Atlético x Cruzeiro: prováveis times, desfalques e onde assistir ao clássico válido pela 33ª rodada do Brasileirão

Foto: Pedro Souza / Atlético

Por: Thiago Florêncio

O último superclássico da temporada acontece nesta quinta-feira (29), às 19h30 (de Brasília), na Arena MRV. Atlético e Cruzeiro se enfrentam pela 33ª rodada do Brasileirão, com transmissão do Premiere, no sistema pay-per-view.

Os rivais olham para o mesmo lugar da tabela. O Cruzeiro é o terceiro colocado, com 54 pontos, e quer encurtar o caminho até a vaga direta na fase de grupos da Libertadores do ano que vem. O Galo está em sexto, com 50, e também briga por um lugar na competição continental. Se vencer, o time alvinegro fica a um ponto do rival.

Como chega o Atlético: escalação em aberto e zagueiro Vítor Hugo suspenso

O Galo ainda digere a derrota para o Flamengo, por 3 a 2, no Maracanã, com um pênalti no último minuto. Agora, o problema de Barba Domínguez é o calendário. No domingo (1º), o Atlético visita o Grêmio, em Porto Alegre, no jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil. Por isso, o time que vai a campo no clássico ainda é uma incógnita.

O zagueiro Vítor Hugo recebeu o terceiro cartão amarelo contra o Flamengo e cumpre suspensão automática. Everson está totalmente recuperado, mas ainda não foi relacionado, e a presença do goleiro segue incerta. Cuello, que trata um trauma na costela, também é dúvida.

O departamento médico continua com Ruan Tressoldi e Mateo Cassierra, ambos com lesão no músculo posterior da coxa esquerda, e Thiago Borbas, que se recupera de uma lesão muscular no posterior da coxa direita.

A lista de pendurados pede cuidado. Lyanco, Kevin Castaño, Tomás Pérez, Cissé, Igor Gomes e Fred têm dois cartões amarelos. Um amarelo no clássico tira o jogador da rodada seguinte do Brasileirão.

Suspenso

Vítor Hugo (suspenso por acúmulo de cartões amarelos).

Lesionados

Ruan Tressoldi (lesão no músculo posterior da coxa esquerda), Mateo Cassierra (lesão no músculo posterior da coxa esquerda) e Thiago Borbas (lesão muscular no posterior da coxa direita).

Dúvidas

Everson (recuperado, mas ainda não relacionado) e Cuello (trauma na costela).

Pendurados

Lyanco, Kevin Castaño, Tomás Pérez, Cissé, Igor Gomes e Fred.

O provável Atlético para encarar o Cruzeiro

Com isso, o provável Atlético para encarar o Cruzeiro tem: Gabriel Delfim; Alan Franco, Lyanco e Léo Duarte; Alan Minda, Maycon, Kevin Castaño e Lodi; Victor Hugo e Bernard; Reinier. Técnico: Eduardo Domínguez.

Como chega o Cruzeiro: João Marcelo de volta e força máxima

O Cruzeiro venceu o Remo por 1 a 0, em casa, na rodada passada. Na Arena MRV, busca os três pontos para se aproximar da vaga direta na fase de grupos da Libertadores.

A tendência é que Artur Jorge mande a campo o que tem de melhor. O português deve armar o time com quatro homens no meio-campo e dois atacantes, num 4-4-2. Suspenso na última rodada, o zagueiro João Marcelo deve voltar ao time no lugar de Fabrício Bruno.

Artur Jorge tem três desfalques confirmados. O meia Felipe Morais tem uma lesão muscular. O atacante Luis Sinisterra se recupera de uma lesão muscular na coxa esquerda. O meia Gabriel Pec trata uma fratura na tíbia da perna esquerda.

O lado celeste também convive com uma lista enorme de pendurados. São 12 jogadores com dois amarelos, e sete deles estão no provável time titular: Otávio, William, Lucas Villalba, Gerson, Matheus Pereira, Arroyo e Kaio Jorge. Os outros cinco são Kauã Moraes, Fabrício Bruno, Gabriel Rojas, Lucas Silva e Wesley.

Lesionados

Felipe Morais (lesão muscular), Luis Sinisterra (lesão muscular na coxa esquerda) e Gabriel Pec (fratura na tíbia da perna esquerda).

Pendurados

Otávio, William, Kauã Moraes, Fabrício Bruno, Lucas Villalba, Gabriel Rojas, Lucas Silva, Gerson, Matheus Pereira, Arroyo, Wesley e Kaio Jorge.

Confira o provável Cruzeiro para encarar o Atlético

Com isso, o provável Cruzeiro para encarar o Atlético tem: Otávio; William, João Marcelo, Jonathan Jesus e Lucas Villalba; Lucas Romero, Gerson, Zé Lucas e Matheus Pereira; Arroyo e Kaio Jorge. Técnico: Artur Jorge.

Prancheta tática: por dentro do jogo

Galo com a bola: o 3-2-5

Com a posse, o time de Barba Domínguez deve se armar em um 3-2-5. Franco, Lyanco e Léo Duarte formam a saída com três zagueiros e avançam até perto do meio-campo. Maycon e Castaño jogam um pouco à frente deles, como opções de passe por dentro.

Na última linha, o Galo coloca cinco jogadores. Renan Lodi ocupa o corredor esquerdo e Bernard atua como meia pela esquerda. Reinier é a referência centralizada, mas flutua bastante e sai da área para abrir espaço. Pela meia direita aparece Victor Hugo, enquanto Alan Minda fica aberto no corredor direito.

