Técnico encaminhado com o Atlético, Eduardo Domínguez ainda é relativamente “jovem” para o cargo de treinador, mas já acumula várias histórias. Dono de uma passagem regada a títulos no Estudiantes, o argentino já chegou até mesmo a enfrentar o Atlético, pela Copa Libertadores.
Isso aconteceu em 2019. O Galo viajou a Montevidéu para enfrentar o “todo-poderoso” Nacional. O time do então técnico Levir Culpi precisava de um resultado positivo, após um início fraco na fase de grupos. Apesar da esperança, no entanto, o clube mineiro acabou derrotado pelos uruguaios: 1 a 0, gol de Gonzalo Bergessio. O Nacional contava, em seu elenco, com nomes agora conhecidos no futebol brasileiro, como Matías Viña, Felipe Carballo e Santi Rodríguez.
O revés em Montevidéu não foi o último do Atlético, naquela edição da Libertadores. Com quatro derrotas em seis partidas, e garantindo uma insuficiente terceira colocação no grupo E, o Alvinegro seria eliminado na fase de grupos do torneio.
“Era Domínguez” durou oito jogos
Apesar do triunfo, Domínguez seria demitido do Nacional apenas uma semana depois. Seu time tinha desempenho forte na Libertadores, mas estava muito mal no torneio local. O argentino não resistiu a uma sequência de cinco jogos sem vencer no Campeonato Uruguaio, e deixou o clube após uma derrota de 2 a 0, contra o Danúbio. Em oito jogos no comando do gigante do Uruguai, curiosamente só venceu o Atlético e o Zamora-VEN – ambos os duelos pela Libertadores.
O Atlético tem negociação avançada com o argentino Eduardo Domínguez para assumir o comando técnico do clube no lugar do seu compatriota, Jorge Sampaoli, demitido na semana passada, após um início de temporada irregular. O comandante de 47 anos estava no Estudiantes desde 2023, e por lá, conquistou cinco títulos. Além de ter levado os Pinchas até as quartas de final da CONMEBOL Libertadores no ano passado, quando foram eliminados pelo Flamengo.
Liderança firme e discreta
Eduardo Domínguez adota postura direta no vestiário. Cobra intensidade, disciplina tática e comprometimento. Não tem o estilo “paizão”, mas protege o elenco quando a cobrança externa aumenta. Evita expor seus comandados em entrevistas e raramente transforma divergências internas em assunto público. Fora de campo, mantém tom sóbrio. Não aposta em frases de efeito nem em embates desnecessários. Prefere que o trabalho apareça mais do que o discurso.
Gestão em momentos de crise
Em fases turbulentas, o treinador costuma fechar o grupo. Reduz a exposição, centraliza decisões e simplifica o modelo de jogo. A prioridade passa a ser a solidez defensiva e o resultado imediato. Ou seja, busca recuperar confiança, competir melhor e pontuar para só depois buscar desempenho mais vistoso. É um método que privilegia organização antes de espetáculo.
Pontos fortes
Domínguez tem reputação de estabilidade emocional. Não reage a críticas externas e mantém convicções mesmo em sequências negativas. Há coerência entre o que ele diz e o que aplica no campo.
Suas equipes, em geral, são organizadas e difíceis de enfrentar. Costumam responder bem tanto em torneios de mata-mata quanto em campeonatos longos. Além disso, o argentino evita criar crises públicas e sustenta a pressão por resultados.
Pontos de atenção
Eduardo Domínguez não tem perfil midiático. Não mobiliza a torcida pelo discurso e não constrói relação pautada em carisma. Seu futebol é pragmático, focado na eficiência. Em ambientes que cobram espetáculo, esse estilo pode gerar questionamentos. Outro fator relevante é a necessidade de alinhamento interno. Barba, como é carinhosamente chamado, trabalha melhor quando encontra estrutura mínima e respaldo da diretoria.
Relação com dirigentes e imprensa
É um treinador que valoriza projetos definidos e estabilidade. Não costuma pressionar por reforços pela imprensa nem expor divergências. Prefere tratar demandas de forma reservada. Quando percebe falta de organização ou apoio, o desgaste tende a crescer. Por outro lado, com respaldo, mantém a relação profissional e discreta.
Caso desembarque na Cidade do Galo, Eduardo Domínguez terá a missão de organizar a equipe e recolocar o clube nos trilhos, mas sem promessas grandiosas, com método de trabalho claro, firmeza e pouco ruído.
Principais características táticas
O treinador costuma montar suas equipes a partir de um sistema-base com três zagueiros. O 3-5-2 é a estrutura mais utilizada, que pode variar para o 5-3-2 em momentos defensivos. Dependendo do elenco, também adota o 4-4-2, sem perder a ideia central de equilíbrio.
