O Atlético venceu o primeiro clássico do ano, por 2 a 1, gols de Hulk e Bernard. Apesar da vitória, no entanto, o embate na Arena MRV foi marcado por várias polêmicas de arbitragem, que causaram a revolta de todos os Atleticanos. Nesta segunda (26), o diretor de futebol do clube, Paulo Bracks, se pronunciou sobre a arbitragem de Davi Larcerda (CBF/ES), e aproveitou para citar os erros de arbitragem no outro clássico da semana, contra o América-MG.
“Na quarta-feira, contra o América, nós fomos prejudicados pela arbitragem. Um gol legitimo do Cuello anulado, que nos dava, naquela altura do jogo, a virada. Optamos por não se posicionar naquele momento, para não mascarar os erros nossos da partida, e transferir responsabilidade. Mas ontem, de novo, dessa vez com arbitragem de fora, mais uma vez a arbitragem interferiu diretamente no jogo. Mesmo com a nossa vitória importantíssima no clássico, não podemos deixar de destacar o absurdo que foi o pênalti (não marcado), no Bernard. O pênalti foi escandaloso, ao nosso ver. Não tem disputa de bola”.
Bracks também demonstrou preocupação com possíveis erros de arbitragem no Brasileirão, que começa nesta semana: “É impossível não demonstrar preocupação, às vésperas do início do Campeonato Brasileiro. E, por essa razão, amanhã estarei na CBF, para tratar esse assunto de maneira direta com a comissão de arbitragem. O Galo não quer apito a seu favor, mas nós não vamos admitir sucessão de erros”.
Sucessão de Erros
No empate diante do América-MG, a reclamação ficou por conta do gol de Tomás Cuello, legal no campo, mas anulado após consulta do VAR. O jogador aproveitou a bobeada do goleiro do América, que soltou a bola na pequena área, e escorou para as redes. O VAR, no entanto, acusou um choque faltoso do atacante no arqueiro, o que causou revolta geral no Galo.
Contra o Cruzeiro, o lance polêmico aconteceu no primeiro tempo. Bernard invadiu a área pela direita, cortou para dentro, e foi obstruído pelo lateral Kaiki Bruno, utilizando o braço. Davi Lacerda mandou o jogo seguir. Nem mesmo uma revisão de vídeo foi sugerida pelo árbitro do VAR, Daniel Nobre Bins (CBF/RS).
Apesar da “dor de cabeça”, a vitória de virada recolocou o Atlético na briga pela classificação à próxima fase do Estadual. Nesse meio-tempo, o Alvinegro realiza sua estreia no Campeonato Brasileiro, diante do Palmeiras, em Belo Horizonte.
Cruzeiro aproveita falha do sistema defensivo alvinegro e sai em vantagem no primeiro tempo
As equipes passaram os minutos iniciais em ritmo de estudo. O Atlético tentou acelerar com bolas mais longas, buscando escapar da marcação alta do Cruzeiro. A equipe adversária preferiu a troca de passes curtos, com saída organizada desde a defesa e mais paciência na construção.
Aos 12 minutos, o Galo criou a primeira chance clara. A defesa do Cruzeiro falhou na saída de bola, Victor antecipou a jogada, trouxe para a perna direita e bateu colocado. A bola passou rente ao ângulo esquerdo do goleiro Cássio, arrancando reação da torcida na Arena MRV.
O Cruzeiro respondeu dez minutos depois. Fabrício Bruno cobrou falta rápida para Christian, que avançou pela direita e encontrou Kaio Jorge com passe enfiado na área. O atacante se esticou, mas não conseguiu finalizar. A bola saiu pela linha de fundo.
Aos 25, a equipe celeste foi eficiente. Matheus Pereira acionou Kaiki, que lançou Kaio Jorge nas costas de Junior Alonso. O camisa 19 dominou com liberdade e finalizou por cobertura, sem chance para Everson, abrindo o placar.
O gol reforçou o desenho da etapa inicial. O Atlético passou a ter mais posse, mas encontrou dificuldades para romper o sistema defensivo bem organizado do rival. Faltou velocidade na circulação e precisão no último passe. O Cruzeiro, confortável, passou a explorar os espaços deixados nas laterais.
Aos 31, Sampaoli precisou mexer cedo. O lateral-direito Preciado sentiu o tornozelo e deu lugar a Igor Gomes. Com a mudança, Alan Franco foi deslocado para a lateral, dando mais qualidade na saída de bola pelo meio-campo.
Depois dos 30 minutos, o Galo até chegou duas vezes ao ataque, mas sem efetividade. As jogadas morriam na entrada da área ou terminavam em finalizações travadas, reflexo da boa leitura defensiva do Cruzeiro.
