Foto: Pedro Souza / Atlético
Por: Thiago Florêncio
Vale vaga na final da Copa do Brasil. Neste sábado (7), às 18h30, o Atlético recebe o Grêmio na Arena MRV precisando de mais uma virada histórica. No jogo de ida, em Porto Alegre, o Galo perdeu por 2 a 0. Para avançar direto, precisa vencer por três gols de diferença. Uma vitória por dois gols leva a decisão para os pênaltis.
A partida terá transmissão ao vivo do SporTV (TV fechada), Premiere (Pay-Per-View) e Amazon Prime Video (Streaming). A Massa já respondeu. Até as 11h desta sexta-feira, 37 mil ingressos tinham sido vendidos, e a Arena MRV caminha para mais uma noite de casa cheia.
Como chega o Atlético para o duelo: titulares de volta e reforços no ataque
O Atlético chega pressionado. São cinco derrotas seguidas, a última delas para o Botafogo, no Nilton Santos, com um time inteiramente reserva. Domínguez poupou os titulares justamente para este jogo, e agora o grupo principal volta descansado.
A semana trouxe boas notícias do departamento médico. O meia Fred e o atacante Mateo Cassierra estão recuperados e voltam a ficar à disposição. O zagueiro Vitão, que deixou o campo no Rio com dores na parte posterior da coxa direita, fez exames e nenhuma lesão foi constatada. O volante Alexsander está suspenso também para o duelo de volta, por conta das ofensas proferidas ao atacante Kaio Jorge, do Cruzeiro, na sala do Antidoping.
Lesionados
Victor Hugo (meia): lesão muscular no posterior da coxa direita, Thiago Borbas (atacante): lesão no músculo posterior da coxa direita, Reinier (meia): lesão muscular na coxa.

Sendo assim, o provável Atlético para encarar o Grêmio: Everson; Alan Franco, Vitão, Vítor Hugo (Lyanco) e Renan Lodi; Castaño, Maycon e Fred; Tomás Cuello, Bernard e Mateo Cassierra. Técnico: Eduardo Domínguez.
Como chega o Grêmio: desfalque certo na zaga e dúvida na lateral-esquerda
O Grêmio vem a Belo Horizonte com dois gols de frente, mas a temporada no Brasileirão vai mal. Na última rodada, Renato Gaúcho escalou os reservas e o time perdeu por 3 a 1 para o Flamengo, no Rio. O resultado deixou o Tricolor em 18º, dentro da zona de rebaixamento.
Para o jogo de sábado, Renato tem um desfalque certo, o zagueiro Gustavo Martins, expulso no jogo de ida, cumpre suspensão automática. Para a vaga, o treinador tem duas saídas. Pode colocar o experiente Walter Kannemann na zaga ou recuar Noriega para a defesa e abrir espaço para Dodi no meio-campo.
A outra dúvida está na lateral-esquerda. Marlon sentiu dores no jogo de ida e não treinou na quinta-feira (5), mas evoluiu na recuperação e deve começar jogando. Se não tiver condições, Caio Paulista entra.

Sendo assim, o provável Grêmio para encarar o Atlético tem: Weverton; Balbuena, Wallace e Kannemann (Dodi); João Pedro, Villasanti, Noriega e Marlon (Caio Paulista); Enamorado, Carlos Vinicius e Amuzu. Técnico: Renato Gaúcho.
Prancheta tática: como Atlético e Grêmio devem se organizar na Arena MRV?
Galo com a bola: saída de três e cinco homens na frente
Quando tiver a posse, o Atlético de Domínguez deve se reorganizar em um 3-2-5. Alan Franco fecha por dentro, pela direita, e se junta a Vitão (Lyanco) e Vítor Hugo na primeira linha de construção. Logo à frente, Maycon fica pelo centro e Castaño se posiciona um pouco mais à esquerda, os dois como apoio para a bola sair limpa do campo de defesa.
Lá na frente, cinco jogadores ocupam a última linha. Renan Lodi abre o corredor esquerdo, com Bernard por dentro do mesmo lado. Cuello fica espetado na ponta direita. Fred recua quando precisa para ligar o meio ao ataque, e Cassierra volta a ser o homem de área.
A volta do colombiano mexe com o plano de jogo. Em Porto Alegre, o Atlético ficou com a bola, mas rondou a área gremista sem ninguém para segurar os zagueiros de costas ou disputar o jogo aéreo. Faltou presença na área e faltaram ideias para furar a defesa. Cassierra resolve a primeira parte. Ele prende a bola, dá tempo para o time subir e briga pelo alto com uma zaga acostumada a jogar compacta.
A segunda parte fica com Fred. O Grêmio se defende com três zagueiros, Wallace, Balbuena e Kannemann, e não costuma ceder espaço. A leitura de jogo do meia vai pesar na hora de achar o passe que coloca alguém na cara do gol antes de o adversário se reposicionar.
O risco mora atrás. Os alas gremistas sobem muito e os pontas fecham por dentro, o que exige atenção nas trocas de marcação. Contra o Cruzeiro, o Atlético errou justamente nesse ponto.
A pressão depois de perder a bola
Marcar forte logo após a perda é uma das armas do Galo, e neste sábado ela vira obrigação. O time de Renato Gaúcho gosta de jogar em transição, com bolas longas e contra-ataques rápidos. Com Lodi e Cuello abertos no campo de ataque, qualquer bola perdida no meio sem pressão imediata vira uma corrida em direção a Everson.