A marca registrada é a defesa compacta. As linhas atuam próximas, com pouca distância entre setores e baixa exposição. O time não se lança de forma desordenada. Primeiro protege a própria área, depois pensa no ataque.
A pressão não é constante. Domínguez escolhe momentos específicos para acelerar a marcação. Quando recupera a posse, a transição é rápida. A equipe busca verticalidade, com poucos passes e ataque direto aos espaços. Não há apego à posse prolongada. A prioridade é ser objetivo.
As bolas paradas também ganham atenção especial. Escanteios e faltas laterais são trabalhados como armas ofensivas importantes. No conjunto, o treinador prioriza o equilíbrio e o resultado antes de qualquer estética.
Curiosidades sobre o treinador
Eduardo Domínguez foi zagueiro, iniciou a sua carreira em 1996, pelo Vélez Sarsfield, depois acumulou empréstimos por Olimpo, Racing e Independiente, sendo vendido em 2006 para o Independiente Medelin, da Colômbia. Também passou por Los Angeles Galaxy, dos EUA, All Boys, mas o principal clube da sua carreira foi o Huracán, clube que teve três passagens, capitão e é um dos ídolos da torcida.
Uma curiosidade é que Domínguez é genro de Carlos Bianchi, um dos maiores treinadores da história do futebol argentino, multicampeão pelo Boca Juniors. Além disso, seu irmão, Federico Domínguez foi dirigente do Atlético de Rafaela, clube que atualmente disputa a Primera Nacional, equivalente a segunda divisão do futebol argentino.
Números da carreira como treinador
– Huracán (2015–2016): 50 jogos, 17 vitórias, 20 empates e 13 derrotas. Média de gols: 1,14;
– Colón (2017–2018): 65 jogos, 28 vitórias, 19 empates e 18 derrotas. Média de gols: 1,28;
– Nacional-URU (jan. 2019–mar. 2019): 8 jogos, 3 vitórias, 3 empates e 2 derrotas. Média de gols: 1,50;
– Colón (2020–2021): 56 jogos, 28 vitórias, 12 empates e 16 derrotas. Média de gols: 1,45;
– Independiente (jan. 2022–jul. 2022): 29 jogos, 11 vitórias, 8 empates e 10 derrotas. Média de gols: 1,48;
– Estudiantes (2023–fev. 2026): 163 jogos, 74 vitórias, 44 empates e 45 derrotas. Média de gols: 1,45.
Títulos
– Estudiantes: Copa da Argentina (2022), Troféu dos Campeões (2023/24 e 2024/25), Copa da Liga Argentina (2023/24) e Troféu Clausura (2025);
O Atlético encaminhou a contratação do técnico Eduardo Domínguez que estava no Estudiantes desde março de 2023. A informação foi divulgada inicialmente por Wander Lourenço, do Canal Fala Massa e pelo jornalista Wadson Fernandes, do Canal Eu Acredito. O argentino de 46 anos tem passagens marcantes por clubes menores da Argentina, como Huracán e Colón, onde conquistou a Copa da Liga Argentina em 2021.
Já pelos Pinchas, Domínguez conquistou a Copa Argentina em 2023, Copa da Liga em 2024, e mais recentemente, o Torneio Clausura do Campeonato Argentino, na temporada passada. O treinador havia renovado seu contrato com o clube argentino até o final de 2027.
A tendência é que a despedida de Eduardo Domínguez ocorra nesta sexta-feira (20), contra o Sarmiento, em casa, pela 6ª rodada do Torneio Apertura do Campeonato Argentino. O Estudiantes segue invicto com duas vitórias e três empates em cinco jogos.
Números da carreira
– Huracán (2015–2016): 50 jogos, 17 vitórias, 20 empates e 13 derrotas. Média de gols: 1,14;
– Colón (2017–2018): 65 jogos, 28 vitórias, 19 empates e 18 derrotas. Média de gols: 1,28;
– Nacional-URU (jan. 2019–mar. 2019): 8 jogos, 3 vitórias, 3 empates e 2 derrotas. Média de gols: 1,50;
– Colón (2020–2021): 56 jogos, 28 vitórias, 12 empates e 16 derrotas. Média de gols: 1,45;
– Independiente (jan. 2022–jul. 2022): 29 jogos, 11 vitórias, 8 empates e 10 derrotas. Média de gols: 1,48;
– Estudiantes (2023–fev. 2026): 163 jogos, 74 vitórias, 44 empates e 45 derrotas. Média de gols: 1,45.
