 75 encontros, 22 vitórias do Atlético, 20 empates e 33 vitórias para o tricolor. Tendo o Galo marcado 69 gols e sofrido 101. Em campeonatos brasileiros, vantagem mais apertada a favor dos gaúchos, 18 vitórias atleticanas, 15 empates e 23 vitórias gremistas. Em Minas Gerais, o fator casa pesa em favor do Galo, 41 jogos, com 18 vitórias, 11 empates e 12 derrotas. Destaque para a partida pelas quartas-de-final do campeonato brasileiro de 2001, onde, em 5 de dezembro, 51.864 pagantes viram Marques marcar seu 100º gol com o manto alvinegro, no 3×0 que levou o Galo a disputa da semi-final. Guilherme, parceiro ideal de Marques, marcou os outros 2 do Galo.
ARBITRAGEM:
Árbitro: Caio Max Vieira (RN) Assistentes: Danilo Manis (SP) e Vinícius Melo (RN) VAR: Pablo Gonçalves (RN), Rodrigo Batista (DF) e Ciro Chaban (DF)
ONDE ASSISTIR:
A partida terá transmissão do SporTV (exceto MG) e do Premiere, para todo o Brasil, a partir das 21h (de Brasília).
Que ele não repete uma vez sequer os onze iniciais, já sabíamos, mas, adivinhar as escalações de Sampaoli, já se tornou brincadeira e até tema de bolões. Ao sair a escalação para o jogo contra RB Bragantino, onde ele surpreendeu até quem já se prepara para receber suas surpresas, ao lançar uma escalação bem mexida. Muitos questionaram a presença dos 3 zagueiros e 3 laterais de origem, mas, demorou para a turma perceber que isso não mudou o posicionamento nem a proposta da equipe. Mais recentemente, na partida contra o Atlético-GO, a alteração no início do 2º tempo, trocando um meio-campista por outro e um lateral por um zagueiro, também causou estranheza aos primeiros olhares, pois, como um time que precisa virar o jogo, lança mais um zagueiro na tentativa de ser mais ofensivo?
Depois do debate, a ideia de que façamos um exercício para entender os conceitos que Sampaoli utiliza para montar seu jogo de posições. Alerta de spoiler, vamos ver que, independente de qual jogador estiver em campo, de sua posição de origem, ou função pedida pelo comandante, o posicionamento base e o modelo de jogo, permanecem inalterados.
MOMENTO OFENSIVO
PARTE 1 – POSIÇÃO DE ORIGEM x POSICIONAMENTO x FUNÇÕES
Para começar, aqui, precisamos nos desapegar da nomenclatura e da função/posição de origem, além de deixarmos um pouco de lado os números tradicionais de esquemas, como 4-4-2, 3-5-2 ou 4-2-3-1 e, concentrarmos mais nas características, funções e posicionamento dos jogadores, para entendermos que um jogador pode ser escalado em determinado espaço do campo, mas não significa que ele vá cumprir a função característica e “comum” da posição. É notório que os jogadores do Atlético estão em constante movimentação, mas, eles partem de um posicionamento base.
Geralmente, Sampaoli “divide” o Atlético em 3 linhas sempre muito altas: 2 jogadores na base do segundo terço do campo, com mais 3 logo à frente, a chamada zona de construção e cobertura preventiva; posicionada no último terço, a última linha com 5 jogadores, sendo 3 mais centrais, na zona de definição e dois abertos, dando amplitude. Dividido em linhas (2-3-5), em triangulações, no desenho, se formam, mais ou menos, dois dáblios (WW).
O campinho usa como exemplo os jogadores que mais atuaram
OS SETORES
ZONA DE CONSTRUÇÃO E COBERTURA PREVENTIVA
Onde o jogo começa, na saída. Sampaoli se baseia no conceito da “saída Lavolpiana”, estilo de saída de bola implementada pelo treinador mexicano La Volpe, que chamou atenção na copa do mundo de 2006, consistindo numa saída sempre com 3 jogadores, para fazer superioridade numérica (aumentar o número de jogadores em relação ao adversário), seja com um jogador da linha à frente (lateral ou meio-campista), um zagueiro de origem “a mais”, ou mesmo o goleiro, se apresentando para sempre ter um jogador a mais para buscar uma saída com passes mais limpos e fugir da eventual pressão adversária.
