Flamengo x Atlético: prováveis times, desfalques, arbitragem e onde assistir o duelo pela 32ª rodada do Brasileirão

Foto: Pedro Souza / Atlético

Por: Thiago Florêncio

O Atlético visita o Flamengo nesta segunda-feira (26), às 20h (de Brasília), no Maracanã, pela 32ª rodada do Brasileirão. O Galo está em sexto, com 50 pontos. Se vencer no Rio, sobe para quinto e passa o Fluminense. O Flamengo é o vice-líder, com 67, e precisa dos três pontos para seguir colado no Palmeiras, que soma 69. A transmissão será do Premiere, no (Pay-Per-View).

Os dois chegam com a cabeça em lugares bem diferentes. O Atlético ainda comemora a vaga na final da Sul-Americana. O Flamengo tenta virar a página depois de cair na Libertadores dentro de casa.

Como chega o Atlético: Scarpa liberado pelo DM, Cuello fica fora

A classificação para a decisão continental veio no sufoco. O Galo tinha feito 3 a 0 no jogo de ida. Na volta, perdeu por 2 a 0 para o City Torque e avançou no agregado de 3 a 2. Pelo Brasileirão, o time venceu o Coritiba por 1 a 0 na rodada passada e recuperou o fôlego na tabela.

A final da Sul-Americana está no horizonte, mas Barba Domínguez deve mandar a campo a maior parte dos titulares. A boa notícia é a volta de Gustavo Scarpa. O meia foi liberado pelo departamento médico depois de tratar uma lesão no músculo posterior da coxa direita, na região dos isquiotibiais, e está à disposição.

A baixa de última hora é Cuello. O camisa 28 sofreu um trauma na costela, não viajou com a delegação e já faz tratamento na fisioterapia. Ele entra numa lista que já incomodava. Ruan Tressoldi e Mateo Cassierra tratam lesões no músculo posterior da coxa esquerda. Thiago Borbas se recupera de uma lesão muscular no posterior da coxa direita.

Lesionados

Ruan Tressoldi (lesão no músculo posterior da coxa esquerda), Mateo Cassierra (lesão no músculo posterior da coxa esquerda), Thiago Borbas (lesão muscular no posterior da coxa direita) e Cuello (trauma na costela).

Pendurados

Lyanco, Vitor Hugo, Pérez, Cissé, Igor Gomes, Fred e Castaño.

Confira o provável Atlético para encarar o Flamengo

Com isso, o provável Atlético para encarar o Flamengo tem: Gabriel Delfim; Alan Franco, Vitão e Lyanco; Alan Minda, Lodi, Cissé, Kevin Castaño; Igor Gomes e Bernard; Reinier. Técnico: Eduardo Domínguez.

Como chega o Flamengo: ressaca da Libertadores e possíveis mudanças nas laterais

A eliminação para o Estudiantes, nos pênaltis e diante da própria torcida, ainda pesa. Fora da Libertadores, o Flamengo agora foca no Brasileirão. O time de Leonardo Jardim está em segundo, dois pontos atrás do Palmeiras.

Jardim deve mexer nas laterais. Varela e Ayrton Lucas ganham as vagas de Emerson Royal e Alex Sandro. No ataque, Pedro segue como referência, e Bruno Henrique aparece como alternativa. Arrascaeta se recuperou de uma fratura no punho e deve começar no banco.

O zagueiro Danilo continua fora, em recuperação de fraturas no rosto. O volante Evertton Araújo está em transição física, a etapa entre o fim do tratamento e a volta aos treinos com o grupo, e não deve ser relacionado.

Lesionados

Danilo (fraturas no rosto) e Evertton Araújo (em transição física).

Pendurados

Alex Sandro, Arrascaeta, Bruno Henrique, Carrascal, Luiz Araújo, Pedro, Plata, Pulgar e Vitão.

Veja o provável Flamengo para enfrentar o Atlético

Com isso, o provável Flamengo para enfrentar o Atlético tem: Rossi; Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira e Ayrton Lucas; Pulgar e Jorginho; Plata, Carrascal e Samuel Lino; Pedro. Técnico: Leonardo Jardim.