A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) divulgou, na última quarta (18), o manual de clubes das Copas Sul-Americana e Libertadores. O documento contém, entre outras coisas, os regulamentos específicos das competições. Para 2026, algumas regras e procedimentos sofreram alterações, e vão impactar a vida dos clubes participantes. Veja abaixo o que mudou.
Critérios de desempate
A Conmebol alterou a lógica do critério de desempate, especificamente na fase de grupos. Anteriormente, caso duas equipes terminassem empatadas em pontos, o desempate seria dado na seguinte ordem: saldo de gols, melhor ataque, melhor ataque como visitante, melhor posição no ranking de clubes, sorteio.
A partir de agora, o confronto direto será o primeiro critério. Quem tiver o maior número de pontos, considerando os dois confrontos diretos na fase de grupos, vai ganhar a posição da tabela. Em caso de empate de pontos, o segundo critério considerado será o saldo de gols. Caso pontuação e saldo de gols terminem iguais, será bonificada a equipe que marcar mais gols, no total dos dois jogos. Depois do confronto direto, a ordem dos critérios de desempate ficou da seguinte forma: saldo de gols, melhor ataque, menor número de cartões vermelhos, menor número de cartões amarelos, sorteio.
Acúmulo de cartões
O regulamento de 2026 indica uma mudança importante, com relação ao acúmulo de cartões. No ano passado, os cartões amarelos dos jogadores eram “resetados” na fase de mata-mata, ignorando a fase de grupos. Em 2026, o artigo que previa a regra foi retirado. Apesar disso, jogadores que tomarem o terceiro amarelo, ou sejam expulsos na última rodada da fase de grupos, continuarão a pagar a suspensão no primeiro jogo das eliminatórias.
Parada de hidratação “estilo vôlei”
Caso uma partida tenha paradas de reidratação, a TV poderá colocar câmeras e microfones na área técnica, captando eventuais instruções táticas dos treinadores, e a conversa dos atletas. A dinâmica será parecida com as paradas técnicas no voleibol, onde a transmissão acompanha toda a conversa nos bancos de reservas.
Finalista no ano passado, o Atlético começa a luta pela Copa Sul-Americana ainda no primeiro trimestre. O sorteio dos grupos será realizado pela Conmebol, em data ainda a ser divulgada.
O Atlético está nas semifinais do Campeonato Mineiro. A vaga veio neste sábado (14), após a histórica goleada de 7 a 2 para cima do Itabirito, em Nova Lima.
O Galo correu o risco de ser eliminado, mesmo em caso de vitória. Apesar disso, os resultados dos outros jogos ajudaram o clube, que fechou a primeira fase na liderança do grupo B.
Rodada maluca
Em uma rodada de incertezas, o Atlético viu o possível adversário de mata-mata mudar diversas vezes. Por quase todo jogo, a definição de rival apontava para o Pouso Alegre, que vencia o Uberlândia, enquanto o América empatava com o North, em BH. A URT teve a chance de tirar a liderança de grupo do Alvinegro, mas perdeu para o rival azul.
O jogo mais interessante a Galo e Itabirito acontecia em São João Del Rei, entre Athletic e Tombense. O time visitante saiu atrás, empatou, e ficou a um gol de assumir a liderança do grupo C. Com as combinações de resultado, Galo e Tombense poderiam acabar se cruzando. Paralelamente à briga do mata-mata, o Itabirito torcia, de maneira desesperada, pelo empate ou vitória do time de Tombos, para se safar do rebaixamento.
O caçula North conseguiu o improvável, e abriu o placar diante do América, já nos últimos minutos. O gol não mudava o cruzamento de Atlético e Pouso Alegre, mas causaria a eliminação do time Alviverde, na fase de grupos. Só que o América conseguiu a (pra lá de polêmica) virada, e virou a tabela ao avesso.
Ao fim da agitada noite de Estadual, tivemos a confirmação das semifinais. O Atlético vai enfrentar o América, e o Pouso Alegre vai medir forças com o Cruzeiro. América e rival azul vão ter a vantagem do mando de campo no jogo de volta.
E o resto do campeonato?
Athletic Club e Democrata-GV foram rebaixados para o Módulo II. No Troféu Incofidência – torneio de “consolação”, entre os quatro melhores times que não se classificaram para a semifinal – haverão duelos entre Tombense e North, URT e Uberlândia. O Pouso Alegre, possível adversário do Atlético numa final, carimbou a vaga na Série D de 2027.