Variação apenas de peças. Nestes campinhos vemos variados jogadores, de quatro posições de origem diferentes, exercendo a mesma função, em diversas posições
A saída é a origem de tudo e se torna fundamental o trabalho de atrair mais jogadores para abrir espaços, já pensando no ataque com passes curtos e mais rapidez. Uma saída limpa, leva a uma construção mais fluida e rápida. A constante movimentação e troca de posições, aliado ao apoio dos companheiros, nesta fase do jogo, permite aos jogadores que se posicionam na segunda linha, fazerem uma melhor e mais clara leitura dos espaços à frente. Essa dinâmica, faz com que o time progrida sempre buscando a melhor opção para a jogada. Neste ponto, a aproximação, a compactação em bloco e os automatismos dos movimentos, aliado ao entrosamento, gerados nos treinos, são determinantes. Mas, precisamos entender as funções que o posicionamento dos jogadores nas linhas os obrigam a exercer.
Já vimos que quem estiver na base do jogo, será responsável pela saída. Aqui a ordem é movimentação e passe, lançamentos e inversões, sempre buscando um companheiro bem posicionado, com o maior espaço aberto possível. Seja zagueiro, lateral, volante, ou o goleiro, o jogador posicionado nesta primeira linha, na parte ofensiva, terá a função de iniciar a construção.
Na segunda linha, ainda na zona de construção, geralmente também formada por 3 jogadores, ainda com intensa movimentação e passes rápidos, a complementação da saída, dá aos jogadores posicionados aqui, a função de preparar o terreno, carregando e dominando o território, empurrando o adversário para cada vez mais perto da zona de definição. Quanto mais altas as linhas, mais congestionado o setor fica, portanto, mais jogadores da primeira linha se aproximam, sempre na busca pela superioridade numérica, que vai manter a fluidez do jogo. Por isso, é muito comum os zagueiros de Sampaoli, como principal exemplo, o paraguaio Jr Alonso, aparecerem muito nesta fase. Assim, mais uma vez, independentemente da posição de origem, quem estiver por ali será um construtor; passando e, algumas vezes, carregando a bola.
Mais uma vez, variados jogadores participam de outra fase do jogo, em outros variados posicionamentos, exercendo outra função fundamental
ZONA DE DEFINIÇÃO + AMPLITUDE
Chegamos aos “finalmentes”, aqui é onde as fases anteriores se justificam. Na zona da definição, como o próprio nome já deixa claro, é onde, por meio da criatividade, movimentação, dinâmica e, também com improviso, o jogo chega ao objetivo primordial, o gol.
Independente da característica e posição de origem, o ataque também coordena movimentos ensaiados. Podemos destacar que, nesta fase, os jogadores conseguem se adaptar a mais de uma posição e função, devido a essa coordenação, a versatilidade e também a movimentação
A ordem aqui é dinâmica. Os jogadores de lado, se mantêm sempre bem abertos para dar amplitude, o que vai ajudar a espaçar a defesa, criando brechas para quebrar as linhas. Quem estiver pelo centro, se movimenta muito, sempre lendo o jogo, para ter a rápida percepção de qual o melhor caminho para buscar a definição. Atacar a defesa, recuar para abrir espaços para infiltrações, passes rápidos, dribles, arremates e qualquer movimento que a criatividade permita, faz com que os homens aqui, sejam meio-campistas, meias, meias-atacantes, segundos atacantes ou mesmo centroavantes, se tornem todos mais participativos na missão de definir as jogadas. Não importa quem faça o gol ou dê os passes decisivos, o mais importante é a movimentação, na tentativa de desorganizar o adversário, ler os espaços criados, para escolher a melhor opção ao definir a jogada, tudo para chegar ao gol.
PARTE 2 – A CARACTERÍSTICA DA POSIÇÃO DE ORIGEM EM FUNÇÃO DO POSICIONAMENTO EM CAMPO
ZAGUEIROS, OS PRINCIPAIS JOGADORES?
