Rodrigo Caetano faz balanço do seu período à frente do futebol do Atlético
Por Hugo Fralodeo
21 fev 2024 17h24
Na última sexta-feira (16), a saída de Rodrigo Caetano da direção de futebol do Atlético foi anunciada oficialmente. De lá para cá, muita água rolou. Inclusive, Victor, antigo gerente, já assumiu o departamento de futebol do Clube.
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Na tarde desta quarta-feira (21), no entanto, o novo coordenador executivo geral de seleções da CBF se despediu da imprensa e da Massa, em sua última entrevista coletiva, concedida na Arena MRV, onde fez um balanço de seus três anos de gestão do departamento d futebol do Clube.
Caetano conta que as eliminações nas copas foram responsáveis por seus piores momentos, mas que prefere ver o lado positivo de sua passagem, citando a conquista do Brasileirão de 2021 como o ápice dos seus três anos na Cidade do Galo:
“Momentos difíceis, tivemos. Eliminações, talvez, que não esperávamos, principalmente nas copas. Mas, eu preferiria fazer um balanço muito mais positivo, porque, no futebol, no esporte de alto rendimento, principalmente coletivo, as decepções e derrotas são muito maiores do que os êxitos, no nosso país, inclusive. Nós temos muitos clubes em condições de conquistar o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil. Então, não é normal ganhar bastante em um espaço muito reduzido. Às vezes, nós todos somos induzidos a esse erro, que é normalizar isso. Para mim, os maiores e melhores momentos foram esses, de conquistas. O Campeonato Brasileiro tem uma marca, vou carregar para sempre, pelo tempo que o Galo não ganhava e pela forma como foi”.

O executivo destaca, porém, o trabalho feito para manter o departamento de futebol do Clube em alta e competitivo:
“A gente é contratado com a missão de acertar muito mais do que errar, mas erramos. A gente tentou construir alguns processos nesse período todos, independente de elenco e das conquistas. Saio com o dever cumprido de ter consolidado processos que vão envolvendo todo o departamento de futebol, de excelente estrutura física, de contratação, prospecção e realocação de atletas. Com o passar dos anos, nós conseguimos fazer pequenos, médios e grandes negócios. A vinda de atletas sempre foi dentro do orçamento. Mantivemos uma estrutura de logística impecável”.
Mais especificamente sobre o processo de contratações, o ex-diretor enumera fatores que justificam eventuais jogadores que não deram certo no Clube:
“Por mais que você tenha um processo de contratação extremamente evoluído, nós contratamos pessoas. Gera-se uma expectativa, mas, por algum motivo, uma lesão, uma falta de adaptação, o atleta não consegue entregar, isso faz parte. Mas acho que a gente acertou muito mais”.
Por fim, Caetano revela que não conseguir ter mantido um treinador de um ano para o outro em nenhum dos últimos três anos pode ser considerado seu maior erro no Atlético:
“Em relação aos erros, é claro que a gente erra e passa por algumas escolhas equivocadas que não vou ficar nominando, com certeza foi não ter dado continuidade de um ano para o outro, de uma temporada para outra, com os mesmos treinadores, porque o reinício é sempre muito doloroso. Mas, enfim, são coisas inerentes ao futebol”.
Anunciado em 6 de janeiro de 2021 para o lugar de Alexandre Mattos, Rodrigo Caetano deixa a Cidade do Galo após pouco mais de três anos, com 27 contratações e seis títulos conquistados: três Campeonatos Mineiros (2021, 2022 e 2023), a Copa do Brasil e o Brasileirão de 2021, além da Supercopa do Brasil de 2022.
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