Prancheta aberta: como jogam Atlético e Flamengo?

Atlético: três zagueiros com a bola, linha de quatro sem ela

Com a bola, Barba Domínguez pode armar o Galo no 3-4-2-1. Alan Franco, Vitão e Lyanco cuidam da saída de jogo. Os alas abrem o campo e sobem quase até a linha dos atacantes. Com Cuello no departamento médico, Alan Minda é o nome mais provável para ocupar um dos corredores. Por dentro, Cissé e Kevin Castaño dão sustentação.

Bernard e Igor Gomes flutuam entre as linhas, nas costas de Pulgar e Jorginho. Com essa movimentação, os dois tentam tirar Léo Ortiz e Léo Pereira de posição. Isso abre espaço para Reinier, que é a referência, ou para as diagonais dos alas.

Sem a bola, o desenho muda. O time recua para um 4-1-4-1 compacto, com nove jogadores atrás da linha da bola. Cissé fica à frente da defesa e protege a entrelinha, o espaço entre a última linha e o meio-campo. O Galo espera o adversário arriscar na saída para roubar e acelerar.

Prancheta aberta: como jogam Atlético e Flamengo?

Flamengo: posse paciente e aceleração no último terço

Leonardo Jardim deve repetir o 4-2-3-1. Pulgar e Jorginho ficam na base, Plata, Carrascal e Samuel Lino formam a linha de três e Pedro comanda o ataque. O português manteve a posse de bola paciente que o time tinha com Filipe Luís, mas cobra mais velocidade na hora de atacar.

Nas laterais, Varela é o mais ofensivo. Ayrton Lucas alterna. Às vezes apoia por fora, às vezes fecha por dentro e vira mais um homem de meio-campo.

A maior mudança de Jardim está no quarteto ofensivo. Carrascal, Samuel Lino e Plata trocam de posição o tempo todo. Sem Arrascaeta entre os titulares, a mobilidade cresce. Qualquer um dos quatro, Pedro incluído, pode recuar para buscar a bola enquanto os outros atacam o espaço entre as linhas do adversário.

A saída curta com Rossi continua, agora com Jorginho como peça central. Ele avança pouco e se posiciona perto dos zagueiros e dos laterais. Assim, atrai a marcação e entrega a bola limpa para quem está na frente. Antecipa o lance antes de ele acontecer. Já merece ser tratado como craque.

Quando a troca de passes trava, o Flamengo machuca na transição, palavra que Jardim e boa parte dos treinadores portugueses usam o tempo todo. Quem perde a bola leva alguns segundos para se reorganizar. É nessa janela que os espaços aparecem. O Flamengo recupera e procura logo os pontas, ou acha Pedro, que segura a bola de costas para o gol e espera a chegada do quarteto.

Onde o jogo pode ser decidido?

Os dois times gostam de roubar a bola e sair rápido. Para o Galo, esse é o plano principal. O Flamengo recorre ao contra-ataque quando o ataque posicionado não encaixa. Quem errar passe na saída vai pagar caro no Maracanã.

Para o Atlético, a zona mais sensível é a entrelinha. Cissé terá Carrascal e Pedro, que costuma recuar, circulando na mesma faixa do campo. Na outra ponta, se Bernard e Igor Gomes encontrarem espaço nas costas de Pulgar, o Galo tem por onde ferir.

Arbitragem

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) escalou Rodrigo José Pereira de Lima, da Federação Pernambucana de Futebol, para apitar o jogo. Os auxiliares são Maira Mastella Moreira (RS) e Michael Stanislau (RS). O VAR fica sob o comando de Rodrigo D’Alonso Ferreira (SC).

Estatísticas Rodrigo José Pereira de Lima

Somando Brasileirão e Copa do Brasil, o pernambucano marcou 612 faltas (média de 25,36 por jogo). Também distribuiu 104 cartões amarelos (média de 4,44) e expulsou 3 jogadores (média de 0,22).


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