No estilo de jogo posicional, assumindo uma postura extremamente ofensiva, vimos que é cobrado dos defensores, que se posicionam na zona de construção, que eles não apenas defendam, mas sejam preponderantes para a saída, se tornaram os jogadores que mais pegam na bola. Jr Alonso, é o jogador com maior número (142) e maior média (12,82 p/ jogo) de passes para o último terço do campo em todo o brasileirão, segundo o Galo estatísticas. Isso reforça a ideia apresentada por Igor Rabello na inter-temporada, onde em entrevista, declarou que Sampaoli cobrava para que eles fossem os principais jogadores em campo. O time funcionando como organismo, impede um zagueiro mais lento e experiente como Réver de ser pego de surpresa, além de propiciar um jogador que não é da posição, como Fábio Santos, ser escalado por ali.
MEIO CAMPISTAS, CAMALEÕES
Comas transformações no futebol moderno, a diminuição do espaço é a grande cara deste “novo” jogo, então a dinâmica é o que manda no futebol por agora. Os jogadores têm tido muito menos espaço para participar do jogo, mas, o campo não diminuiu, então eles têm que ter essa dinâmica maior para cobrir o maior espaço possível, foram obrigados a se tornarem mais versáteis. A regra é ajudar na saída de bola, manter a posse se movimentando e passando com qualidade, preencher os espaços dando opção de passe aos companheiros e infiltrando a área para dar número ofensivo, e também finalizar, dar assistências e marcar. Se o meio-campo se torna o setor mais povoado, justamente pela imposição do território, o jogo acaba sendo desenvolvido e concentrado a partir dali. Se há mais jogo no meio campo, os defensores (zagueiros e laterais), que tenham qualidade e inteligência para se posicionarem e fluírem o jogo.
ATACANTES ABERTOS, O JOGO SE INICIA NA BASE, MAS TUDO É FEITO PARA LEVAR ÀS PONTAS
Amplitude, a palavra mais pedida aos homens que passam por ali. Quem está no lado, na última linha, deve abrir o campo, principalmente na tentativa de desorganizar a defesa, criando espaços para infiltrações e passes que vão quebrar as linhas. É muito comum lançamentos e viradas rápidas, buscando os homens de lado, para coloca-los em condições de enfrentar menos defensores e gerar espaços com dribles, ou contornando a linha defensiva por fora. Keno se destaca, tem o maior número de dribles no 1×1 (81) no brasileirão, além da maior porcentagem de sucesso nesses dribles (68%), segundo o Wyscout.
ATACANTES CENTRALIZADOS, NÃO SÃO FEITOS SÓ DE CENTROAVANTES E GOLS
Pressionar a saída, abrir espaços atacando a defesa e se movimentando, tocar mais na bola e ajudar a construir o jogo, tornaram os centroavantes mais completos e proporcionou a utilização de jogadores, nessa posição, sem essa característica tão marcante dos centroavantes, empurrar a bola para o gol. Quem joga por ali tem que fazer o gol, correto? Mas a realidade é que, em 90 minutos, um jogador pega por 5 na bola, quando muito. Os jogadores têm segundos de finalização em partidas inteiras, participam muito mais sem a bola. Com Sampaoli, nos acostumamos a ver atacantes que abrem mais espaços para os companheiros, dão mais assistências e também contribuem mais com a marcação, além de, claro, sempre marcando gols. Não importa quem componha o ataque, numa linha de 5 jogadores, quem estiver por ali, contribui para a definição. Com bola rolando, todos os 14 gols do Atlético no brasileirão, foram marcados por um dos jogadores que atuaram nessa última linha, na zona da definição.
Achou que a semana livre de jogos seria tranquila para o Galo, né?! Achou errado! Depois de semana cheia (de trabalho e polêmicas), o Galo volta a campo, neste sábado, contra o xará Goianiense, no Estádio Olímpico de Goiânia, às 21h (de Brasília), pela 11ª rodada do brasileirão.