Foto: Montagem (Pedro Souza / Atlético e Reprodução/Superesportes)
Por: Thiago Florêncio
Na noite deste sábado (14), na goleada contra o Itabirito, o atacante Hulk marcou seu 140º gol pelo Atlético, superou Guilherme, que tem 139, e se tornou o sétimo maior artilheiro da história do clube. Agora, o atacante está a três gols de ultrapassar o lendário atacante Said, sexto da lista, com 142.
Em pouco mais de três temporadas, o atacante entrou para a lista dos dez maiores goleadores do clube. Com o novo número, Hulk isola-se na sétima posição do ranking. O atacante ultrapassa um dos principais nomes da história recente do clube e se aproxima de um dos maiores ídolos do passado.
Os números ajudam a dimensionar o tamanho dos dois feitos. Guilherme marcou 139 gols em apenas 205 jogos, média de 0,67 por partida. É um índice alto para qualquer época e explica por que o atacante virou referência entre os artilheiros do clube. Hulk, por sua vez, chegou aos 140 gols em 297 partidas, com média de 0,47 por jogo. Pode ser inferior na proporção, mas o feito não perde força. Manter regularidade por quase 300 partidas, atravessar temporadas e ainda assim alcançar o sétimo lugar na história do Atlético é marca que reforça sua importância e seu peso na trajetória recente do Galo.
Contratado em 2021, Hulk tornou-se rapidamente referência técnica e liderança do elenco. Artilheiro em diferentes temporadas, ele soma gols decisivos em Campeonatos Brasileiros, Copas do Brasil, Libertadores e outras competições, além de vários títulos.
Confira abaixo, todos os 140 gols marcados por Hulk com o Manto Alvinegro:
19/03/2021 – Atlético 3×0 Coimbra 27/04/2021 – Atlético 2×1 América de Cali 27/04/2021 – Atlético 2×1 América de Cali 01/05/2021 – Tombense 0x3 Atlético 04/05/2021 – Atlético 4×0 Cerro Porteño 04/05/2021 – Atlético 4×0 Cerro Porteño 13/05/2021 – América de Cali 1×3 Atlético 25/05/2021 – Atlético 4×0 La Guaira 30/05/2021 – Atlético 1×2 Fortaleza 06/06/2021 – Sport 0x1 Atlético 10/06/2021 – Atlético 2×1 Remo 17/07/2021 – Corinthians 1×2 Atlético 17/07/2021 – Corinthians 1×2 Atlético 25/07/2021 – Atlético 3×0 Bahia 25/07/2021 – Atlético 3×0 Bahia 28/07/2021 – Atlético 2×0 Bahia 08/08/2021 – Juventude 1×2 Atlético 18/08/2021 – Atlético 3×0 River Plate 26/08/2021 – Fluminense 1×2 Atlético 15/09/2021 – Atlético 1×0 Fluminense 18/09/2021 – Atlético 3×0 Sport 09/10/2021 – Atlético 3×1 Ceará 09/10/2021 – Atlético 3×1 Ceará 20/10/2021 – Atlético 4×0 Fortaleza 24/10/2021 – Atlético 2×1 Cuiabá 27/10/2021 – Fortaleza 1×2 Atlético 10/11/2021 – Atlético 3×0 Corinthians 20/11/2021 – Atlético 2×0 Juventude 20/11/2021 – Atlético 2×0 Juventude 23/11/2021 – Palmeiras 2×2 Atlético 28/11/2021 – Atlético 2×1 Fluminense 28/11/2021 – Atlético 2×1 Fluminense 02/12/2021 – Bahia 2×3 Atlético 05/12/2021 – Atlético 4×3 Bragantino 12/12/2021 – Atlético 4×0 Athletico 15/12/2021 – Athletico 1×2 Atlético 29/01/2022 – Atlético 3×0 Tombense 06/02/2022 – Atlético 3×0 Patrocinense 06/02/2022 – Atlético 3×0 Patrocinense 15/02/2022 – Atlético 1×0 Athletic 20/02/2022 – Atlético 2×2 Flamengo 06/03/2022 – Atlético 2×1 Cruzeiro 19/03/2022 – Atlético 3×0 Caldense 23/03/2022 – Caldense 0x2 Atlético 23/03/2022 – Caldense 0x2 Atlético 02/04/2022 – Atlético 3×1 Cruzeiro 02/04/2022 – Atlético 3×1 Cruzeiro 10/04/2022 – Atlético 2×0 Internacional 10/04/2022 – Atlético 2×0 Internacional 26/04/2022 – Del Valle 1×1 Atlético 30/04/2022 – Goiás 2×2 Atlético 14/05/2022 – Atlético 2×0 Atlético-GO 19/05/2022 – Atlético 