Nos acréscimos, veio a primeira polêmica. Bernard entrou na área, fintou Kaiki e foi contido com o braço pelo defensor. Os jogadores do Atlético pediram pênalti. O árbitro Davi de Oliveira Lacerda mandou o jogo seguir, o que gerou reclamações e uma breve confusão. Após a paralisação, a partida foi reiniciada após revisão da jogada pelo VAR.
Atlético cresce, vira o jogo e impõe seu ritmo na etapa final
O Atlético voltou do intervalo com postura mais agressiva. Passou a ter maior controle da bola e concentrou as infiltrações pelo lado esquerdo, explorando a velocidade e o drible de Dudu para desmontar a linha defensiva do Cruzeiro.
A pressão deu resultado aos 11 minutos. Victor recuperou a posse no meio, acionou Dudu, que passou por Fabrício Bruno, chegou à linha de fundo e cruzou rasteiro. Bernard apareceu no tempo certo e empurrou para o gol, igualando o placar e incendiando a Arena MRV.
O empate não tirou o Cruzeiro do jogo. Aos 20, Wanderson arriscou da entrada da área. A bola sobrou viva, e Everson apareceu bem para afastar o perigo, evitando a reação imediata do rival.
Sampaoli mexeu na equipe para ganhar fôlego e qualidade na circulação. Victor e Bernard deixaram o campo para as entradas de Alexsander e Scarpa, dando mais dinâmica ao meio.
Aos 23 minutos, o Galo foi letal. Franco encontrou Scarpa pelo centro. O meia avançou com liberdade e enfiou para Hulk, que limpou Jonathan Jesus e finalizou colocado, de perna esquerda, no ângulo de Cássio. Um gol de execução precisa, que coroou o melhor momento alvinegro no jogo. O vingador alvinegro chega a 136 gols, ultrapassa o lendário Ubaldo, e é o oitavo maior artilheiro da história do clube.
Logo após a virada, o técnico argentino voltou a mexer, agora pensando no controle físico. Dudu e Hulk saíram para as entradas de Cuello e Reinier. O argentino deu força ao jogo pelos lados, enquanto Reinier ajudou a manter a intensidade entre linhas.
O Atlético seguiu no ataque. Aos 33, Reinier cruzou na medida para Scarpa, que finalizou de primeira. Cássio fez grande defesa e evitou o terceiro gol, em uma das melhores intervenções da noite.
Tite tentou reorganizar o Cruzeiro com mudanças, mas encontrou dificuldades diante do bloco alto do Atlético. O Galo manteve as linhas adiantadas, pressionou a saída de bola e apostou nos contra-ataques para matar o jogo.
Nos minutos finais, o Cruzeiro desperdiçou sua melhor chance. Gerson tocou para Matheus Pereira, que cruzou rasteiro para Arroyo. Livre, o atacante finalizou por cima, em lance que poderia ter mudado o desfecho.
O Atlético ainda criou duas oportunidades claras. Em contra-ataque, Cuello venceu William e abriu para Scarpa, que finalizou para nova defesa de Cássio. No escanteio, Igor Gomes bateu de fora da área e a bola acertou a trave antes de sair.
Com controle, intensidade e eficiência no segundo tempo, o Atlético garantiu a primeira vitória na temporada e ganhou confiança para a sequência do ano. O time agora vira a chave para a estreia no Campeonato Brasileiro. Na quarta-feira (28), enfrenta o Palmeiras, às 19h, novamente na Arena MRV.
Estatísticas da partida
Gols: Kaio Jorge (aos 25 minutos do primeiro tempo); Bernard (aos 11 minutos do segundo tempo), Hulk (aos 23 minutos do segundo tempo);
Posse de bola: Atlético 45% x 55% Cruzeiro;
Finalizações: Atlético 20 x 13 Cruzeiro;
Finalizações certas: Atlético 3 x 4 Cruzeiro;
Desarmes: Atlético 16 x 10 Cruzeiro;
Interceptações: Atlético 9 x 6 Cruzeiro;
Recuperações de bola: Atlético 47 x 32 Cruzeiro;
Faltas: Atlético 11 x 13 Cruzeiro;
Total de passes: Atlético 339 x 419 Cruzeiro;
Cartões amarelos: Victor (aos 44 minutos do primeiro tempo); Fabrício Bruno (aos 8 minutos do segundo tempo),
A BHTrans vai operar um esquema especial de trânsito para a partida entre Atlético e Cruzeiro, neste domingo (25), às 18h, na Arena MRV, pela 5ª rodada do Campeonato Mineiro. A medida busca organizar a circulação de veículos e pedestres no entorno do estádio antes e após o jogo.
Os portões da Arena MRV serão abertos às 15h. O acesso dos torcedores ocorrerá por reconhecimento facial, obrigatório para maiores de 12 anos. A orientação é chegar com antecedência para evitar filas e retenções nos acessos.