Galo sem a bola: o 4-1-4-1
Quando o Grêmio tiver a posse, o desenho muda para um 4-1-4-1. Franco volta para a lateral direita, Vitão (Lyanco) e Vítor Hugo formam a dupla de zaga e Lodi recua para a esquerda. Maycon fica entre as linhas, como volante de proteção.
Na linha de quatro do meio, Cuello e Fred cuidam do lado direito, com o meia ajudando Franco na cobertura. Castaño e Bernard fecham o lado esquerdo. Cassierra fica sozinho à frente.
Cuello tem uma tarefa bem definida. Wallace é o zagueiro gremista que mais conduz a bola na saída de jogo, e o argentino vai subir para pressioná-lo toda vez que o Grêmio tentar construir por trás.
Grêmio com a bola: o 3-4-3
Renato deve repetir o 3-4-3. Kannemann, Balbuena e Wallace formam a zaga, com Noriega e Villasanti no meio. João Pedro e Marlon jogam como alas bem abertos e adiantados. Enamorado e Amuzu atuam por dentro, perto de Carlos Vinicius, que é a referência.
O sistema protege a defesa e deixa os alas livres para atacar. Os times de Renato espalham os jogadores na largura do campo, aproximam os meias pelo centro e trocam passes curtos até encontrar uma brecha na entrada da área.
Grêmio sem a bola: linha de cinco
Sem a posse, o desenho deve ser o mesmo do jogo de ida, um 5-4-1. Os alas recuam e formam a linha de defesa com os três zagueiros: João Pedro, Kannemann, Balbuena, Wallace e Marlon. Enamorado, Noriega, Villasanti e Amuzu montam a segunda linha, e Carlos Vinicius fica na frente.
Renato ajusta a equipe conforme as peças que tem e o adversário que enfrenta, mas costuma priorizar duas coisas: não dar espaço nas costas da defesa e não deixar o rival virar o jogo pelos lados.
Onde o Atlético pode conquistar a vaga?
Campo largo: Lodi e os jogadores de lado, como Cuello, precisam pisar na linha lateral. Com o campo esticado, a defesa gremista se abre e o miolo deixa de ser um paredão.
Puxar os alas: Se João Pedro e Marlon (ou Caio Paulista) saírem para marcar na lateral, sobra espaço nas costas deles. É ali que Bernard e Fred podem infiltrar.
Explorar a ausência: Sem Gustavo Martins, suspenso, a zaga do Grêmio perde uma peça que vinha jogando junto, e o Atlético precisa testar esse setor cedo.
Sufocar na perda: Amuzu e Enamorado são rápidos e vivem de contra-ataque. Se o Galo recuperar a bola perto da área adversária, o Grêmio passa a noite no próprio campo e os dois pontas ficam longe do gol de Everson.
Arbitragem
Ramon Abatti Abel (SC) apita a partida. Os assistentes são Bruno Raphael Pires (GO) e Nailton Junior de Sousa Oliveira (CE). Rodolpho Toski Marques (PR) comanda o VAR. Abatti tem 37 anos e está no quadro da Fifa desde 2023.

Nesta temporada, apitou 19 partidas, quatro delas do Atlético: vitória por 1 a 0 sobre o Internacional e empates com Botafogo (1 a 1), Remo (2 a 2) e Athletico Paranaense (2 a 2). No Brasileirão, marcou 567 faltas (média de 29.84 por jogo), mostrou 93 cartões amarelos (4.89 por partida) e três vermelhos (0.16).
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