3×1 Del Valle 19/05/2022 – Atlético 3×1 Del Valle 29/05/2022 – Atlético 2×1 Avaí 08/06/2022 – Fluminense 5×3 Atlético 22/06/2022 – Atlético 2×1 Flamengo 02/07/2022 – Juventude 1×2 Atlético 05/07/2022 – Atlético 1×0 Emelec 03/08/2022 – Atlético 2×2 Palmeiras 28/08/2022 – América 1×1 Atlético 04/09/2022 – Atlético-GO 0x2 Atlético 01/10/2022 – Atlético 2×0 Fluminense 01/10/2022 – Atlético 2×0 Fluminense 05/10/2022 – Santos 1×2 Atlético 21/01/2023 – Atlético 2×1 Caldense 21/01/2023 – Atlético 2×1 Caldense 29/01/2023 – Tombense 1×2 Atlético 08/02/2023 – Atlético 3×0 Democrata-SL 08/02/2023 – Atlético 3×0 Democrata-SL 13/02/2023 – Cruzeiro 1×1 Atlético 18/02/2023 – Atlético 2×1 Patrocinense 01/03/2023 – Atlético 3×1 Carabobo 15/03/2023 – Atlético 3×1 Millonarios 19/03/2023 – Atlético 1×0 Athletic 01/04/2023 – América 2×3 Atlético 09/04/2023 – Atlético 2×0 América 09/04/2023 – Atlético 2×0 América 12/04/2023 – Atlético 2×1 Brasil de Pelotas 29/04/2023 – Atlético 2×1 Athletico 29/04/2023 – Atlético 2×1 Athletico 10/05/2023 – Cuiabá 0x4 Atlético 20/05/2023 – Coritiba 1×2 Atlético 02/06/2023 – Cruzeiro 0x1 Atlético 06/06/2023 – Alianza Lima 0x1 Atlético 02/07/2023 – Atlético 2×2 América 06/08/2023 – São Paulo 0x2 Atlético 30/09/2023 – Internacional 0x2 Atlético 08/10/2023 – Atlético 1×2 Coritiba 19/10/2023 – Palmeiras 0x2 Atlético 25/10/2023 – Bragantino 1×2 Atlético 01/11/2023 – Atlético 3×1 Fortaleza 12/11/2023 – Atlético 2×1 Goiás 26/11/2023 – Atlético 3×0 Grêmio 02/12/2023 – Atlético 2×1 São Paulo 28/01/2024 – Atlético 4×0 Democrata 08/02/2024 – Athletic 0x2 Atlético 08/02/2024 – Athletic 0x2 Atlético 19/02/2024 – Itabirito 0x2 Atlético 09/03/2024 – Atlético 2×0 América 30/03/2024 – Atlético 2×2 Cruzeiro 07/04/2024 – Cruzeiro 1×3 Atlético 28/05/2024 – Atlético 4×0 Caracas 02/06/2024 – Atlético 1×1 Bahia 03/07/2024 – Atlético 2×4 Flamengo 03/07/2024 – Atlético 2×4 Flamengo 21/07/2024 – Atlético 2×0 Vasco da Gama 21/07/2024 – Atlético 2×0 Vasco da Gama 28/07/2024 – Atlético 2×1 Corinthians 28/07/2024 – Atlético 2×1 Corinthians 22/09/2024 – Atlético 3×0 Bragantino 28/09/2024 – Palmeiras 2×1 Atlético 09/10/2024 – Atlético 2×1 Grêmio 19/10/2024 – Vasco 1×1 Atlético 01/02/2025 – Villa Nova 0x1 Atlético 04/02/2025 – Atlético 1×0 Athletic 09/02/2025 – Cruzeiro 0x2 Atlético 09/02/2025 – Cruzeiro 0x2 Atlético 12/02/2025 – Atlético 3×0 Itabirito 15/02/2025 – Atlético 2×0 Tombense 15/02/2025 – Atlético 2×0 Tombense 18/02/2025 – Tocantinópolis 0x2 Atlético 10/04/2025 – Atlético 4×0 Deportes Iquique 26/04/2025 – Mirassol 2×2 Atlético 29/04/2025 – Maringá 2×2 Atlético 12/07/2025 – Bahia 2×1 Atlético 17/07/2025 – Atl. Bucaramanga 0x1 Atlético 20/07/2025 – Palmeiras 3×2 Atlético 20/07/2025 – Palmeiras 3×2 Atlético 14/08/2025 – Atlético 2×1 Godoy Cruz 28/10/2025 – Atlético 3×1 Del Valle 05/11/2025 – Atlético 3×0 Bahia 08/11/2025 – Sport 2×4 Atlético 12/11/2025 – Atlético 3×3 Fortaleza 07/12/2025 – Atlético 5×0 Vasco da Gama 25/01/2026 – Atlético 2×1 Cruzeiro 11/02/2026 – Atlético 3×3 Remo
14/02/2026 – Itabirito 2×7 Atlético 14/02/2026 – Itabirito 2×7 Atlético 14/02/2026 – Itabirito 2×7 Atlético
Neste sábado de carnaval (14), pela última rodada da primeira fase do Campeonato Mineiro, o Atlético goleou o Itabirito por 7 a 2, no Estádio Castor Cifuentes, em Nova Lima. Os gols do Galo foram marcados por Victor, Hulk (3) e Scarpa, Cassierra e Renan Lodi. Já Romário e Apolinário diminuiram para o Gato do Mato. Confira todos os detalhes de como foi a partida.