O serviço especial JaraGalo fará o transporte de ida e volta a partir do bairro Jaraguá, com tarifa de R$ 60. Informações podem ser obtidas pelo telefone (31) 99175-7825.
Linhas regulares de ônibus também atendem a região da Arena MRV:
A Estação Eldorado, a cerca de 1,7 quilômetro do estádio, terá intervalo médio de 15 minutos entre os trens. O caminho até a Arena estará sinalizado para orientar os torcedores.
Vans gratuitas farão o transporte de idosos e pessoas com deficiência da Estação Eldorado até a Arena MRV. O embarque ocorrerá na Rua dos Bonifácios, na Praça Relógio do Sol.
Após o jogo, o retorno ao metrô será feito a partir da Rua Cristina Maria de Assis, em frente ao Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais em Minas Gerais.
Atenção: neste fim de semana, o Metrô de Belo Horizonte realizará testes de migração de sistema entre as estações Vilarinho e Minas Shopping. Nesse trecho, as estações permanecerão fechadas.
Carros, aplicativos e bicicletas
A Via Expressa terá alteração no fluxo a partir das 15h, com inversão de pista no sentido Contagem. A mudança busca facilitar a saída do público após a partida.
O estacionamento da Arena MRV também abre às 15h. As vagas são vendidas exclusivamente pela internet, no site (parceiros.estapar.com.br/cam). Há bicicletário disponível próximo à entrada principal do estádio.
Usuários de aplicativos de transporte devem utilizar a Praça do Torcedor para desembarque. Após o jogo, o embarque ocorrerá na escadaria da praça, no sentido Contagem, e na Rua Gentil Portugal do Brasil, número 55, no sentido Centro.
Táxis
O desembarque de táxis será feito na escadaria da Praça do Torcedor. Ao fim da partida, os pontos estarão organizados para facilitar o fluxo de veículos. O embarque após o jogo ocorrerá na Rua Evangelina Prates, entre as ruas Ernesto Pereira Nevada, no bairro Califórnia.
Torcida visitante
A torcida visitante terá acesso pelo bairro Califórnia, por vias locais que ligam a BR-040 à Avenida Vereador Cícero Idelfonso e ao Anel Rodoviário (Rua Emerenciana Batista Camargos).
O embarque e desembarque dos torcedores visitantes serão feitos na Avenida Vereador Cícero Idelfonso, entre as ruas Felisberta Camargos e Maria Francisca de Carvalho.
Para àqueles que vão utilizar o transporte público (Linha 9414) ou carro de aplicativo, a BHTrans solicita que coloquem como destino final a Rua Ester Batista Vieira.
A BHTrans recomenda que os torcedores priorizem o transporte coletivo e planejem o deslocamento com antecedência para reduzir congestionamentos no entorno da Arena MRV.
É dia de Superclássico! Atlético e Cruzeiro se enfrentam neste domingo (25), às 18h, na Arena MRV, em Belo Horizonte, pela 5ª rodada do Campeonato Mineiro 2026. Em busca da primeira vitória na temporada, o Galo entra em campo pressionado por resultado diante do maior rival. Atualmente, o Alvinegro ocupa a terceira colocação do Grupo A, com quatro pontos. A partida terá transmissão da TV Globo (TV aberta), SporTV (TV fechada) e Premiere (Pay-Per-View).
Ainda sem vencer no Mineiro, Galo encara o clássico como ponto de virada na temporada
O Atlético chega para o clássico após quatro empates consecutivos no Estadual. O mais recente deles foi diante do América, na última quarta-feira (21), fora de casa. Mesmo sem derrotas, o desempenho ainda não convenceu, e a necessidade de vencer já começa a pesar. O técnico Jorge Sampaoli tem promovido ajustes no time titular rodada a rodada, mas a tendência é de manutenção da base que iniciou o duelo no Independência.
A principal expectativa gira em torno da possível estreia do atacante Alan Minda, um dos reforços do clube já regularizado e que ainda não entrou em campo. Em contrapartida, Mateo Cassierra, recém-contratado junto ao Zenit, da Rússia, segue fora por ainda não ter o nome publicado no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF.
No meio-campo, a grande dúvida está pela meia direita. Gustavo Scarpa, Victor e Reinier disputam a vaga, com características distintas: Scarpa oferece bola parada e construção, Victor dá mais intensidade sem a bola, enquanto Reinier pode ser uma opção de infiltração entre linhas — ponto que tem faltado ao Atlético neste início de temporada.
Suspensos
Não há.
Lesionados
Lyanco (recuperação de ruptura do tendão de Aquiles) e Iván Román (lesão na mão esquerda).
Pendurados
Não há.
