Foto: Pedro Souza / Atlético
Por: Thiago Florêncio
O Atlético encara o Athletico Paranaense nesta quinta-feira (8), às 20h (de Brasília), na Arena da Baixada, em Curitiba, pela 29ª rodada do Brasileirão. O Premiere transmite a partida no Pay-Per-View. O Galo vem da vitória por 1 a 0 sobre o Bragantino, no último sábado, e ocupa a sétima posição, com 43 pontos. O clube paranaense está seis pontos acima, em terceiro, com 49.
Como chega o Atlético: Galo ganha reforços de volta, mas leva para Curitiba um retrospecto ruim fora de casa
O Galo vem de vitória no Brasileirão. Venceu o Bragantino, em casa, por 1 a 0. Em contrapartida, longe de Belo Horizonte, o Atlético tem sofrido neste Brasileirão. Foram 14 jogos como visitante e oito derrotas. Em Curitiba, o time encontra um adversário que briga na parte de cima da tabela.
Eduardo Domínguez segue sem quatro jogadores no departamento médico. O goleiro Everson, o zagueiro Ruan Tressoldi, o meia Gustavo Scarpa e o atacante Mateo Cassierra. Os equatorianos Ángelo Preciado, Alan Franco e Alan Minda também ficam fora. Os três defenderam a seleção na Data Fifa, e a comissão técnica preferiu poupá-los por causa do desgaste da longa viagem de volta ao Brasil.
Do outro lado da conta estão os retornos. O zagueiro Vitão, o lateral-esquerdo Kauã Pascini e o volante Kevin Castaño voltaram das seleções e estão liberados. Vitão e Castaño devem ir direto para o time titular. O atacante uruguaio Thiago Borbas, que não pôde enfrentar o Bragantino por ter contrato com o clube paulista, também fica à disposição.
Lesionados
Everson (fratura no pé esquerdo), Ruan Tressoldi (lesão no músculo posterior da coxa esquerda), Gustavo Scarpa (lesão no músculo posterior da coxa direita) e Mateo Cassierra (lesão no músculo posterior da coxa esquerda).
Poupados
Ángelo Preciado, Alan Franco e Alan Minda (desgaste da viagem após a Data Fifa).
Pendurados
Lyanco, Vitor Hugo, Tomás Pérez, Mamady Cissé e Tomás Cuello.

Sendo assim, o provável Atlético para encarar o Athletico Paranaense tem: Gabriel Delfim; Natanael, Lyanco, Vitão e Renan Lodi; Maycon, Castaño (Cissé), Fred, Bernard e Cuello; Reinier. Técnico: Eduardo Domínguez.
Como chega o Athletico Paranaense: em boa fase, Furacão tem técnico suspenso e zaga remendada
O Athletico faz uma campanha sólida no Brasileirão. É o terceiro colocado, com 49 pontos, e venceu o Bahia por 2 a 1, em casa, no último jogo.
Para receber o Galo, porém, o time paranaense terá problemas, a começar pelo banco. O técnico Odair Hellmann está suspenso e não poderá comandar a equipe à beira do campo. A defesa é o setor mais afetado. O zagueiro Dantas sente dores na coxa e deve dar lugar a Carlos Terán. Aguirre cumpre suspensão, e Lucas Esquivel aparece como o escolhido para completar o trio de zaga. Benavídez, com uma lesão muscular na panturrilha esquerda, também está fora.
As voltas ajudam a compensar. O zagueiro Arthur Dias retorna depois de servir a Seleção Brasileira, e o meia João Cruz está liberado após cumprir suspensão. O atacante Kevin Viveros também cumpriu suspensão, mas voltou de compromisso com a seleção colombiana e é dúvida. Se ele não tiver condições, Kerwin Vargas entra no time.
Suspensos
Aguirre e o técnico Odair Hellmann.
Lesionados
Dantas (dores na coxa) e Benavídez (lesão muscular na panturrilha esquerda).
Pendurados
Felipinho, Jadson e Mycael.