Atlético impõe ritmo, conta com golaço de Hulk e vai para o intervalo com vantagem
No primeiro jogo sem o técnico Jorge Sampaoli, demitido nesta sexta-feira (13), o Atlético foi comandado pelo interino Lucas Gonçalves, que promoveu mudanças importantes na equipe: Vitor Hugo, Natanael e Scarpa começaram jogando nas vagas de Alonso, Preciado e Bernard.
O primeiro susto, porém, foi do Gato do Mato. Bryan arriscou de fora da área, e Everson, em intervenção pouco ortodoxa, salvou de manchete e mandou para escanteio. O lance serviu como alerta, mas não mudou o cenário inicial da partida.
Aos 10 minutos, Alan Franco lançou Dudu nas costas da defesa do Itabirito. O atacante dominou, entrou na área e bateu cruzado, mas a finalização saiu à esquerda do gol. O Atlético já mostrava maior volume de jogo, ocupando o campo ofensivo com mais presença e circulação de bola.
O gol saiu aos 16. Ruan encontrou Natanael em profundidade pela direita. O lateral cruzou na medida, e Victor apareceu bem na área para testar firme para o fundo das redes, abrindo o placar em Nova Lima.
Mesmo em vantagem, o Galo não teve vida fácil. O confronto seguiu equilibrado até a metade da primeira etapa, com o Itabirito tentando responder em transições rápidas e o Atlético buscando controlar a posse. Faltava, porém, mais agressividade entre linhas.
Até que, aos 31, veio o momento de desequilíbrio técnico da partida. Hulk cobrou falta de muito longe, com precisão cirúrgica, colocando a bola no ângulo, sem qualquer chance para Vinícius. Um golaço no Castor Cifuentes.
A partir daí, o Atlético cresceu. Passou a pressionar alto e empurrou o adversário para o próprio campo. Aos 37, quase saiu o terceiro em jogada bem construída, de pé em pé: Renan Lodi acionou Hulk dentro da área, que ajeitou para Dudu finalizar da meia-lua. O chute saiu forte, mas Vinícius espalmou.
Nos minutos finais da primeira etapa, o domínio virou placar. Victor encontrou Alan Franco pelo meio, que inverteu para Scarpa na esquerda. O camisa 10 ajeitou e bateu firme, de perna esquerda, ampliando para 3 a 0.
Do ponto de vista tático, o Atlético foi eficiente. Não teve uma atuação brilhante nos primeiros 20 minutos, mas soube ser cirúrgico quando encontrou espaços. A entrada de Scarpa deu mais qualidade na saída pela esquerda, enquanto Natanael foi agressivo pelo corredor direito.
Etapa final tem hat-trick de Hulk e marca histórica
Logo aos seis minutos da etapa final, o Atlético transformou posse em profundidade. Renan Lodi, Dudu e Hulk tabelaram pela esquerda, até o camisa 92 encontrar o atacante na entrada da área. Hulk avançou com liberdade e bateu colocado, no canto do goleiro, ampliando o placar e praticamente matando qualquer reação do Itabirito.
Aos 13, Reinier foi derrubado dentro da área e o árbitro assinalou pênalti. Hulk cobrou com categoria, deslocando o goleiro. O camisa 7 chegou a 140 gols pelo clube, ultrapassou Guilherme, tornou-se o sétimo maior artilheiro da história alvinegra e está a três de ultrapassar o lendário atacante do final da década de 1920, Said. Além disso, de quebra, ainda anotou seu primeiro hat-trick com a camisa do Galo.
Com o jogo completamente controlado, o Atlético seguiu empilhando chances. Aos 24, novo pênalti: Reinier finalizou na pequena área e a bola explodiu no braço de Felipe Camargo. Cassierra assumiu a cobrança, bateu alto no canto esquerdo e marcou seu primeiro gol pelo clube, coroando uma noite de amplo domínio ofensivo.