O provável Atlético tem: Everson; Ângelo Preciado (Natanael), Ruan, Junior Alonso e Renan Lodi; Alan Franco, Maycon, Gustavo Scarpa (Victor) e Bernard; Dudu e Hulk. Técnico: Jorge Sampaoli.
Derrota acende alerta, mas Cruzeiro ainda sustenta vantagem no grupo C
Do outro lado, o Cruzeiro chega ao Superclássico após uma derrota em casa por 1 a 0 para o Democrata-GV, mas ainda lidera o Grupo C, com seis pontos. O revés ligou o sinal de alerta, especialmente pelo desempenho ofensivo abaixo do esperado.
Para o confronto, o técnico Adenor Bachi, o Tite, pode ter um desfalque importante. O goleiro Cássio foi substituído na última partida após sofrer um trauma na mão. O jogador passou por exames nesta sexta-feira (23) e, segundo o departamento médico, apresentou evolução significativa. A tendência é que esteja em campo, mas, em caso de veto, o jovem Otávio será o titular.
Principal contratação da janela cruzeirense, o meia Gérson ainda deve começar no banco de reservas, já que segue em processo de ganho de ritmo de jogo.
Suspensos
Não há.
Lesionados
Matheus Cunha (inflamação nos ligamentos do joelho) e Lucas Villalba (ruptura do ligamento interno do tornozelo).
Pendurados
Não há.
O provável Cruzeiro tem: Cássio (Otávio); William, Fabrício Bruno, Jonathan e Kaiki; Lucas Silva, Lucas Romero, Christian, Matheus Pereira, Wanderson e Kaio Jorge. Técnico: Adenor Bachi (Tite).
Arbitragem
A Federação Mineira de Futebol definiu uma arbitragem de fora do estado para o Superclássico após pedido formal do Cruzeiro. O Atlético, por sua vez, havia manifestado preferência por uma equipe 100% mineira. Após sorteio, prevaleceu a solicitação do rival.
O árbitro principal será Davi de Oliveira Lacerda (ES), auxiliado por Nailton Junior de Sousa Oliveira (CE) e Leila Naiara Moreira da Cruz (GO). O VAR ficará sob responsabilidade de Daniel Nobre Bins (RS).
Velho conhecido da torcida alvinegra, Davi de Oliveira Lacerda foi o árbitro que mais apitou jogos do Atlético em 2025. Ao todo, foram oito partidas, com apenas uma vitória do Galo no período. Confira o retrospecto:
Em jogo disputado sob chuva na Arena Independência, em Belo Horizonte, América e Atlético empataram por 1 a 1 nesta quarta-feira (21). Gabriel Barros colocou o América em vantagem, mas Reinier respondeu ainda no primeiro tempo, em partida válida pela 4ª rodada do Campeonato Mineiro.
Pensando em polpar algumas peças para o superclassico, o técnico Jorge Sampaoli escalou sua equipe em um esquema no 3-2-5, com três zagueiros de origem: Ruan, Vitor Hugo e Alonso. E no comando de ataque, Cuello e Rony foram os escolhidos. A partida também marcou as estreias de Victor e Angelo Preciado.
Equilíbrio em campo e clima quente à beira do gramado
O Atlético começou o clássico tomando a iniciativa no Independência. Assumiu a posse, adiantou as linhas e impôs intensidade desde os primeiros minutos. A pressão pós-perda funcionou bem, encurtando o campo e obrigando o América a jogar em transição, apostando quase exclusivamente nos contra-ataques.
Mesmo com menos a bola, o América foi quem criou o primeiro lance de perigo. Aos 14 minutos, Person cobrou falta com força, e Everson espalmou para escanteio. Na sequência, o próprio meia levantou na segunda trave. Paulo Victor finalizou, Everson voltou a salvar, mas no rebote Gabriel Barros apareceu livre para abrir o placar.
O gol não diminuiu o ritmo do Atlético. O time manteve o volume, ocupou o campo ofensivo e passou a rondar a área americana com mais frequência. A resposta veio aos 29 minutos. Igor Gomes cobrou falta com precisão, a bola explodiu no travessão e sobrou para Reinier, que testou firme para empatar.
Depois da primeira meia hora, o jogo ganhou contornos mais equilibrados. O Atlético seguiu agressivo, mas encontrou um América mais organizado, com linhas compactas e melhor leitura defensiva para fechar os espaços entre setores.
A virada alvinegra chegou a acontecer. Preciado foi ao fundo e cruzou. Léo Alaba dividiu com o goleiro Gustavo, que soltou a bola. Cuello aproveitou a sobra e marcou. O VAR, porém, apontou irregularidade no lance, e o árbitro anulou o gol.