A força do time está no jogo aproximado e na troca de corredor. Quando o Galo ataca pela esquerda, Lyanco tem Maycon e Reinier por perto, e o time inteiro balança para aquele lado. O Cruzeiro precisa balançar junto, e aí surge a vantagem: a linha de quatro celeste fica diante de cinco atacantes alvinegros.

Com o adversário deslocado, a bola pode girar rápido para a direita. Minda tende a ficar sozinho no corredor, em vantagem sobre a última linha do Cruzeiro, com espaço para avançar e cruzar.

Prancheta aberta: como jogam Atlético e Cruzeiro?

O pós-perda como arma

A marcação individual e a pressão são outro ponto forte do Galo. Depois de perder a bola, o time precisa apertar na hora para não deixar o Cruzeiro sair jogando.

A preocupação tem base nos números. O Cruzeiro prefere o ataque montado, com 1.882 ataques posicionais contra 373 contra-ataques na temporada. Quando sai em velocidade, porém, machuca: 23,1% das suas transições terminam em finalização, quinta melhor marca da liga.

Galo sem a bola: 4-5-1 ou 5-4-1

O desenho de partida sem a bola deverá ser um 4-5-1. Alan Franco fecha a lateral direita, Lyanco e Léo Duarte formam a dupla de zaga, e Lodi volta para a lateral esquerda.

À frente deles fica uma linha de cinco. Minda aparece aberto pela direita e Victor Hugo pela meia direita. Maycon e Castaño fecham por dentro, com Castaño mais centralizado, e Bernard cuida do corredor esquerdo. Reinier fica sozinho na frente, fazendo o balanço.

O time também pode variar para um 5-4-1. Nesse caso, Minda desce para formar a linha de cinco pelo corredor direito, e Victor Hugo abre mais pela direita.

Cruzeiro sem a bola: o 4-4-2

O Cruzeiro deve se defender em um 4-4-2. William atua na lateral direita, João Marcelo e Jonathan Jesus formam a zaga, e Villalba fecha pela esquerda.

Romero e Zé Lucas são os volantes. Arroyo aberto pela direita e Gérson pela esquerda completam a linha de quatro, com Kaio Jorge e Matheus Pereira na frente.

É um time que pressiona muito. São 19,2 pressões por jogo, segunda maior média da liga, e 10,4 pressões altas, a maior do campeonato. Ainda assim, cede 1,42 de xG por partida, apenas a 11ª melhor defesa nesse critério.

Cruzeiro com a bola: o 2-2-6

Com a posse, o time deve vir em um 2-2-6. João Marcelo e Jonathan Jesus ficam antes da linha do meio-campo, e Romero e Zé Lucas jogam um pouco mais à frente. Se Romero recua para ajudar na saída, o desenho passa a ser um 3-1-6.

Na frente ficam seis homens. William e Villalba ocupam os corredores no campo de ataque. Gérson flutua muito, aparece mais pela esquerda e também constrói por dentro, enquanto Arroyo atua pela meia direita. Kaio Jorge e Matheus Pereira se movimentam bastante, e Matheus Pereira tem liberdade para voltar e armar o jogo.

O Cruzeiro gosta da bola. Tem 54,3% de posse, terceira maior média da liga, e troca 510 passes por jogo, quarta marca do campeonato. O aproveitamento nos passes chega a 85,3%, sexto melhor índice. No ranking geral do SportsBase, o time aparece em quarto lugar entre os 20 clubes.

Onde o clássico pode ser decidido?

O maior cuidado do Galo está no 6 contra 5. Se os balanços defensivos atrasarem, o Cruzeiro ganha superioridade numérica na última linha. Os encaixes de marcação também precisam estar ajustados.

No primeiro jogo da Copa do Brasil, Matheus Pereira levou a marcação atleticana do centro para o lado esquerdo da defesa alvinegra em algumas jogadas. O espaço aberto na entrada da área originou o gol de Arroyo, num chute de fora.

Para segurar o rival, tirar a bola dele não deve funcionar. O caminho é fechar o meio e o lado direito do ataque celeste, de onde saíram 35 dos 50 gols do time, e empurrar o jogo para a esquerda, setor em que o Cruzeiro marcou só 5. Por dentro, foram 18 gols, terceira melhor marca da liga.

O adversário também tem pontos fracos. É o último colocado em escanteios que viram finalização, com 25,9% contra 32,3% da média da liga, e o 17º em perdas de posse após passe, com 34,7 por jogo. Com a bola recuperada, o contra-ataque alvinegro pode decidir o clássico, desde que o Galo consiga quebrar a pressão pós-perda do Cruzeiro.

Arbitragem

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) escalou Raphael Claus, da Federação Paulista de Futebol, para apitar o clássico. Os auxiliares são Danilo Ricardo Simon Manis (SP) e Luiz Alberto Andrini Nogueira (SP). No VAR, o comando fica com Rafael Traci (SC).

Estatisticas sobre o árbitro Raphael Claus

Aos 47 anos, Claus está no quadro da Fifa desde 2015 e apitou duas partidas na Copa do Mundo deste ano. Neste Brasileirão, já comandou dois jogos do Galo: a derrota por 2 a 1 para o Grêmio, em Porto Alegre, e o empate por 1 a 1 com a Chapecoense, em Chapecó. Com ele no apito, o Atlético ainda não venceu na competição.

Somando Brasileirão e Copa do Brasil, o paulista marcou 422 faltas (média de 21,75 por jogo), distribuiu 81 cartões amarelos (média de 4,03) e expulsou 4 jogadores (média de 0,24).


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