Aos 30, veio o sétimo. Renan Lodi arriscou de fora da área e acertou o ângulo de Vinícius, um chute seco e preciso, sem qualquer possibilidade de defesa.
O Itabirito ainda conseguiu diminuir dois minutos depois, com Nathan infiltrando pelo meio e servindo Romário, que bateu cruzado para marcar. Já nos minutos finais, Denzel avançou pela direita e cruzou rasteiro; Apolinário apareceu livre e empurrou para o fundo do gol, fazendo o segundo do Gato do Mato.
Aos 45, o time da casa quase chegou ao terceiro. Scarpa tentou sair jogando dentro da área, Denzel interceptou e a bola tomou rumo do gol, mas Everson se esticou todo e salvou, corrigindo o erro defensivo.
Com a vitória, o Atlético está nas semifinais do Campeonato Mineiro, onde enfrentará o América. O primeiro jogo será na Arena MRV, com a volta no Independência (em datas a serem definidas pela Federação Mineira de Futebol). Pelo Brasileiro, o Galo voltará a campo na quarta-feira (25), fora de casa, contra o Grêmio.
Estatísticas da partida
Gols: Victor (aos 16 minutos do primeiro tempo), Hulk (aos 30 minutos do primeiro tempo), Gustavo Scarpa (aos 43 minutos do primeiro tempo); Hulk (aos 6 minutos do segundo tempo), Hulk (aos 15 minutos do segundo tempo), Cassierra (aos 24 minutos do segundo tempo), Renan Lodi (aos 30 minutos do segundo tempo), Romário (aos 32 minutos do segundo tempo), Apolinário (aos 41 minutos do segundo tempo);
Posse de bola: Itabirito 36% x 64% Atlético;
Finalizações: Itabirito 10 x 15 Atlético;
Finalizações certas: Itabirito 4 x 8 Atlético;
Desarmes: Itabirito 13 x 18 Atlético;
Interceptações: Itabirito 15 x 8 Atlético;
Recuperações de bola: Itabirito 45 x 33 Atlético;
Faltas: Itabirito 10 x 7 Atlético;
Total de passes: Itabirito 340 x 647 Atlético;
Cartões amarelos: Pedro Rodrigues (30 minutos do primeiro tempo) e Vitor Hugo (aos 36 minutos do segundo tempo);
O Atlético opera como brinquedo de bilionário: troca-se o comandante como quem troca pilha. Quando o desempenho oscila, remove-se a peça mais visível. A estrutura permanece confortável. O banco vira para-raios de decisões mal sustentadas. A saída do argentino não é absurda. Havia pouca evolução coletiva, comportamentos repetidos e resultados frágeis. O campo não sustentava o discurso. A mudança, isoladamente, é defensável. O problema é o roteiro que se repete.
Convicção terceirizada
O nome veio mais da pressão da torcida do que de convicção interna. A diretoria nunca pareceu realmente confortável com a escolha — apenas cedeu ao barulho.
Quando a temporada começou mal, faltou sustentação. Em vez de proteger o projeto, o cenário serviu quase como confirmação silenciosa de uma resistência anterior — um discreto afago ao ego de quem nunca quis bancar a decisão até o fim. Sem convicção real, a primeira sequência negativa vira ponto final.
Planejamento por PowerPoint
O desencontro ficou evidente nas próprias declarações. Enquanto o argentino apontava a necessidade de um volante de contenção com presença e leitura defensiva, Paulo Bracks garantia que o elenco já oferecia essa característica. Para um, faltava a peça; para outro, o problema estava resolvido. O meio-campo exposto tratou de encerrar o debate.
O ruído se repetiu com Mateo Cassierra, classificado como “9 típico” pela direção e visto como segundo atacante pelo treinador. Diferença de leitura que não é detalhe — é sintoma.
No mercado, a incoerência ganhou escala: fala-se em Lucas Torreira, volante de hierarquia, e entrega-se Tomás Pérez, aposta do Porto B, como solução. A distância entre discurso e realidade expõe o problema central: falta critério, falta unidade e sobra narrativa. Enquanto a direção brinca de gestão e improviso, quem paga a conta e sente o impacto de tudo é a Massa — e a paciência dela acabou.
A Massa cansou
A torcida perdeu a paciência e começa a se afastar do clube — culpa de quem deveria cuidar dele. Discurso e realidade não se encontram: no Mineiro, o ingresso mais barato chega a quase cem reais. A arquibancada virou público consumidor e, se não mudar, a força da torcida vai ruir.