Nos minutos finais da etapa inicial, o clássico ficou mais quente. As disputas ficaram mais duras, e o clima esquentou em campo. O América ainda levou perigo em escanteio fechado de Person. Ricardo Silva subiu junto com Everson, que salvou o Atlético mais uma vez.
Na saída para o intervalo, o clima esquentou. O técnico Jorge Sampaoli e Alberto Valentim discutiram na saída do campo de jogo, inflamaram os ânimos e precisaram ser contidos por membros das comissões técnicas.
O Atlético foi superior em proposta e controle territorial. Teve mais posse, maior presença ofensiva e conseguiu recuperar a bola rápido após a perda. Faltou, em alguns momentos, mais clareza no último passe. O América foi mais eficiente taticamente, quando teve espaço e soube explorar bolas paradas. O empate ao fim da etapa refletiu um jogo em que o Galo ditou o ritmo, mas sofreu com a falta de proteção em transições e com ajustes defensivos ainda em construção.
Reação tardia, ajustes corretos e mais um empate frustante
O segundo tempo começou com o América mais agressivo. O time adiantou as linhas, ganhou o meio-campo e passou a rondar a área de Everson com mais frequência. O Atlético, por sua vez, encontrou dificuldades para sair jogando e buscou os espaços diante de um bloco defensivo mais compacto do rival.
Aos 12 minutos, Jorge Sampaoli mexeu no ataque. Rony e Cuello, discretos na partida, deixaram o campo para as entradas de Hulk e Dudu. A mudança buscou mais força física, retenção de bola e presença na área.
Mesmo assim, o América seguiu melhor por alguns minutos. O Atlético sofreu com os espaços no setor central e demorou a ajustar a recomposição. A leitura do treinador foi rápida. Reinier e Victor saíram para as entradas de Maycon e Bernard, reforçando o meio-campo e dando mais equilíbrio ao time.
Aos 28 minutos, o Atlético teve nova baixa. Vitor Hugo sentiu a coxa e precisou ser substituído por Renan Lodi. Com a alteração, o Galo passou a atuar com a tradicional linha de quatro defensores, ganhando mais segurança pelos lados.
A arbitragem voltou a ser protagonista aos 36 minutos. Em cobrança de escanteio de Lodi, jogadores do Atlético pediram pênalti por toque de mão dentro da área. O VAR foi acionado, mas a decisão de campo foi mantida, gerando reclamação dos atleticanos.
Com as mudanças, o Atlético cresceu na reta final. Passou a controlar mais a posse, ocupou o campo ofensivo e empurrou o América para trás. Faltou, porém, transformar o volume em chances claras de gol.
Nos minutos finais, a chuva forte mudou o cenário do jogo. O gramado pesado dificultou a troca de passes, e o Atlético foi para o tudo ou nada. Já nos acréscimos, aos 48 minutos, o América encaixou um contra-ataque rápido com Yarlen pela esquerda. Ele finalizou de fora da área, Everson espalmou, e Everton Brito, no rebote, acertou a trave.
O Atlético demorou a ajustar o meio-campo e sofreu enquanto o América teve mais perna e intensidade. As substituições de Sampaoli foram determinantes para reequilibrar o jogo, especialmente com Maycon e Bernard, que deram mais controle e circulação à bola. O time cresceu no fim, mas voltou a esbarrar na falta de efetividade.
O empate manteve o Atlético na terceira posição do Grupo A, com quatro pontos. No domingo (25), o time enfrenta o Cruzeiro, às 18h, na Arena MRV.
Estatísticas da partida
Gols: Gabriel Barros (14′ 1T) e Reinier (29′ 1T)
Posse de bola: América 35% x 65% Atlético
Finalizações: América 17 x 10 Atlético
Finalizações certas: América 3 x 1 Atlético
Desarmes: América 7 x 10 Atlético
Interceptações: América 8 x 5 Atlético
Recuperações de bola: América 30 x 34 Atlético
Faltas: América 17 x 19 Atlético
Total de passes: América 240 x 461 Atlético
Cartões amarelos: Ruan, Sampaoli, Valentim, Artur, Emerson e Gustavo.
Em jogo disputado sob chuva na Arena Independência, em Belo Horizonte, América e Atlético empataram por 1 a 1 nesta quarta-feira (21). Gabriel Barros colocou o América em vantagem, mas Reinier respondeu ainda no primeiro tempo, em partida válida pela 4ª rodada do Campeonato Mineiro.
Pensando em polpar algumas peças para o superclassico, o técnico Jorge Sampaoli escalou sua equipe em um esquema no 3-2-5, com três zagueiros de origem: Ruan, Vitor Hugo e Alonso. E no comando de ataque, Cuello e Rony foram os escolhidos. A partida também marcou as estreias de Victor e Angelo Preciado.