Se a semana foi movimentada nos bastidores, o futebol, aparentemente blindado, teve tranquilidade para os trabalhos e, com este tempo para trabalhar, depois da boa vitória contra o RB Bragantino, Sampaoli volta à área técnica (cumpriu suspensão automática no último domingo) e conta com o retorno dos também suspensos, Rafael e Jair. Sem desfalques, mas com Marquinhos fora por opção técnica, a partida traz grandes expectativas: para a possível estreia profissional de Savinho, que treinou com os titulares durante toda semana, como antecipou o Fala Galo; O provável retorno de Nathan, que já entrou no último domingo, ao time titular; E para saber quem defenderá a meta atleticana: Rafael ou Éverson. Os donos da casa, do treinado Vágner Mancini, estão invictos há 4 partidas no campeonato, mas vêm de derrota na copa do Brasil e têm o desfalque do volante Marlon Freitas, lesionado. Pelo alto volume de jogos e viagens, temem o desgaste e isso contará muito para seu treinador escalar a equipe que enfrenta o Galo.
O dragão é um time de transição rápida, se dedica na marcação e força os erros dos adversários para contra golpear. Mostrou força em boas vitórias no campeonato e, mesmo com perdas importantes, como o meia Jorginho, é um time firme, que incomoda na velocidade. Como sempre, o Galo fará a questão de ter a bola que o goianiense não se importará de ceder. É redundante salientar a atenção e o comprometimento com o modelo que o Atlético deverá ter por toda a partida, mas, a expectativa para que a semana de treinos tenha servido para corrigir erros, aprimorar qualidades e ver uma evolução em campo, é boa.
Que o Atlético dos bastidores, o problemático, errante, precipitado e bagunçado, realmente fique de fora do campo e que só chegue aos jogadores o apoio e respaldo da torcida, que se manifesta nas redes sociais e saudou elenco e comissão, no embarque rumo a busca de mais três pontos. Fechamos e abraçamos o time e Sampaoli! Vamos para cima deles, HOJE TEM GALO!
RETRSPECTO:
Contra o xará goianiense, o Atlético leva larga vantagem, em 13 jogos disputados até aqui, o Galo venceu 9 vezes, empatou 3 e perdeu apenas uma. Tendo marcado 30 gols e sofrido 16. Na cidade de Goiânia, também ampla vantagem do Galo, 5 vitórias, 1 empate e a única derrota. Destaque para a virada espetacular, no Brasileirão de 2010, onde o Galo trouxe a vitória para casa, após fazer 3×2, no apagar das luzes. Mas o grande lance da partida, é o galaço de bicicleta dele, que provavelmente estará em campo hoje, o capitão Réver (2º do Galo).
PROVÁVEL GOIANIENSE:
Jean; Dudu, João Victor, Éder e Nicolas; Edson, Oliveira e Chico; Janderson, Renato Kayzer e Gustavo Ferrareis. Tec Vágner Mancini.
PROVÁVEL ATLÉTICO:
Rafael (Éverson); Guga (Mariano), Réver, Jr Alonso e Guilherme Arana; Allan, Jair, Alan Franco (Nathan); Savarino (Savinho), Keno (Marrony) e Eduardo Sasha. Tec Jorge Sampaoli.
ARBITRAGEM:
Árbitra: Edna Alves Batista (SP) Assistentes: Neuza Back (SP) e Evandro Lima (SP) VAR: José Rocha (SP), Salim Chavez (SP) e Gustavo Rodrigues (SP)
ONDE ASSISTIR:
A partida terá transmissão do Premiere, para todo o Brasil, a partir das 21h (de Brasília).
A torcida do Galo anda pegando algumas “pilhas” erradas e começam a fazer coro a uma ala de descontentes da imprensa mineira, em relação ao técnico Sampaoli e seu estilo de trabalho. Não que ele não tenha seus defeitos, mas algumas coisas que vem sendo atribuídas a ele, de fato não passam de desinformações, ou distorções do que vem sendo feito ou dito. E só para reforçar, o Galo tem hoje 66,7% de aproveitamento no Brasileiro. O melhor aproveitamento dos últimos anos, incluindo 2012, quando teve 63,2% de aproveitamento e terminou em segundo lugar, atrás do Fluminense.
A mais recente polêmica acerca das escolhas de Sampaoli não justificam, principalmente quando comparadas a algumas coisas que aconteceram no clube muito recentemente, como por exemplo as contratações de Maicon Bolt, Ramon Martinez e Lucas Hernández. Agora, para parte da imprensa mineira, o caso do volante Léo Sena é o absurdo dos absurdos. E, apesar de não ter sido uma indicação direta de Sampaoli, passou sim por ele sua contratação. Mas o custo foi bem menor que os citados, até mesmo os custos relativos a Maicon Bolt, que em teoria veio sem custos ao clube e agora tem decisão judicial para que receba pelo menos R$14 milhões, em uma ação proposta de R$ 20 milhões. Léo Sena custou aos cofres do clube a “bagatela” de € 600 mil, ou R$ 3.750 milhões, na cotação de 14/09/2020.