Rafael Menin, Rubens Menin, Paulo Bracks e cia precisam sair do conforto e encarar a realidade: reconhecer limitações, pedir ajuda à Massa e trazer o décimo segundo jogador para o campo. Promessas vazias e discursos sem ação não inspiram — destroem.
Vivendo um momento conturbado na temporada, o Atlético visita o Itabirito, neste sábado (14), às 19h, no Estádio Castor Cifuentes, em Nova Lima, em confronto válido pela 8ª rodada do Campeonato Mineiro. A partida terá transmissão ao vivo do Premiere (Pay-Per-View).
Atlético tenta reagir em meio à turbulência
Pressionado por melhores atuações e pela classificação para a semifinal do estadual, o Atlético chega para o duelo contra o Gato do Mato, passando por um momento conturbado nos bastidores. Após mais um empate na temporada, contra o Remo, em casa, pelo Brasileirão, o técnico Jorge Sampaoli foi demitido.
Enquanto o novo comandante não é anunciado, o auxiliar técnico permanente, Lucas Gonçalves, comandará a equipe de forma interina. Para a partida, o auxiliar deve mandar a campo a maioria dos titulares. Gustavo Scarpa deve ganhar uma chance entre os titulares no lugar de Bernard. Para classificar de forma simples, basta que o Galo faça a sua parte e torça para que a URT não vença o Cruzeiro.
Suspensos
Não há.
Lesionados
Lyanco (recuperação ruptura do tendão de Aquiles do tornozelo esquerdo) e Alexsander (recuperação lesão do ligamento colateral medial do joelho esquerdo).
Pendurados
Alan Franco, Cuello, Ruan e Vitão.
Sendo assim, o provável Atlético para enfrentar o Itabirito tem: Everson; Ângelo Preciado, Ruan, Junior Alonso e Renan Lodi; Maycon, Alan Franco, Victor e Gustavo Scarpa (Bernard); Dudu e Hulk. Técnico: Lucas Gonçalves (técnico interino).
Itabirito joga pela sobrevivência
O Itabirito vive um momento totalmente diferente do Atlético. O Gato do Mato briga para não ser rebaixado para o Módulo II do Campeonato Mineiro. Caso não venha a vitória, o melhor dos cenários para a equipe da Região Central de Minas, é garantir o empate e torcer para uma derrota do Athletic contra o Tombense.
A equipe não contará com o seu comandante no banco de reservas, isso porque o técnico Marcelo Caranhato foi expulso no duelo contra o Betim. O auxiliar-técnico Luizão comandará a equipe no duelo contra o Galo. Dentro das quatro linhas, o único desfalque da equipe é o lateral-direito Daniel Fagundes, que segue no departamento médico.
Suspensos
Não há.
Lesionados
Daniel Fagundes (recuperação de lesão não informada).
Pendurados
Kevlin, Luís Araújo e Pedro Rodrigues.
Sendo assim, o provável Itabirito para enfrentar o Atlético tem: Vinícius Dias; Gleisinho, Wallace, Felipe Camargo e Bryan; Serginho, Pedro Rodrigues e Guilherme Givigi; Luis Araújo, Romário e Ruan. Técnico: Luizão (auxiliar).
Arbitragem
A Federação Mineira de Futebol definiu que o árbitro Felipe Fernandes de Lima para comandar a partida. Ele será auxiliado por Felipe Alan Costa de Oliveira e Magno Arantes Lira. Já para comandar o VAR, a FMF designou Emerson de Almeida Ferreira.
Técnico e auxiliar da categoria sub-20 do Atlético, Henrique Teixeira e Leonardo Silva (respectivamente) participaram dos treinamentos do elenco profissional, nesta sexta (13). Em fotos divulgadas pelo clube, os dois aparecem compondo a comissão técnica interina, comandada por Lucas Gonçalves.
A informação sobre a presença dos dois na comissão profissional temporária foi dada inicialmente pelo setorista Wander Lourenço, do “Fala Massa”. Segundo a apuração, Henrique Teixeira estará presente no banco de reservas diante do Itabirito, neste sábado (14). A possível presença de Léo Silva ainda é desconhecida.
Técnico do sub-20, Henrique Teixeira, na comissão interina do time principal (Foto: Pedro Souza / Atlético)
Até as 12h, o Atlético não havia confirmado se os dois estariam relacionados pelo futebol profissional, pois o time ainda não havia definido a escala de convocados para a viagem a Nova Lima.
Sem Jorge Sampaoli, o Galo tenta evitar uma vexatória eliminação na fase de grupos, do Campeonato Mineiro. Nesse meio tempo, seguem as movimentações pela contratação de um novo treinador.
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