Equilíbrio em campo e clima quente à beira do gramado
O Atlético começou o clássico tomando a iniciativa no Independência. Assumiu a posse, adiantou as linhas e impôs intensidade desde os primeiros minutos. A pressão pós-perda funcionou bem, encurtando o campo e obrigando o América a jogar em transição, apostando quase exclusivamente nos contra-ataques.
Mesmo com menos a bola, o América foi quem criou o primeiro lance de perigo. Aos 14 minutos, Person cobrou falta com força, e Everson espalmou para escanteio. Na sequência, o próprio meia levantou na segunda trave. Paulo Victor finalizou, Everson voltou a salvar, mas no rebote Gabriel Barros apareceu livre para abrir o placar.
O gol não diminuiu o ritmo do Atlético. O time manteve o volume, ocupou o campo ofensivo e passou a rondar a área americana com mais frequência. A resposta veio aos 29 minutos. Igor Gomes cobrou falta com precisão, a bola explodiu no travessão e sobrou para Reinier, que testou firme para empatar.
Depois da primeira meia hora, o jogo ganhou contornos mais equilibrados. O Atlético seguiu agressivo, mas encontrou um América mais organizado, com linhas compactas e melhor leitura defensiva para fechar os espaços entre setores.
A virada alvinegra chegou a acontecer. Preciado foi ao fundo e cruzou. Léo Alaba dividiu com o goleiro Gustavo, que soltou a bola. Cuello aproveitou a sobra e marcou. O VAR, porém, apontou irregularidade no lance, e o árbitro anulou o gol.
Nos minutos finais da etapa inicial, o clássico ficou mais quente. As disputas ficaram mais duras, e o clima esquentou em campo. O América ainda levou perigo em escanteio fechado de Person. Ricardo Silva subiu junto com Everson, que salvou o Atlético mais uma vez.
Na saída para o intervalo, o clima esquentou. O técnico Jorge Sampaoli e Alberto Valentim discutiram na saída do campo de jogo, inflamaram os ânimos e precisaram ser contidos por membros das comissões técnicas.
O Atlético foi superior em proposta e controle territorial. Teve mais posse, maior presença ofensiva e conseguiu recuperar a bola rápido após a perda. Faltou, em alguns momentos, mais clareza no último passe. O América foi mais eficiente taticamente, quando teve espaço e soube explorar bolas paradas. O empate ao fim da etapa refletiu um jogo em que o Galo ditou o ritmo, mas sofreu com a falta de proteção em transições e com ajustes defensivos ainda em construção.
Reação tardia, ajustes corretos e mais um empate frustante
O segundo tempo começou com o América mais agressivo. O time adiantou as linhas, ganhou o meio-campo e passou a rondar a área de Everson com mais frequência. O Atlético, por sua vez, encontrou dificuldades para sair jogando e buscou os espaços diante de um bloco defensivo mais compacto do rival.
Aos 12 minutos, Jorge Sampaoli mexeu no ataque. Rony e Cuello, discretos na partida, deixaram o campo para as entradas de Hulk e Dudu. A mudança buscou mais força física, retenção de bola e presença na área.
Mesmo assim, o América seguiu melhor por alguns minutos. O Atlético sofreu com os espaços no setor central e demorou a ajustar a recomposição. A leitura do treinador foi rápida. Reinier e Victor saíram para as entradas de Maycon e Bernard, reforçando o meio-campo e dando mais equilíbrio ao time.
Aos 28 minutos, o Atlético teve nova baixa. Vitor Hugo sentiu a coxa e precisou ser substituído por Renan Lodi. Com a alteração, o Galo passou a atuar com a tradicional linha de quatro defensores, ganhando mais segurança pelos lados.
A arbitragem voltou a ser protagonista aos 36 minutos. Em cobrança de escanteio de Lodi, jogadores do Atlético pediram pênalti por toque de mão dentro da área. O VAR foi acionado, mas a decisão de campo foi mantida, gerando reclamação dos atleticanos.
Com as mudanças, o Atlético cresceu na reta final. Passou a controlar mais a posse, ocupou o campo ofensivo e empurrou o América para trás. Faltou, porém, transformar o volume em chances claras de gol.
Nos minutos finais, a chuva forte mudou o cenário do jogo. O gramado pesado dificultou a troca de passes, e o Atlético foi para o tudo ou nada. Já nos acréscimos, aos 48 minutos, o América encaixou um contra-ataque rápido com Yarlen pela esquerda. Ele finalizou de fora da área, Everson espalmou, e Everton Brito, no rebote, acertou a trave.
O Atlético demorou a ajustar o meio-campo e sofreu enquanto o América teve mais perna e intensidade. As substituições de Sampaoli foram determinantes para reequilibrar o jogo, especialmente com Maycon e Bernard, que deram mais controle e circulação à bola. O time cresceu no fim, mas voltou a esbarrar na falta de efetividade.