Com isso, o provável Athletico Paranaense para enfrentar o Atlético tem: Mycael; Carlos Terán, Arthur Dias e Lucas Esquivel; Gilberto Moraes, Jadson, Luiz Gustavo e Mendoza; João Cruz, Leozinho e Kevin Viveros (Kerwin Vargas). Técnico: Odair Hellmann (suspenso).
Prancheta aberta: Como jogam as duas equipes?

Atlético | 3-4-2-1: “O Barbabol”
Barba Domínguez repete o desenho que virou a cara do “Barbabol”: três zagueiros, dois alas e um time que aceita ficar sem a bola sem perder a organização. A posse fica em segundo plano. O que define esse Galo é o controle do espaço e a entrega de cada jogador na hora de marcar.
Lyanco, Vitão e Natanael formam a linha de três à frente de Delfim, com Castaño e Maycon protegendo a entrada da área. Sem a bola, Lodi e Cuello recuam, fecham os corredores e transformam a defesa numa linha de cinco que complica a vida de quem tenta atacar por fora.
Com a bola recuperada, a ideia é chegar rápido ao ataque. Os alas ganham o campo todo para subir e cruzar, e Reinier sabe aparecer dentro da área no tempo certo. Bernard flutua entre as linhas e recebe de frente para o jogo, fazendo a ponte com o ataque, enquanto Fred dá suporte pelo lado direito.
Athletico-PR | 3-4-2-1 com variações
Odair Hellmann também parte da linha de três, mas o desenho se mexe conforme o jogo pede. Pode abrir num 3-4-3 com Leozinho e João Cruz mais espetados nas pontas ou se fechar num 4-1-4-1 quando precisa povoar o meio.
A marca do Furacão é a intensidade física. Em casa, o time costuma partir para cima desde o apito inicial e tentar sufocar o adversário nos primeiros 15 minutos. Quem atravessa esse período de pé geralmente encontra um jogo mais parelho depois.
Viveros é a referência e explica por que o Athletico finaliza tanto de dentro da área. O caminho até ele passa mais pelo chão, com tabelas e infiltrações, do que por bolas levantadas. Mesmo cruzando pouco, o time assusta pelo alto, principalmente em bola parada.
Fica o ponto de interrogação sobre Esquivel. Lateral-esquerdo de origem, ele deve atuar como terceiro zagueiro pela esquerda, justamente o setor por onde Cuello e Fred costumam atacar.
Onde o jogo pode ser decidido?
Com os dois times no mesmo sistema, o campo vira um espelho e cada jogador tem um par direto. Lodi encara Gilberto de um lado, Cuello pega Mendoza do outro, e Vitão terá Viveros colado nele o jogo inteiro. Nesse tipo de confronto, leva vantagem quem vencer mais duelos individuais ou conseguir criar um jogador livre.
O desafio do Galo está na saída de bola durante a pressão inicial: os três zagueiros vão encontrar Viveros, Leozinho e João Cruz em igualdade numérica. A ligação direta, que já faz parte do estilo de Domínguez, pode ser a saída para pular essa primeira linha e explorar o espaço que o Athletico deixa às costas quando avança em bloco.
Arbitragem
A CBF escalou Ramon Abatti Abel, da Federação Catarinense de Futebol, para apitar o jogo. Os assistentes serão Nailton Junior de Sousa Oliveira (CE) e Alex dos Santos (SC), e o VAR fica com Vinicius Furlan (SP).

Aos 37 anos, Abatti integra o quadro da Fifa desde 2023. Nesta temporada, apitou 16 partidas, três delas do Atlético: a vitória por 1 a 0 sobre o Internacional e os empates por 1 a 1 com o Botafogo e por 2 a 2 com o Remo. No Brasileirão, o árbitro marcou 424 faltas, média de 30,29 por jogo, e mostrou 77 cartões amarelos, 5,50 por partida. O vermelho apareceu uma única vez. Com cinco atleticanos pendurados, entre eles os titulares Lyanco e Cuello, o número merece cuidado.
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