Declaração de Jorge Sampaoli escancara incompetência dos responsáveis pelo futebol do Atlético
Por: Angel Baldo
Foto: Pedro Souza
OPINIÃO – Logo após o empate em 1 a 1 contra o Flamengo na Arena MRV, em jogo válido pela 36ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro, o técnico Jorge Sampaoli ao comentar sobre as reuniões para formar o elenco de 2026, mostrou indiretamente o alto nível de incompetência dos responsávies pelo futebol do Atlético ao dizer: “No ano anterior, o time esteve perto do rebaixamento. Esse ano, esteve também mal na tabela…”
Por mais que o Galo tenha chegado em três finais de Copas consecutivas (Copa Conmebol Libertadores 2024, Copa do Brasil 2024 e Copa Conmebol Sudamericana 2025), o trabalho dos responsáveis pelo futebol é extremamente questionável. Com exceção da ‘bolha’ que busca, de certa forma, uma vaguinha em Vespasiano ou até mesmo na Arena MRV, Paulo Bracks, Victor Bagy e Rafael Menin erraram muito e são duramente criticados por isso.
Só para finalizar o assunto Copa. Sim, é possível fazer boas campanhas em torneios mata-mata mesmo com um planejamento porco. Não dá para esquecer, por exemplo, do Palmeiras, Campeão da Copa do Brasil e rebaixado no Brasileirão em 2012. Também temos a Ponte Preta, vice-campeã da Copa Conmebol Sudamericana em 2013 e que acabou caindo para Série B. Além, claro, do Goiás, vice-campeão da Copa Sudamericana em 2010 e que também foi rebaixado no Brasileirão.
Podemos citar outros times como o Sport Recife, vice-campeão da Copa do Brasil em 1989 e rebaixado para a Série B. O Grêmio, vice-campeão da Copa do Brasil em 1991 e rebaixado para a Série B. Em 2010, o Vitória foi vice-campeão da Copa do Brasil e acabou rebaixado no Brasileirão.
Se por um lado é possível fazer boas campanhas em Copas, o Brasileirão não perdoa os incompetentes. O Atlético é a prova mais real disso. Em 2024, o Galo fez apostas caras como Brahian Palacios e Fausto Vera, além disso, manteve nomes em total declínio técnico como Mariano, Mauricio Lemos, Eduardo Vargas e Alan Kardec. Resultado? Foi salvo da Série B na última rodada graças ao gol do meio-campista Rubens, que aproveitou o rebote de um pênalti perdido pelo ídolo Hulk.
Para 2025, a expectativa era de mudanças, mas o Galo não aprendeu e ainda em dezembro, vendeu o seu melhor jogador. O atacante Paulinho foi para o Palmeiras por R$ 113,4 milhões, sobrando cerca de R$ 90 milhões para o Galo. A transação também envolveu o jovem meio-campista Gabriel Menino, que já vinha em queda técnica na equipe paulista, além da promessa Patrick Silva, que fez poucos jogos e passou grande parte da temporada entregue ao departamento médico.
Não satisfeitos em vender o seu melhor jogador, a diretoria com uma grande ‘criatividade’, resolveu usar R$ 87 milhões para trazer os atacantes Rony (Palmeiras) e Júnior Santos (Botafogo). No atleta do Verdão, o Galo desembolsou R$ 47,3 milhões e no atleta do clube carioca, foi desembolsado R$ 40 milhões.
Os erros continuaram para 2025. Além da contratação do questionável lateral-direito Natanael, o Galo fez mais uma negociação com o Palmeiras, mandando o zagueiro Bruno Fuchs e trazendo o ‘polivalente’ Caio Paulista. Ok, é verdade que tivemos um acerto importante, que foi a contratação do argentino Tomás Cuello junto ao rebaixado Athletico Paranaense, contudo, ainda temos mais erros para serem destacados, como Biel e Reinier. Dois atacantes que simplesmente apanham da bola. Bizarro!
REFORMULAÇÃO PARA 2026?
Para 2026, o cenário ideal é uma reformulação profunda no elenco, contudo, é difícil acreditar que Jorge Sampaoli terá a mesma autonomia que teve em 2020, quando fez uma grande reformulação logo após os dois vexames de fevereiro – eliminação para o Afogados na Copa do Brasil e eliminação para o Unión na Copa Sudamericana.