O empate manteve o Atlético na terceira posição do Grupo A, com quatro pontos. No domingo (25), o time enfrenta o Cruzeiro, às 18h, na Arena MRV.
Estatísticas da partida
Gols: Gabriel Barros (aos 14 minutos do primeiro tempo) e Reinier (aos 29 minutos do primeiro tempo);
Posse de bola: América 35% x 65% Atlético;
Finalizações: América 17 x 10 Atlético;
Finalizações certas: América 3 x 1 Atlético;
Desarmes: América 7 x 10 Atlético;
Interceptações: América 8 x 5 Atlético;
Recuperações de bola: América 30 x 34 Atlético;
Faltas: América 17 x 19 Atlético;
Total de passes: América 240 x 461 Atlético;
Cartões amarelos: Ruan (aos 16 minutos do primeiro tempo), Jorge Sampaoli (aos 42 minutos do primeiro tempo), Alberto Valentim (aos 42 minutos do primeiro tempo), Artur (aos 7 minutos do segundo tempo), Emerson (aos 31 minutos do segundo tempo) e Gustavo (aos 44 minutos do segundo tempo).
O clássico entre Atlético e América, nesta quarta-feira (21), marca mais do que o primeiro duelo do ano entre os rivais. Na Arena Independência, o goleiro Everson chegará à marca de 350 jogos com a camisa alvinegra, número que o coloca entre os atletas mais longevos do clube neste século.
Contratado em setembro de 2020, após passagem pelo Santos, Everson chegou à Cidade do Galo a pedido do técnico Jorge Sampaoli. Desde a estreia, assumiu a titularidade e não saiu mais. Tornou-se peça central em decisões e ganhou protagonismo, sobretudo, em disputas de pênaltis.
O capítulo mais lembrado ocorreu nas oitavas de final da CONMEBOL Libertadores de 2021, contra o Boca Juniors. Everson defendeu duas cobranças e marcou o pênalti decisivo, selando a classificação atleticana. No ano seguinte, voltou a decidir na final da Supercopa do Brasil, diante do Flamengo. A disputa teve 12 cobranças para cada lado, com três defesas do goleiro, incluindo a de Vitinho, que garantiu o título.
Everson emocionado, comemorando a classificação contra o Boca Juniors pela Libertadores de 2021 (Foto: Pedro Souza / Atlético).
Mais recentemente, repetiu o roteiro nos playoffs da CONMEBOL Sul-Americana, contra o Bucaramanga. Após a derrota no tempo normal, na Arena MRV, o Atlético avançou nos pênaltis. Everson defendeu duas cobranças e converteu a que confirmou a vaga.
No currículo, o goleiro soma quatro títulos nacionais e estaduais. É o jogador com mais troféus pelo clube neste século, ao lado de Victor, e aparece atrás apenas de dois ícones da posição: Kafunga, com 11 conquistas, e João Leite, com 12.
Números pelo Atlético
Everson soma 349 partidas, com 176 vitórias, 96 empates e 77 derrotas. O aproveitamento é de 59,5%. Defendeu 18 pênaltis e sofreu 310 gols, média de 0,88 por jogo.
Títulos
Campeonato Brasileiro (2021), Copa do Brasil (2021), Supercopa do Brasil (2022), além dos Campeonatos Mineiros (2021, 2022, 2023, 2024 e 2025).
Atlético e América fazem nesta quarta-feira (21), às 21h30, na Arena Independência, em Belo Horizonte, o primeiro clássico de 2026. A partida é válida pela quarta rodada do Campeonato Mineiro. O Galo soma três pontos e ocupa a terceira posição do Grupo A. O América lidera o Grupo B, com sete. O confronto terá transmissão da TV Globo (TV aberta) e do Premiere (Pay-Per-View).
Atlético busca reação após início com três empates
O Atlético chega pressionado. A equipe ainda não venceu na temporada e vem de empate sem gols com o Tombense, no domingo, no Mineirão. Mesmo com um jogador a mais durante boa parte do segundo tempo, o time teve dificuldades para furar a defesa adversária e saiu vaiado.
Para tentar mudar o cenário, o técnico Jorge Sampaoli conta com todos os reforços regularizados. A principal dúvida está na formação inicial. O treinador avalia se poupa peças de olho no clássico contra o Cruzeiro, no fim de semana. Hulk é um dos nomes em observação. Caso seja preservado, Rony surge como principal opção.
A expectativa também gira em torno das possíveis estreias do atacante Alan Minda e do lateral-direito Ângelo Preciado. Ambos treinam normalmente e podem aparecer entre os titulares. Na defesa, Junior Alonso, ausente na última rodada, tem chance de retornar. O confronto será especial para Everson. O arqueiro e ídolo alvinegro completará 350 jogos com a camisa do Galo.