Qualquer contratação, mesmo aquela que tenha sido baseada em critérios técnicos e de aproveitamentos estatísticos é sempre uma aposta que às vezes acaba sendo de alto risco. Um caso mais recente a ser lembrado, é do meia-atacante David Terans, que hoje atua como segundo atacante no Peñarol e está se dando muito bem. Aqui ele não jogou praticamente nesta posição e, talvez por isto, não tenha se dado muito bem no clube. Inevitável, portanto, trazer a lista de todas as contratações da “Era Sette Câmara” com foco principal sobre as contratações para a temporada 2020 e por isto, sem a correção dos valores gastos para contratação dos atletas de 2018 e 2019.
O foco então é na lista de jogadores que chegaram no Galo para a temporada de 2020, um ano muito atípico por conta da pandemia e talvez até por isto, a torcida venha fazendo algumas confusões sobre as contratações e os responsáveis por elas. E mais uma vez, pode-se perceber que o técnico Sampaoli não faz distinção de quem tenha sido o responsável pela chegada dos jogadores. O mais importante é que eles consigam render bem e que assimilem a filosofia de jogo que ele busca implantar aqui no Galo.
O Atlético dos “Jorges”, Sampaoli nas arquibancadas e Desio na área técnica, fez jogo morno, sim, mas paciente e seguro. Em nenhum momento pareceu que o Atlético perderia o jogo, mas era clara a insistência em buscar a vitória.
Na formação, claro, mudanças. Mudanças que confundiram torcida, imprensa e o adversário. No gol, Éverson estreou ratificando sua qualidade com os pés e, apesar de pouco exigido, cumpriu bem o papel na meta. A parir daqui, veremos que, se desapegarmos de nomenclaturas e preconceitos, a complexidade é simplificada. Rabello e Réver formavam a zaga, deixando Alonso à vontade para se alinhar a Allan e Guga, tendo o lado esquerdo para avançar, sendo o lateral interno. Esses 3 revezavam na participação da saída e davam sustentação a Franco que tinha a missão de se movimentar e dialogar com Maílton, a surpresa da vez, aberto no lado direito do ataque. Do outro lado Arana, que se aproveitava do posicionamento de Alonso e da mocimentação de Savarino para pegar o corredor esquerdo. Sasha sendo o cara que atacaria a defesa e abriria espaços. Com alguns jogadores diferentes exercendo outras funções, talvez incomuns para a nomenclatura de suas posições, o Atlético se posicionou em campo da mesma forma que nos últimos jogos e tentou jogar da mesma forma, ditando o ritmo e impondo a intensidade.
Considerando o desgaste físico, o Galo não conseguiu fazer a pressão costumeira. Franco não dava a dinâmica necessária, mas, num jogo onde Sampaoli mexeu projetando o domínio do meio campo, um setor frágil do RB, Alonso, Guga e, principalmente, Allan, estavam lá justamente para carregar a bola e acionar os lados. Maílton, Savarino e Arana participavam muito do jogo e tentaram desenvolver as jogadas. Conseguiram algumas finalizações, quando o jogo era verticalizado, como no lance que gerou o escanteio do gol do capitão Réver. O Galo tentou ampliar o placar ainda no primeiro tempo, mas esbarrou no limite das pernas que já demonstravam o cansaço.
Na volta, o Atlético, mais uma vez desligado, permitiu em lance de desatenção e certo azar, que o Bragantino empatasse a partida. Como veio para arrancar qualquer ponto, o jogo ficou mais confortável para o time de Bragança, pois poderia esperar as ações atleticanas para reagir na velocidade de seu ataque. O Galo mexeu e persistiu. Veio Keno pelo lado esquerdo e as jogadas foram mais concentradas por ali. Paciente e seguro, foi criada a jogada do pênalti, desperdiçado por Sasha, e do gol de Savarino, que deu a vitória já próximo do fim.