A tendência é de um Atlético mais agressivo, com linhas altas e circulação rápida da bola. O desafio será transformar posse em chances reais, ponto que tem faltado neste início de Estadual.
Desfalques Lyanco (ruptura do tendão de Aquiles), Iván Román (lesão na mão esquerda) e Patrick Silva (lesão na coxa).
Suspensos Não há.
Pendurados Não há.
O provável Atlético para encarar o América têm: Everson; Natanael (Ângelo Preciado), Ruan (Junior Alonso), Vitor Hugo e Renan Lodi; Alan Franco, Maycon, Gustavo Scarpa (Alan Minda) e Bernard; Dudu e Hulk (Rony). Técnico: Jorge Sampaoli.
Invicto, América chega confiante ao clássico
O América vive momento distinto. Invicto no campeonato, soma duas vitórias e um empate. No último domingo, empatou por 1 a 1 com o Itabirito, fora de casa, usando formação alternativa. A estratégia foi preservar titulares para o clássico.
O técnico Alberto Valentim deve escalar força máxima. A principal dúvida é William Bigode, que segue em tratamento na panturrilha direita. Caso não atue, Thauan tende a ser mantido no ataque. Os recém-contratados Yarlen e Segovinha tiveram os nomes publicados no BID da CBF e ficam à disposição.
O América aposta na organização defensiva e nas transições rápidas. A equipe tem mostrado equilíbrio e eficiência, sobretudo jogando em casa, onde costuma reduzir espaços e controlar o ritmo do adversário.
Desfalques Maguinho (cirurgia no púbis) e Alê (transição após lesão no joelho esquerdo).
Suspensos Não há.
Pendurados Não há.
Provável América para encarar o Atlético tem: Gustavo; Léo Alaba, Emerson, Ricardo Silva e Artur; Felipe Amaral, Person e Yago Souza; Paulo Vitor, Thauan e Gabriel Barros. Técnico: Alberto Valentim.
Clássico centenário
O duelo entre Atlético e América é um dos mais antigos de Minas Gerais. Conhecido como ‘Clássico das Multidões’ até os anos 1960, teve o primeiro jogo em 15 de novembro de 1913, no antigo Prado Mineiro. O placar terminou empatado por 1 a 1.
Ao todo, foram 431 confrontos, com 213 vitórias do Atlético, 111 empates e 107 triunfos do América. Reinaldo é o maior artilheiro do clássico, com 19 gols. A maior goleada atleticana foi um 6 a 1, em 1938. O América aplicou 7 a 2, em amistoso de 1952.
Arbitragem
A Federação Mineira de Futebol escalou Murilo Francisco Misson Júnior para apitar o clássico. Os assistentes serão Celso Luiz da Silva e Ricardo Junio de Souza. O VAR ficará a cargo de Michel Patrick Costa Guimarães.
Murilo Misson Júnior integra o quadro da FMF desde 2015. Em 2023, esteve no centro de polêmica na final do Troféu Inconfidência, ao validar um gol irregular após toque de mão, mesmo com a checagem do VAR.
O FG apurou, na tarde desta terça-feira (20), que a parte ligada a Matías Galarza, do Talleres, acompanha de perto o desenrolar da situação envolvendo Torreira. A ideia é avaliar se a negociação avança ou sai de cena para, eventualmente, retomar conversas com o Atlético.
Há expectativa de que o Galo possa apresentar uma terceira oferta para trazer Matías Galarza ao Brasil, caso o Alvinegro desista de Torreira. A última tentativa por Galarza ocorreu ainda em dezembro passado, mas as propostas atleticanas foram consideradas abaixo do esperado pelo clube argentino.
No CAM, até o momento da publicação, não há confirmação sobre uma possível retomada das negociações com o jogador do Talleres.
A Federação Mineira de Futebol (FMF) anunciou, nesta segunda (19), que a arbitragem do primeiro clássico mineiro de 2026 será de fora do estado. Segundo a entidade, a decisão se dá em comum acordo, entre os clubes. A FMF ficará encarregada de acionar a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), para que a mesma organize a escala de árbitros.
Essa não será a primeira vez em que um clássico mineiro é apitado por arbitragem “de fora”. O assunto costuma ser recorrente nos bastidores do futebol mineiro, e, frequentemente, vem a público, por meio de manifestações dos próprios times. Ano passado, Atlético e Cruzeiro se enfrentaram com o apito do mineiro Felipe Fernandes de Lima, mas o clássico contra o América, na final do Estadual, teve o comando do capixaba Davi Lacerda.
O embate entre Galo e rival está marcado para o próximo domingo (25), às 18h, na Arena MRV. O jogo também vai marcar o retorno de torcida visitante aos clássicos, após quase dois anos de proibição.
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