O Atlético não se abalou, não se desesperou, não jogou bolas na área, teve paciência e a percepção de que o jogo não mostrava que poderia ser ganho na verticalização para usar de versatilidade e trabalhar a bola até o gol. A vitória sem sustos, mais uma vez, parece mais sofrida e dura do que foi. Internamente, o Atlético sempre se blindou e se manteve trabalhando, a vitória trás não só os 3 pontos, mas também uma maior tranquilidade para iniciar uma semana cheia de trabalho. Tranquilidade pelo menos nos campos da Cidade do Galo.
Apertem os cintos. Preparar, apontar, fogo! Tirem as crianças da sala! NÃO! Essa aí não, deixem as crianças na sala, mas se segurem, pois HOJE TEM GALO!
Depois de semana turbulenta, que começou com a vitória contra o coxa no Couto Pereira, passou, entre empréstimos, especulações, contratações, chuvas e trovoadas, até chegar à dura derrota para o peixe na vila, onde o mar não foi muito generoso com o Atlético…. Passamos pelo desabafo, o luto, as críticas, cobranças, mal entendimentos e polêmicas, até chegar a este domingo, quando enfrentamos, no Mineirão, o Red Bull Bragantino, ás 18h (de Brasília), pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro.
O time de Sampaoli, cumprindo suspensão pelo terceiro amarelo na vila, será comandado pelo auxiliar Jorge Desio, poderá contar com os retornos de Réver, que perdeu os dois últimos compromissos por gripe, e Nathan, acendendo a expectativa da massa para retornar com o mesmo nível de quando lesionou, há um mês, a coxa esquerda, na vitória contra o Corinthians. Tendo perdido o próprio comandante e Jair, também pela suspensão automática, a outra baixa é do goleiro Rafael, expulso na última quarta. Problema que pode ser contornado com a Éverson, que chegou na quinta, foi regularizado, apresentado, treinou na sexta e já pode fazer sua estreia.
Se o Galo teve semana movimentada, o time de Bragança também não teve dias muito mais calmos. Sem vencer há 5 partidas, na vice lanterna da competição e sob protestos da torcida, o RB vem a Belo Horizonte neste clima tenso, em busca de qualquer ponto. Apesar da fase, o Bragantino é um time jovem, de velocidade, que também finaliza bastante, mas peca ainda mais neste ponto. Além desse problema, sofre com a má fase dos goleiros e é uma defesa que é sujeita a chuvas e trovoadas. E é aí que o Galo tem que pressionar. Tanto pelos lados, quanto pelo centro, o Atlético tende a atacar bastante os defensores do RB, os pressionando e, com mais capricho, transformar a provável pressão em gols. Redundante ou não, o Atlético treina para jogar e joga para se impor. Apesar de não ter seu treinador, o espírito de Sampaoli, com sua intensidade, determinação e os olhos para a vitória, entrará em campo com seu time.
PROVÁVEL ATLÉTICO: Éverson; Mariano, Igor Rabello (Réver), Alonso e Guilherme Arana; Allan, Alan Franco e Hyoran; Keno (Marquinhos), Marrony e Eduardo Sasha. Tec.: Jorge Desio
PROVÁVEL RB BRAGANTINO: Cleiton; Aderlan, Léo Ortiz, Léo Realpe e Edimar; Raul, Ryller e Claudinho; Arthur, Ytalo e Tubarão. Tec.: Murício Barbieri
RETROSPECTO: O Galo ainda não enfrentou o novo RB Bragantino, mas, contra o time de Bragança, fez apenas 10 jogos em toda a história. Com 7 empates, o Galo venceu por 2 vezes e o Braga, apenas uma. São 12 gols para cada lado. Em BH, as duas vitórias do Atlético, 2 empates e a vitória do Bragantino.
ONDE ASSISTIR: A partida terá transmissão do Premiere, para todo o Brasil, a partir das 18h (de Brasília).
ARBITRAGEM: Árbitro: Ramon Abatti (SC) Assistentes: Alex dos Santos (SC) e Henrique Neu (SC) VAR: Pathrice Corrêa (RJ), Graziani Maciel (RJ) e Diogo Carvalho (RJ)
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